2/22/2009

Cera líquida Dabri - Para móveis e soalhos


dabri santa nostalgia

A cera líquida Dabri, a tal que dá para móveis, soalhos e mosaicos, etc, traz-me à memória os dias em que a minha mãe tratava da manutenção do soalho da casa, habitualmente em vésperas da festa da aldeia ou da Páscoa.
O processo começava com a preparação de uma calda, composta por uns pós amarelos que se vendiam na drogaria e que se misturavam num balde com água. Depois o líquido era aplicado com um pincel de trolha. Depois de seca a pintura, que era mais um tingimento, então era aplicada a cera, em pomada, também amarela, que se vendia numas embalagens plásticas, cilíndricas mas coladas termicamente nas extremidades. Essa cera era aplicada com um pano e depois, com um outro pano, macio e seco, era puxado o lustro, ou seja, o brilho. Resumindo, era uma tarefa árdua, porque obrigava a minha mãe, ou quem a fizesse, a estar de joelhos. Por isso esta aplicação ocorria uma a duas vezes ao ano. Não mais.
É claro, que com os soalhos tão macios e brilhantes, nos dias imediatos, o corredor, que era mais comprido, transformava-se numa espécie de pista de ski ou de patinagem artística. Para isso usava-se um tapete que deslizava muito bem sobre o soalho. Por conseguinte, não é de admirar saber-se que pelo meio havia várias quedas. Mas, como já dizia a cantiga, "à criança e ao borracho, põe Deus a mão por baixo", felizmente, para além de umas ligeiras pisaduras, essas brincadeiras nunca corrreram muito mal.
Com o decorrer do tempo, os soalhos rústicos em madeira de pinho, pela sua manutenção, foram sendo substituídos pelas alcatifas e tijoleira cerâmica. Actualmente, a aplicação de madeiras nos pavimentos está outra vez na moda, tanto com soalho clássico, embora com madeira melhor preparada, como as madeiras compostas, de que é exemplo o chamado parquet flutuante. Estes pavimentos derivados de madeira, são bem mais resistentes, pela sua estrutura contraplacada e acabamento em verniz resistente, pelo que requerem pouca manutenção, apenas uma aplicação periódica de líquido que lava e dá brilho.

Quanto à Dabri, é uma das várias marcas da Marouço, uma empresa iniciada em 1960 por Manuel Caetano Gouxo Marouço. Em  1972 o produto evolui e passa a oferecer ceras específicas para diferentes tipos de madeira.
A Marouço, detém o licenciamento de fabrico e comercialização da popular marca de pomada para calçado Búfalo, mercê de um contrato realizado em 1984 com a proprietária espanhola Produtos Búfalo S.A..
Para além da Dabri, a Marouço detém outras marcas populares como a cola Pica-Pau, desde 1963. Esta cola  foi para mim uma preciosa ajuda nos trabalhos manuais na escola primária e ciclo preparatório TV, no final dos anos 60 e princípios de 70. É assim uma das marcas que faz parte do meu imaginário infanto-juvenil e certamente que de muitos portugueses.

2/19/2009

Emblemas e distintivos de clubes - 5

pedroucos atletico clube

Pedrouços Atlético Clube


uniao desportiva de santarem

União Desportiva de Santarém


uniao desportiva oliveirense

União Desportiva Oliveirense


sporting club do pombal

Sporting Clube do Pombal


Académico de Viseu Futebol Clube

2/17/2009

Procol Harum - A whiter shade of pale

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Pronto. Chamem-me o que quiserem, mas para mim o tema "A whiter shade of pale", da banda inglesa "Procol Harum", é uma das melhores músicas de sempre. Pelo menos está seguramente entre o Top Ten da minha lista pessoal.

Para além deste emblemático tema, a banda, classificada como de rock progressivo, tem muitos outros, igualmente de forte sonoridade, pelo que estão sempre presentes no meu leitor MP3.

Esta ligação aos Procol Harum e ao "A whiter shade of pale",  não é, obviamente, de agora. Já vem do início dos meados dos anos 70, era eu pouco mais do que uma criança. Posso até dizer que a minha paixão pelos Procol Harum é ainda anterior aos The Beatles, outra das minhas paixões musicais. Digamos que foi paixão à primeira audição, mesmo que num dos pequenos rádios (transistores) a pilhas, daqueles que tinham uma interminável antena, imensamente maior do que o pequeno rádio do tamnho de um sabonete.

Resta acrescentar que "A whiter shade of pale",  é consideras como uma das músicas mais passadas na rádio, desde sempre.



A whiter shade of pale
We skipped a light fandango,
Turned cartwheels 'cross the floor.
I was feeling kind of seasick,
But the crowd called out for more.

The room was humming harder,
As the ceiling flew away.
When we called out for another drink,
The waiter brought a tray.
And so it was that later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.
She said there is no reason,
And the truth is plain to see
That I wandered through my playing cards,
And would not let her be

One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast.
And although my eyes were open,
They might just as well have been closed.
And so it was later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.

