3/31/2011

Os dedos – Dedo mendinho quere pão…

os_dedos_sn

Num post de 26 de Agosto de 2008, recordamos aqui algumas das brincadeiras ou lengalengas associadas aos dedos das mãos.

Hoje voltamos à carga, agora com a publicação de uma página extraída de um belo livro de leituras da 2ª classe, datado de 1941 do qual já aqui falamos.


3/28/2011

Alexandre Herculano

 

alexandre herculano

Passam hoje 201 anos (28 de Março de 1810) sobre o nascimento de Alexandre Herculano, historiador, jornalista, poeta e escritor. Um dos nomes grandes da nossa escrita.

Incontornáveis a sua História de Portugal, “O Bobo”, “Eurico, o Presbítero” e “Lendas e Narrativas”.


3/25/2011

Fósforos – Caixas antigas

 

Já temos tido aqui diversos artigos relacionados com o filumenismo, incluindo o último. Hoje publicamos aqui algumas das caixas mais antigas, produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos – Lisboa, por sua vez integrantes de uma colecção editada aquando do cinquentenário da SNF (1926-1976). Aos poucos contamos publicar o resto dos exemplares que integram a colecção.

 

fosforos_1926

fosforos_1926_2

fosforos_1926_3

fosforos_1926_3_1941

fosforos_1926_4

fosforos_1927

fosforos_1929

fosforos_1930

fosforos_1931

fosforos_1932


3/24/2011

Carros tradicionais portugueses

 O carro-de-bois, será certamente um dos mais primitivos meios de transporte, remontando a sua origem a tempos imemoriais, à altura em que Homem inventou a roda e aprendeu a domesticar os animais e a colocar a sua força ao seu serviço, em diferentes formas e contextos.
Em Portugal foi sempre  um instrumento importante no desenvolvimento do país e da sociedade, assegurando o transporte dos produtos necessários ao do dia-a-dia das populações, da floresta ou da campo bem como da matéria prima necessária à construção das cidades, vilas e aldeias, como pedra, madeira, areias, argilas, etc.

Hoje em dia ainda é utilizado mas apenas em meios rurais interiorizados, em aldeias com difíceis acessos, servidas por caminhos estreitos e sinuosos, onde o tractor não chega. Mesmo assim já serão raros os exemplares que sobrevivem.
Todavia, até há cerca de duas décadas atrás, mesmo já com a vulgarização do tractor, que susbtituiu em rapidez e eficiência muitas das tarefas do campo e da floresta, o carro-de-bois era um elemento vulgar na maior parte das localidades rurais.
Neste momento na minha aldeia ainda sobrevive um exemplo, com um velho agricultor que ainda detém uma parelha de bois e o inevitável carro e alfaias, como a charrua, a grade e o arado. Mas recuando esses vinte ou trinta anos atrás, existiam vários carreteiros, ou laboreiros, que asseguravam a prestação do serviço de lavoura e transporte, para além de que muitos dos agricultores, como meu pai ou meu avô, tinham as suas próprias parelhas ou juntas de bois e os carros. Para além do carro normal, existia ainda a variante de carroça, a qual tendo a mesma configuração, era ligeiramente maior e dispunha de rodas raiadas e sistema de travões.

Em Portugal, para além da utilização do boi como animal de eleição, pelo seu bom trato, força e corpulência, e quase sempre em parelha ou junta, em algumas regiões do país, sobretudo na metade sul, como Ribatejo, Alentejo e Algarve, utilizava-se com regularidade o carro para um único animal, com frequência um cavalo, mula ou burro, situação bem mais rara na metade norte.

Extraídas de uma colecção de carteiras de fósforos, fica aqui um grupo de ilustrações de alguns carros tradicionais, representando várias províncias portuguesas, do Minho ao Algarve, passando pela Madeira e Açores.
carros_tradicionais_acores_01

carros_tradicionais_alentejo_02

carros_tradicionais_alentejo_2_03

carros_tradicionais_algarve_1_04

carros_tradicionais_algarve_2_05

carros_tradicionais_algarve_3_05

carros_tradicionais_beira_alta_06

carros_tradicionais_beira_litoral_07

carros_tradicionais_madeira_08

carros_tradicionais_minho_09

carros_tradicionais_ribatejo_10

carros_tradicionais_tras_os_montes_11

3/22/2011

Artur Agostinho – Eterno adeus

 

Artur Agostinho, um dos mais conhecidos jornalistas desportivos portugueses, morreu hoje aos 90 anos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado há uma semana.

fonte: RTP

artur_agostinho_sn

Não há muito a dizer sobre Artur Agostinho, porque não haverá ninguém que não conheça esta figura ímpar da comunicação nacional, num percurso multi-facetado, como actor, jornalista e escritor. Homem da imprensa, da rádio e televisão, do entretenimento e desporto. Em todas as suas funções, o mesmo fio condutor de profissionalismo, humildade e integridade humana. Um modelo, convenhamos, cada vez mais raro.


