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9/21/2026

Os conjuntos típicos










Se já folheou discos de vinil antigos de feira de velharias ou ouviu histórias sobre as festas populares e romarias de meados do século XX em Portugal, com certeza já se cruzou com a expressão "Conjunto Típico".

Mas o que eram afinal estes grupos, qual a sua origem e de que forma souberam cruzar as raízes do folclore com as grandes modas da música jovem da época?

Os conjuntos típicos foram muito populares sobretudo nas décadas de 60 e 70, mas passaram pelas  décadas seguintes e ainda hoje existem embora obviamente com mais recursos técnicos (como acordeões electrónicos, guitarras eléctricas e caixas de ritmos), mas com alguma fidelidade ao estilo. Modo geral um conjunto típico era marcado pelo som do acordeão, por vezes mais que um, a viola para fazer o baixo e um bombo. Frequentemente os elementos que cantavam e que por regra não tocavam instrumentos, sempre lá pegavam nos ferrinhos ou na pandeireta. Outra característica ainda comum aos conjuntos típicos, são as indumentárias, normalmente iguais (ou não fossem para um conjunto) e garridas, predominando os tons de vermelho, azuis e verdes. Hoje, vistas à distância do tempo, não deixam de ser apontamentos curiosos e deveras folclóricos.

A génese destes conjuntos esteve ligada à evolução da música tradicional e à transição do folclore rural para o entretenimento urbano e periurbano:

A expansão da Emissora Nacional e o aparecimento da RTP criaram a necessidade de uma música popular leve, dinâmica e adaptada aos estúdios, sem perder a matriz tradicional.

 Embora existissem por todo o país, o norte de Portugal (com grande destaque para os concelhos do Grande Porto, Aveiro e Minho) foi um enorme centro de criação destas formações, impulsionado pela forte tradição do acordeão e das concertinas.

Nas décadas de 1960 e 1970, o fenómeno migratório levou alguns dos mais afamados Conjuntos Típicos em digressões constantes pelas comunidades portuguesas na Europa e nas Américas, tornando-os o elo de ligação cultural entre os emigrantes e a sua terra natal.

A partir de meados dos anos 1960, o aparecimento do movimento Yé-Yé (a vaga de pop/rock inspirada pelos Beatles, pela música britânica e francesa) trouxe um enorme desafio aos Bailes Populares. Para não perderem o público jovem para a nova cultura pop, os Conjuntos Típicos adaptaram-se e reinventaram-se,

O reportório incluía marchas, viras, chulas, corridinhos e canções de baile com letras simples, divertidas e centradas no quotidiano, no amor e nas tradições regionais.

Grande parte dos conjuntos nascia de uma base de um nome próprio, famíliar ou grupo de amigos (origem de nomes como "Élio Miranda", "Pai e Filhos" ou "Irmãos Leais".

Com a chegada dos anos 1980 a maior parte dos conjuntos típicos fiocaram pelo caminho ou adaptaram-se em termos de luz e som e até mesmo simplificando a designação, caíndo a designação "Conjunto Típico". Alguns, já com novas formações, por vezes com familiares descendentes, ainda andam por aí e têm mercado em festas populares de aldeia sobretudo com orçamentos limitados.

Ainda assim, o legado de formações icónicas como o Conjunto António Mafra, Conjunto Maria Albertina, Esperança, Irmãos Leais, e tantos outros, permanece vivo. Os Conjuntos Típicos foram os verdadeiros arquitectos da música de arraial moderna, sabendo preservar a identidade cultural portuguesa ao mesmo tempo que se modernizavam.

Conseguimos elaborar uma lista de 95 conjuntos. Mais haverá, do mesmo estilo, mesmo que sem a designação de Conjunto Típico.

