4/22/2009
4/21/2009
Al Bano & Romina Power - Uma dupla musical
Hoje quero trazer à memória uma das mais populares duplas da canção internacional dos anos 80 e 90, precisamente Al Bano e Romina Power. Ele italiano, nascido Albano Carrisi, em 1943 e ela, uma bela norte-americana, nascida em 1951, filha do conhecido actor Tyrone Power.
Conheceram-se durante a rodagem do filme "Nel Sole", em 1967 e casaram um Julho de 1970.
O primeiro álbum conjunto da dupla, "Dialogo" surgiu em 1975, depois de alguns trabalhos ligados ao cinema e de Romina como solista depois de interromper a sua carreira de actriz.
A popularidade deste duo pode dizer-se que começou em 1976 pela sua participação no Euro Festival da Canção (ano em que Portugal foi representado por Carlos do Carmo, com "Flor de verde pinho"), em representação de Itália, com o tema "E Fu Subito Amore", que obteve um excelente sétimo lugar. No ano seguinte, em 1976, um novo impulso na popularidade do casal, com a participação no prestigiado festival de S. Remo, conseguindo o segundo lugar com o tema "Felicita", que veio a tornar-se numa das suas músicas mais emblemáticas e que em pouco tempo vendeu milhões de cópias em toda a Europa.
Em 1984 voltaram a S. Remo para vencerem com a música "Ci Sara", outra das mais conhecidas da sua discografia.
Durante os anos 80 o casal de cantores continuou a sua saga de êxitos e popularidade, com a edição de diversos álbuns.
A sua participação no S. Remo voltou a acontecer em 1991, com o tema "Oggi Sposi", no ano em que comemoraram bodas-de-prata (25 anos) de carreira e de novo em 1996, interpretando "È La Mia Vita".
O drama bateu à porta do casal, em 1997, com o desaparecimento da filha Ylenia, que, ao que se sabe, não mais voltou a aparecer, apesar da mãe continuar a alimentar a esperança de que ainda continue viva.
Como não há bela sem senão, este famoso casal, unido pelo amor e pela música, talvez pelo cansaço de uma longa carreira e pelo drama do desaparecimento da filha, acabaram por se separar em 1999.
Romina Power mudou-se em 2008 para os Estados Unidos, exercendo uma vida de artista, sobretudo como escritora e pintora (veja o seu sítio), enquanto que Al Bano se ficou pela sua Itália, novamente como Albano Carrisi (visite o seu sítio), continuando uma carreira a solo e como homem de negócios explorando a sua propriedade vinícola e o seu hotel.
Curiosamente, visitando os sítios destas duas figuras, é impressionante a forma como ambos quase omitem a forte interligação de mais de 30 anos, quer como casal quer como artistas, como se toda essa fantástica carreira fosse para esquecer. Aliás, o sítio de Romina acompanha-nos com uma sombria e pesarosa música de fundo, emprestando um ambiente mais de tristeza do que contemplação. É pena que seja assim, mas as coisas são como são e nem sempre o presente se serve das boas heranças do passado.
Al Bano e Romina Power formaram assim, durante mais de 30 anos, um casal unido pela música, sempre com a popularidade em alta, deixando um legado de belas canções, num estilo pop-ligeiro, mas sempre com o romantismo presente, bem à maneira italiana.
Muitas das suas obras ficaram para sempre na nossa memória musical.
Pessoalmente dava comigo muitas vezes a cantarolar os seus principais êxitos, como "Felicitá", "Vivirlo otra vez" e "Ci Sara", tentando imitar a característica voz aguda do Al Bano.
Quem não se recorda das muitas músicas deste casal musical?
("Felicitá", apresentada em S.Remo, em 1976).
