Pesquisar no Blog

10/25/2009

Novo Estádio da Luz – 6 anos de vida

 

Completam-se hoje seis anos sobre a inauguração do novo Estádio da Luz, campo de jogos do S.L. e Benfica, em Lisboa.

Foi no dia  25 de Outubro de 2003, e a inauguração foi selada com a disputa de um jogo de carácter amigável entre a equipa da casa e o Nacional de Montevideo, do Uruguai, jogo esse que o Benfica venceu por 2-1, com o primeiro golo a ser marcado por Nuno Gomes (que também marcou o segundo), ficando dessa forma ligado à História deste emblemático palco de jogos. Já o primeiro jogo oficial decorreu contra  a equipa do Beira-Mar, que terminou com 3-1 a favor da equipa encarnada.

O novo Estádio da Luz foi um dos vários que foram construídos de raíz para o Euro 2004, organizado por Portugal. Foi uma oportunidade única para alguns dos palcos do futebol nacional entrarem na era da modernidade, sendo demolidos ou requalificados os velhos estádios, impregnados de História e histórias mas obsoletos, sem conforto e segurança. É certo que alguns desses estádios são hoje uns grandes “elefantes brancos”, sem equipas residentes à altura de um adequada dinamização e rentabilidade. O estádio do Benfica, assim como os do Porto e do Sporting são os que registam melhores médias de assistência, o que de resto é compreensível.

 

estadio da luz benfica

Pessoalmente tenho mais recordações ligadas ao antigo estádio onde assisti a vários jogos, nomeadamente quando estive pelos lados de Lisboa durante o serviço militar. Por lá vi equipas fantásticas que ajudaram a conquistar alguns dos títulos da década de 80 (5 para o Benfica, 4 para o FC Porto e 2 para o Sporting).

Como memória dos bons velhos tempos do antigo estádio da Luz, deixo aqui uma das boas equipas, não dos anos 80, mas dos anos 70, precisamente a que disputou a final da Taça de Portugal em 1971, frente ao Sporting, onde perdemos por 4-1. Na época seguinte reencontraram-se os mesmos finalistas, com o Benfica a vencer dessa feita por 3-2, depois de ter vencido na meia final o FC Porto por um concludente 6-0.

Formação: Em cima da esquerda para a direita: Jimmy Hagan (treinador), Zeca, Adolfo, Matine, Humberto Coelho, Américo Tomás (então presidente da República), Malta da Silva e José Henrique; Em baixo, da esquerda para a direita: Jaime Graça, Néné, Artur Jorge, Eusébio e Simões. Não me enganei em algum nome? De repente fiquei com algumas dúvidas em relação ao Adolfo.

 

sport lisboa e benfica 1971 santa nostalgia

(clicar na imagem para ampliar)

*

*

*

Caderneta de cromos de futebol “Ídolos de Portugal” – 80/81 - Mabilgráfica

 

Para a época futebolística de 80/81, a editora Mabilgráfica lançou no mercado a colecção de cromos “Ídolos de Portugal”.

A caderneta apresenta as dimensões de 210 x 294 mm (folha A4), com 40 páginas e 256 cromos.

Para além das 16 equipas do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, são ainda representados os ídolos do passado das três grandes equipas, o SL Benfica, FC do Porto e Sporting CP. Estes ídolos do passado são cromos em caricatura, pela mão do mestre Francisco Zambujal.

Cada equipa que integra a caderneta é composta por 13 cromos, correspondendo a 11 jogadores, emblema e equipa em formação num cromo com o dobro do tamanho dos normais. Cada cromo normal tem as dimensões generosas de 57 x 85 mm.

Cada equipa tem direito a duas páginas da caderneta e para além dos cromos, existe um espaço com dados de caracterização do clube. Em cada cromo, o jogador é representado em pose, a corpo inteiro, numa bela moldura representando a configuração do mapa de Portugal. Na zona esquerda, num fundo degradé, o cromo ostenta o emblema, nº do cromo, o nome do jogador, sua posição na equipa e a sua idade. A capa apresenta um belo grafismo, com o mapa de Portugal  dividido pelas suas províncias preenchidas com imagens de acção de jogos de futebol.

Para mim, que tenho centenas de cadernetas, esta é uma das melhores colecções não só dos anos 80 como de sempre. Pela qualidade gráfica, qualidade das fotografias, pelos dados que comporta, pelo tamanho e quantidade dos cromos e ainda pelos cromos adicionais em caricaturas. Por conseguinte, foi uma das cadernetas que coleccionei com gosto e paixão.

Apesar da qualidade e beleza desta colecção editada pela Mabilgráfica, uma profícua editora dos anos 80, com sede na Amadora, a “Ídolos de Portugal” é uma caderneta relativamente abundante, aparecendo com frequência em sítios de venda a preços relativamente baratos. Em contrapartida, outras cadernetas de  fraca qualidade mas raras, atingem preços muito mais substanciais. Particularidades do coleccionismo.

 

cadernetra cromos idolos portugal sn01

cadernetra cromos idolos portugal sn02

cadernetra cromos idolos portugal sn03

cadernetra cromos idolos portugal sn04

cadernetra cromos idolos portugal sn05

cadernetra cromos idolos portugal sn06

*

*

*

10/24/2009

9 de cada 10 estrelas usam Lux

sabonete lux publicidade antiga sn

Voltamos à sempre interessante publicidade (de 1966) ao famoso sabonete LUX, o tal que era usado por 9 em cada 10 estrelas.
Lux, um sabonete apresentado como requintado, com nova forma e nova embalagem.