Conjunto Típico ABC

Conjunto Típico Açoriano

Conjunto Típico Ala Arriba

Conjunto Típico António Campos e Filhos

Conjunto Típico António Mafra

Conjunto Típico Armindo Campos

Conjunto Típico Arnaldo Abreu

Conjunto Típico Asa D´Ouro

Conjunto Típico Asas da Liberdade

Conjunto Típico Augusto Granja

Conjunto Típico Bons Irmãos

Conjunto Típico Brilhante Sol

Conjunto Típico Brisa do Mar

Conjunto Típico Carlos Alberto

Conjunto Típico Cerqueira Pinto

Conjunto Típico Corações Unidos

Conjunto Típico Correia Nunes

Conjunto Típico Costa D´Ouro

Conjunto Típico de Sonhos

Conjunto Típico Destaque 6

Conjunto Típico do Norte

Conjunto Típico do Vale

Conjunto Típico Élio Miranda

Conjunto Típico Esperança

Conjunto Típico Estrela D´Alva

Conjunto Típico Estrela da Branca

Conjunto Típico Estrela dos Ave

Conjunto Típico Estrela Dourada

Conjunto Típico Estrelas da Foz

Conjunto Típico Estrelas da Noite

Conjunto Típico Estrelas de Jofir

Conjunto Típico Estrelas do Paraíso

Conjunto Típico Estrelas dos Minho

Conjunto Típico Estrelas Incomparáveis

Conjunto Típico Estrelinhas do Pinheiro

Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto

Conjunto Típico Fernando Ferraz

Conjunto Típico Ferreira Marques

Conjunto Típico Filhos e Pai

Conjunto Típico Flores da Lage

Conjunto Típico Francisco de Sousa

Conjunto Típico Francisco Gouveia

Conjunto Típico Henrique Silva

Conjunto Típico Iniciadores

Conjunto Típico Irmãos Dias

Conjunto Típico Irmãos Leais

Conjunto Típico Luz e Vida

Conjunto Típico Madeirense

Conjunto Típico Maria Albertina

Conjunto Típico Mário Freitas

Conjunto Típico Meia Lua

Conjunto Típico Mira-Douro

Conjunto Típico Mundo Novo

Conjunto Típico Nel Garcia

Conjunto Típico Nel Tony

Conjunto Típico Nely Correia

Conjunto Típico Nun´Álvares

Conjunto Típico Orlando Silva

Conjunto Típico Os Amigos do Norte

Conjunto Típico Os Caldas

Conjunto Típico Os Celtas

Conjunto Típico Os Filhos da Noite

Conjunto Típico Os Filhos do Luar

Conjunto Típico Os Lacraus

Conjunto Típico Os Lordes

Conjunto Típico Os Lusitanos

Conjunto Típico Os Maiatos

Conjunto Típico Os Marinheiros

Conjunto Típico Os Montanheses

Conjunto Típico Os Nortenhos

Conjunto Típico Os Pátrias

Conjunto Típico Os Peles Vermelhas

Conjunto Típico Os Picassos da Maia

Conjunto Típico Os Populares Aguedense

Conjunto Típico Os Ramalhetes

Conjunto Típico Os Relâmpagos

Conjunto Típico Os Ribeirinhos de Sandim

Conjunto Típico Os Solitários

Conjunto Típico Os Voadores

Conjunto Típico Pai e Filhos

Conjunto Típico Pedro Simões

Conjunto Típico Portugal a Cantar

Conjunto Típico Primavera

Conjunto Típico Rapsódia

Conjunto Típico Regional Duriense

Conjunto Típico Ria Ave

Conjunto Típico Ribeira Lima

Conjunto Típico Ritmos do Ave

Conjunto Típico Rosa do Adro

Conjunto Típico S. José

Conjunto Típico S. Martinho

Conjunto Típico Santo André

Conjunto Típico Sol de Portugal

Conjunto Típico Soldados da Paz

Conjunto Típico Terras de Portugal

Conjunto Típico Trio Boreal

Conjunto Típico Vera Cruz

Conjunto Típico Vozes de Portugal


Tópico relacionado: LINK

2/24/2026

Aliança - Bolachas Shortcake


Publicidade às bolachas "Shortcake", da Aliança. Anos 60. 