*****SN*****
4/20/2009
Noddy - Nodi - 60 anos de histórias de encantar
1 - Nodi no País dos Brinquedos2 - Viva o Nodi3 - Nodi e o seu carro4- Nodi no Bosque Escuro5 - Nodi e o Orelhas Grandes6 - Nodi vai à escola7 - Nodi na praia8 - Nodi em sarilhos9 - Nodi e a borracha mágica10- Nodi e a velha gabardina11- Nodi e o Pai Natal12- Nodi e a ursinha Tété13- Coragen, Nodi14- Nodi e o cãozinho Endiabrado15- Tem cuidado, Nodi16- O Nodi é um bom amigo17- Mais uma aventura do Nodi18- Nodi no mar19- Nodi e o coelho-macaco20- Nodi e o burro
No livro: Nodi; Na série TV: NoddyNo livro: Orelhas Grandes; Na série TV: OrelhasNo livro: Sr. Plod, o polícia; Na série TV: Sr. LeiNo livro: Ursa Tété; Na série TV: Ursa TeresaNo livro: Sr. Boneco Preto, o garagista; Na série TV: Sr. FaíscaNo livro: Os palitos; Na série TV: Os xadrezinhosNo livro: Endiabrado, o cão; Na série TV: Turbulento.No livro: Gata Felpuda; Na série TV: Gata Rosa
4/18/2009
Leituras para a 2ª classe - Livro escolar - 1941
"Leituras para a 2ª Classe", é um manual escolar, aprovado oficialmente, de autoria de Clotilde Mateus e J. Diogo Correia, uma edição da Editora - Livraria Enciclopédica de João Bernardo, com sede na Rua da Cruz dos Poias, 95 - Lisboa. Foi impresso na Tipografia "Oficinas Fernandes", no Nº 103 da mesma rua.
A edição aqui retratada corresponde à 8ª, com data de 1941, ou seja, em plena época da II Guerra Mundial. A primeira edição será talvez de meados dos anos 30, uma vez que as ilustrações têm a data de 1934.
O livro tem as dimensões de 144 x 190 mm, e dispõe de 144 páginas, contando com o índice final.
É um excelente livro de leitura, com belos textos, muitos deles recorrentes em livros de leitura posteriores e dotado com belas ilustrações a preto-e-branco mas também a cores, uma raridade na época. As ilustrações são assinadas por Clotilde, pelo que presumo ser a mesma autora do livro, Clotilde Mateus.
Os autores, para além desta versão referente à 2ª classe, produziram também os correspondentes manuais para a 3ª e 4ª classes. As capas têm a mesma apresentação, com três crianças a desfolharem um livro, sendo que muda apenas a referência à classe, inscrita por sua vez na capa do livro da gravura.
Das centenas de livros escolares antigos que possuo, este é um dos meus preferidos, pela riqueza dos textos mas especialmente pelas ilustrações, numa prova de que estas sempre contribuíram para uma relação do imaginário e afecto das crianças para com os livros.
4/16/2009
Os homens de Shiloh - The Virginian - O Maioral
4/14/2009
Charlie's Angels - Os Anjos de Charlie
Li, por estes dias, que a actriz norte-americana, Farrah Fawcett, de 62 anos, se encontrava hospitalizada decorrente de uma doença cancerosa que a afecta há já 3 anos.
Deste modo, pelos piores motivos, veio-me à memória a série de TV "Os Anjos de Charlie", no original "Charlie's Angels", na qual a popular artista, considerada como uma sex-symbol dos anos 70/80, participou na primeira temporada, interpretando o papel de Jill Munroe, uma sensual e fogosa loira.
"Os Anjos de Charlie" era o nome de uma série produzida para a cadeia norte-america ABC, em 116 episódios, de 1976 a 1981, ao longo de cinco temporadas.
Em Portugal, a série passou a partir do final dos anos 70 e tornou-se muito popular.
A série consistia no desempenho de um trio de jovens raparigas, pertencentes à Agência de Detectives Charles Townsend. As suas missões, dadas a conhecer pelo misterioso chefe (Charlie Townsend), passavam-se, norma geral, em lugares exôticos e sofisticados, e incluiam um tempero equilibrado de mistério, acção e glamour no desvendar de cada crime.
O chefe misterioso do grupo era apenas identificado pela sua voz, pelo que era desconhecido, quer das raparigas quer dos espectadores. A sua identidade só foi revelada já no final da última temporada. Como elemento de ligação entre a chefia e o grupo, existia a figura de John Bosley.
