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Pão com Manteiga - Revista de humor

Director: José Duarte Coordenador- Geral: Bernardo Brito e Cunha Colaboradores: Alexandre Carvalho, Artur Couto e Santos, Carlos Barradas, Carlos Cruz, Carlos Zíngaro, Fernando Ricardo, José António Pinheiro, José Duarte, José Fanha, Júlio Quirino, Kakrus, Luis Guimarães, Mário Zambujal, Nuno Gomes dos Santos, Rolo Duarte, Sam, Vasco, Zé Manel A década de 1980 em Portugal foi um período de profunda mutação social e política. Entre a consolidação da democracia e a entrada na CEE, o humor desempenhou um papel vital na interpretação desta nova realidade. No centro dessa revolução satírica esteve a revista Pão com Manteiga, uma publicação que transpôs para o papel a acutilância de um dos programas de rádio mais icónicos da história nacional. Da Rádio para o Papel: A Génese de um Sucesso O projeto "Pão com Manteiga" teve a sua origem na Rádio Comercial, onde um grupo de mentes brilhantes — liderado por figuras como Bernardo Brito e Cunha, Carlos Cruz, Mário Zambujal e Orlando Neve...

Opção - Revista de esquerda a malhar à direita

  As referências online à revista semanal "Opção" são escassas e dispersas. Do que foi possível compilar, esta revista teve o seu início em 29 de Abril de 1976, sendo dirigida pelo jornalista Artur Portela (Filho). Terá sido a primeira revista do género criada após o 25 de Abril de 1974. Surge num momento decisivo da consolidação da democracia em Portugal, num contexto de profundas transformações políticas, sociais e institucionais após a Revolução de Abril. O lançamento da revista ocorre num período marcado por intensos debates sobre o papel da imprensa e a definição dos novos modelos políticos do país. Assumidamente ideológica, de esquerda da esquerda, a revista era isso mesmo, um espaço de malhar na Direita e suas figuras. Então como agora, procurava-se diabolizar quem tinha a ousadia de ser diferente da Esquerda. Logo no número primeiro, o director, Artur Portela (Filho) , na foto abaixo, em editorial dizia ao que vinha:  "Opção" pretende ser a voz que a Esquerd...

Açucena - Romantismo em pequenas doses

  A revista "Açucena", da Agência Portuguesa de Revistas foi lançada no mercado em Maio de 1963. De reduzidas dimensões, 12 x 8,5 cm, cabia no bolso da camisa. O preço era condizento, tendo começado por 1 escudo com aumento ao longo dos anos, até 1987 ano em que terminou o romance com os leitores. Esta colecção contou durante muitos números com excelentes capas e ilustrações interiores de Carlos Alberto Santos e Baptista Mendes. O formato foi um de vários títulos da Agência, dedicados ao romance mas também aos populares cow-boys, como o "6 Balas" e "Cow-Boy" e "Fúria dos Bravos". Recorde aqui .

Cenários

  E andamos nisto há 50 anos. Mudam os actores e até a força das forças,  mas os cenários são mais ou menos os mesmos. Revista "Opção" - Abril/Maio 1976.

Revista "Colecção Cinema" - Uma ilha para dois

  Capa e contra-capa da revista "Colecção Cinema". N.º 15 - 19.ª Série - Edição da Agência Portugues a de Revistas - Director: Mário de Aguiar. Filme: "Isla para Dos" (Ilha para Dois), de 1959 com Arturo de Cordova e Yolanda Varela.

Revista Novela Filme - O homem que fazia chover

  Novela Filme, revista com texto e imagens sobre um determinado filme. No caso, "O Homem que fazia chover", do original " The Rainmaker ", de 1956. Conforme se pode ler acima, o filme foi estreado no Cinema S. Jorge - Lisboa, em 23 de maio de 1957, com escalão de maiores de 17 anos. N.º 15. Convenhamos que em tempos de seca lá pelos algarves, um homem que fizesse chover é que dava jeito.

Gina - A revista com cores da liberdade

Já tivemos a oportunidade de trazer aqui à memória a revista GINA, um dos ícones dos primórdidos da liberdade pós-revolução e da década de 1980. Esta revista de cariz pornográfico foi na época uma quase novidade e mesmo lida, partilhada e guardada às escondidas, ficou na memória de toda uma geração, sobretudo dos jovens rapazes, sendo que naturalmente, embora de forma mais discreta, por algumas raparigas. Recorde-se que esta revista teve publicação desde Setembro de 1974 até 2005,com 196 números. O êxito foi, imediato com o preço de capa inicial em 25 escudos mas alterado com frequência de acordo com a inflacção da procura. A publicação da editora Pirâmide, liderada por Mário Gomes e seu irmão Acácio, fundamentava-se, essencialmente, em conteúdos provenientes do próspero e liberal mercado alemão. Estes eram traduzidos ou adaptados por Mário, sem uma preocupação literária evidente. As capas, concebidas para a exposição nos quiosques, geralmente mantinham uma postura discreta, exibindo ...