A origem da empresa remonta a 1919, com a fundação da Sociedade Industrial Aliança. A sua criação foi o culminar de um período de forte expansão e consolidação no sector da moagem em Portugal, resultando da fusão estratégica entre a Companhia de Moagem Invicta (Porto) e duas unidades de referência em Lisboa: a Fábrica do Caramujo e a Cruces & Barros. Embora tenha dado os primeiros passos focada em massas e bolachas, a marca expandiu-se nas décadas seguintes, diversificando o seu portefólio para o segmento da confeitaria, com a produção de rebuçados, caramelos e chocolates. 

Em 1997 a marca foi adquirida pela empresa Vieira de Castro – Produtos alimentares S.A.

Continua, pois, a adoçar a boca dos portugueses.

1/27/2026

Açucena - Romantismo em pequenas doses


A revista "Açucena", da Agência Portuguesa de Revistas foi lançada no mercado em Maio de 1963. De reduzidas dimensões, 12 x 8,5 cm, cabia no bolso da camisa. O preço era condizento, tendo começado por 1 escudo com aumento ao longo dos anos, até 1987 ano em que terminou o romance com os leitores.

Esta colecção contou durante muitos números com excelentes capas e ilustrações interiores de Carlos Alberto Santos e Baptista Mendes.

O formato foi um de vários títulos da Agência, dedicados ao romance mas também aos populares cow-boys, como o "6 Balas" e "Cow-Boy" e "Fúria dos Bravos". Recorde aqui.



1/14/2026

Os furinhos dos gelados Rajá




Os mais velhos que se recordam da Rajá, associam a marca aos gelados, que se vendiam junto às praias pelos idos de 60 e 70. Esta marca acabou por ser absorvida pela empresa dos gelados Olá (Unilever e Jerónimo Martins) pelo início da década de 1970.

Apesar da associação aos gelados, a Rajá, com fábrica em Monsanto - Lisboa, começou pela produção de chocolates e bombons, drops, rebuçados e caramelos. É desse período (anos 50 e 60) a caixinha de furos (na imagem acima) que nas lojas e mercearias da aldeia determinavam o sorteio da guloseima. Caixas semelhantes e até mais conhecidas e generalizadas, esravam relacionadas aos chocolates Regina.

3/23/2025

Máquina de tricotar ERKA


Pouco se sabe desta marca, para além de que, como nos diz o cartaz publicitário do final da década de 1960, era francesa e que terá revolucionado a simplicidade na arte de tricotar. Seria verdade porque se generalizou e recordo-me que por cá na aldeia eram várias as mulheres e raparigas que trabalhavam em casa no tricô.

Outros tempos, outras modas, outras necessidades.

3/22/2025

Tergal - Impermeáveis


Vai de chuva o tempo, de norte a sul. Vinham, pois, a jeito, os impermeáveis Tergal. Mas desconheço se ainda se fabricam e comercializam. Provavelmente, não. Mas sim pela década de 1960, altura em que foi publicado este cartaz publicitário.

A Sociedade Portuguesa La Cellophane, L.da, terá sido constituída na década de 1960, com sede na cidade do Porto, mas em 1968 foi tranferida para Grijó - Seixezelo - Vila Nova de Gaia. A empresa era detida por vários sócios incluindo a francesa Societé Anonyme La Cellophane, fundada em 1913 por J. E. Brandenberger, com sede em Paris. Em Portugal representava os produtos Tergal.

Segundo a Wikipédia, Tergal é uma marca registrada de uma fibra sintética feita de poliéster . A palavra tergal também se refere ao tecido produzido a partir desta fibra, muitas vezes misturada com algodão ou lã 

Tergal é uma fibra sintética, formada a partir de tereftalato de polietileno e obtida pela condensação de ácido tereftálico e glicol , que foi inventada em 1950 pela británica Imperial Chemical Industries.