Pessoalmente, recordo Artur Agostinho do inevitável "O Leão da Estrela", dos relatos de futebol na Emissora Nacional e Rádio Renascença e como apresentador exímio de vários concursos da RTP. Sempre simpático e comunicador. Ainda há poucos dias o vi numa entrevista na RTP Memória e o seu ar fresco e jovial não fazia adivinhar este encurtamento da sua passagem entre nós apesar da sua já bonita idade.
Um homem assim só pode deixar saudades e boas memórias que por certo perdurarão.

 


3/21/2011

Casa, descasa

 

No último Domingo, como habitualmente, segui mais um episódio da série documental "Universo", transmitido pelo canal História, na grelha da ZON.
Não quero aqui abordar qualquer questão relacionada com os mistérios e belezas do universo, muito menos sobre pulsares e quasares - tema do episódio - mas sobre algo que retive num dos spots publicitários no intervalo (já agora, aqui está uma coisa que nunca compreendi, a existência de publicidade em canais pagos).
Apesar do espanhol, retive um trocadilho, que grosso modo fazia-nos ver que num passado mais ou menos recente um casamento era uma coisa que se procurava para a vida, enquanto que na actualidade o conceito é passar a vida a procurar o casamento. Creio que todos compreendemos isto e sobretudo a mudança.


Sem alinhar pelo exagero de ambas as situações, a verdade é que hoje em dia a segunda ideia é a que melhor retrata a situação.
Pessoalmente conheço alguém próximo que já vai no terceiro divórcio e no quarto casamento e tem filhos das três mulheres e a procissão ainda irá no adro. Convenhamos que, para todos os intervenientes não será uma situação que seja lá muito exemplar sob um ponto de vista da estabilidade, daí não surpreender que a pessoa em questão passe mais tempo em tribunal do que com os filhos.
Decorre ainda que, face à incapacidade e, já agora, irresponsabilidade, em manter os compromissos de paternidade determinados pelo tribunal, uma parte substancial desses encargos estão a ser suportados pelos pais deste profissional do divórcio.


Chegamos assim a um ponto da sociedade em que se preza e exalta a liberdade de cada um em decidir o seu destino em cada momento, e muito bem, pelo que não surpreende que os divórcios sejam cada vez em maior número, e consequentemente o tão novelístico casa-descasa, mesmo que as razões subjacentes na maior parte dos casos decorram de uma incapacidade de diálogo e de compreensão, a ponto de à mínima tempestade, ao ínfimo obstáculo da vida conjunta, o barco, já por si de débil construção, afundar-se inapelavelmente.


De um modo geral, respeitando as devidas diferenças, distâncias e excepções, a actual sociedade mostra-se prática e objectiva no uso dos seus direitos, liberdades e garantias. Somos neste campo uns artistas da bola, uns chicos-espertalhões; Mas no que toca ao outro lado da moeda, aquele em que se reflectem as responsabilidades e os deveres, aí a coisa já descarrila e descamba para o torto. Aliás, se há matriz que define a sociedade actual, de novo com as ressalvas da praxe, é precisamente a aversão ao cumprimento desta componente, a das responsabilidades e dos deveres, seja para com o Estado seja para com as pessoas. Aí já somos uns molengões, uns arrastados, uns deixa-andar, em que mesmo na pior das hipóteses não tememos sequer as multas, coimas, juros ou mesmo decisões de tribunal, no que decorre de um Estado sem sentido de rigor e justiça, até porque os maus exemplos chegam quase sempre de cima.

Depois, se por um crime de homicídio, bárbaro e premeditado, se pode apanhar apenas 10 ou 15 anos, e destes cumprindo-se metade da pena, pervalecendo para os demais crimes um sistema penal quase incentivador à criminalidade, pela ineficácia das medidas e da brandura das penas, porque é que alguém haveria de temer ser responsabilizado por coisas menores, como ter que cumprir as suas obrigações sociais, compromissos, manter os filhos, pagar dívidas aos bancos, empresas, particulares ou indemnizações?


