4/15/2026
1/04/2024
Pseudo-concursos da RTP
A propósito de um "pseudo-concurso" "Temos Artista - Especial Fado" no programa "A Praça da Alegria" na RTP:
Não somos muito de comentar, sobretudo em redes sociais porque invariavlemente é "chover no molhado", mas, por excepção, deixamos um comentário no Facebook do respectivo programa.
Infelizmente a RTP presta-se a estas tristes figuras. O apelo ao voto das massas, que por regra têm em conta a simpatia e não a qualidade intrínseca do talento dos concorrentes, dá nisto e demonstra que o factor da receita das chamadas tem mais peso. O júri, mesmo que competente, como o José Gonzalez, que percebe como poucos do fado, faz apenas figura de corpo-presente.
Neste caso, apesar de globalmente ter reconhecido a qualidade do Franklim e da Tânia e de apontar as fragilidades técnicas da mais jovem, a Bea, que demonstrou notoriamente problemas de dicção, atrapalhação com algumas palavras e de respiração, e que, todavia, naturalmente pela sua juventude tem qualidades a explorar, com caminho a percorrer e muito a aprender, viu o público a confirmar o paradoxo destes pseudo-concursos que acabam por premiar a capacidade dos familiares, amigos, escola, empresa e comunidade local onde se inserem, em concentrarem os telefonemas.
Posto isto, estes pseudo-concursos na RTP, não são mesmo para levar a sério e em rigor sujeita-se a eles quem quer. Dá-lhes montra? Dá! Isso é o mais importante? Cada um que responda por si!
Em todo o caso, de pouco ou nada vale comentar aqui méritos, justiça ou injustiças. Ninguém da RTP e da produção se incomoda com isso nem virá aqui prestar contas. Quem não gostar, como eu, ponha de lado no prato. Apenas comentei agora, pela primeira e última vez, porque apesar de já ter ocorrido antes, este caso foi flagrante no paradoxo criado, em que de facto a qualidade e o mérito não contaram para o totobola.
O próprio júri deve ter-se sentido mal mas faz parte do contrato aguentarem com estas singularidades. É para isso que lhes pagam. Poderia haver uma classificação apenas pelo júri, mas isso já seria pedir de mais. O nosso modelo de televisão, mesmo pseudo-público não se compadece com lirismos e o liga, liga, liga, é quem mais ordena!
[foto: RTP]
11/15/2016
Revisitando - Totobola 17ª Época
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7/27/2013
Totobola – O dinheiro é o menos…
Publicidade dos anos 60 ao (então) popular jogo de apostas, o Totobola.
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7/21/2011
Totobola
Ao longo de todo este tempo de vida, o TOTOBOLA teve altos e baixos mas perdeu notoriedade e interesse por parte dos apostadores principalmente a partir da introdução de outros concursos, como o Totoloto, que surgiu no ano de 1985.
Para combater este desinteresse dos apostadores, têm sido feitas alterações no sistema e no regulamento, mas parece que a coisa não tem resolvido e por isso continua a despertar pouco entusiasmo.
Nos seus tempos áureos, nos anos 60 e 70, o TOTOBOLA despertava o interesse do país e de todos quantos semana a semana alimentavam a esperança de obter o primeiro prémio, o que acontecia quando se acertava na totalidade dos 13 resultados, ou mesmo um segundo prémio, acertando em 12.
Apesar disso, nem sempre um primeiro prémio era garantia de muito dinheiro pois este concurso fundamentava-se em muito no factor surpresa. Ora seguindo-se a lógica do favoritismo das equipas que jogavam em casa ou mesmo das equipas mais fortes em cada época, o normal era existir muitos apostadores com a chave certa. Esta quase regra era apenas quebrada quando existia um resultado considerado surpresa, como seja uma equipa pequena, do fundo da tabela ou de um escalão inferior (o que acontecia com frequência em jogos da Taça de Portugal) ir empatar ou até mesmo ganhar a casa de um dos grandes. Aí, sim, era quase certo que se o 13, a haver, daria bom dinheiro.
Para ilustrar esta memória, publica-se aqui um boletim do TOTOBOLA, datado de 29 de Janeiro de 1967. Como se poderá ver, tinha um grafismo elementar e clássico, com alguma publicidade e a característica folha papel-químico, que permitia a duplicação do boletim de modo a ficar como elemento de prova para o apostador. Claro que era necessário assinar o boletim caso contrário o mesmo era considerado nulo.
Como se compreenderá, desde então as coisas mudaram muito até aos nossos dias, em plena era da informática e do digital, onde até é possível apostar via internet e saber os resultados quase na hora.
Apesar das suas vicissitudes, o TOTOBOLA é um dos símbolos emblemáticos de outros tempos e justo morador de memórias passadas. Teve um tempo de ouro e até teve lugar a um programa próprio na RTP, o "Vamos Jogar no Totobola", nos anos 80/90, já num período onde se adivinhava a sua decadência, a qual tem crescido notoriamente nos tempos actuais.
11/05/2010
Schweppes…uma boa aposta
A laranjada Schweppes já mereceu a nossa atenção num anterior artigo. Hoje voltamos à nostalgia, com um cartaz publicitário publicado em meados dos anos 1960, em que é feito o trocadilho com as apostas do então popular Totobola. Por isso, a ter em conta a sorridente menina do cartaz, beber Schweppes seria sempre uma boa aposta.
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