Uma das boas equipas do Sporting Clube de Portugal - 1972.
Mas o que eram afinal estes grupos, qual a sua origem e de que forma souberam cruzar as raízes do folclore com as grandes modas da música jovem da época?
Os conjuntos típicos foram muito populares sobretudo nas décadas de 60 e 70, mas passaram pelas décadas seguintes e ainda hoje existem embora obviamente com mais recursos técnicos (como acordeões electrónicos, guitarras eléctricas e caixas de ritmos), mas com alguma fidelidade ao estilo. Modo geral um conjunto típico era marcado pelo som do acordeão, por vezes mais que um, a viola para fazer o baixo e um bombo. Frequentemente os elementos que cantavam e que por regra não tocavam instrumentos, sempre lá pegavam nos ferrinhos ou na pandeireta. Outra característica ainda comum aos conjuntos típicos, são as indumentárias, normalmente iguais (ou não fossem para um conjunto) e garridas, predominando os tons de vermelho, azuis e verdes. Hoje, vistas à distância do tempo, não deixam de ser apontamentos curiosos e deveras folclóricos.
A génese destes conjuntos esteve ligada à evolução da música tradicional e à transição do folclore rural para o entretenimento urbano e periurbano:
A expansão da Emissora Nacional e o aparecimento da RTP criaram a necessidade de uma música popular leve, dinâmica e adaptada aos estúdios, sem perder a matriz tradicional.
Embora existissem por todo o país, o norte de Portugal (com grande destaque para os concelhos do Grande Porto, Aveiro e Minho) foi um enorme centro de criação destas formações, impulsionado pela forte tradição do acordeão e das concertinas.
Nas décadas de 1960 e 1970, o fenómeno migratório levou alguns dos mais afamados Conjuntos Típicos em digressões constantes pelas comunidades portuguesas na Europa e nas Américas, tornando-os o elo de ligação cultural entre os emigrantes e a sua terra natal.
A partir de meados dos anos 1960, o aparecimento do movimento Yé-Yé (a vaga de pop/rock inspirada pelos Beatles, pela música britânica e francesa) trouxe um enorme desafio aos Bailes Populares. Para não perderem o público jovem para a nova cultura pop, os Conjuntos Típicos adaptaram-se e reinventaram-se,
O reportório incluía marchas, viras, chulas, corridinhos e canções de baile com letras simples, divertidas e centradas no quotidiano, no amor e nas tradições regionais.
Grande parte dos conjuntos nascia de uma base de um nome próprio, famíliar ou grupo de amigos (origem de nomes como "Élio Miranda", "Pai e Filhos" ou "Irmãos Leais".
Com a chegada dos anos 1980 a maior parte dos conjuntos típicos fiocaram pelo caminho ou adaptaram-se em termos de luz e som e até mesmo simplificando a designação, caíndo a designação "Conjunto Típico". Alguns, já com novas formações, por vezes com familiares descendentes, ainda andam por aí e têm mercado em festas populares de aldeia sobretudo com orçamentos limitados.
Ainda assim, o legado de formações icónicas como o Conjunto António Mafra, Conjunto Maria Albertina, Esperança, Irmãos Leais, e tantos outros, permanece vivo. Os Conjuntos Típicos foram os verdadeiros arquitectos da música de arraial moderna, sabendo preservar a identidade cultural portuguesa ao mesmo tempo que se modernizavam.
Conseguimos elaborar uma lista de 95 conjuntos. Mais haverá, do mesmo estilo, mesmo que sem a designação de Conjunto Típico.
