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A mostrar mensagens com a etiqueta Jogos

Chuckie Egg - Nostalgia de 80

  "Chuckie Egg" era um jogo de plataforma lançado pela A&F Software em 1983, com versões iniciais para o ZX Spectrum, BBC Micro e Dragon 32/64. O rápido sucesso do jogo levou à sua adaptação para diversos computadores, como o Commodore 64, Acorn Electron, MSX, Tatung Einstein, Amstrad CPC e a família Atari de 8 bits. Posteriormente, o jogo foi reeditado para sistemas mais modernos, incluindo o Commodore Amiga, Atari ST e computadores compatíveis com IBM PC. A autoria do jogo é atribuída ao británico Nigel Alderton, na época apena com 16 ou 17 anos de idade. Depois de alguns meses dedicados ao do jogo, Alderton levou uma versão preliminar de seu código para o Spectrum até a A&F, uma empresa de software, então com apenas dois anos de existência, fundada por Doug Anderson e Mike Fitzgerald (representando as iniciais "A" e "F", respectivamente). Doug ficou responsável pelo desenvolvimento da versão para o BBC Micro, enquanto Mike Webb, um dos colaborad...

Jogo do Monopólio - Monopoly

O "Monopólio", no original "Monopoly" é um clássico jogo de tabuleiro que simula a experiência de compra, venda e desenvolvimento imobiliário. O objetivo do jogo é acumular riqueza e levar à falência os adversários concorrentes. Uma lista das suas principais características: 1. Objetivo: O principal objetivo é ser o último jogador com dinheiro no jogo, enquanto os outros jogadores vão à falência. 2. Tabuleiro: O tabuleiro é composto por propriedades, empresas e espaços especiais, com nomes adaptados a cada país onde se vende. No caso da versão portuguesa há sobretudo edifícios reportados às cidades de Lisboa e Porto. Em Portugal o Monopólio teve sua primeira edição sob os cuidados da Majora/Parker Brothers Portugal na década de 1950, com o seu nome traduzido. Contudo, em 1961, uma nova edição foi lançada pela Majora, cedendo à pressão da Parker Brothers e adotando a designação internacional Monopoly. Nessas versões lusas, as propriedades são nomeadas a partir de rua...

O Sabichão – Pergunte que eu Respondo - Jogo educativo da majora

Hoje trago à memória um dos mais bem sucedidos e emblemáticos jogos educativos da Majora, "O Sabichão". Com a referência 628, este jogo foi criado em 1962 e desde logo tornou-se popular graças à particularidade do boneco (o Sabichão) que com o seu ar de mágico ou feiticeiro, com um chapéu cónico, dava a resposta certa à pergunta seleccionada. O jogo consistia num suporte ou tabuleiro em cartão, constituído pela própria caixa, onde se aplicavam vários conjuntos de cartões contendo um círculo de perguntas e um círculo de respostas sobre diversos temas de cultura geral. Primeiramente colocava-se o boneco Sabichão no centro do círculo de perguntas, encaixado num suporte próprio e de seguida, rodando-se o mesmo pela cabeça, apontava-se-lhe a sua vara metálica para a pergunta pretendida. Seguidamente mudava-se o boneco para o centro do círculo de respostas, sobre uma base chamada espelho mágico e o boneco então rodava apontando a sua varinha em direcção à resposta certa. Na ...

Cartaz dos furos - Brindes

    Hoje trago à memória um dos muitos cartazes de furos, ou furinhos, que pelos anos 60 e 70 faziam parte do cardápio de qualquer café ou mercearia de aldeia. Com a ponta de uma caneta ou lápis pressionava-se no centro de um dos muitos quadradinhos e extraía-se um pequeno círculo de cartão (chamado bucha) que normalmente tinha uma letra ou um número impressos e que por sua vez indicavam qual o prémio saído em sorte, normalmente chocolates e guloseimas mas também brinquedos. Havia buchas especiais com cores específicas que davam prémios especiais, assim como para o último furo de cada quadrante e o último furo do cartaz, que todos almejavem mas que invariavelmente saíam ao pessoal da casa . Claro está que ao lado morava sempre o expositor com os prémios mais importantes presos por elásticos, a apelar ao jogo. Estes cartazes tinham vários editores e vários temas, variando de região para região, mas um dos mais simples e populares corresponde à réplica que publicamos aci...

