8/23/2010

Pêbêcê – Caderno escolar

 

Hoje trazemos à memória mais um belo caderno escolar de outros tempos, sem data confirmada mas provavelmente dos anos 40/50. É mais um exemplar da fabricante Pêbêcê.
Quem não se recorda dos tempos maravilhosos da escola primária e destes auxiliares preciosos, tanto na escrita como nas contas? Eventualmente um pouco desprezados nesses tempos, até porque eram sinónimo de trabalho escolar, e nesse tempo não havia lugar nem espaço de manobra à malandrice e indisciplina, hoje são objectos nostálgicos e que merecem a atenção cuidada de coleccionadores. Não é o meu caso mas mesmo assim possuo largas dezenas de diferentes exemplares e colecções, muitos dos quais me passaram pelas mãos em tempo de escola. Aos poucos serão motivo das nossas memórias e nostalgias.

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8/22/2010

Monsanto, Piódão e outros belos locais

 

Por estes dias, em registo de férias, visitei alguns locais do interior do nosso belo mas desprezado país, complementando visitas à região que havia feito no ano anterior.  Agora, entre outros pontos de passagem, num dia visitei Castelo Branco (onde já havia parado há uns anos), Idanha-a-Nova, Monsanto e Penha Garcia e no dia seguinte Unhais da Serra e Piódão.
Gostei sobretudo das emblemáticas aldeias de Monsanto, da vizinha Penha Garcia e Piódão. Diferentes mas iguais na beleza e encanto e reveladoras da milenar capacidade de adaptação do homem a difíceis condições de interioridade e território. Semelhantes igualmente em aspectos menos positivos, como o lixo, omnipresente, degradação e  ruínas em muitas das edificações e muitos aspectos que desvirtuam o conjunto, seja com construções fora de contexto seja no excesso de poluição visual como os cabos de electricidade e telefones bem como antenas e outros pingarelhos bem à maneira portuguesa. Comum também o desaproveitamento das suas potencialidades, carecendo de estruturas de apoio a quem as visita, nomeadamente no aspecto de restauração e outras infra-estruturas. Continuam assim a ser diamantes brutos à espera de melhores dias e de melhores sensibilidades das entidades. Não surpreende, pois, que ainda seja mais fácil e apelativo a muitos citadinos dar um saltinho a Paris, Londres, Roma, Barcelona ou Madrid.
No caso particular de Piódão, cujo acesso fiz da Covilhã, pela N230, com passagem por Tortosendo, Unhais da Serra, e depois no regresso por Arganil, o percurso é magestoso quanto tenebroso, sobretudo na Serra do Açôr, com uma estrada serpenteando os cumes e encostas, lado-a-lado com profundos desfiladeiros sem qualquer protecção lateral, não dando margem a distracções mesmo que para contemplar a soberba paisagem, principalmente para quem conduz. A solução é ir parando nos diversos miradouros. O acesso de Vide a Piódão, pela EM1134, com passagem por Chãs de Éguas, é horrível, sinuoso, estreito e com algo parecido com um pavimento em estado péssimo. Apesar disso, paisagens deslumbrantes. Resta acrescentar que são sítios para rever, eventualmente noutras alturas do ano.

Abaixo deixo algumas fotografias.

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- Castelo Branco

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- Castelo Branco

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- Idanha-a-Nova

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- Monsanto

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- Monsanto

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- Monsanto

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- Penha Garcia

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- Piódão

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- Piódão

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- Piódão

8/20/2010

Lápis Viarco

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Quem pelos anos 60 e 70, principalmente, frequentou a escola primária, é muito natural que desde a primeira classe tivesse por companhia os lápis de cor da Viarco, um marca e empresa portuguesa, com uma longa e rica história.

A Viarco, sediada em S. João da Madeira, a única fábrica de lápis existente em Portugal, como muitas empresas históricas, passou por um período difícil e de perda de mercado e notoriedade, mas de há alguns anos para cá foi retomada e com base numa política de respeito pela sua história, tradição e modernidade, depressa se transformou numa marca de referência e para além do fabrico de produtos de qualidade e com o cunho da inovação, tem sabido ainda tirar partido da vertente do marketing, com iniciativas e eventos ligados aos lápis e às artes plásticas, o que lhe tem granjeado reconhecimento no próprio país (o que não é fácil) mas também além fronteiras.

Ainda bem que assim é e a Viarco é apenas um feliz exemplo de que com determinação, investimento, qualidade e inovação é possível rentabilizar marcas, empresas e produtos históricos e dar-lhes o lugar que merecem. Infelizmente, muitos produtos, marcas e empresas ficaram pelo caminho do tempo e da História sem que ninguém as valorizasse. Em contrapartida, por regra preferimos os produtos estrangeiros, nem sempre baratos e nem sempre de qualidade. Está-nos na sina desprezar o que é nosso e só exemplos como a Viarco podem renovar alguma esperança de que as coisas possam ir mudando.