É o que temos e não falta quem se congratule por isso, porque, acima de tudo, nada de beliscar as nossas liberdadezinhas custosamente conquistadas.

A Família Bellamy

 image

Em 1973 passava na RTP, às quartas-feiras e sucedendo à famosa série “Evasões Célebres”,  uma excelente série inglesa, de cariz dramático, "A Família Bellamy", no original "Upstairs, Downstairs", produzida pela LWT - London Weekend Television, com cinco temporadas compreendendo 68 episódios, sendo exibida originalmente entre 1971 e 1975 pela ITV.
Esta série retrata o dia a dia de uma família da alta burguesia inglesa, nomeadamente os choques e diferenças entre as questões protocolares e de tratamento da hierarquia e importância social em contraponto com a classe dos criados e funcionários, decorrendo o enredo numa ampla mansão eduardina.

Apesar da classificação de série dramática, a mesma estava recheada de situações onde se evidenciava o característico humor británico.
A série é um clássicos da RTP, tornou-se num caso de popularidade, de resto em sintonia com a aclamação da crítica que teve tanto no país de origem como na Europa e Estados Unidos, sendo vencedora de diversos prémios.

Ainda hoje, em colectânea de DVD, a série demonstra toda a sua qualidade, mantendo-se intemporal e como um importante documento ilustrativo de uma época e contextualização social inglesa, sobretudo, mas em certa medida também extensível à burguesia europeia.

familia bellamy 1

familia bellamy 2

image





- Sítio da série: Link

3/13/2011

Publicidade de outros tempos

 

 

Compilamos as imagens de cartazes publicitários da rubrica “Publicidade antiga – Publicidade nostálgica”, e montamos dois simples vídeos.

Por curiosidade, depois de carregados na plataforma, o Youtube informou-nos que podem estar em causa direitos de terceiros relativamente às bandas sonoras utilizadas.

Sendo que foram realizadas a partir de discos próprios adquiridos, e servem apenas para ambientar a apresentação, e sem quaisquer finalidades comerciais, esperemos que os vídeos não venham a ser suspensos e que as respectivas empresas tenham o bom senso de constatar que seria ridícula qualquer reclamação.

É uma informação que resulta de uma política de defesa dos direitos de autor que se reconhece e valoriza mas estamos em crer que se tal fosse seguido à risca, o espólio do Youtube ou de qualquer outro dos seus concorrentes seria substancialmente reduzido.

Enfim. Esperemos que não haja qualquer problema caso contrário encontraremos um suporte próprio, nomeadamente instalando os vídeos directamente no nosso servidor.

Quanto às vídeos não estão nada de deslumbrar, mas esperemos que gostem.


3/10/2011

Art Sullivan – Em Portugal em Outubro de 1976

 

art_sullivan_portugal

Como o tempo passa, e estão já quase decorridos dois anos e meio após termos recordado aqui uma das figuras musicais da segunda metade dos dos anos 70, o belga Art Sullivan, que na plenitude do seu êxito e popularidade, com as suas canções românticas  arrebatou o coraçao de muitas portuguesas.

Hoje relembramos uma das suas passagens por Portugal, com um cartaz publicitário estampado numa das revistas da época.

O espectáculo, “a pedido das suas admiradoras”, estava marcado para o Pavilhão dos Desportos, em cascais, no dia 10 de Outubro de 1976, pelas 21:45 horas.


3/08/2011

Santa Nostalgia no Facebook

 

image

O nosso espaço no Facebook tem estado um pouco desmazelado pelo que pedimos desculpa por alguns inconvenientes e até por questões colocadas e não respondidas.

Tínhamos já um grupo extenso de pessoas a aguardar a confirmaçao ao pedido de amizade.

Prometemos acompanhar de forma mais regular.


RTP – 54 anos

 

logo_rtp

A RTP celebrou ontem os seus 54 anos de vida e o seu canal Memória fez a evocação da data.

Recortado de uma revista de Fevereiro de 1961, publicamos um cupão de inscrição para o Concurso “Diga, Diga”, que se tornou popular na primeira metade dos anos 60, tal como outros mais, nomeadamente o "Passaporte TV", "Dize Tu, Direi Eu".

