5/09/2009

Cafés Tofa

cafe tofa

cafe tofa logo

A Tofa nasceu nos anos 60, por um grupo de proprietários de fazendas de café em Angola, com o intuito de comercializar em Portugal parte da sua produção. Queiróz Pereira, então presidente da Companhia de Agricultura de Angola, é considerado o seu fundador.

A inauguração das instalações, fábrica e escritórios, ocorreu em Dezembro de 1962, com a designação de Torrefacção de Cafés de Portugal, S.A.
A empresa teve um rápido crescimento fruto de uma forte estratégia de marketing e venda e depressa se adaptou às exigências do mercado, nos seus diversos segmentos, nomeadamente de restauração e hotelaria.

A Tofa foi adquirida em 1985 pela multinacional Nestlé, que consolidou ainda mais a marca e o prestígio e qualidade dos seus produtos, nomeadamente no segmento de hotelaria e cafetaria profissional.

A Tofa é assim uma das populares marcas de café, já com uma longa história pelo que é um nome que acompanha as nossas memórias desde há bastante tempo, nomeadamente na categoria de café solúvel (comercializado desde 1969) sendo um produto alimentar que habitualmente mora nas prateleiras das nossas despensas.

5/08/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 7

 vestuario anos 60 post7_01

Mais alguns exemplos de modelos de roupas femininas, tão característicos dos anos 60. Como era norma, simplicidade quanto baste.
Nessa época, quanto a elegância, as mulheres realmente pareciam mulheres. Hoje em dia, predominam as calças uni-sexo e a consequente masculinização na forma de vestir das mulheres. Uma mulher de saia ou vestido, é já uma “ave rara” e que se pode apreciar em apenas contextos cerimoniais.
Outros tempos…


vestuario anos 60 post7_02

5/07/2009

Caderneta de cromos de caramelos - Reis do Futebol – 62/63 – Divertimentos Zélito

 

Trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos, intitulada "Reis do Futebol - Colecção de Jogadores da 1ª Divisão e Emblemas da 1ª e 2ª Divisões", uma edição de Divertimentos Zélito, correspondente à época futebolística de 1962/1963.
Equipas que integram a colecção (14): Benfica, Sporting, F.C. do Porto, Belenenses, Atlético C.P:, Académica, Vitória de Guimarães, Lusitânio de Évora, G.D. da CUF, Olhanense, Leixões, F.C. Barreirense, Vitória de Setúbal e C.D. Feirense.


A caderneta segue a linha estrutural de muitas cadernetas da época, com lugar para 11 cromos. Os jogadores são representados a meio-corpo (do peito para cima), sobre um fundo sólido, que se diferencia nas diferentes equipas, por exemplo: Benfica e Académica com fundo amarelo, Sporting e Atlético com fundo azul, Porto e Belenenses com fundo vermelho, etç. Apesar disso, esta caderneta tinha de certa foram uma inovação relativamente ao que era comum, já que reservava páginas para os cromos referentes aos clubes da 1ª Divisão, mas também da 2ª Divisão, e aqui reside a novidade.


A capa, com um grafismo interessante, reproduz uma jogada entre dois jogadores no que poderá ser um clássico Benfica – Sporting. Na metade esquerda de cada cromo aparece representada a taça correspondente ao Campeonato Nacional de Futebol.
Resta acrescentar que o Campeonato de Futebol da 1ª Divisão correspondente à época 62/63 foi ganho pelo SL Benfica, com 48 pontos (12º título da prova), seguido do FC do Porto, com 42 pontos e do Sporting, com 38 pontos.

 

caderneta reis do futebol brindes zelito capa

caderneta reis do futebol brindes zelito 1

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*****SN*****

5/06/2009

Blondie – Heart of Glass - Atomic

 

Em 1980, os teenagers de então, onde me incluía, não tinham os actuais leitores de MP3 nem telemóveis artilhados com as modernas tecnologias, mas tinham leitores de cassetes e os famosos walkmans, da Sony. Por isso, mesmo sem memórias internas ou pen-drives, usavam as clássicas cassetes de fita magnética, nomeadamente as produzidas pela BASF e TDK, entre outras. Era frequente irem às lojas de discos onde era possível escolher os temas para as suas compilações.