Conjunto Típico ABC
Conjunto Típico Açoriano
Conjunto Típico Ala Arriba
Conjunto Típico António Campos e Filhos
Conjunto Típico António Mafra
Conjunto Típico Armindo Campos
Conjunto Típico Arnaldo Abreu
Conjunto Típico Asa D´Ouro
Conjunto Típico Asas da Liberdade
Conjunto Típico Augusto Granja
Conjunto Típico Bons Irmãos
Conjunto Típico Brilhante Sol
Conjunto Típico Brisa do Mar
Conjunto Típico Carlos Alberto
Conjunto Típico Cerqueira Pinto
Conjunto Típico Corações Unidos
Conjunto Típico Correia Nunes
Conjunto Típico Costa D´Ouro
Conjunto Típico de Sonhos
Conjunto Típico Destaque 6
Conjunto Típico do Norte
Conjunto Típico do Vale
Conjunto Típico Élio Miranda
Conjunto Típico Esperança
Conjunto Típico Estrela D´Alva
Conjunto Típico Estrela da Branca
Conjunto Típico Estrela dos Ave
Conjunto Típico Estrela Dourada
Conjunto Típico Estrelas da Foz
Conjunto Típico Estrelas da Noite
Conjunto Típico Estrelas de Jofir
Conjunto Típico Estrelas do Paraíso
Conjunto Típico Estrelas dos Minho
Conjunto Típico Estrelas Incomparáveis
Conjunto Típico Estrelinhas do Pinheiro
Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto
Conjunto Típico Fernando Ferraz
Conjunto Típico Ferreira Marques
Conjunto Típico Filhos e Pai
Conjunto Típico Flores da Lage
Conjunto Típico Francisco de Sousa
Conjunto Típico Francisco Gouveia
Conjunto Típico Henrique Silva
Conjunto Típico Iniciadores
Conjunto Típico Irmãos Dias
Conjunto Típico Irmãos Leais
Conjunto Típico Luz e Vida
Conjunto Típico Madeirense
Conjunto Típico Maria Albertina
Conjunto Típico Mário Freitas
Conjunto Típico Meia Lua
Conjunto Típico Mira-Douro
Conjunto Típico Mundo Novo
Conjunto Típico Nel Garcia
Conjunto Típico Nel Tony
Conjunto Típico Nely Correia
Conjunto Típico Nun´Álvares
Conjunto Típico Orlando Silva
Conjunto Típico Os Amigos do Norte
Conjunto Típico Os Caldas
Conjunto Típico Os Celtas
Conjunto Típico Os Filhos da Noite
Conjunto Típico Os Filhos do Luar
Conjunto Típico Os Lacraus
Conjunto Típico Os Lordes
Conjunto Típico Os Lusitanos
Conjunto Típico Os Maiatos
Conjunto Típico Os Marinheiros
Conjunto Típico Os Montanheses
Conjunto Típico Os Nortenhos
Conjunto Típico Os Pátrias
Conjunto Típico Os Peles Vermelhas
Conjunto Típico Os Picassos da Maia
Conjunto Típico Os Populares Aguedense
Conjunto Típico Os Ramalhetes
Conjunto Típico Os Relâmpagos
Conjunto Típico Os Ribeirinhos de Sandim
Conjunto Típico Os Solitários
Conjunto Típico Os Voadores
Conjunto Típico Pai e Filhos
Conjunto Típico Pedro Simões
Conjunto Típico Portugal a Cantar
Conjunto Típico Primavera
Conjunto Típico Rapsódia
Conjunto Típico Regional Duriense
Conjunto Típico Ria Ave
Conjunto Típico Ribeira Lima
Conjunto Típico Ritmos do Ave
Conjunto Típico Rosa do Adro
Conjunto Típico S. José
Conjunto Típico S. Martinho
Conjunto Típico Santo André
Conjunto Típico Sol de Portugal
Conjunto Típico Soldados da Paz
Conjunto Típico Terras de Portugal
Conjunto Típico Trio Boreal
Conjunto Típico Vera Cruz
Conjunto Típico Vozes de Portugal
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Sugus é uma antiga e popular marca de rebuçados e de um modo ou outro já terá ajudado a adoçar a boca de muita gente.
Procurando na rede informações sobre a sua história, dizem que foram criados por 1931 na Suíça, pela empresa de chocolate Suchard. O nome escolhido, "Sugus", deriva do verbo escandinavo suge, que significa chupar,, e ficaram mundialmente conhecidos pela sua textura macia e invólucros coloridos que indicavam o respetivo sabor.
