Quantos de nós já não ouvimos dos nossos avós falar de vinténs, tostões e reis? Hoje em dia, mesmo que com uma dívida pública colossal, tudo é à grande e qualquer pedinte moderno que bata à porta (sim, meio século depois da velha senhora ainda há pobreza) recebe no mínimo 1 euro, que antes da introdução da moeda única europeia, valia 200 escudos. Para avaliar, quando comecei a trabalhar com 12 anos o meu ordenado eram 900 escudos (4,5 euros). No início do século XX, em Portugal, o sistema monetário baseava-se no real (reis), sendo utilizadas várias moedas de pequeno valor no quotidiano. O vintém correspondia a 20 réis e representava uma unidade muito pequena, usada sobretudo para compras mínimas, como jornais ou um café. Um valor intermédio era o meio tostão, equivalente a 50 réis, ou seja, dois vinténs e meio. O tostão, por sua vez, correspondia a 100 réis, isto é, cinco vinténs, sendo uma moeda de valor mais significativo, embora ainda modesto, bastante comum nas transações corr...
As referências online à revista semanal "Opção" são escassas e dispersas. Do que foi possível compilar, esta revista teve o seu início em 29 de Abril de 1976, sendo dirigida pelo jornalista Artur Portela (Filho). Terá sido a primeira revista do género criada após o 25 de Abril de 1974. Surge num momento decisivo da consolidação da democracia em Portugal, num contexto de profundas transformações políticas, sociais e institucionais após a Revolução de Abril. O lançamento da revista ocorre num período marcado por intensos debates sobre o papel da imprensa e a definição dos novos modelos políticos do país. Assumidamente ideológica, de esquerda da esquerda, a revista era isso mesmo, um espaço de malhar na Direita e suas figuras. Então como agora, procurava-se diabolizar quem tinha a ousadia de ser diferente da Esquerda. Logo no número primeiro, o director, Artur Portela (Filho) , na foto abaixo, em editorial dizia ao que vinha: "Opção" pretende ser a voz que a Esquerd...