Descubra as diferenças

  O jogo “Descubra as Diferenças”, a par das Palavras Cruzadas, será porventura dos passatempos mais conhecidos e populares. Mesmo hoje em dia, apesar  dos jogos atingirem um elevado nível de sofisticação nas plataformas informáticas/electrónicas, continua ainda a fazer parte de muitos jornais e revistas, o suporte onde se popularizou e continua a ter apreciadores que não resistem à sua simplicidade. Mesmo no mundo da internet, encontram-se facilmente sítios onde é possível jogar online. O objectivo deste passatempo é por demais conhecido que dispensa grandes explicações: Basicamente consiste em dois desenhos aparentemente iguais, publicados lado-a-lado, mas que entre si têm subtis e imperceptíveis diferenças.  Claro está que o objectivo passa por descobrir e anotar as respectivas diferenças. Abaixo, dois exemplos (já solucionados), publicados nos anos 70 na saudosa revista de televisão “ Tele Semana ”.

Totobola

O popular jogo do "TOTOBOLA", cujo objectivo consiste em adivinhar as possibilidades de vitória, empate ou derrota de um determinado grupo de jogos de futebol, preenchendo um boletim com os símbolos 1 para o prognóstico de vitória da equipa da casa, um símbolo X para a previsão de empate e o símbolo 2 para o prognóstico de vitória da equipa visitante, foi entre nós criado pela Santa Casa da Misericórdia – Apostas Mútuas Desportivas, e o primeiro concurso teve lugar em 24 de Setembro de 1961. Ao contrário do que se possa pensar, o Totobola já teve boletins em que os prognósticos não se referiam a jogos do futebol. Com efeito nos anos 60, chegaram a ser motivo de apostas jogos de hóquei em patins, então um desporto muito popular e até mesmo, imagine-se, ciclismo, a propósito da Volta a Portugal, um desporto sem…bola. Em rigor desconhecemos  quantas vezes tal situação ocorreu, mas não deixa de ser curioso. Ao longo de todo este tempo de vida, o TOTOBOLA teve altos ...

Os nossos carrinhos de rolamentos

  O nosso blog Santa Nostalgia, a propósito do tema de carrinhos de rolamentos , foi por estes dias citado na rubrica “ Caderneta de Cromos ”, de Nuno Markl, no programa que leva a cabo na Rádio Comercial. Neste sentido, pelo que nos sentimos lisonjeados, voltamos a publicar o respectivo artigo. *** Hoje em dia as crianças estão "intoxicadas" com toda a qualidade de brinquedos, desde os mais simples aos mais sofisticados, incluindo leitores de música e vídeo, telemóveis, consolas de jogos e até carros e motos movidos a bateria. Sempre que há aniversário, Páscoa ou Natal, esse arsenal de brinquedos aumenta consideravelmente. Por conseguinte, não há criança, por mais pobre que seja, que não tenha em casa uma panóplia de brinquedos. Mas nem sempre foi assim. Se é certo que o brinquedo sempre ocupou um importante lugar no mundo da infância e sempre os houve, também é verdade que só as as crianças nascidas em boas palhas é que tinham direito a brinquedos m...

O “Jogo da Macaca”

  Dos jogos de crianças associados ao recreio da escola primária, o  "Jogo da Macaca" era um dos mais populares. Este jogo é conhecido por todo o país, mas, naturalmente, com variantes de região para região, quer na forma geométrica da “macaca” quer nas suas regras. Na minha aldeia, brinca-se assim o jogo da macaca: No chão, preferencialmente de terra, desenha-se de forma indelével a "macaca", constituída por sete "casas", sendo três seguidas de formato sensivalmente rectangular e terminando num círculo dividido em quatro quartos. Habitualmente eram admitidas a jogo três crianças, quase sempre raparigas, que sorteavam entre si a ordem de começo. A primeira ficava com o nome de "primas", a segunda de "xigas", a terceira e última de "restas". O objecto que serviria para percorrer a "macaca", em forma de disco ou patela, chamava-se "malha" e habitualmente era feita toscamente com um...

A importância dos botões

  Botões e mais botões. Estes simpáticos objectos são intemporais e existem desde há milhares de anos, quase desde o tempo em que o homem sentiu necessidade de se vestir. Os botões estão presentes em quase todo o tipo de vestuário, desde a roupa interior até às camisas, casacos, calças e sobretudos, mas também em calçado e outros acessórios. Para além da sua função, prática ou meramente decorativa, os botões sempre foram feitos com variados materias, desde osso ao moderno plástico, passando por pedra, madeira, metal, vidro, etc. Há ainda os botões num determinado material base mas revestidos com outro, como tecido, couro e metal. Apesar de existirem em diversos tamanhos e formatos, não deixam de ser objectos pequeninos e predominantemente de forma circular. Há botões com dois ou mais buracos e também sem buracos, com sistema de argola ...