Terá sido um dos primeiros rebuçados a incorporar sumo de fruta natural. Após a II Guerra Mundial, o sucesso levou à sua internacionalização, chegando a países como Portugal, Argentina e Brasil.
A marca foi adquirida pela Kraft Foods em 1990 e, mais tarde, em 2004, os direitos do doce passaram para a Wrigley Company.
Em Portugal os rebuçados Sugus chegaram a ser fabricados pela TOFA, empresa a que também pertencia a Tofa Cafés.
Uma das suas características identitárias refere-se ao formato do invólucro do conjunto e dos próprios rebuçados, paralelepípedos, de base quadrada.
As referências online à revista semanal "Opção" são escassas e dispersas. Do que foi possível compilar, esta revista teve o seu início em 29 de Abril de 1976, sendo dirigida pelo jornalista Artur Portela (Filho). Terá sido a primeira revista do género criada após o 25 de Abril de 1974.
Surge num momento decisivo da consolidação da democracia em Portugal, num contexto de profundas transformações políticas, sociais e institucionais após a Revolução de Abril. O lançamento da revista ocorre num período marcado por intensos debates sobre o papel da imprensa e a definição dos novos modelos políticos do país.
Assumidamente ideológica, de esquerda da esquerda, a revista era isso mesmo, um espaço de malhar na Direita e suas figuras. Então como agora, procurava-se diabolizar quem tinha a ousadia de ser diferente da Esquerda.
Logo no número primeiro, o director, Artur Portela (Filho), na foto abaixo, em editorial dizia ao que vinha: "Opção" pretende ser a voz que a Esquerda pode e deve ser - a voz forte da razão, da competência, do futuro.
Ora quem tinha um posicionamento ou visão diferentes, era invariavelmente malhado em artigos críticos e mordazes.
Por agora, não conseguimos a informação de quando terá terminado nem quantos números foram publicados. Talvez, pelo sectarismo indisfarçado, estivesse mesmo condenada à extinção. Mas não foi a única.
Os mais velhos que se recordam da Rajá, associam a marca aos gelados, que se vendiam junto às praias pelos idos de 60 e 70. Esta marca acabou por ser absorvida pela empresa dos gelados Olá (Unilever e Jerónimo Martins) pelo início da década de 1970.
Apesar da associação aos gelados, a Rajá, com fábrica em Monsanto - Lisboa, começou pela produção de chocolates e bombons, drops, rebuçados e caramelos. É desse período (anos 50 e 60) a caixinha de furos (na imagem acima) que nas lojas e mercearias da aldeia determinavam o sorteio da guloseima. Caixas semelhantes e até mais conhecidas e generalizadas, esravam relacionadas aos chocolates Regina.
E andamos nisto há 50 anos. Mudam os actores e até a força das forças, mas os cenários são mais ou menos os mesmos.
Revista "Opção" - Abril/Maio 1976.
"Roubada" por aí, esta é uma das muitas páginas do jornal "A Bola" com equipas do nosso futebol, caricaturadas pela mestria do saudoso Francisco Zambujal.
Neste exemplo, uma capa de 1978, quando decorria o Mundial de Futebol 1978, na Argentina, e depois do F.C. do Porto, treinado pelo carismático José Maria Pedroto, ter conquistado o título de campeão nacional, depois de um "seca" de 18 anos, já que o anterior título havia sido conquistado na época1958-1959, então com Béla Guttmann como seu treinador.