"Tergal" é uma palavra formada a partir de "ter" (para ácido tereftálico) e "gal" ( (la) gallicus , gaulês), que se tornou um substantivo comum. Marca registrada do tecido fabricado na França, em Besançon , desde 1954 pela firma Rhodiacéta , é o equivalente ao terylene inglês e ao Dacron americano.

Em 1972, a Rhône-Poulenc iniciou a produção de tergal na antiga fábrica da Société de la Viscose française em Gauchy , na região de Aisne . A empresa, que se tornou Tergal Industries, foi liquidada em 2009.

3/17/2025

Trevira - Riopele


Cartaz publicitário a tecidos em texlene, sobre a etiqueta Trevira, da empresa têxtil Riope - 1964

Resumo de alguns marcos da longa história da empresa Riopele:

1927

José Dias de Oliveira, jovem empreendedor, funda a Riopele ao instalar dois teares em um moinho de água na margem esquerda do rio Pele, em Pousada de Saramagos, Vila Nova de Famalicão, para a produção de tecidos como cotins e riscados.

1933

Com o objetivo de expandir a produção, José Dias de Oliveira transfere a unidade para um novo edifício. Ao longo de duas décadas, a empresa amplia as áreas de Fiação, Tinturaria, Tecelagem e Acabamentos, consolidando sua organização vertical.

1952

A marca Rioplex é criada em parceria com a empresa alemã Bayer, destacando-se pela qualidade superior de cores e padrões em comparação com outros tecidos de algodão, marcando o início da inovação têxtil da Riopele.

1953

Após o falecimento inesperado de José Dias de Oliveira, a liderança da empresa é assumida por seu filho mais velho, José da Costa Oliveira, de 22 anos. Ele conduz a Riopele à consolidação, crescimento e expansão.

1958

A Riopele inicia suas primeiras exportações para os mercados nórdicos e estabelece redes de agentes em vários países, garantindo um fluxo contínuo de encomendas.

1963

A parceria com a alemã Hoechst permite a introdução de fibras sintéticas, criando a marca Texlene-Trevira. A Riopele se torna referência na Europa no desenvolvimento de tecidos sintéticos.

1974

Durante a Revolução do 25 de Abril, os trabalhadores da Riopele permanecem ao lado da administração e rejeitam a greve, demonstrando compromisso com a empresa.

1985

Com a modernização do parque industrial e expansão das instalações, a Riopele fortalece sua atuação na Europa e aposta na reintrodução de fibras naturais, desenvolvendo tecidos próprios.

1996

A empresa lança a Çeramica, uma marca inovadora focada em tecidos de alta respirabilidade e conforto, dentro do conceito easy-care.

1997

Após obter certificação de qualidade, a Riopele expande sua certificação para práticas ambientais e de segurança, promovendo sustentabilidade e uso responsável de recursos naturais.

2001

Com a liberalização do comércio têxtil e o falecimento de José da Costa Oliveira, a empresa enfrenta uma crise e entra em uma fase de transição na liderança.

2007

José Alexandre Oliveira, neto do fundador, assume a presidência do Conselho de Administração, comprometendo-se a preservar o legado da Riopele em meio a um cenário econômico adverso.

2008

A empresa profissionaliza sua gestão, ajusta a capacidade produtiva e foca na produção de tecidos, reforçando parcerias e a satisfação do cliente.

2012

É lançado o projeto de I&D Nano.Smart, em parceria com instituições científicas, para desenvolver tecidos inteligentes com funcionalidades inovadoras.

2013

José Alexandre Oliveira assume a totalidade do capital social da empresa, consolidando sua reestruturação financeira. Inicia-se o Programa Horizontes para o desenvolvimento de recursos humanos.

2014

A Riopele investe 15 milhões de euros na modernização de máquinas, criação de um Centro de Modelagem e melhorias nos processos de produção.

