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A perder gás

 


Algures numa aldeia portuguesa, a perder gás, como quase todas no interior. Os anos não perdoam, nem mesmo aos elementos publicitários afixados há décadas na fachada granítica de um estabelecimento que vendia de tudo um pouco, desde as botijas de gás butano, a linhas, botões e agulhas até o fazer de posto dos Correios.

Mesmo nos dias de hoje, ainda que de outras marcas e tamanhos, as botijas (garrafas ou bilhas) são uma das principais fontes de abastecimento doméstico de gás. Quando comecei a construir a minha habitação ali por 1994, fui obrigado a apresentar um projecto próprio, e dotá-la com os respectivos ramais interiores, incluindo a caixa para o contador no muro da rua, prevendo-se a "futura" ligação à rede de gás natural. Passaram 30 anos, imagine-se, e a tal previsão foi um ar, ou mesmo um "gás" que se lhe deu, porque embora a rede fosse instalada em alguns locais, nunca chegou, de todo, a todos. O mesmo com as redes de água e saneamento. As empresas, municipais ou concessionárias, só fazem onde lhes dá lucro. Servir lugares ou ruas com duas ou três de casas é má gestão. Mas, permitem estas discriminações mesmo que, como papagueavam o presidente e a escritora há dois dias, somos todos da mesma massa de pureza. Balelas. Continuamos a ser diferentes, em muitas coisas como nos acessos aos serviços, à Justiça, à Educação, etc.

Os nossos políticos foram sempre assim, visionários, a olhar para o futuro, sendo que o políticos passam, o seu futuro sabe-se como é, garantido, bem remunerado, mas o nosso, o do povo, nunca mais chega.

Andamos, pois, a pagar desmandos, a gastar dinheiro em projectos, licenças, tubagens e caixas de contadores para nada. Permanecem por ali, pelo menos, como atestado de incompetência e de desgoverno. 

Lido no sítio da própria marca, "fundada em 1931 por dois engenheiros visionários, a Butagaz foi inicialmente chamada de URG (Uso Racional do Gás). Isso marcou o início do botijão de gás azul de 13 kg, que competia com a lenha e o carvão. Esse impulso foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial e pela destruição quase completa do parque industrial em 1945. A década de 1950 marcou o renascimento da URG. Graças à reconstrução do parque industrial e à ampla disponibilidade de botijões de gás, 2 milhões de usuários já estavam convencidos, nessa década, do uso do gás para cozinhar, produzir água quente e aquecer residências.

Em ascensão, a Butagaz lançou o gás em botijões para particulares na década de 1960, atendendo às suas necessidades de aquecimento, água quente e cozinha. Esse sucesso imediato levou à construção de centros industriais e à automação da distribuição para atender a todas as demandas dos franceses. Essa era viu o nascimento de um dos mascotes franceses mais populares: o Urso Azul.

No início da década de 1980, a URG adotou o nome de sua marca principal: BUTAGAZ. Para ampliar sua oferta, a Butagaz modernizou sua distribuição, entrou no mercado de supermercados em 1985 e lançou sua primeira campanha publicitária na televisão em 1986.

Uma nova era começa para a Butagaz.


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