Quanto a Francisco Zambujal foi dos melhores caricaturistas portugueses, de sempre, com enfoque no desporto e futebol. Para além das inúmeras colaborações em jornais, sobretudo no "A Bola", foi autor de várias colecções de cromos de jogadores de futebol, de que tenho todas as colecções, nomeadamente:
- Colecção de Cromos d'A Bola - Caderneta de cromos - 1978-1979
- Génios da Bola - Caderneta de cromos - 1978/7199
- Arte e futebol - Caderneta de cromos - 1979/1980
- Ídolos de Portugal - Caderneta de cormos - 1980/1981
- Caricaturas e Fotos, Mundial de Futebol Espanha - Caderneta de cromos - 1982
Quanto ao caricaturista, Francisco Manuel Marvão Gordilho Zambujal
nasceu em Moura, 15/03/1935 e faleceu em Faro, 12/04/1990. Estudou e foi professor durante 33 anos na Escola nº 1 de S. Luís, do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, em Faro. Foi também coordenador da Direção Geral da Educação de Adultos. Um dos mais famosos caricaturistas / cartoonistas de Portugal, colaborou em diversos jornais locais e nacionais e com "a sua entrada em 1963 para a redação de A Bola, transformou-se em caricaturista “profissional”, impondo-se como um ícone do humor desportivo, um cronista da história de três décadas do desporto em Portugal"
[fonte: Wikialgarve]
Quanto à formação da equipa acima caricaturada: Em cima da esquerda para a direita: Murça, Rodolfo, Simões, Gabriel, Freitas e Fonseca. Em baixo, pela mesma ordem: Duda, Seninho, Octávio, Gomes, Ademir e Oliveira.
Algures numa aldeia portuguesa, a perder gás, como quase todas no interior. Os anos não perdoam, nem mesmo aos elementos publicitários afixados há décadas na fachada granítica de um estabelecimento que vendia de tudo um pouco, desde as botijas de gás butano, a linhas, botões e agulhas até o fazer de posto dos Correios.
Mesmo nos dias de hoje, ainda que de outras marcas e tamanhos, as botijas (garrafas ou bilhas) são uma das principais fontes de abastecimento doméstico de gás. Quando comecei a construir a minha habitação ali por 1994, fui obrigado a apresentar um projecto próprio, e dotá-la com os respectivos ramais interiores, incluindo a caixa para o contador no muro da rua, prevendo-se a "futura" ligação à rede de gás natural. Passaram 30 anos, imagine-se, e a tal previsão foi um ar, ou mesmo um "gás" que se lhe deu, porque embora a rede fosse instalada em alguns locais, nunca chegou, de todo, a todos. O mesmo com as redes de água e saneamento. As empresas, municipais ou concessionárias, só fazem onde lhes dá lucro. Servir lugares ou ruas com duas ou três de casas é má gestão. Mas, permitem estas discriminações mesmo que, como papagueavam o presidente e a escritora há dois dias, somos todos da mesma massa de pureza. Balelas. Continuamos a ser diferentes, em muitas coisas como nos acessos aos serviços, à Justiça, à Educação, etc.
Os nossos políticos foram sempre assim, visionários, a olhar para o futuro, sendo que o políticos passam, o seu futuro sabe-se como é, garantido, bem remunerado, mas o nosso, o do povo, nunca mais chega.
Andamos, pois, a pagar desmandos, a gastar dinheiro em projectos, licenças, tubagens e caixas de contadores para nada. Permanecem por ali, pelo menos, como atestado de incompetência e de desgoverno.
Lido no sítio da própria marca, "fundada em 1931 por dois engenheiros visionários, a Butagaz foi inicialmente chamada de URG (Uso Racional do Gás). Isso marcou o início do botijão de gás azul de 13 kg, que competia com a lenha e o carvão. Esse impulso foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial e pela destruição quase completa do parque industrial em 1945. A década de 1950 marcou o renascimento da URG. Graças à reconstrução do parque industrial e à ampla disponibilidade de botijões de gás, 2 milhões de usuários já estavam convencidos, nessa década, do uso do gás para cozinhar, produzir água quente e aquecer residências.
Em ascensão, a Butagaz lançou o gás em botijões para particulares na década de 1960, atendendo às suas necessidades de aquecimento, água quente e cozinha. Esse sucesso imediato levou à construção de centros industriais e à automação da distribuição para atender a todas as demandas dos franceses. Essa era viu o nascimento de um dos mascotes franceses mais populares: o Urso Azul.