2015

A empresa inaugura a primeira incubadora de startups dentro de um ambiente industrial ativo e recebe o Prêmio Melhor Grande Empresa Exportadora de Bens Transacionáveis.

2016

Inicia-se o projeto R4Textiles, voltado para a criação de tecidos sustentáveis através da valorização de resíduos têxteis e agroalimentares.

2017

A Riopele celebra 90 anos sob o lema "90 anos tecidos com paixão", reforçando seu compromisso com a inovação e sustentabilidade.

2018

A empresa instala sua primeira central solar fotovoltaica e a marca Tenowa recebe prêmios de inovação pela sua contribuição à sustentabilidade.

2019

A Riopele registra sete anos consecutivos de crescimento, impulsionada pelos projetos Fabrics4Future e Textiles4Life, focados em economia circular e digitalização.

2020

Mesmo com a pandemia da COVID-19, a empresa mantém sua trajetória de crescimento e premia seus colaboradores pelo desempenho excepcional.

2021

A Riopele investe na modernização e lança um amplo programa de formação para os trabalhadores, além de receber o prêmio "Melhor Investimento" da AICEP.

2022

Atingindo um volume de negócios de 92,6 milhões de euros, a empresa reforça investimentos em inovação e sustentabilidade, com foco na neutralidade carbónica até 2027.

2023

A quarta geração da família Oliveira assume funções na empresa. A Riopele cresce 6,4%, atingindo um faturamento recorde de 98,4 milhões de euros, consolidando seu compromisso ambiental e estratégico.

[fonte: https://www.riopele.pt/historia]

3/01/2024

Revista "Colecção Cinema" - Uma ilha para dois

 


Capa e contra-capa da revista "Colecção Cinema". N.º 15 - 19.ª Série - Edição da Agência Portugues a de Revistas - Director: Mário de Aguiar.

Filme: "Isla para Dos" (Ilha para Dois), de 1959 com Arturo de Cordova e Yolanda Varela.

6/05/2023

The Beatles - Série de animação

 

Hoje trazemos à memória a série de animação "The Beatles", ou "The Beatles Cartoon". Como se perceberá, referia-se à banda de música pop rock inglesa com o mesmo nome e que por essa época, no final dos anos da década de 1960, fazia furor pelo mundo ocidental e não só.

A série, num registo divertido e caricaturado, foi originalmente transmitida de 1965 a 1967 na ABC nos Estados Unidos. Cada um dos 39 episódios tem o nome de uma música dos Beatles, com a  história baseada na respectiva letra e que também era tocada no decurso do episódio. 

Em Portugal não tenho informação correcta do ano em que passou originalmente, mas tenho memória que ainda na década de 1970 pois ainda no registo "preto-branco".

Dizem as informações que os quatro Beatles não se envolveram na série e que dela pouco ou nada falavam mas que anos mais tarde terão tido comentários positivos. Não se sabe, mas é ainda natural que a série nem sequer tenha pago direitos de imagem. Era outros tempos. Hoje certamente, a exemplo dos cromos de futebol, a coisa seria diferente.

De minha parte posso dizer que a série ajudou em muito a moldar o gosto pelos The Beatles e pela sua música.

De mencionar que por essa época, na mesma onda de sucesso da banda, foi ainda produzido (em 1968) um filme de animação dedicado aos The Beatles, o "Yellow Submarine" (Submarino Amarelo).

5/03/2023

Bronzeador Nivea - Formidável!

 


Cartaz de 1969 ao bronzeador NIVEA. 

Com o tempo a aquecer, mesmo que no início de Maio, a ida à praia tem sido apetecível e a Nivea volta a surgir como marca emblemática associada ás nossas praias. A bola azul como ponto de encontro é uma imagem que faz parte das nossas melhores memórias da juventude. 

- Outros tópicos sobre a marca.