Brincar às casinhas

Esta é uma das mais fortes imagens relacionadas com o nosso tempo de criança. Brincar às casinhas era uma forma de imitar a realidade dos adultos, nas tarefas do quotidiano, mas também uma forma de viver, ainda que por instantes, num mundo próprio e fantástico. Mágico até. É certo que à imagem dos adultos, mas com um simbolismo muito infantil, instintivo, mas também imaginário. Não é de admirar, pois, que os brinquedos de outros tempos fossem imitações das coisas e dos objectos do dia-a-dia dos adultos. Desde logo as bonecas, também os apetrechos da casa, como os electrodomésticos, os móveis, a tábua de passar a ferro, os tachos, as panelas, a loiça e os talheres e também as roupas. Estes, claro, mais para as meninas. Para os rapazes, as ferramentas, os carros, os tractores, as máquinas, a bola, o pião, etc. Este leque de brinquedos permitia assim um ensinamento precoce para as coisas da vida real de uma forma instrutiva mas lúdica e imaginária. Hoje em dia, o contraste é enor...

Brincar aos Cowboys ou "Cóbois"

  Brincar aos cowboys, ou "cóbois", melhor dizendo, era dos passatempos preferidos dos rapazes da escola primária do meu tempo de criança. Esta paixão por imitar a vida dos vaqueiros do oeste selvagem americano, era fortemente influenciada pelos filmes e séries que nessa altura passavam com muita regularidade na RTP, desde logo a série " Bonanza ", com o clã Cartwright, que habitava no rancho Ponderosa, na Virgínia. Depois a série "Lancer", que passava habitualmente às sextas-feiras à noite, em episódios de uma hora, Chaparral, Daniel Boone   (estes duas séries em exibição actualmente na RTP Memória) e ainda vários filmes, principalmente os protagonizados por nomes como John Wayne, Henry Fonda, James Stewart, Gary Cooper, Wallace Ford, Charlton Heston, Doug McClure, Kirck Douglas, Bud Spencer, Terence Hill ( estes dois últimos na sé...

O Barqueiro - Jogo de crianças

  Jogo do  Barqueiro. o Barqueiro era um jogo muito popular entre as crianças do meu tempo de escola primária. Era jogado no recreio mas exigia algum espaço pelo que de preferência era jogado no terreiro adjacente à escola. Podiam participar várias crianças, quantas mais melhor. Duas delas, que seriam os porteiros da ponte, reuniam-se isoladamente do resto do grupo e combinavam entre si representar determinado elemento. Por exemplo, um representaria o trolha, o outro o pedreiro; um a rosa, o outro o cravo; um o Benfica, o outro o Porto; um o amarelo, o outro o vermelho; um a Espanha  o outro a França, e por aí fora. Era importante que fossem coisas com valores ou significados opostos mas semelhantes em termos de importância. Uma vez feita esta combinação, colocavam-se os dois de mãos dadas, levantadas em arco, de frente um para o outro. O resto do grupo participante formava uma fila, uns atr...

Cartão Brinde Popular - Qual o jogador preferido?

  No final dos anos 60 e princípos de 70, recordo-me da existência de um jogo de sorte, chamado de  " Cartão Brinde Popular ", que estava disponível tanto nas mercearias, tascas e quitanda da aldeia, como também era adquirido e despachado por alguns dos rapazes mais velhos da escola, que assim ganhavam uns tostões. O jogo consistia num cartão com as dimensões aproximadas de 190 x 140 mm, revestido num dos lados por papel de cor. Havia de várias cores. No papel colorido eram estampados os nomes de jogadores de futebol das principais equipas do campeonato nacional, ou seja, o Benfica, o Sporting, o FC do Porto e o Belenenses, por serem os mais populares e que a malta coleccionava nos saudosos cromos de caramelos. Os cartões que aqui se reproduzem são dos anos 60 e a equipa do Benfica é constituída por jogadores como José Henriques, Humberto, Jaime Graça, José Augusto, Eusébio...

A fisga, um brinquedo e uma arma

    Um dos brinquedos muito populares entre os rapazes do meu tempo de criança, era, sem dúvida alguma, a fisga. Pela sua natureza, um objecto que permitia projectar pequenas pedras a longa distância, com algum grau de precisão, dependendo da destreza do atirador, a fisga era um forte complemento das aventuras e brincadeiras, quase sempre versões adaptadas das séries de televisão, de modo especial do tema do western americano, ou seja os "filmes de cowboys". Certamente que a fisga habitualmente era usada com propósitos pouco recomendáveis, pois quase sempre eram usadas para atirar contra os pássaros, de modo especial os pardais e os melros. Os mais rebeldes também usavam as fisgas para outras maldades, como partir vidros e lâmpadas da iluminação pública e danificar a fruta nos pomares dos vizinhos. Frequentemente eram utilizadas nas "guerras" entre diversos grupos riva...