No início da década de 1980, a URG adotou o nome de sua marca principal: BUTAGAZ. Para ampliar sua oferta, a Butagaz modernizou sua distribuição, entrou no mercado de supermercados em 1985 e lançou sua primeira campanha publicitária na televisão em 1986.
Uma nova era começa para a Butagaz.
A Canada Dry é uma marca de refrigerantes com uma história rica que remonta ao início do século XX, conhecida principalmente pela sua Ginger Ale (refrigerante de gengibre).
Origens e Inovação
A história da Canada Dry começa em 1890 com John J. McLaughlin, um farmacêutico e químico canadense que abriu uma fábrica de água carbonatada em Toronto. Em 1904, McLaughlin aperfeiçoou a fórmula da Canada Dry Pale Ginger Ale, uma versão mais leve e menos doce do que as outras ginger ales da época. O termo "Dry" no nome da marca refere-se justamente a essa característica menos açucarada, similar à classificação de um vinho "seco".
Popularidade e Expansão
A Canada Dry Ginger Ale começou a ganhar popularidade e, em 1919, McLaughlin expandiu a sua operação para Nova Iorque devido à crescente demanda. Após a sua morte em 1914, o negócio foi vendido em 1923, formando a Canada Dry Ginger Ale, Inc.
A sua popularidade disparou durante a Lei Seca nos Estados Unidos, pois o sabor marcante da ginger ale ajudava a mascarar o gosto das bebidas alcoólicas caseiras. Era frequentemente chamada de "champanhe dos refrigerantes" e comercializada para um público mais refinado. Nos anos 1930, a Canada Dry expandiu-se globalmente, chegando a cerca de 30 países.
Evolução e Propriedade
Ao longo dos anos, a marca passou por várias mudanças de propriedade. A Canada Dry foi adquirida pela Dr Pepper em 1982, e depois vendida para a unidade Del Monte Foods da R.J. Reynolds em 1984. Em 1986, a R.J. Reynolds Nabisco vendeu o seu negócio de refrigerantes para a Cadbury Schweppes. Hoje, a Canada Dry pertence à Keurig Dr Pepper, que foi desmembrada da Cadbury Schweppes em 2008.
O logotipo da marca, que historicamente incluiu um mapa do Canadá com uma coroa real (adicionada em 1907), também evoluiu ao longo do tempo, com remodelações em 1975, 2000 e 2010 para modernizar o seu visual.
A Canada Dry continua a ser uma marca de refrigerantes reconhecida mundialmente, oferecendo uma variedade de sabores, embora a Ginger Ale permaneça o seu produto mais icónico e apreciado.
Cartaz de João Abel Manta - 1975
João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta, nasceu em Lisboa a 29 de Janeiro de 1928, sendo um reconhecido arquitecto, pintor, ilustrador, cartoonista e caricaturista português. É filho dos também pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta
Com uma produção artística diversificada, destacou-se principalmente na arquitectura, no desenho e na pintura, consolidando a sua presença no cenário cultural português desde o final dos anos 1940. Inicialmente dedicado à arquitectura, foi gradualmente direccionando o seu percurso para as artes visuais, tornando-se um dos mais importantes cartoonistas das décadas de 1960 e 1970.
Nos anos que antecederam e sucederam a Revolução de 25 de Abril de 1974, Abel Manta publicou, em jornais de grande circulação, trabalhos marcantes que retratavam o contexto político e social português durante esse período de transição — desde o fim da ditadura até à instauração da democracia. Foram populares, e já icônicos, os cartazes em que associava o povo ao MFA - Movimento das Forças Armadas. As suas caricaturas e desenhos satíricos são considerados documentos visuais importantes da história contemporânea portuguesa
Na década de 1980, voltou a reorientar a sua carreira, dedicando-se sobretudo à pintura, onde continuou a demonstrar o seu talento e versatilidade artística.
É ainda vivo, a caminho do centenário.
Cartaz do ano de 1982, numa campanha de sensibilização pela Direcção geral de Higiene e Segurança do Trabalho. Num outro contexto, e na dé...