Nesse ano, uma das músicas quase obrigatórias era o single Atomic, do grupo “Blondie”, extraído do álbum “Eat to the Beat”, de 1979. Este tema, um dos mais conhecidos desta banda norte-americana de características New Wave/Punk Rock, foi um êxito mundial logo após o seu lançamento e em Outubro, chegou ao número 1 do top de vendas no Reino Unido e Estados Unidos (no  Billboard's Hot Dance Club Play Chart, chegando ainda a lugares cimeiros em muitos outros países, não só da Europa como na Austrália e Nova Zelândia.


"Blondie", era um grupo constituído inicialmente por Deborah Harry, a vocalista loura e único elemento feminino do grupo, Chris Stein, Clem Burke, Jimmy Destri e Gary Valentine. Antes da adopção do nome Blondie, o grupo era designado de “Angel and the Snakes”.
A explosiva Deborah Harry era de facto a figura principal da banda, sendo vista como uma sex-symbol da época. O seu álbum de estreia, "Blondie" foi lançado em 1978 mas o êxito e popularidade chegariam em 1978 com o single "Heart of Glass" do álbum "Parallel Lines" (que vendeu milhões de cópias), obtendo um êxito a nível mundial. O êxito da banda continuou com a sua participação na banda sonora do conhecido filme "American Gigolo", nomeadamente com o tema "Call Me" e depois com o  já referido “Atomic”, de 1979, do álbum “Eat to the Beat”.

Entretanto, a banda teve alguns problemas internos mas volvido algum tempo, em 1982, gravou o álbum “The Hunter”  e depois dele só voltou a juntar-se para gravar em 1999, produzindo o álbum “No Exit”, onde o principal tema viria a ser “Maria”. Pelo meio, Deborah (Debbie) realizou alguns trabalhos  a solo.

Por tudo isto, e independentemente do estilo musical  tão característico dos anos 80, “Blondie” e os seus principais êxitos, fazem parte da minha memória musical e, certamente, de muitos portugueses. Apesar dos anos, são temas que ainda hoje se ouvem com alguma frequência e, diga-se, com agrado e nostalgia.

 

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(Heart of Glass)

(Atomic)

 

*****SN*****

5/05/2009

Pippi das Meias Altas


Confesso que já há bastante tempo que era meu propósito trazer à memória a série de televisão que entre nós ficou conhecida como "Pippi das Meias Altas", mas faço-o agora por uma razão especial e coincidente que é o facto da actriz, que interpretou a personagem Pippi, Inger Nilsson, ter celebrado ontem o seu 50º aniversário, já que nasceu em 4 de Maio de 1959. Não me foi possível terminar o artigo ontem pelo que publica-se hoje.

Inger Nilsson nasceu na Suecia, tal como a série que interpretou, no original com o título de "Pippi Langstrump". No inglês "Pippi Longstocking". O nome da personagem ficou para sempre colado à actriz pelo que a mesma tem salientado publicamente que preferia não ser tão conhecida apenas por esse facto mas pelo todo da sua carreira, já que o seu trabalho tem sido diversificado, nomeadamente na televisão sueca e alemã, onde tem tido algum êxito.

A série de televisão baseia-se nos livros infanto-juvenis escritos pela também sueca, Astrid Lindgren.