LINK 1

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LINK 3

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3/13/2023

Doutor Jivago - Doctor Zhivago

 



Hoje trazemos à memória o filme clássico "Dr. Jivago", do original "Doctor Zhivago", um drama romântico épico lançado em 1965, realizado por David Lean e baseado no romance homônimo de Boris Pasternak. A história se passa na Rússia czarista e segue a vida do médico e poeta Yuri Jivago, interpretado por Omar Sharif, durante a Revolução Russa.

Jivago é casado com a bela Tonia, interpretada por Geraldine Chaplin, mas se apaixona pela jovem Lara, interpretada por Julie Christie. A trama segue a jornada de Jivago e Lara, enquanto lutam para ficar juntos em meio ao turbilhão político da Rússia, que culmina na Revolução Bolchevique.

Enquanto isso, Jivago também se envolve com a luta política, ao ser arrastado para o movimento revolucionário liderado por seu meio-irmão, interpretado por Alec Guinness. O filme retrata de forma realista e emocionante a luta pelo poder na Rússia, enquanto Jivago tenta manter sua vida e seu amor intactos em meio ao caos político.

"Dr. Jivago" foi um grande sucesso de bilheteira no seu tempo e aclamado pela generalidade da crítica, tendo sido indicado a 10 Oscars, dos quais ganhou 5, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. O filme é lembrado como um dos grandes épicos românticos da história do cinema, com suabanda sonora marcante, cenários deslumbrantes e performances memoráveis de todo o elenco.

O filme "Dr. Jivago" foi rodado em diversas localizações na Europa e na Ásia. Algumas cenas foram filmadas na Finlândia, na Espanha e no Egipto, mas a maior parte do filme foi filmada na Itália. O cenário da neve foi filmado nos Alpes italianos, enquanto a cidade de Moscovo foi recriada em estúdios de filmagem em Roma. Alguns locais notáveis em Roma usados para filmar o filme incluem o Cinecittà Studios e a Praça de Espanha. A produção também usou algumas locações naturais na Rússia, como o rio Volga e o deserto de Karakum.

3/03/2023

Roger Ramjet - Série de animação




Hoje trazemos à memória a divertida série de animação "Roger Ramjet", criada pelo talentoso Fred Crippen (1928-2018). 

Dos Estados Unidos, como habitualmente, foi produzida entre os anos de 1965 a 1969, com cinco temporadas e 156 episódios, com estes a terem uma curta duração de aproximadamente 5 minutos e meio.

Entre nós foi passando em diferentes alturas na RTP, tanto na década de 1970 como na década de 1980 e mesmo já nos anos 90.

A série segue as aventuras de Roger Ramjet, um super-herói americano, piloto de um caça, que lidera uma equipe de combatentes do crime conhecida como American Eagle Squadron. Com a ajuda de seus jovens companheiros, Roger luta contra uma série de diferentes vilões internacionais e alienígenas para proteger a América e o mundo. A série é conhecida por seu estilo de animação único, diálogos cómicos e personagens caricatos. Desde sua estreia, Roger Ramjet se tornou um ícone da cultura pop e tem sido lembrado como um clássico da animação americana.

Roger Ramjet é apresentado como herói impregnado de patriotismo amercicano e com um padrão de moralidade muito apurado tipo da América do seu tempo. Está constantemente em acções heróicas a "salvar o mundo", em missões do Governo organizadas pelo General GI Brassbottom, contando para isso com a ajuda de suas pílulas de energia de prótons ("PEP"), que lhe dão "a força de vinte bombas atômicas por um período de vinte segundos". 

Roger Ramjet é retratado como um homem alto e musculoso, com um queixo proeminente e um penteado extravagante, envolto na sua roupa imaculadamente branca. Ele é extremamente corajoso e confiante em suas habilidades, mas muitas vezes age de forma impulsiva e ingênua, o que pode colocar ele e sua equipe em perigo. É claro que em rigor o herói é tudo menos isso e na maior parte das situações em que se envolve é apanhado, no que lhe valem os seus amigos do esquadrão, bem mais astutos e inteligentes.

