1/31/2009

Simplesmente Maria

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Quem se lembra da rádio-novela "Simplesmente Maria"?
Pessoalmente, era criança, frequentava o Ciclo Preparatório TV, mas lembro-me perfeitamente desse marco da rádio portuguesa.

Simplesmente Maria era um folhetim que passou na Rádio Renascença, ao longo de 500 episódios (ena tantos...), entre Março de 1973 e Novembro de 1974, transpondo, por isso, o tempo da Revolução do 25 de Abril de 1974. 
 
Cada episódio ía para o ar depois do almoço, entre as 13:30 e 14:30 horas, mais coisa menos coisa.
A história deste folhetim radiofónico, uma espécie de telenovela sonora, girava à volta de amores e desamores da figura central, uma jovem criada chamada Maria. 
 
Era uma história de "faca e alguidar", muito característica das novelas mexicanas. O script tinha a autoria de Maria del Pilar Casares, pelo que não era de surpreender o estilo.
Certo é que folhetim prendeu literalmente a atenção de milhares e milhares de portugueses (mulheres em particular) durante quase dois anos. Após o almoço, as mulheres da altura, quase todas domésticas, ficavam de ouvido colado ao aparelho de rádio e lenço na mão para enxugar as lágrimas. 

Recordo-me perfeitamente que na aldeia, nessa hora "solene" tudo parava para não se perder pitada dos diálogos e discussões da Maria com o Alberto, o Tony, filha da Maria, do Estevão e todos os outros. Só visto...ou melhor...só ouvido. Depois, eram as conversas à volta do assunto, as opiniões e os palpites quanto ao rumo da história. Penso que situação igual só se verificaria uns poucos anos mais tarde (1977) com a telenovela brasileira "Gabriela", a primeira a passar na RTP.

Na altura, apesar de estar consciente do fenómeno, fazia-me confusão ver tanta dedicação e entusiasmo do mulherio apesar dos folhetins radiofónicos serem relativamente vulgares.

A popularidade era tal que, a par da versão radiofónica, era publicada semanalmente a versão em revista, a chamada fotonovela, com edição a cores, que se tornou assim muito popular, rivalizando com as famosas fotonovelas da Corin Tellado que nessa época eram devoradas pelas mulheres portuguesas.

Pela revista, chamada também Simplesmente Maria, ficamos a saber os nomes das principais personagens e intérpretes:
Maria: Maria...Simplesmente
Alberto: Fernando Serrano
Tony: Miguel Dias
Estevão: Marcos Graça
Teresa: Luisa Fernandes
Carlos: Rafael Rodrigues
Inês: Helena Torres
Ricardo: Luis Marqués
Isabel: Olga Rios
Susana: Elka Mayer
Genoveva: Mariana Vale
Rosa: Irene Antunes

A revista Simplesmente Maria tinha como Director, José Maya, era impressa em Espanha e distribuida pela Regimprensa.
Nunca cheguei a saber, mesmo agora, se as vozes que se ouviam na rádio correspondiam às pessoas que faziam parte da fotonovela. Penso que não, mas não garanto. Talvez apareça alguém que esclareça. Sei, isso sim, que a música principal era interpretada pelo...Cândido Mota.

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1/30/2009

"Que quereis de nós, Senhor?" - Catecismo da segunda classe

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 Já falamos aqui no Santa Nostalgia do catecismo "Quem Sóis Vós, Senhor?", da primeira classe de catequese do início dos anos 70 e que esteve em vigor durante pelo menos duas décadas.

Na sequência desta série, seguia-se o catecismo da segunda classe "Que quereis de nós, Senhor". Ou seja, depois de durante a primeira classe ficarmos a saber quem era Deus, na classe seguinte interrogávamos sobre o que Deus pretendia de nós. Era assim uma caminhada de descoberta sequencial.

As imagens que a seguir publicamos são precisamente desse catecismo "O que quereis de nós, Senhor", da segunda classe de catequese.
O catecismo está magnificamente ilustrado com desenhos do artista Zé Manel.
Estou certo de que este catecismo reavivará memórias e nostalgias a todos quantos, em criança, aprenderam a doutrina cristã com este delicioso catecismo.