No caso dos clássicos lápis de cor, pessoalmente recordo com nostalgia aqueles primeiros dias de aulas da escola primária em que a professora distribuia por todos os alunos uma caixinha de 6 lápis. Como os motivos eram diferentes, a curiosidade levava a dar uma vista de olhos pelas caixas dos colegas. Pessoalmente sempre preferi a caixinha com a ilustração dos meninos com gatos. As caixas maiores, de 12 lápis, eram um luxo a que só os meninos mais ricos podiam chegar.

Tenho assim, como muitos portugueses, gratas e nostálgicas recordações dos clássicos lápis de cor da Viarco e das suas belas caixas e que ajudaram a colorir e a alegrar os nossos dias e aventuras.

Para reavivar a memória, publico abaixo algumas imagens das caixas dos lápis de cor Viarco.


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Nota: Reconhece-se que a Viarco tem sabido aproveitar todas as vantagens do marketing e mesmo a sua página chegou a ter bons apontamentos. Infelizmente, como não há bela sem senão, em diversos contactos que tentamos estabelecer com a empresa, a fim de colhermos elementos adicionais de apoio a este artigo, nunca merecemos qualquer resposta. É pena que a parte comunicacional de uma empresa associada à cor seja tão cinzenta, desconsiderada e desmazelada.

Por outro lado, não se compreende, ou talvez sim, que tendo em conta o seu rico património histórico, o seu museu virtual online já esteja fora de serviço e quando esteve aberto era bastante limitado e não se mostrava capaz de exibir imagens de algumas das suas caixas mais clássicas como as que aqui reproduzimos de algum material pessoal que sobrou doutros tempos.

8/17/2010

OLIVER – Robin Hood

 

KALAR, OGAN, OLIVER e SANDOR são quatro heróis da Banda Desenhada, publicados na origem pela editora francesa Editions Imperia. Em Portugal, cada um destes heróis foi publicado com frequência nas revistas de pequeno formato TIGRE e FALCÃO e ao longo dos tempos tornaram-se muito apreciados..
Aqui no Santa Nostalgia já falei do KALAR e do OGAN. Hoje trago à memória o OLIVER, nome na versão francesa para ROBIN DOS BOSQUES ou ROBIN HOOD.

As belas capas originais foram desenhadas por diversos artistas da Editions Imperia, como Juan Vilajoana, Andre Rey e outros. As histórias foram igualmente desenhadas por diversos artistas mas nem sempre com grande qualidade artística ou de impressão. Estas relatam o conhecido universo de Robin dos Bosques, com os seus companheiros nas florestas de Sherwood, nas suas intermináveis aventuras e lutas contra os vilões Xerife de Nottingham, Príncipe João, Gisborne e outros.
Tal como com outros heróis, OLIVER era uma fonte inspiradora mas as nossas brincadeiras e aventuras.
Abaixo publico algumas das capas de revistas que possuo deste herói inesquecível.

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8/16/2010

Quem nos visita?

 

Durante algum tempo tivemos a decorrer aqui no Santa Nostalgia um simples inquérito com o qual se pretendia saber as faixas etárias de quem nos visitava.
Os resultados obtidos acabam, em certa medida, por serem naturais. Num espaço de memórias e nostalgias, sobretudo enquadradas nos anos 60, 70 e 80, seria expectável que a casa dos 40/49 anos fosse a mais representativa, e assim aconteceu, com 161 votos, representando 32% do total, bem como a segunda faixa etária mais votada, a dos 30/39, com 95 votos referentes a 19%.
Os restantes escalões aproximados aos dois primeiros acabam por ser considerados normais até porque entre si estão semelhantes.
Com estes resultados confirmamos assim o escalão etário predominante dos nossos visitantes regulares, o que confirma a orientação dos conteúdos do blog.
Agradecemos a todos quantos participaram no inquérito.

Eis os resultados:

10/19 anos: 069 (13%)
20/29 anos: 062 (12%)
30/39 anos: 095 (19%)
40/49 anos: 161 (32%)
50/59 anos: 060 (12%)
60/70 anos: 029 (5%)
+ 70 anos: 018 (3%)

8/12/2010

Caderno escolar - PBC

 

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Mais um belo exemplar de um caderno escolar (no caso de linha estreita). A exemplo de outros que já publicamos, este foi produzido pela Pêbêcê, provavelmente nos anos 40. As imagens acima referem-se à capa e contra-capa.