Apesar dos quase 60 anos da série, o estilo de desenho é muito interessante e até dentro dos conceitos da animação actual, e muito caricatural, o que dá à série uma importância gráfica e identidade muito particulares.

3/02/2023

Lusiteca - Pastilhas elásticas Gorila e cromos de aeronáutica



Com muito tempo de atraso, confessemos, hoje trazemos à memória a Lusiteca e os seus doces produtos, sobretudo as já emblemáticas pastilhas elásticas Gorila.

Rezam as crónicas que a Lusiteca nasceu em 15 de Janeiro de 1969, então com o nome de Transformação e Embalagem de Produtos Alimentares, SARL, pela mão de três empresários vindos da indústria alimentar – de áreas como o café e o bacalhau. Os três criaram então uma empresa de embalamento, no mesmo sítio onde hoje mora a fábrica da Gorila, em Algueirão – Mem Martins. Com a evolução do mercado, o negócio passou a envolver também a produção de guloseimas no que se tornou de facto a principal actividade até aos nossos dias.

Em 1970 é criada a marca Penha, associada a caramelos de nata.

Em 1971 são criadas as pastilhas elásticas Gorila, com sabor original, que ao logo dos anos seguintes tornou-se, porventura, no produto mais popular e emblemático da Lusiteca.

Em 1973 são lançados os caramelos de fruta e chupas e em 1975 as Gorila têm uma versão em sabor de banana.

Em 1979 a marca lança uma extensa colecção de cromos associada às Gorila, sobre a temática da aeronáutica, com desenhos a preto-branco de aviões, helicópteros e outros ojectos voadores. 

Em 1981 as Gorila adquirem o sabor a morango com a denominação Super Gorila.

Em 1983 são lançados no mercado os caramelos de fruta coma  etiqueta Circo. 

Em 1986 novo sabor para as pastilhas elásticas Gorila, desta vez a laranja.

Em 1988 a Lusiteca inicia a exportação para os seus produtos e logo depois, em, 1990 obtém a certificação ISO22000.

Em 2012 a marca faz o rebrandig (alteração da imagem dos produtos) e no ano seguinte, 2013 são criadas as Gorila Go Up, sem açúcar e sabor a menta, entrando na moda das reduções e nos anos seguintes novas variantes na senda do sem açúcar.

Em 2018 a marca celebrou meio século a adoçar a boca aos consumidores e lançou os rebuçados Penha com alteia e mel, como peitorais, numa clara concorrência à popularidade dos rebuçados Dr. Bayard.

Seguiram-se os Penha com sabor a café e com recheio de chocolate.

Retomando o assunto dos cromos aeronáuticos das pastilhas Gorila, era de facto uma extensa colecção, anunciada como tendo 809 números divididos por sete parâmetros, mas que na realidade deles terão sido apenas impressos 407, já que da colecção original inglesa a Lusiteca, por motivos nunca devidamente explicados, não terá recebido a totalidade das chapas de impressão. Não sabemos se por acordo ou se por incumprimento dele.

Para além do inusitado número de cromos, mesmo com a tal supressão de parte da séria, a colecção é muito interessante e cultural sendo que pecava por não ter a caderneta onde os colar. Mas havia a possibilidade de troca da série da II Guerra Mundial (cromos 366 a 624) por um álbum colorido com os respectivos aviões. Por tudo e até mesmo por estes contornos enigmáticos, tornou-se, de facto, numa colecção popular e emblemática e ainda hoje detida por muitos.

Pessoalmente tenho centenas destes cromos, sendo que em rigor nunca tive tempo para ordenar a colecção a ponto de saber quantos tenho, incluindo repetidos, e quantos faltam. Um dia destes...

Sporting Clube de Portugal - 1972

  Uma das boas equipas do Sporting Clube de Portugal - 1972.

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