As raparigas primavam pela inteligência e beleza mas cada uma delas demonstrava características próprias, desde os conhecimentos na tecnologia, até às artes marciais e poder de sedução.
No caso particular de Farrah Fawcett, esta apenas participou na primeira temporada, tendo sido depois susbtituída por Cheryl Ladd, estreante nas lides, que desempenhou o papel de Kris Munroe, irmã de Jill. A este propósito, diz-se que a saída de Farrah Fawcett foi extemporânea, já que não teve a concordância dos produtores, pelo que estes lhe moveram uma acção judicial por quebra de contrato, pedindo-lhe uma elevada indemnização. Para resolver esta questão, chegou-se a um acordo em que a actriz se comprometia a participar esporadicamente em alguns episódios, o que acabou por acontecer em 3 filmes por cada uma de três temporadas.
Ainda quanto a saídas do elenco, Kate Jackson, no papel de Sabrina Duncan, a menina-inteligente do trio, também abandonou a série no final da terceira temporada sendo substituída por Tanya Roberts, no papel de Julie Rogers. Deste modo, Jaclyn Smith, a interpretar Kelly Garrett, foi a única do grupo original a aguentar-se na totalidade das aventuras.
Na sequência do êxito da série, em 2000, foi produzida uma versão para cinema, com o trio de raparigas a ser interpretado pelas conhecidas Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu e em 2003 uma nova versão com a participação de Demi Moore e Rodrigo Santoro, conhecido actor das novelas brasileiras.
Para falar verdade, não cheguei a assitir a estas versões modernas pelo que não posso emitir opinião quanto a diferenças, sendo certo que os recursos tecnológicos e efeitos especiais evoluiram substancialmente depois de quase três décadas após a série original. Há quem diga que foi uma fraca sequela.
É certo que a série analisada nos nossos dias, define-se como uma montra de clichés estereotipados, bem característicos de diversas séries televisivas produzidas nos anos 80, mas na altura da sua produção e exibição não deixou de ser um bom entretenimento, bem ao gosto de todos. Afinal a televisão não foi sempre isso? Fundamentalmente um modo de divertir e entreter?
Ainda relativamente à série "Os Anjos de Charlie", que no Brasil ficou conhecida por "As Panteras" (vá lá saber-se porquê..) recordo-me que era com entusiasmo que a rapaziada assistia com pontualidade aos episódios e fazia parte das discussões saber-se qual das três raparigas seria a melhor. Foram discussões que duraram tempos e tempos, até porque a série foi longa e os anjos até nem foram três mas cinco. De todo o modo, em jeito brejeiro, convenhamos que "eram todas bem boas". Pelo menos na altura tínhamos essa apreciação.
Actualização: 02 de Julho de 2020: A actriz Farrah Fawcett, acabou mesmo por falecer no ano de publicação deste artigo, o que aconteceu em 25 de Junho de 2009. Paz à sua alma!
À data em que escrevemos esta actualização, a série "Anjos de Charlie" tem estado a passar na RTP Memória.
4/13/2009
Homens, raças e costumes - Caderneta de cromos
Das dezenas de cadernetas que coleccionei nos anos 70, e até mesmo nos anos 80, algumas delas ainda estão com os cromos por colar. Esta situação nem é novidade até porque conheço muitos colegas coleccionadores que não gostavam de colar os cromos preferindo guardá-los em lotes. Pode parecer estranho, mas esta é uma verdade. Desde logo porque nessa época era frequente o verso dos cromos trazer muita informação que se perdia depois de colados. Muitas vezes era dada a indicação de que esses cromos deviam ser colados apenas pela borda superior de modo a permitir o acesso à informação do verso, só que nem todos os coleccionadores assim procediam.
Por conseguinte, também ainda tenho algumas colecções que, por esse ou outros motivos, fui deixando de colar, pelo que aos poucos é uma tarefa que tenho vindo a fazer. No caso dos cromos já em papel autocolante, quem não colou na altura, agora arrisca-se a ter que aplicar cola pois o tempo acabou por secar demasiado o papel, perdendo este as suas capacidades autocolantes.
