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2/12/2010

Linus – Coração de Leão

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Em 1973 a RTP, a seguir ao almoço, logo a abrir a emissão, passava para gáudio da pequenada, onde me incluía, uma série de animação, "Linus", no orginal "Linus the Lionhearted", qualquer coisa como Linus Coração de Leão, numa analogia ao lendário rei inglês Ricardo.


A figura de Linus tem origem em 1960, nos Estados Unidos, como personagem publicitária, criado pela agência Ed Graham Productions, para a empresa  de cereiais Post General Foods.
A personagem teve tanto êxito que em 1964, patrocinada pela própria empresa, passou para uma série regular de TV, tendo sido produzidos 39 episódios de cerca de 15 minutos cada, em duas temporadas, exibidos entre 1964 e 1969 na CBS e depois na ABC.


Linus, como um leão que se preze, era o rei da selva de uma estranha ilha tropica, com estranhos habitantes, tais como Rory Raccoon, Billie Bird, Sascha Grouse, Sugar Bear, Granny Goodwitch, Dinny Kangaroo e o carteiro Loveable Truly, entre outros,  gerando situações próprias do mundo a animação.
A exemplo de outras séries da época, ainda no tempo do preto-e-branco, fazia por não perder um episódio.

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2/10/2010

Joselito – A voz de rouxinol

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 Em finais dos anos 60 e também pelos anos 70 fora, aos Domingos à tarde a RTP brindava-nos com a exibição de muitos e bons filmes, nomeadamente os incluídos na popular rubrica "Tarde de Cinema". Foram tantos e tantos que é impossível elencar os mesmos, mas, com os meus gostos de criança, preferia sobretudo os filmes recheados de aventura e emoção, incluindo o clássico Tarzan e uma variante, o Bomba, designado de filho de Tarzan, bem como umas boas e valentes cowboyadas e até filmes de capa-e-espada, como Os Três Mosqueteiros, Zorro, Robin Hood, filmes de corsários e piratas e outros mais.

Entre esta miríade de aventuras, por vezes lá vinham os clássicos filmes portugueses, com os inesquecíveis António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho e Beatriz Costa, os filmes humorísticos, com Charlot, os irmãos MarxCantiflas, e também filmes marcadamente musicais, com o popular Gianni Morandi, Elvis Presley, Cliff Richards,  The Beatles e outros. Destes outros, porque recordo-me de ver vários, trago à memória a figura de Joselito, uma criança cantora, espanhola, e que teve muita popularidade nos anos 50 e 60, pelos seus discos e pelos seus filmes, tanto em Espanha, como em Portugal e na América Latina. Entre nós era muito admirado e quase ninguém gostava de perder os seus filmes, sobretudo as mulheres e raparigas, mais dadas a lamechices.
Actualmente, no Youtube, é possível recordar Joselito em alguns dos seus filmes e múiscas.

Não vou entrar em detalhes da sua vida, tanto de criança como de adulto (com menos popularidade) até porque podem ser consultados numa excelente página sobre o artista, recheada de aspectos biográficos, fotos, discos e outros. A página está em francês mas tem versão em inglês e facilmente pode ser traduzida para português.
Joselito e a sua voz vibrante, de rouxinol, de facto nessa época cantava e encantava e pelo meio de uns filmes de aventuras, também sabia bem ver e ouvir Joselito.

Quem se recorda?


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2/07/2010

Vós sereis o Meu Povo – Catecismo do 2º ano

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Vós sereis o Meu Povo, é um catecismo elementar do 2º ano da Catequese, mandado imprimir em 1970, pelo Secretariado Nacional da Catequese.
Trata-se de uma adptação autorizada da versão francesa “Vous serez mom peuple”. Apresenta um grafismo e programa mais ligeiros, certamente menos clássico, que a linha do popular Catecismo Nacional que vigorou nos anos 50 e 60.
O catecismo tem a dimensão de 150 x 205 mm, 96 páginas e 31 lições. Ao contrário do clássico Catecismo Nacional, este volume é enriquecido sobretudo com fotografias a preto-e-branco. As poucas ilustrações, incluindo mapas, são da autoria de Baptista Mendes, que nessa altura também ilustrou os livros de religião do ensino primário, de que noutra ocasião falaremos.
Como curiosidade, segundo uma nota da edição, “a aprovação desta edição portuguesa é válida enquanto não estiver completo o texto actualizado do Catecismo Nacional Português, que se espera seja concluído com a urgência possível”.

