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Gina - A revista com cores da liberdade


Já tivemos a oportunidade de trazer aqui à memória a revista GINA, um dos ícones dos primórdidos da liberdade pós-revolução e da década de 1980.

Esta revista de cariz pornográfico foi na época uma quase novidade e mesmo lida, partilhada e guardada às escondidas, ficou na memória de toda uma geração, sobretudo dos jovens rapazes, sendo que naturalmente, embora de forma mais discreta, por algumas raparigas.

Recorde-se que esta revista teve publicação desde Setembro de 1974 até 2005,com 196 números. O êxito foi, imediato com o preço de capa inicial em 25 escudos mas alterado com frequência de acordo com a inflacção da procura.

A publicação da editora Pirâmide, liderada por Mário Gomes e seu irmão Acácio, fundamentava-se, essencialmente, em conteúdos provenientes do próspero e liberal mercado alemão. Estes eram traduzidos ou adaptados por Mário, sem uma preocupação literária evidente. As capas, concebidas para a exposição nos quiosques, geralmente mantinham uma postura discreta, exibindo rostos de mulheres com uma aparência feliz e recatada, remetendo à inocência virginal, o oposto do que se encontrava no interior das páginas, onde as cenas eram notavelmente mais audaciosas. O papel utilizado era brilhante, apresentando tons vibrantes.

Queira-se ou não, a revista Gina faz parte do imaginário colectivo da geração das décadas de 1970 e 1980.

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