Os concursos nesses primeiros tempos foram um dos pilares da programação e popularidade da RTP, o que de resto ainda se mantém.

rtp_diga_diga 

No “Diga, Diga”, os concorrentes respondiam a perguntas de cultura geral, escolhendo para o efeito dois temas.

Hoje em dia os concursos continuam a ter a sua componente de entretenimento, mas servem sobretudo para constatar a fraca cultura geral, mesmo de pessoas licenciadas. Tomando como exemplo o concurso “Quem quer ser milionário”, custa a crer que mesmo perante questões  de xaxa, e em sistema de escolha múltipla, se revele tanta ignorância. Mas vale o entretenimento porque tudo é feito nesse pressuposto, pois, ao contrário dos primeiros tempos da RTP, os concursos deixaram de ser um veículo de cultura por onde se podia aprender. Hoje, paradoxalmente, paga-se e premeia-se quem não sabe, bastando ter a pontinha de sorte e ser bafejado pelos 25% de hipótese ao alcance de um qualquer ignorante.

Também é verdade que os concursos hoje em dia são muita parra e pouca uva e já não são por isso tão rendosos como noutros tempos, motivando então o aparecimento de alguns profissionais ou papa-concursos.


3/04/2011

Desodorizante Rexina

 

desodorizante_rexina_sn

De novo o desodorizante Rexina, num cartaz dos anos 60.

Não deixa de ser curioso que passados 50 anos os produtos similares actuais continuem ainda na senda de propalar a garantia de um efeito que dure as 24 horas do dia. Há coisas que não mudam e desodorizante que se preze deve ter isso em conta mesmo que na prática assim não seja. Mais do que ser, é conveniente que pareça.

 

- Anterior tópico: Link


3/02/2011

Belas pernas com meia-calça C.D.

meia_calca_bea_cd

Cartaz publicitário, do ano de 1969, à meia-calça Bea, da C.D., fabricada na Dinamarca. Resta saber se a bela modelo é de origem nórdica ou muito portuguesa.

Curiosamente, as meias-calças, em diferentes materiais ou texturas, mas quase sempre em tons escuros, e complementadas com botas altas e mini-saias ou vestidos de malha, também curtos, têm estado  na moda neste Outono/Inverno e realçam, de facto, a elegância das pernas femininas.
Como se vê, há modas que são intemporais, assim como a beleza de umas bonitas pernas.

- Sobre o tema:
Meias C.D – Com C.D quem ganha é você!
Meias e peúgas CD

3/01/2011

Maizena – Uma longa história


maizena_sn

A farinha de amido de milho MAIZENA nasceu nos Estados Unidos no distante ano de 1856, uma criação dos irmãos Duryea. A empresa dos irmãos, a Corve Stach Manufacturing inicialmente vendia farinha fina de milho mas de uma forma a granel pelo que a Maizena surgiu devidamente embalada de modo a oferecer melhores condições de higiene e depressa se tornou num produto comercial com muita popularidade.
A Maizena chegou a Portugal quase meio século depois, em 1905 e desde então tem-se mantido num produto muito popular, com diversas utilizações. Inicialmente e durante várias décadas foi até utilizado como produto adequado para engomar vestuário mas  sobretudo na confecção de papas para bébés. Contudo, com a chegada ao mercado de produtos como as papas Cerelac, Milupa e outros,  mais adequados e elaborados, a Maizena perdeu importância nesse sector mas continuou a ser comercializada sobretudo para culinária e pastelaria, sendo um popular espessante de molhos e sopas.
Pessoalmente, enquanto bébé, também fui alimentado com a papa da farinha Maizena, bem como os meus irmãos mais novos. Recordo que muitas vezes lhes preparei e dei  a papa a comer.
A Maizena faz assim parte das nossas memórias de infância e tiveram um importante papel na nossa alimentação e crescimento nesses primeiros meses de vida.
Quanto à imagem da Maizena, cujo nome deriva do termo “maíz”, a palavra espanhola para milho, destaca-se sobretudo pela viva cor amarela das suas caixas e o grafismo tem-se mantido quase inalterável desde há longas décadas, no que tem contribuído para a referenciar e reforçar como um produto clássico e tradicional.
Na actualidade, depois de um percurso por vários proprietários ao longo da sua história,  a Maizena é uma das populares marcas da multinacional Unilever, sendo comercialiazada em diversos produtos, específicos para diferentes utilizações.


Pesquisar no Blog

Seara Nova - Revista

A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

Populares