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1/28/2009

Desodorisantes Oki...uma certa atmosfera!




Já tivemos a oportunidade de falar aqui do conhecido desodorizante 8x4. Pois bem, hoje chega a vez do também conhecido Oki, num cartaz publicitário do final dos meados dos anos 70.
O slogan: Desodorizantes Oki...uma certa atmosfera!

Actualmente tenho uma ideia, se calhar exagerada, de que os desodorizantes já não são tão ampla e popularmente usados como nos anos 60 e 70. Nessa altura, os desodorizantes, pelo menos entre os adolescentes, estavam na moda e serviam até para disfarçar os sintomas da pouca frequência de um bom banho. Eram assim, pensava a malta, uma marca da personalidade aromática de cada um. 

As raparigas preferiam os aromas suaves e fragrâncias florais e campestres; já os rapazes, os machos, esses preferiam cheiros mais fortes, mais quentes (nunca percebi essa da temperatura dos cheiros). Seja como for, quem usava Oki era detectado pelo nariz a dezenas de metros de distância. Aliás, acho que isso acontecia com todos os desodorizantes em spray.

O melhor mesmo era um bom e suave sabonete, como o Feno de Portugal, sobre o qual falaremos um dia destes.
Soube bem recordar...e cheirar. Santa Nostalgia.

1/27/2009

Crónica Feminina - Nº 617

 

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Revista CRÓNICA FEMININA. Edição Nº 617 de 19 de Setembro de 1968.

Entretanto pode recordar os nossos anteriores artigos sobre a popular revista Crónica Feminina:

Link 1

Link 2

Artistas de Cinema - Cromos II

 ana paula zeiger

Na sequência do nosso anterior post sobre a caderneta de cromos "Artistas de Cinema", de 1965, damos continuidade à publicação de alguns dos respectivos cromos, grandes figuras do mundo do cinema dessa fantástica década.

antonio vilar

barbara eden

anna karina

1/26/2009

Águas medicinais Vidago Salus

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Hoje trago à memória um antigo postal publicitário às Águas Vidago Salus.
"É a mais rica das águas alcalinas. Facilita e digestão, descongestiona o fígado e limpa os rins. Associada ao vinho ou a outra bebida alcoólica é excelente e agradável".

Desde há longas décadas que as Águas Vidago Salus fazem parte do nosso quotidiano, logo das nossas memórias e recordações.

Hoje em dia o consumo de águas de mesa, naturais ou gaseificadas, está generalizado e cada vez mais fazem partes das nossas refeições, tanto em caso como nos restaurantes.
Noutros tempos, porém, o consumo de águas minerais, de modo especial as gaseificadas, eram consumidas quase como um complemento medicinal, principalmente contra más-disposições e enfartamentos, daí a designação de águas medicinais.

Por conseguinte, beber dessa água e logo de seguida arrotar, era um bom pronúncio de boa disposição. Não admira que estas águas estivessem por caso mais como um remédio do que propriamente uma bebida.

Quanto à história de Vidago e suas famosas águas medicinais, o melhor será espreitar o sítio da Vila de Vidago, ou ainda um bom artigo publicado no Blog da Rua Nove. Também a não perder o Blog Meu Vidago, documentado com postais antigos daquela pitoresca terra.

1/22/2009

Café "A Brasileira"

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O estabelecimento foi fundado por Adriano Teles, farmacêutico do Porto, que, ainda jovem, decidiu tentar a sua sorte emigrando para o Brasil. Lá, dedicou-se ao negócio do café, com o que enriqueceu nos finais do século XIX.

De regresso ao Porto, montou uma torrefacção e fundou "A Brasileira", inaugurada e 4 de Maio de 1903, para servir café à chávena. Não havia na cidade, por essa altura, o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. Adriano Teles para promover o seu produto ofereceu, durante os primeiros treze anos de "A Brasileira", o café à chávena de graça no seu estabelecimento a quem comprasse um saquinho de grãos de café.