Antes da versão para TV, "Pippi das Meias Altas" foi realizado como um filme para cinema, em 1949, então com Viveca Serlachius no papel da Pippi.
A série para televisão, com produção sueca, teve o seu início em 1969 com continuidade até 1973, creio que com 13 episódios, sempre com Inger Nilsson no papel principal.
Para além desta série, a que de facto popularizou a Pippi das Meias Altas, esta figura do imaginário infanto-juvenil teve ainda outras versões, nomeadamente uma soviética, em 1982 e uma americana, em 1988. Teve ainda uma versão de origem canadiana, em animação, com 26 episódios, em duas temporadas de 1997 a 1999, que também se tornou muito popular.
Entre nós, a série "Pippi das Meias Altas" passou na RTP em meados dos anos 70, por isso a preto-e-branco.
Como não podia deixar de ser, então uma criança, eu assisti com entusiasmo infantil às aventuras da Pippi das Meias Altas e seus amigos. Creio que a série passava aos domingos à tarde.

Pippi era uma rapariga de 10 anos, com uma figura deveras característica, com as suas pernas altas e magras, vestidas com umas longas meias coloridas (donde lhe advém o apelido), cabelo ruivo, atado em duas espécies de tranças ou puxos laterais, com o rosto sardento, um nariz arrebitado e uns dentes um pouco salientes. Pippi destacava-se pela sua irreverência, permanente boa disposição mas sobretudo pela sua coragem e incrível força, que lhe permitia pegar com facilidade nas coisas mais pesadas. Penso que era essa a sua característica que mais fascinava as crianças de então que seguiam avidamente os episódios.

pipi das meias altas santa nostalgia

Entre nós, a série foi um êxito e como tal, por essa altura, entre outras vertentes de marketing, foi  editada uma caderneta de cromos, que coleccionei, cuja tema era dedicado ao filme "Pippi e os Piratas".
Pippi tinha dois inseparáveis amigos, os irmãos Tommy (Pär Sundberg) e Annika (Maria Persson) e ainda o inseparável macaco, chamado Sr. Wilsson (Herr Nilson).

Neste filme, os amigos, em plena brincadeira, descobrem uma garrafa com uma mensagem de socorro, por coincidência enviada algures pelo pai de Pippi, o capitão Langkous, que tinha sido feito prisioneiro por um grupo de ferozes piratas, encontrando.se algures numa ilha do Pacífico. Então Pippi e os amigos (que estavam de férias), a bordo do seu balão voador, decidem ir à procura do pai para o resgatar.

Depois a aventura continua, entre muitas peripécias, com o confronto com os piratas e finalmente a libertação do pai de Pippi e o regresso de todos a casa, à Vila Revoltosa.
A caderneta, com uma dimensão de 238 x 335 mm,  é uma edição da Casa Arnaldo, sendo composta por 182 cromos, com fotogramas do respectivo filme.

A caderneta tinha inserto um cupão que depois de preenchido dava direito ao sorteio de uma viagem à Suécia.
As saquetas dos cromos tinham também senhas surpresa (250000), cada qual correspondente a 1 ponto. Depois, somando os diversos pontos  era possível reclamar vários prémios, tais como jogos, puzzles e livros, correspondendo a cada qual um determinado número de pontos de acordo com uma tabela impressa na caderneta.

pipi das meias altas 01

(capa da caderneta - Pippi Meias Altas e os Piratas)

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(página de cromos)

pipi das meias altas 04

(Pippi derrotando o terrível mas medroso capitão dos piratas)

inger nilsson

(Inger Nilsson, na actualidade (2009)


- Relembrar outra série de televisão produzida na Suécia, e que também passou na RTP nos anos 70: 

A barca bela – Viagens pelos livros escolares - 6

 

Uma das páginas inesquecíveis do meu livro de leitura da terceira classe intitulava-se "A barca bela".
A ilustração retrata com fidelidade as duas quadras que compõem o texto, extraídas do romanceiro popular.
Até pela sua simplicidade estrutural, a lição facilmente foi decorada pelo que ainda hoje, muitos anos depois, certamente que quem a aprendeu ainda a tem na ponta da língua e no fundo da memória.

