Cartaz publicitário à KLM - 1950
Da mesma série do Catecismo Nacional - Volume I, trago aqui à memória o Volume III.
De 1955, 64 páginas com ilustrações em aguarela de Isolino Vaz.
Hoje fazemos referência à marca de pomada Halibut, muito popular entre nós e conotada com a sua aplicação no rabinho dos bébés para prevenir assaduras pelo uso de fraldas, sendo que também com usos mais alargados. Dizem, por exemplo, que é igualmente muito usada por ciclistas por razões óbvias.
Da pesquisa que fiz sobre a origem e história desta popular pomada, terá sido criada pelos laboratórios espanhóis Andrómaco, de Barcelona, fundados em 1923 por dois amigos, Raúl Roviralta Astoul, médico, e Fernando Rubió i Tudurí, farmacêutico, e deve o seu nome a um peixe que vive nas profundezas do Atlântico, chamado precisamente Halibut ou Alabote, do qual se extrai um óleo do seu fígado, rico em vitamina A e D, altamente cicatrizante, usado como base da pomada, bem como de outras susbtâncias como óxido de zinco. Dizem os especialistas que o zinco é um elemento fundamental à actividade de mais de 300 enzimas que existem no corpo humano, entre as quais algumas necessárias à proliferação celular durante a cicatrização. Hoje em dia a fórmula da pomada mudou e já não tem óleo desse peixe, mas o nome, esse, manteve-se sempre inalterado.
Em Portugal, a Andrómaco estabeleceu-se em Lisboa pelo ano de 1931 e a pomada Halibut começou a ser comercializado a partir do ano de 1939, por isso já com uma provecta idade.
Em 1995 o grupo alemão Grünenthal adquiriu a Andrómaco (espanhola) e a Halibut passou a fazer parte do seu leque de produtos.
Por sua vez, pouco depois, por 1996/1997, a Grünenthal acabou por vender a marca à empresa portuguesa Medinfar, tornando-se para esta seu produto mais popular a par de outros também com relevância, como o Oleoban, Trifene, DVine, Magnoral, entre outras. Em 2017 atingiu a marca de 1 milhão de unidades.
Quando foi lançada, a Halibut era muito dirigida para a cicatrização das queimaduras da pele mas a partir dos anos 1990 a marca mudou o seu posicionamento para a muda da fralda e as assaduras dos rabinhos dos bebés.
Seja como for, em resumo, a Halibut pomada é uma marca e um produto muito reconhecida e popular no nosso mercado e memória colectiva e até susceptível de algumas brincadeiras e trocadilhos.
Ainda sobre o peixe, o halibut ou alabote, pertence à família dos Pleuronectídeos. É um peixe achatado, oval e com uma cabeça grande, que pode crescer até cerca de 1 metro de comprimento e pesar até 20 kg.
O alabote é encontrado em águas frias e profundas ao redor do mundo, incluindo o Oceano Atlântico e o Pacífico. Ele é conhecido por sua carne branca, macia e suculenta, com um sabor delicado e levemente adocicado.
Devido ao seu sabor e textura, o alabote é muito valorizado na culinária e é frequentemente usado em pratos de frutos do mar. No entanto, como muitas outras espécies de peixes, o alabote tem sido sobrecapturado em algumas áreas e, portanto, é importante garantir que sua pesca seja sustentável para garantir a preservação da espécie e de seu habitat natural.
[créditos do cartaz no topo: Garfadas online]
Os rebuçados e as guloseimas em geral, sempre foram do agrado das crianças pelo que muitas das nossas memórias de infância estão ligadas a essas coisas pequeninas e doces. Uma delas, que faz parte da nossa memória colectiva, liga-se aos rebuçados Chupa-Chups.
A história da marca Chupa Chups tem origem em espanha e remonta a 1958 com o aparecimento do produto "Gol", um rebuçado de pau, então com os sabores de morango, limão, laranja, cola e menta.
A ideia desta rebuçado agarrado a um pau, deveu-se ao fundador Enric Bernart que havia comprado a empresa Granja Asturias que produzia geleia de maçã. A ideia de fixar o rebuçado num pau foi a de simplificar a sua utilização pelas crianças já que sem ele as mãos ficavam invariavelmente pegajosas, o que não era prático.
O nome dado ao rebuçado surgiu porque ao fundador, o rebuçado esférico a entrar na boca da criançada, parecia-lhe uma bola a entrar numa baliza.
Dois anos depois, em 1960 foi decidido que o nome "Gol" não era o ideal pelo que posto à consideração de agências de publicidade o nome foi mudado para "Chups". Não tardou que logo depois, em 1963, a coisa mudasse para "Chupa Chups", o que parece ter agradado já que se manteve até à actualidade.
Em 1965 foram adicionados outros novos sabores como nata de morango, chocolate e baunilha, obrigando à introdução de tecnologias para acrescentar leite ao processo de fabrico.
A marca apostou sempre na publicidade como via para a sua promoção e em 1969 ganhou o prémio do melhor anúncio do ano no Festival Internacional de Publicidade de Cannes Lions.
Em 1960 foi decidido mudar de logotipo, o rosto da marca e o artista convidado foi nem mais nem menos que o pintor surrealista espanhol Salvador Dali, amigo de Enric, que lhe acrescentou a popular marguerita ou camomila, a envolver a designação da marca. No entanto a partir dessa base de Dali o logotipo foi sendo ajustado até à actualidade.
A marca continuou pelos anos seguintes a desenvolver-se e a espalhar-se pelo mundo, sempre aliada a a grandes campanhas publicitárias e estas a grandes nomes do desperto e espectáculo.
Em 2006 a marca passou a integrar o grupo italo-holandês Perfetti-Van Melle. A marcar o facto, num só dia foram fabricadis 3 015 585 Chupa Chups. É obra!
A marca dispõe de mais de uma centena de variedades, muitas ainda com o conceito original mas outras já muito diferentes.
Na imagem abaixo a evolução do design do logotipo da Chupa Chups.
Cartaz do ano de 1982, numa campanha de sensibilização pela Direcção geral de Higiene e Segurança do Trabalho. Num outro contexto, e na dé...