Numa visão, do que hoje poderíamos chamar de marketing, Adriano Teles mandou pintar em várias paredes e pardieiros da cidade o slogan que se tornaria famoso: O melhor café é o d'A Brasileira.
Adriano Teles não se quedou pelo Porto, abrindo "A Brasileira" de Lisboa, no Chiado, em 1905 e "A Brasileira" de Braga em 1907.
fonte: wikipédia

Hoje trouxe à memória dois antigos postais ilustrados do famoso café "A Brasileira", uma das míticas marcas ligadas ao Porto e simultaneamente um dos emblemáticos edifícios da baixa da Invicta, concretamente da Rua Sá da Bandeira.

O café e o seu consumo fazem parte das minhas mais distantes memórias. Claro que o café no meu tempo de criança não era consumido como nos tempos modernos, servido numa pequena chávena e debitado por uma máquina. Nessa altura o café era confeccionado numa grande cafeteira de alumínio e era servido em malgas de barro, servido simples ou misturado com leite e substanciado com tostas ou até côdeas de pão. Uma delícia.
Pode ser da distância do tempo, mas não há dúvida que nessa altura o café tinha mesmo sabor a café...e aroma.

1/16/2009

Artistas de Cinema - Colecção de cromos - 1965

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"Artistas de Cinema" é uma excelente colecção de cromos editada pela Agência Portuguesa de Revistas, no ano de 1965.
A caderneta é composta por um total de 124 magníficos e coloridos cromos. Na caderneta, cada cromo, em grande formato (75 x 98 mm) é acompanhado por um resumo biográfico de cada artista.
A caderneta apresenta um formato quase quadrado, com as dimensões de 250 x 235 mm. Em cada página estão dispostos quatro cromos.

Tanto ou mais do que na actualidade, o cinema e os seus artistas eram temas relativamente populares nos anos 60 e 70, pelo que a colecção tornava-se apetecível. Por esta via, ainda em criança, recordo-me de contactar com esta caderneta de cromos, que era pertença de um colega um pouco mais velho. Por isso, mesmo sem assitir a grandes sessões de cinema, desde cedo comecei a conhecer nomes como Audrey Hepburn, Charlton Heston, Elizabeth Taylor, James Stewart, Lauren Bacall, Judy Garland, Natalie Wood, Peter O´Toole, Roger Moore, e muitos outros. Claro que, apesar de ainda pequenote, eu já tinha preferências pelas lindas caras das muitas actrizes ali representadas. Escolher a mais bela, isso era um problema, dada a quantidade de opções.

Apesar desta colecção ser dominada pelas estrelas de Hollywood, de referir que há alguns nomes portugueses, nomeadamente, Florbela Queiróz, António Vilar, Carmen Dolores e Tony de Matos.
Desde já e periodicamente, aqui no Santa Nostalgia, colaremos alguns cromos extraídos desta bela caderneta. Certamente que alguns despertarão algumas memórias e nostalgias.

audrey hepburn

steve mcquenn

carrol baker

1/15/2009

As calças de ganga Lois


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Em Outubro de 2008, a imprensa dava-nos conta da falência do grupo grupo Sáez Merino, detentor da marca de jeans (calças de ganga) LOIS.
A empresa espanhola, com sede em Valência, não resistia às dificuldades do mercado, um pouco à semelhança de muitas outras empresas ligadas ao sector têxtil, não sendo alheia a esta crise, a proliferação e aumento das exportações da China.

Mais recentemente, já este ano, li na revista Sábado que ainda estavam a ser estudadas algumas possibilidades de salvação, que não da empresa, pelo menos da mítica marca. Uma hipótese poderia residir na aquisição por parte do grupo Inditex que detém a cadeia de vestuário Zara. Estão em aberto várias hipóteses. O certo é que a marca ganhou mais prestígio e em alguns sites de leilões e vendas, as calças da LOIS têm vindo a ser transaccionadas a preços elevados.

A Lois era a marca emblemática do grupo Sáez Merino, nascida em 1962. A marca sempre teve muito prestígio, nomeadamente nos anos 70, com campanhas publicitárias protagonizadas pelo grupo musical sueco Abba, o cantor Rod Stewart e o tenista sueco  Bjorn Borg.