25 de Abril - Comunidades Portuguesas

Passados alguns poucos meses e e assente algum pó após a revolução de 25 de Abril de 1974, em 21 de Outubro de 1974 a Secretaria de Estado da Emigração lança a revista "25 de Abril - Comunidades Portuguesas". Tinha definida uma periodicidade mensal mas ao longo dos seus 44 números, até Fevereiro de 1980, várias edições  abarcaram dois meses. Teve como directores Amândio da Conceição Silva, José Cardoso e Manuel Árias. Graficamente a revista teve três diferentes séries. O objectivo dessa publicação está expressa no editorial que abaixo se transcreve. Percebe-se pela sua leitura e análise que o conteúdo reflectia o momento político e de um modo geral tinha uma orientação muito marcadamente de esquerda. Veja-se, como exemplo, a imagem acima com a capa alusiva a eleições livres em que o símbolo do PCP aparece sobre os demais. Sendo direccionada à comunidade emigrante, era por conseguinte distribuída em alguns países europeus, nomeadamente na França, mas em rigor desconhecemos o a...

Jornal do Cuto

  Foi em 1935 que no jornal espanhol "Boliche" apareceu o Cuto, uma criação do artista Jesus Blasco , um rapaz adolescente, impregnado de espírito de aventura. Inicialmente num registo mais humorístico, na companhia dos amigos Gurripato e Camarilla, mas a partir de 1945 apenas acompanhado pela sua namorada Mary, é levado nessas aventuras a vários locais do mundo num envolvimento audaz em situações de guerras, conflitos, mistérios e investigações policiais. Cá por Portugal a sua aparição deu-se em 12 de Fevereiro de 1949 na revista "Gafanhoto, no número 10. Em face da crescente popularidade em 7 de Julho de 1971 o personagem deu nome a uma publicação própria, o "Jornal do Cuto", propriedade da Portugal Press, dirigida por Roussado Pinto. Esta revista para além das aventuras do Cuto continha diversas outras histórias de outros autores em regime de continuação. A revista, indicada como para maiores de 12 anos, durou de 1971 a 1978, com um total de 174 números, com...

Time

A caminho do centenário, passam hoje 98 anos sobre a data (3 de Março de 1923) da primeira publicação da revista norte-americana " Time ". Tem sido um longo caminho e de muitas alterações editoriais mas parece que sempre dentro do sucesso e é considerada a revista semanal de notícias mais lida globalmente, com um público regular de 26 milhões de pessoas, sendo que 20 milhões nos Estados Unidos.

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José Mário Branco - Permanente revolução

Aprecie-se, ou não, José Mário Branco é um dos nomes incontornáveis da cultura e música portuguesas e desta da designada popular e de intervenção. Desde um activo na igreja católica até militante do Partido Comunista, este carismático cantautor (cantor e compositor), com a curiosidade de ser filho do professor António Branco, profícuo editor de manuais da escola primária por esses tempos dos anos 60 e 70, é de facto uma figura indelével da nossa sociedade. Relembramos a sua figura nesta capa da revista Tele Semana de 12 de Julho de 1974, por isso logo a seguir ao 25 de Abril, em que os cantores de intervenção, atá então reprimidos e alguns deles exilados, soltaram toda a sua energia e marcaram musicalmente todo esse período pós-revolucionário. JMB, regressou do exílio em França e na entrevista então dada à emblemática revista de assuntos televisivos e do espectáculo, disse que " ...juntei-me com alguns camaradas, para tentarmos fazer um trabalho colectivo de carácter rev...

Automóvel Clube de Portugal - Revista ACP

O Automóvel Club de Portugal é uma das importantes instituições portuguesas, com uma rica história de inovação e serviço em favor do fenómeno automóvel em geral e dos seus associados em particular. Fundada em em 1903, como Real Automóvel Club de Portugal e redesignado para Automóvel Club de Portugal em 1910, continua aí para durar. Ao ACP devem-se muitas das inovações e particularidades promovidas ao longo dos muitos anos de existência, como a organização do 1º Salão Automóvel em 1914, no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, a edição do primeiro mapa das estradas portuguesas em 1928, bem como serviços como assistência automóvel aos associados, seguros, escolas de condução, organização do Rali de Portugal - Vinho do Porto, em 1975, etc. Para além de tudo isto e muito mais, publica com regularidade desde Novembro de 1930 a sua revista "ACP". Esta publicação é o órgão oficial da instituição com estatuto de utilidade pública desde 1931, é distribuída gratuitamente a to...

Zakarella

Hoje trazemos à memória a revista de banda desenhada "Zakarella", destinada a adultos. O seu primeiro número, de periodicidade quinzenal, saiu à rua no dia 1 de Março de 1976. Infelizmente, para os fãs do estilo, teve um curto reinado e terminou no mês de Março de 1978, com um espólio de 28 edições. Hoje em dia a revista é objecto de culto e de colecção. Rezam as crónicas que o seu fim deveu-se ao facto de, por decisão do Banco de Portugal, nesse período quente da nossa história política e económica pós-revolução do 25 de Abril de 1974, ter proibido o pagamento de bens não essenciais com divisa estrangeira. Ora como a banda desenhada não se comparava à necessidade do pão, leite ou gasolina, ficou assim a editora com um berbicacho em mãos para pagar os direitos das histórias públicas de origem norte-americana que  enchiam as páginas, pelo que Zakarella chegou ao fim, ainda com muito para dar do seu mundo de fantasia, terror e sexo. Zakarella era uma voluptuosa mulhe...