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2/12/2009

Peitoral de cereja do Dr. Ayer

 

Noutra ocasião, já tivemos a oportunidade de falar aqui dos famosos e intemporais rebuçados peitorais do Dr. Bayard.
Um pouco nesta linha de produtos, até pela certa semelhança da sonoridade do nome, não resistimos a publicar um antigo postal alusivo ao Peitoral de Cereja do Dr. Ayer, que supostamente curava todas as tosses e afecções pulmonares. Para além de ser benéfico, deveria ser saboroso a ter em conta o fruto base da sua composição. Quem não gosta de cerejas?

santa nostalgia peitoral de cereja

2/11/2009

Brincar às casinhas

Esta é uma das mais fortes imagens relacionadas com o nosso tempo de criança. Brincar às casinhas era uma forma de imitar a realidade dos adultos, nas tarefas do quotidiano, mas também uma forma de viver, ainda que por instantes, num mundo próprio e fantástico. Mágico até.

É certo que à imagem dos adultos, mas com um simbolismo muito infantil, instintivo, mas também imaginário.
Não é de admirar, pois, que os brinquedos de outros tempos fossem imitações das coisas e dos objectos do dia-a-dia dos adultos. Desde logo as bonecas, também os apetrechos da casa, como os electrodomésticos, os móveis, a tábua de passar a ferro, os tachos, as panelas, a loiça e os talheres e também as roupas. Estes, claro, mais para as meninas. Para os rapazes, as ferramentas, os carros, os tractores, as máquinas, a bola, o pião, etc.

Este leque de brinquedos permitia assim um ensinamento precoce para as coisas da vida real de uma forma instrutiva mas lúdica e imaginária.
Hoje em dia, o contraste é enorme. Certamente que ainda se brinca às casinhas, e estou a recordar os meus filhos e as minhas sobrinhas e também ainda se vendem brinquedos com as características referidas, mas a tendência há muito que deixou de ser essa. Os jogos electrónicos, em consolas, no computador e até no telemóvel, estão já numa posição de supremacia, pelo menos no aspecto de brinquedos desejados e preferidos. Depois as armas, muitas armas e todo um leque de brinquedos que instigam à realidade da luta e da violência. Sinais dos tempos.

Não surpreende, por isso, que as crianças desde cedo aprendam a viver em contextos onde a violência e a indisciplina sejam encaradas de forma quase natural e instintiva, mas com consequências nefastas ao nível familiar e depois no percurso da escola e da sociedade.
As crianças de hoje, amanhã adultos, serão a imagem daquilo que brincaram e da educação, ou da falta dela, que receberam.

Por mim, ainda hoje gosto de brincar às casinhas, mas num outro sentido. Gosto de desenhar pequenas aldeias, com casas amontoadas, com a igreja a dominar o lugar, bem ao estilo de muitas e características aldeias portuguesas. Depois, periodicamente, vou acrescentando novas construções.
Infelizmente, muitas destas aldeias que fui desenhando, perderam-se. Todavia, mesmo agora, fazendo uso de modernas ferramentas de desenho, como o AutoCad e o Revit, por vezes dou comigo a construir aldeias, enfim...a brincar às casinhas.
Esta pequena paixão tem raízes nos tempos de criança e nas brincadeiras de então, em que, armados em pedreiros e carpinteiros, como no jogo do "cantinho", usando pedrinhas e pauzinhos, num espaço do jardim ou da horta, lá ía-mos levantando casinhas, pontes e muros e moldando colinas e regatos sinuosos, como construtores de mundos.
Bons tempos.
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2/10/2009

Emblemas e distintivos de clubes - 4

atletico clube de cucujaes

atletico clube alcanenense

Atlético Clube de Cucujães


atletico club marinhense

Atlético Clube Marinhense


atletico cabeceirense

Atlético Cabeceirense


assoc recreativa novelense

Associação Recreativa Novelense


assoc recreativa do freixieiro

Associação Recreativa do Freixieiro


assoc os vouzelenses

Associação Os Vouzeleses


assoc desportiva de s_romao

Associação Desportiva de S. Romão

2/09/2009

Tulicreme - ...e as crianças adoram chocolate!

 

tulicreme santa nostalgia 04

Hoje trazemos à consideração mais um cartaz publicitário do fantástico produto chamado Tulicreme.

"Tulicreme é um alimento puríssimo e enriquecido com as vitaminas A e D, as essenciais ao crescimento. Destinado às crianças, Tulicreme dá-lhe a satisfação de proporcionar aos seus filhos uma alegria nova. A alegria de saborear no pão a guloseima que eles mais adoram...chocolate".

Para os mais esquecidos, deixamos aqui os links para os anteriores artigos sobre o Tulicreme, a pasta de barrar, de chocolate e avelãs. À hora que escrevo este post bem que já apetecia.

Link 1

Link 2

Artistas de Cinema - Cromos III

 

Continuamos com a publicação de cromos soltos da magnífica caderneta "Artistas de Cinema".

dick chambarlein

nancy berg

richard  todd

dorothy provine

Anteriores entradas:

Link 1

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