As calças de ganga LOIS eram conhecidas pelo símbolo inconfundível de um touro preto, com um grafismo estilizado. Também ficaram famosas as casacas (jackets) exportadas para França que saíram com o defeito das mangas compridas. O defeito tornou-se feitio pois tornou-se moda usar as casacas com parte da manga arregaçada. Ainda hoje é frequente ver esta situação.

Em adolescente recordo-me de possuir pelo menos dois pares de calças desta marca. Eram de facto excelentes, quase sempre ajustadas ao corpo. Tinham tanta fama e prestígio quanto as Levi´s, as Lee ou as portuguesas Número 1. Era das minhas calças preferidas e era com orgulho e vaidade que ostentava o touro. Claro que custavam uma pipa de massa, muito acima do custo de um par de calças de qualquer outra marca inferior.

As calças de ganga, hoje designam-se popularmente de jeans e estão universalizadas. De um vestuário grosseiro, fundamentalmente de trabalho, passou a fazer parte da indumentária do dia-a-dia, tanto na aldeia como na cidade, tanto no campo como no escritório, em ocasiões informais ou até em cerimónias.
Apesar do conceito do corte e do estilo não ter alterado substancialmente ao longo da sua história, actualmente as calças de ganga estão mais diversificadas, vendendo-se, inclusive, já com rasgões, coçadas, esfarrapadas e quase sem cinta, em contraponto aos anos 70 em que as cintas eram demasiado altas e as pernas demasiado largas, chamadas de boca-de-sino. Neste aspecto, apesar do estilo inconfundível, as calças de ganga, ou jeans, não deixaram de se adaptar às modas e às tendências.
Por tudo isto, esperemos que a LOIS continue por muitos anos pois faz parte das memórias e nostalgias de várias gerações.

1/01/2009

Pensos Hansaplast - Um homem nunca chora

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Ao publicar este antigo anúncio aos pensos Hansaplast, não posso deixar de me lembrar das crianças (quase sempre de etnia cigana) que os vendem junto de grandes aglomerados de pessoas, como nos parques de estacionamento, praias, romarias, etc. Com caras tristes e maozitas estendidas, oferecendo os packs de pensos, são, de facto, uma imagem associada a estas tirinhas plásticas que são conhecidas e usadas em todo o mundo.
A Hansaplast é uma marca da conhecida empresa Beiersdorf, com sede em Hamburgo, Alemanha, também detentora da conhecida marca de creme Nívea. É líder mundial em produtos de tratamentos ligeiros de feridas superficiais.

A Hansaplast comemorou, em 2007, 85 anos, tendo, na ocasião, sido lançada no mercado uma caixa comemorativa, que abaixo reproduzimos, contendo diversos tipos de pensos. Também com esse pretexto lançou dois inovadores produtos, o Gel Anti-Bolhas e o penso em spray.
A marca comercializa pensos para todos os tipos de ferimentos e situações, continuando um caminho de inovação, iniciado no longínquo ano de 1922. De referir que na Inglaterra e em muitos outros países, o produto é vendido com o nome de Elastoplast.

Como não podia deixar de ser, este produto, os pensos da Hansaplast, está ligado às minhas memórias de criança, pois sempre que surgia um ferimento ligeiro, um arranhão ou picadela, resultante das brincadeiras, o penso da cor de pele surgia como um curandeiro milagroso. Contudo, sempre fiquei com a sensação de que o penso pouco resultado dava. Como a zona central, com o algodão, não aderia à pele, quase sempre não impedia a entrada de sujidade para a ferida. Por outro lado, a zona onde colava, depois de retirada, volvidos alguns dias, deixava uma marca de cola que só saía passando álcool.

Seja como for, desde que me conheço que me habituei a ver por casa estes práticos pensos da Hansaplast. Há cerca de dois ou três anos comprei numa farmácia uma malinha plástica contendo um conjunto de pensos e compressas para várias ocasiões, incluindo uma tesourinha e uma pinça. Felizmente foram poucos os ferimentos pelo que o conjunto, o kit, está quase intacto.

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- Embalagem metálica, comemorativa dos 85 anos da marca.
- Documento com listagem de vários produtos da Hansaplast
- Beiersdorf - Portugal
- Um pouco da história da Hansaplast - Espanhol

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A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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