 

a barca bela

(clicar na imagem para ampliar)

 

*****SN*****

5/04/2009

Vasco Granja deixou-nos…






Soube, há instantes, que faleceu o Vasco Granja. Foi já de madrugada, em Cascais, onde vivia. Tinha 83 anos.
Esta triste notícia acabou por ser para o Santa Nostalgia uma infeliz coincidência, pois precisamente neste dia publicamos um artigo onde falamos do apresentador e do seu “Cinema de Animação”, a propósito da série de animação polaca, dos anos 70, “O Lápis Mágico”.
É uma infeliz coincidência porque à hora da publicação do artigo, obviamente não sabíamos do triste acontecimento, que apenas foi noticiado há minutos. Aliás, o artigo esteve para ser publicado durante o dia de ontem, Domingo.
Neste contexto, para além do que já falámos acerca do Vasco Granja, queremos deixar aqui uma sentida homenagem a esta figura incontornável da televisão portuguesa e de modo especial do cinema de animação.
O seu e nosso “Cinema de Animação” era um mundo de divertimento e fantasia, um espaço quase mágico que ajudou a enriquecer esse tempo fantástico e inesquecível que é a nossa infância.
Que descanse em paz.

Vasco Granja - Cinema de Animação – O Lápis Mágico

Vasco Granja, o apresentador de “Cinema de Animação” (ilustração Santa Nostalgia)

Uma das boas nostalgias do meu tempo de criança prende-se com a rubrica televisiva, "Cinema de Animação", apresentada pelo inesquecível e carismático Vasco Granja.
O programa "Cinema de Animação" teve o seu início em 1974, logo após a revolução do 25 de Abril e aguentou-se firme durante 16 anos, até 1990, tendo sido apresentados cerca de um milhar de edições.

Este programa da RTP, iniciado ainda no tempo do "preto-e-branco", primava pela variedade de desenhos animados exibidos, apesar do apresentador, especialista de cinema de animação, mostrar uma preferência especial pelas produções dos países de leste, nomeadamente da Polónia, Jugoslávia e Checoslováquia, muitas vezes de características experimentalistas, em contraponto às clássicas séries dos Estados Unidos, nomeadamente da Disney e da Looney Tunes, que também apreciava.

vasco granja cinema de animacao
Vasco Granja seleccionava filmes de vários países, desde a Europa até ao Japão, incluindo filmes oriundos do Canadá, então muito forte no cinema de animação experimental, nomeadamente de autoria de Norman McLaren, um dos confessos realizadores preferidos do apresentador. A Vasco Granja e ao seu “Cinema de Animação” deve-se também a divulgação e popularidade da série “A pantera cor-de-rosa”, de Friz Freleng e David DePatie, sendo, à custa disso, apelidado de "o pai da Pantera cor-de-rosa”.
De todos os bons filmes que eu via no "Cinema de Animação", incluindo a “Pantera cor-de-rosa”, que continua a agradar, mesmo às novas gerações, a série "O Lápis Mágico" foi aquela que mais tocou a minha imaginação de criança.

"O Lápis Mágico", no original "Zaczarowany Olowek" que pode também ser traduzido por "Lápis encantado", era uma produção polaca, da cidade de Lodz, da Se-Ma-For (acrónimo de Studio Malych Form Filmowych), cujos episódios produzidos de 1963 a 1976, com cerca de 10 minutos cada, giravam à volta de um menino (Piotr) que tinha como amigo um duende que por sua vez lhe emprestava um lápis com capacidades mágicas ou encantadas, pelo que tudo o que o rapazito desenhasse se materializava, tanto objectos. O menino tinha ainda um inseparável companheiro, um cão amarelo, muito irrequieto e inteligente, que o ajudava em inúmeras situações.

O lápis mágico só funcionava em situações especiais, normalmente numa perspectiva do Bem  mas nunca ao serviço do Mal, principalmente quando alguém se apropriava do lápis ou obrigava o menino a fazer desenhos para uso maldoso.

Esta série de animação, como muitas outras tão características dos chamados países de Leste, não tinha falas e por conseguinte era apresentada sem legendas, mas apenas com música e sons. Apesar disso, as histórias eram de fácil compreensão para as crianças, mesmo as que ainda não sabiam ler e transmitiam valores de alegria, paz e amor, como fazia questão de salientar o apresentador.