Neste contexto, aproveitei o facto de hoje, segunda-feira, ter sido para mim um dia de férias, para colar os cromos numa dessas cadernetas. Trata-se da colecção "Homens, raças e costumes", uma edição da Francisco Más, L.da, com distribuição da também produtora de cadernetas, a Disvenda, L.da, não datada, mas quase de certeza de 1976, até porque tenho uma colecção que lhe sucedeu, e que está datada de 1977.
No caso desta colecção em particular, na altura decidi não colar os cromos porque cada um deles trazia nas costas a descrição do mesmo. Para além do mais, estes cromos não são em papel autocolante, pelo que para a sua colagem tem que ser aplicada cola directamente.
Tal como o nome da colecção sugere, a caderneta dá-nos a conhecer as características das diversas raças de povos do mundo, por continentes, seus usos e costumes, desde o vestuário, a alimentação, aspectos sociais, culturais e religiosos.
Esta caderneta, para além do espaço próprio para a colagem dos cromos, tem muito texto descritivo, complementado com gravuras a uma cor, pelo que depois de colados os cromos transforma-se num autêntico livro. Por conseguinte, muita da informação contida no verso dos cromos perde-se mas alguma aparece no texto da caderneta, o qual referencia e contextualiza a maior parte dos cromos.
A caderneta é de grande tamanho (240 x 335 mm), com 48 páginas e 295 cromos de grande formato (90 x 67 mm), sendo que existem cromos dispostos na vertical e na horizontal. A caderneta também possui mapas compostos por puzzles de cromos.
Os cromos são de excelente qualidade técnica e artística e apresentam-se em papel brilhante, vulgo esmaltados. Como era frequente na altura, estes cromos parecem ser de origem espanhola.
É uma das excelentes colecções produzidas pela editora Francisco Más, L.da, com uma forte componente didáctica, pedagógica e cultural, coisa rara nas edições actuais.
Apesar da qualidade inequívoca desta caderneta, ela é relativamente fácil de encontrar (pessoalmente tenho dois exemplares) e em sítios conhecidos de leilões e vendas online, surge com alguma frequência com valores entre os 20 e 30 euros, um preço barato considerando a qualidade da caderneta e até do grande número de cromos.
Se considerar-mos a caderneta num valor de 25 euros, dividindo este pelo número de cromos, nem contando com a caderneta, fica a um preço muito inferior ao custo dos actuais cromos das colecções da Panini, por exemplo. Daí considerar-se que esta caderneta, com mais de 30 anos, está, injustamente, muito desvalorizada.
Ficam aqui algumas imagens ilustrativas:
(clicar nas imagens para ampliar)
*****SN*****
4/11/2009
Morte de Jesus
4/10/2009
O meu catecismo da primeira classe - “Doutrina Cristã – Catecismo Nacional - Vol. I"
“ Eu sou a Verdade” – disse Jesus. O presente Catecismo vem dar cumprimento a um voto do Concílio Plenário. É destinado a todas as crianças de Portugal, que devem fazer a sua primeira Comunhão à roda dos 7 anos (como desejava São Pio X) a fim de despertar já nos seus corações infantis uma autêntica vida cristã.Foi para facilitar o trabalho educativo nas Famílias, nas Catequeses e nas Escolas, - a quantos são responsáveis pela alta missão de fazer desabrochar na alma infantil a virtude e a santidade, - que este Catecismo se elaborou por iniciativa do Venerando Episcopado.Espera-se que o zelo de todos os educadores cristãos faça valorizar o presente texto oficial, cujas lições se acham ligadas ao Tempo Litúrgico (de fins de Outubro a Maio: as lições marcadas –A, servem para melhor permitir essa ligação, na hipótese duma aula semanal).Ensinando-se, cuide-se da formação cristã da criança: atenda-se às condições várias da sua preparação cristã e desenvolvimento; faça-se com que ela compreenda toda a doutrina, a ame e aplique à sua vida; procure-se que retenha de memória o que deve reter e consequentemente se prepare de modo a poder já confessar-se e comungar pelo Tempo Pascal.Na festa de Nª Sª do Rosário, aos 7 de Outubro de 1953. M. Cardeal Patriarca.
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