Estes belos cadernos, apesar da idade, ou talvez por isso, continuam a exercer um nostálgico fascínio e avivar memórias dos nossos tempos de criança, apesar deste em concreto e no meu caso, ser anterior. Hoje em dia ainda se conseguem encontrar em alfarrabistas ou em casas de antiguidades e são objecto de colecção.

 

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8/11/2010

Guloso – Polpa de tomate

 

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A GULOSO é uma marca portuguesa já com muitos anos e tradição. Foi fundada no ano de 1945, então propriedade da empresa Indústrias de Alimentação IDAL, L.da. Em 1965 a IDAL foi adquirida pela Heinz, multinacional norte-americana popularizada pelo seu ketchup.

Em 2007 a Heinz procedeu à venda da sua unidade de Benavente,  pertencendo na actualidade à empresa Sugalidal, S.A. Da sua gama de produtos, destacam-se os populares concentrado e polpa de tomate, refogado de tomate, tomate pelado, tomate em pedaços, molhos e ketchup. transformados nas duas unidades industriais localizadas na Azambuja e em Benavente.

No cartaz publicitário acima publicado, de Julho de 1968, então como marca da Indústrias de Alimentação IDAL, L.da, a gama de produtos estendia-se para além dos tomates, nomeadamente a pickles, ervilhas, feijão verde, azeitonas e pimentos.

Para além de ser líder em Portugal, a GULOSO tem uma posição importante no mercado europeu, sendo muito prestigiada. É assim uma empresa com tradição mas de imagem moderna, com processos de produção optimizados e que vão desde a selecção de sementes, plantação, colheita e transformação. Absorve uma parte substancial da colheita de tomate no Ribatejo.

Para além dos aspectos institucionais, a GULOSO de facto é uma das marcas que faz parte do nosso passado recente e a ela estão ligadas algumas nostalgias. A polpa e concentrados de tomate desde há muito que fazem parte da cozinha dos portugueses. É claro que nada chega ao tomate natural mas dá muito jeito ter sempre à mão este produto, nomeadamente fora da época.

Por cá, na aldeia, não há horta caseira que não tenha a sua plantação de tomate. Também na nossa horta neste momento é o pico da produção e tenho cerca de 50 tomateiros da variedade “coração-de-bói” a produzir em força. Diariamente é preparada salada de tomate, simples ou mista com alface. São uma delícia e até sabe bem, pela frescura da manhã, ir ao tomateiro, colher e comer de forma natural.

Fora do ambiente de estufa, cá por casa, o tomate é semeado em Janeiro e plantado por Abril e a partir de meados de Julho já produz. Habitualmente produzem até finais de Setembro, ou até mais tarde desde que o tempo seja favorável, sem grandes chuvas ou frios.

Para além do grande cosnumo diário, uma parte substancial da colheita caseira é congelada para outras alturas. Dos melhores exemplares são ainda colhidas sementes para produzir para a época seguinte.

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- Um dos tomates “coração-de-boi” cultivados cá na horta.

8/06/2010

Fruto Real – Refrigerante – A fruta que todos querem!

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O FRUTO REAL era um refrigerante muito apreciado nos anos 70 e 80. De certo modo era o principal rival do popular SUMOL. Pessoalmente preferia o FRUTO REAL até porque, volta e meia atribuía uns brindes à criançada. Era o caso de umas colecções sobre o Homem Aranha e o Flash Gordon, com gravuras estampadas nas películas vedantes do interior das caricas. Cheguei a coleccionar umas tantas mas acabaram por se perder.

Essas gravuras, que  representavam diversas cabeças do Homem Aranha e do Flash Gordon, podiam ser coladas nuns posters próprios que eram distribuídos nas revistas desses super-heróis, completando-se assim o corpo em diversos movimentos. Quando as colecções estivessem completas, havia direito a uuns distintivos ou crachats, que podiam ser reclamados em qualquer uma das camionetas da distribuição do FRUTO REAL. De referir ainda que muitas das caricas referiam-se a diversos prémios que também podiam ser reclamados.

Ao FRUTO REAL deve-se ainda a publicação de um conjunto de livros, tipo formato de bolso, editados com a designação BIBLIOTECA FRUTO REAL, e que comportava títulos recheados de aventuras, de que destaco, Coração, A Ilha do Tesouro, A cabana do Pai Tomás, Huckleberry Finn, As viagens de Marco Polo, Robinson Crusoé, Robin dos Bosques e Miguel Strogoff. Pessoalmente tenho uma meia-dúzia de números.

Relativamente à fabricante e proprietária da marca, não consegui descobrir grandes pormenores. Talvez um destes dias.

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A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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