Apesar da simplicidade da produção, com desenhos e cenários muito básicos, mesmo rudimentares, esta série "O Lápis Mágico", tornou-se uma das preferidas da rubrica "Cinema de Animação" e deu azo a muitas e imaginativas brincadeiras. Pessoalmente, fartei-me de romper lápis e riscar paredes e papel na expectativa infantil de ver transformar em realidade os bolos, carros, cães e gatos que desenhava. Mas nada...

Felizmente, para matar saudades e voltar a divertir, e até para recordar a inesquecível música de abertura, hoje em dia ainda é possível assistir a vários episódios dispersos no sítio YouTube, bastando escrever na caixa de procura o título original, "Zaczarowany Olowek".


lapis magico 01
Genérico de abertura
lapis magico 02
O menino que utilizava o lápis mágico
lapis magico 03
O cão, companheiro do menino.
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O menino e o cão
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O duende entregando o lápis mágico ao menino
lapis magico 05
O menino a desenhar um urso
lapis magico 07
O menino a desenhar uma chave

5/01/2009

Tradição das Maias - Giestas em flor

maias giestas 01

Ontem, na minha aldeia como em muitas regiões do pais, reviveu-se a tradição das Maias. Esta obriga a que nas fechaduras e fechos de todas as janelas e portas do exterior das habitações sejam colocados ramos de giestas em flor, as chamadas Maias. A colocação deve ser extensiva aos currais dos animais.
Se em alguma porta ou janela não for colocado o ramo de Maia diz-se que "entrará o diabo e chupará o sangue de quem ali morar".

Esta é uma tradição muito antiga e generalizada no país, sobretudo na região norte e dizem os estudiosos que tem a ver com ritos associados à Primavera e à fertilidade da terra e dos animais. Há também quem diga que tem reminiscências religiosas já que reza a lenda que Nossa Senhora, na fuga para o Egipto, com o Menino e S. José, espalhou ou semeou giestas pelo caminho para depois o encontrar no regresso.
Outra lenda, também diz que por alturas da Páscoa, estando Jesus em Jerusalém, os judeus marcaram com um ramos de giestas a casa onde Ele estava hospedado para melhor ser identificado na altura da sua prisão, mas no dia seguinte, todas as portas e janelas da cidade estavam ornamentadas com as flores das giestas, perdendo-se assim a tal marca.
São lendas, obviamente, mas que demonstram a riqueza das nossas tradições.
Também há quem associe esta tradição a origens celtas, já mais ligadas ao início do Verão.

maias giestas 02

Na minha região, mesmo na minha aldeia, nesta época do ano as giestas são abundantes e floridas em majestosas manchas de amarelo vivo.
Também há giestas na cor branca, mas por cá já são extremamente raras.
Em criança lembro-me de minha mãe me mandar ir às Maias, sempre na tarde do 30 de Abril. Depois percorria-se tudo quanto era porta e janela. Não havia buraco da casa que ficasse desprotegido à tentativa de entrada pelo diabo.
Apesar de a tradição já não ser o que era, ainda há muitos que a seguem, principalmente em zonas rurais. Para além das portas e janelas das casas, agora até é vulgar verem-se as Maias colocadas nos automóveis.

Ainda sobre as giestas, depois de cair cada flor, forma-se uma vagem. No Verão, nos dias quentes, quem passar pelos caminhos e pinhais é frequente ouvirem-se estalidos, originados pelo rebentamento das vagens que assim soltam as suas sementes, pequenas ervilhas pretas ou castanhas.
As giestas, depois de colhidas pelo pé e deixadas secar á sombra,  eram atadas com vimes, seguindo-se uma certa técnica,  e assim era utilizadas pelos lavradores como vassouras (vassoiras), muito úteis e eficazes na limpeza das eiras e na recolha de grão disperso pela mesma. Também serviam para varrer as folhas no quintal ou no pomar. Ainda hoje se usam em certas zonas rurais.

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