10/23/2009

Hoje apeteceu-me desenhar – Outono

 

outono vinho uvas vindimas santa nostalgia

 

Sempre gostei do desenho e de desenhar e desde que me conheço dei comigo com o lápis na mão a rabiscar. Ainda com 3 ou 4 anitos, ensinou-me o meu avô materno a desenhar uns belos cães e a partir desse momento os cachorros invadiram tudo quanto era papel, mesmo dos saudosos “Comércio do Porto” e “O Primeiro de Janeiro”. Até mesmo algumas folhas da cédula de nascimento de minha mãe foram carimbadas com alguns desses valentes cães, com o pelo eriçado. Valentes foram também os tabefes que apanhei por causa dessa ousadia. A partir daí compraram-me uma Sebenta, com folhas branquinhas, e os cães ganharam outra sentido, já sem a confusão das letras dos jornais ou sem os assentos de casamento dás cédulas.

Por isso, qualquer desenho que por aqui publique, simples ou mais rebuscado, tem como única pretensão a de recordar os rabiscos que fazia no meu tempo de criança e que norma geral me davam sempre boas notas nos testes.

Nessa altura da escola primária, um teste resumia-se a uma folha A3, dobrada a meio, de papel almaço, azul de 25 linhas, daqueles com marca de água. Para além da cópia, do ditado e dos exercícios ou problemas de aritmética, havia lugar ao desenho. No final, sabia bem receber aquele C escorreito, com significado de bom, com que a professora classificava a prova.

Por todas essas memórias, perdoem-me os leitores habituais deste estaminé de nostalgias, pela simplicidade de alguns dos meus rabiscos.

O rabisco de hoje é um tributo ao Outono, às colheitas e às vindimas. Foi feito numa pressa, como “gato a passar por brasas” e utilizei apenas ferramentas digitais.

*

*

*

Figuras & Figurões - 3

 Damos continuidade à publicação dos cromos da caderneta FIGURAS & FIGURÕES, colando hoje mais três, correspondentes a outras tantas figuras importantes da cena política nacional de um passado relativamente recente.

alvaro cunhal figuras e figuroes santa nostalgia 10

vasco lourenco figuras e figuroes santa nostalgia 11

salgado zenha figuras e figuroes santa nostalgia 12

10/21/2009

MacGyver – A série do Dr. Engenhocas


Está a passar na RTP Memória a série de culto dos anos 80, MacGyver. É exibida diariamente cerca das 21.30 horas. Para quem pretender reviver, é uma boa oportunidade.
McGyver, interpretado por Richard Dean Anderson,  é um agente governamental, da agência  DXS - Department of External Services, que se caracteriza pela sua esperteza e astúcia, aliadas ao domínio de técnicas e conhecimentos na área da mecânica, física e química que nos momentos chave das diversas histórias resolvia as coisas sem recurso a armas ou a violência.
Esta série de TV, de origem nos Estados Unidos, foi produzida por Henry Winkler e John Rich, ao longo de 8 temporadas de 1985 a 1992, num total de 139 episódios. Teve ainda lugar a dois filmes já em 1994. De facto foi uma produção muito profícua a que não é alheia a popularidade que granjeou a nível mundial.
Quanto a outras personagens, de destacar Pete Thornton, interpretado por Dana Elcar, que era o chefe de MacGyver, que assumia funções na entidade  DXS - Department of External Services.
Pessoalmente nunca fui muito apreciador da série, ao contrário de alguns dos meus irmãos, que são fãs. É verdade que MacGyver contrapunha a inteligência ao uso de armas ou violência, marcando um estilo muito próprio, longe dos vulgares estereotipos dos heróis ou super heróis, muito comuns nas séries americanas, mas algumas situações não me convenciam. Ou seja, sempre que se lhe deparava um problema, para além do seu inseparável canivete suiço, as coisas estavam ali, sempre à mão. Aparecia tudo quanto precisava como se tivessem sido encomendadas e feitas por medida. Ele era de facto um engenhocas, mas esse lado das histórias irritava-me um pouco.
A série absorveu muito do estilo demonstrado por outras séries importantes, nomeadamente a “Missão Impossível”, onde o uso de tecnologias em detrimento da violência era um ponto forte.
Apesar disso, assisti a muitos episódios e mesmo agora, sempre que posso, revejo na RTP Memória. MacGyver, foi de facto uma série que marcou toda a década de 80 e como tal merecer ser aqui recorda, até, porque como se disse no início, está a passar novamente na RTP Memória.

macgyver

10/20/2009

Patrick Hernandez – Born to be alive

 

Estávamos no final da década de 70 e a chamada disco music estava mais ou menos no seu apogeu, muito à custa da populariadde de filmes como "Saturday Night Fever", de 1977, com John Travolta e a banda sonora dos famos Bee Gee.

No meio deste reboliço musical, surgiu um francês chamado Patrick Hernandez que fez sucesso em 1979 com o tema “Born to be alive”. O sucesso estendia-se desde a venda do disco até à sua passagem constante na rádio, na televisão e nas discotecas.

É certo que Patrick Hernandez ainda teve um tema que também vendeu bem, “Loosing sleep over you”, até porque no Brasil fez parte da banda sonora de uma popular telenovela, “Baila Comigo”, mas praticamente desapareceu a partir de meados de 80. Todavia, a partir daí, e ainda quase até aos nossos dias, continuou a ser solicitado para cantar esse seu grande êxito. Deste modo, Patrick Hernandez é sinónimo de “Born to be alive”.

Pessoalmente este tema traz-me fortes memórias do meu tempo de adolescente, e obviamente todo esse ambiente e essa cultura que foi o disco music. Só por esse facto, Patrick Hernandez, apesar do seu estilo algo piroso, merece ser aqui recordado.

 

patrick hernandez born to be alive santa nostalgia

 

*

*

*

Totobola - Guia do apostador 1973/1974

  [Tópicos relacionados - ou não]

Populares