2/20/2018

Fiat 131


Cartaz publicitário de Agosto de 1980 ao automóvel modelo 131 da Fiat. 

O Fiat 131 foi um Sedan médio produzido pela Fiat como sucessor do Fiat 124 de Outubro de 1974 a 1984, sendo substituído pelo Fiat Regata.
O Fiat 131 chegou a ser vendido nos EUA como Fiat Brava. Teve versões Sedan de duas e quatro portas (Denominadas de Mirafiori ou Super Mirafiori)e Station Wagon de 5 portas (Essa denominada Familiare).
O Fiat 131 foi vendido na Espanha como "Seat 131", na época que a Seat era associada à Fiat e não à Volkswagen.
A empresa Abarth criou um carro de corrida com base no Fiat 131 Duas portas, denominado "131 Abarth Stradale", que vendeu 400 unidades para "civís".
O Fiat 131 é um carro familiar médio, que foi construída pelo construtor italiano Fiat 1974-1984. Era a substituição do Fiat 125, e está disponível como um 2 - e 4-portas saloon e 5-door estate.
Standard 131S eram frequentemente badged como Mirafiori, depois que a planta de produção em que foram produzidos, tinham 1,3 L e 1,6 L SOHC motores. As revisões foram feitas em 1981, e todos os modelos foram produzidos até que a produção cessou em 1984.
De 1978 a Fiat produziu também uma versão atualizada chamada SUPERMIRAFIORI. Estes featuresd motores DOHC. Diesel versões foram feitas, além da Corrida de 131.
O Fiat 131 Abarth Rally foi um carro muito bem sucedido, que ganhou o Campeonato Mundial de Rali três vezes, em 1977, 1978 e 1980, o último com o Walter Röhrl como motorista.

[fonte: Wikipedia]

2/13/2018

Zakarella


Hoje trazemos à memória a revista de banda desenhada "Zakarella", destinada a adultos. O seu primeiro número, de periodicidade quinzenal, saiu à rua no dia 1 de Março de 1976. Infelizmente, para os fãs do estilo, teve um curto reinado e terminou no mês de Março de 1978, com um espólio de 28 edições. Hoje em dia a revista é objecto de culto e de colecção.

Rezam as crónicas que o seu fim deveu-se ao facto de, por decisão do Banco de Portugal, nesse período quente da nossa história política e económica pós-revolução do 25 de Abril de 1974, ter proibido o pagamento de bens não essenciais com divisa estrangeira. Ora como a banda desenhada não se comparava à necessidade do pão, leite ou gasolina, ficou assim a editora com um berbicacho em mãos para pagar os direitos das histórias públicas de origem norte-americana que  enchiam as páginas, pelo que Zakarella chegou ao fim, ainda com muito para dar do seu mundo de fantasia, terror e sexo.

Zakarella era uma voluptuosa mulher, renegada, em fuga de um profundo inferno terreno governado por um cruel Satã, sendo tele transportada directamente para a grande Lisboa. Em cada história saída da imaginação do autor e editor Roussado Pinto, que assinava com o pseudónimo de Ross Pynn, a jovem Zakarella caía nas garras da malvadez e lascívia de toda a espécie de criminosos e senhores do mal, sujeitando-se assim às mais bizarras sevícias sexuais e torturas. Tinha a seu favor a capacidade de se regenerar e curar de todas as feridas e afrontas dos seres maléficos, ficando novinha em folha para em cada conto voltar a ser diabolizada.

Estas histórias de Roussado Pinto, em rigor pouco significativas, ganhavam vida e interesse acrescido com as capas e ilustrações interiores produzidas pela fantástica arte de Carlos Alberto Santos, profícuo artista plástico (já falecido) e que durante várias décadas enriqueceu edições de livros de contos, banda desenhada e colecções de cromos com a chancela da saudosa Agência Portuguesa de Revistas. Tal como Zakarella, também a APR já não faz parte deste mundo, apenas nas colecções que vão existindo em coleccionadores diligentes e saudosistas bem como nas velhas prateleiras de alfarrabistas.
Zakarella não fugiu ao epíteto de Vampirella portuguesa, numa comparação à heroína da banda desenhada norte-americana, de facto com semelhanças na voluptuosidade e na na pouca roupinha e no estilo de fantasia e terror, embora com diferenças de enredo.

Seja como for, Zakarella enquanto durou foi devorada não só pelos seres maléficos que povoavam a suas histórias, como também pelos leitores entusiastas da banda desenhada ou contos fantásticos com uma boa dose de erotismo. Faz, por isso, com toda a justiça, parte do imaginário desses tempos recuados da década de 70 do séc. passado.




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