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Tenente Columbo

 

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Depois de ter falado aqui sobre o detective Hercule Poirot, essa fantástica personagem das novelas policiais de Agatha Christie, hoje trago à memória outra série televisiva que pessoalmente me agradou e porque de certa forma marcou uma época e inovou o conceito clássico dos filmes policiais, de crime e mistério.


Trata-se de Columbo; Tenente Columbo, da Divisão de Homicídios da Polícia de Los Angeles, interpretado pelo inesquecível Peter Falk.
A série é composta por duas longas metragens, consideradas piloto, em 1968 e 1971 e 43 episódios distribuidos por 7 temporadas. Os episódios de um modo geral era longos, entre 70 a 90 minutos, ou até mais.
Posteriormente foi ainda desenvolvida uma série especial composta por 8 episódios, de 1991 a 2003, mas já sem o êxito da série anterior. Notava-se uma perda geral do fulgor inicial, mesmo por parte de Peter Falk.


A série foi exibida na NBC americana de 1971 a 1978. Em Portugal passou, creio que, no final dos anos 70, claro que a preto-e-branco. Em 2005 foi reposta na RTP Memória. Espero que volte a ser exibida pois na ocasião não tinha assinatura da TV Cabo.


O Tenente Columbo apresentava-se como uma figura carismática mas de aspecto vulgar e desmazelado. Com a sua postura ligeiramente curvada, sempre de gabardine encardida e a fumar ou a mascar  um longo charuto, Columbo esmiuçava de forma insistente e persistente, num soberbo jogo de nervos, tipo gato-e-rato, todos os contextos da investigação de forma aparentemente inócua. Esse ar de insignificante e até um pouco cabeça-no-ar, acabava por ser uma arma. Ficou conhecida a sua última questão nos interrogatórios, já quando voltava as costas: Ah, só mais uma coisa... (Just one more thing...) Esta última pergunta, por um motivo ou outro, quase sempre se revelava fatal para os interrogados e crucial para o desfecho da história.


A estrutura de cada episódio fugia às habituais regras deste tipo de filmes. De facto, cada caso começava com a preparação e concretização do crime, incluindo o fundamental alibi do criminoso, pelo que desde logo o espectador ficava a par da autoria e da forma como tudo aconteceu.
Seguidamente a esta fase, entrava em cena o Tenente Columbo e o interesse da história transmitia-se à forma como o espectador acompanhava a evolução da investigação, os avanços e os recuos bem como o raciocínio do inteligente polícia até ao culminar da trama, com Columbo a solucionar o crime. No fundo, era como se o filme fosse visto ao contrário. Seja como for, a fórmula resultou em pleno e a série foi um êxito a nível mundial.


Os casos eram tratados com muita densidade. Cada crime era executado de forma imaginativa e quase perfeita, habitualmente por pessoas bem colocadas na sociedade, inteligentes, frias e calculistas, pelo que era grande o desafio do Tenente Columbo.

Columbo não tinha qualquer parceiro, como acontece em Sherlock Holmes ou Poirot.
Uma das curiosidades da série é que nunca foi mencionado o primeiro nome de Columbo, embora em alguns episódios, são mostrados alguns close-ups à sua cartera de identificação de polícia, pelo que no respectivo cartão é possível ler-se Frank. Será por isso, Frank Columbo.

 

*****SN*****

Comentários

  1. Anónimo16:32

    Um prémio:

    http://doarcodavelha.blogspot.com/2009/04/splash-award.html

    Parabéns e continuação de bom trabalho.

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  2. Manuel,
    obrigado pela deferência.Não sou muito de entrar nestas correntes de prémios que abundam pela blogosfera, mas é com satisfação que ficamos a saber que o Santa Nostalgia de algum modo faz parte das preferência do excelente blogue que é o "Coisas do Arco da Velha", que muito aprecio.
    De todo o modo, num próximo post abordarei a questão.

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  3. Anónimo17:15

    Nunca apareció en escena la esposa del Teniente Colombo

    ResponderEliminar
  4. Anónimo19:33

    Também não gosto muito destas correntes e prémios. Mas neste caso a corrente vinha da Mariana e não resisti.

    O Santa Nostalgia é um grande blogue. Há aqui um trabalho sério e muito interessante. É daqueles blogues que mostro sempre aos amigos. Já no arco da velha sou muito displicente, mas a minha intenção é muitas vezes mostrar coisas "leves" e que possam distrair. Já a minha colega Lebre põe lá coisas excelentes.

    ResponderEliminar
  5. Santa Nostalgia23:03

    Manuel,
    de facto há pedidos que não podemos recusar.
    Ainda quanto à questão particular das correntes de prémios, para além do seu lado pernicioso, certamente que sobram aspectos positivos, nomeadamente o bom relacionamento e reconhecimento de alguns bons blogues, nas mais diversas áreas. Nisso a Mariana tem "olho".

    ResponderEliminar

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