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Outros tópicos sobre catecismos:
O meu catecismo da primeira classe - “Doutrina Cristã – Catecismo Nacional - Vol. I"
Catecismos da Primeira Comunhão
"Que quereis de nós, Senhor?" - Catecismo da segunda classe
O Natal nos catecismos - I
- "Quem sóis Vós, Senhor?" - Catecismo do 1º ano - Iniciação

2/06/2010

Batatas fritas D’oro


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É a D’oro, que eu adoro, a batata frita que dá gosto à vida! Quem se recorda deste slogan? É verdade que pouco mais sabemos sobre esta marca de batatas fritas mas o slogan ainda permanece na nossa memória.
O cartaz publicitário é de 1978 e divulga um concurso da marca, em que bastava recortar a etiqueta do peso, colar num postal e enviar até 15 de Junho de 1978. O 1º prémio dava uma sempre apetecida viagem à ilha da Madeira, o 2º prémio, 8 dias para duas pessoas no Algarve e ainda centenas de outros prémios, como barcos de recreio, gira-discos, bicicletas desdobráveis, discos e livros. O sorteio decorreu no dia 29 de Julho de 1978.

2/02/2010

Colecção Formiguinha – Editorial Majora

 

 

No universo dos livros infantis do meu tempo de criança, e de certamente de gerações anteriores e posteriores, a editora Majora tem um lugar especial, diria mesmo de primazia. Foram várias as colecçoes que marcaram de forma indelével o reino da imaginação e fantasia infantis nomeadamente com as chamadas histórias ou contos de fadas, a que acedia através da biblioteca itinerante da Gulbenkian.
Pessoalmente tenho exemplares de várias colecções de livros de contos infantis, nomeadamente  as mais luxuosas, como as séries Ouro e  Prata de “…e outros contos para crianças”, Varinha Mágica, Princesinha, Pintarroxo,  Pinto Calçudo, etç, mas, sobretudo, pelas suas características de formato e preço, destaco aqui a popular Colecção Formiguinha, que estou certo, encantou várias gerações de crianças e faz parte do seu imaginário.

Esta colecção, pelas escassas informações que tenho, teve pelo menos três séries, sendo que a primeira teve edição em meados dos anos 50, seguindo-se a segunda série, talvez nos anos 70 e a mais recente talvez dos anos 90. São informaçõees que entretanto pretendo confirmar.

A terceira série apresenta as mesmas capas da segunda, sendo que na contra-capa integra a informação gráfica adicional do código de barras.

A colecção é composta por 60 volumes no pequeno formato de 75 x 100 mm, com 16 páginas cada.

As capas das últimas séries são de autoria de Salvador e os desenhos interiores (4 a 5 por livro), a preto-e-branco, de César Abbot.

As histórias, são os resumos, adaptados por João Sereno, de conhecidos contos, predominantemente de origem tradicional e de Andersen, mas também dos Irmãos Grimm e Óscar Wilde, Perrault, Swift e do próprio adaptador.

A tarefa de adaptação, essencialmente redução dos originais, não terá sido fácil mas de um modo geral as historinhas condensam muito bem as versões originais.

 

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Desculpem a desorganização numérica da reprodução de algumas das capas, mas, para já, foi o que se arranjou. Podem clicar nas imagens para visualizar em tamnho maior.

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1/27/2010

W. A. Mozart – Faria hoje 254 anos

 

 

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Se fosse vivo, qual uma das grandes figuras bíblicas, Wolfgang Amadeus Mozart completaria hoje 254 anos, pois nasceu na cidade de Salzburgo, na Áustria, em 27 de Janeiro de 1756.
Adoro a música clássica no geral, mas sobretudo a música de Mozart e sou apreciador do artista e da sua genialidade que, infelizmente para a música e para o tesouro artístico da humanidade, desapareceu precocemente, às portas de completar 36 anos, em 5 de Dezembro de 1791 (este 5 de Dezembro coincide com a data de falecimento de meu pai).
Tenho em CD a maior e mais significativa parte da sua obra musical, desde música de câmara, concertos, missas, sinfonias e óperas, bem como vários livros biográficos.
Situada no chamado período clássico, a sua música é intemporal e Mozart ainda hoje é dos autores mais apreciados, exaltados e executados.
Porque faz assim parte das minhas memórias musicais e artísticas, é merecida esta lembrança no dia em que se evoca o seu nascimento.

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