2/17/2010

Royco – Caldos, sopas e birras de crianças

 

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Cartaz publicitário de Junho de 1967 aos produtos Royco, marca que aqui já falamos.

Nesta cartaz é feita publicidade aos caldos ou canja de galinha. Apesar de se apregoar que a coisa é boa, a criança, como todas as crianças, está a fazer uma careta de quem não está a apreciar muito.

Noutros tempos como na actualidade, continua a ser um frete fazer com que as crianças gostem e comam sopa. De um modo geral é sempre uma dificuldade com que qualquer mãe se depara na hora das refeições. Mesmo noutros tempos, em que as lambarices não abundavam e por vezes a fome batia à porta e ao estômago, já as coisas eram difíceis. Daí que as mães, quase sempre, e os pais, raramente, lá tentavam de tudo para fazer com que os petizes papassem a sopa. Desde os incentivos, os miminhos, as brincadeiras e as festas para distraír e levar a criançada a abrir a boca e a engolir, ou então com promessas de coisas do interesse dos miúdos até aos castigos quando se perdia a paciência, todos nós temos as nossas histórias associadas ao comer da sopa ou do caldo, como era vulgar dizer-se em ambientes rurais.

Pessoalmente sempre gostei de sopa, até porque nos meus tempos de criança muitas vezes era a refeição principal pelo que por esse hábito, hoje faz parte da refeição diária, onde têm destaque os legumes. Sempre que é possível, gosto de comer a “sopa à lavrador”, com os ingredientes em tamanho reduzido, e com os feijões inteiros,  mas sem serem passados pela varinha mágica.

Em criança, quando a varinha mágica era uma raridade ou até desconhecida, recordo-me que os mais velhos comiam a sopa com o garfo, uma vez que os ingredientes eram de facto substanciais (batatas aos cubos, couves, feijão, cebola, alguns arrozeiros). No final, a parte sobrante mais líquida e coada,  era designada de “muado” e era oferecida carinhosamente pelos pais aos mais novos.

Quanto à velha questão das crianças não gostarem de sopa, como já tem sido afirmado ou até estudado, parece que estas não têm o sentido do sabor tão desenvolvido quanto um jovem ou adulto, pelo que é natural que os habituais ingredientes de uma sopa convencional lhes saibam de forma mais amarga e ácida e por isso menos apelativos e apreciados. É pois natural que com o avançar da idade a relutância em comer a sopa seja reduzida e até invertida. Por mim recordo-me que apesar de gostar da sopa, detestava quando ela era composta por nabos. Lembro-me até de um dia vomitar por causa de ter comido sopa com bocados desse tubérculo, sempre muito abundante nas nossas hortas. Durante muitos anos esse ingrediente ficava de lado, mas actualmente, depois de voltar a experimentar, gosto muito. O mesmo acontece com os grelos, que agora adoro, embora em mais novo detestasse pelo seu sabor amargo característico.

2/15/2010

Por favor não comam os malmequeres – Série TV

 

"Por favor não comam os malmequeres", no original "Please Dont´t Eat the Daisies" é uma série de TV, produzida em 1965, nos Estados Unidos, composta por 58 episódios de cerca de 30 minutos cada, correspondentes a duas temporadas, exibida originalmente na NBC entre 1965 e 1967.
A série gira à volta de uma típica família americana, os Nash (um professor de teatro, a bela esposa, e quatro filhos rapazes, dois deles gémeos), com as peripécias e trapalhadas próprias do dia-a-dia passado na sua casa, uma velha mansão vitoriana. O carismático e bonacheirão cão da família, o Lad, ou LadDog, tem uma importante acção em toda a série.

A série foi baseada no livro homólogo, de Jean Kerr, que também inspirou, parcialmente o argumento de um filme-comédia com o mesmo nome, de 1960, realizado por Charles Walters e interpretado por Doris Day e David Niven.


Na série, lista dos principais intérpretes e personagens:

Patricia "Pat" Crowley...Joan Nash
Mark Miller...Jim Nash
Kim Tyler...Kyle Nash
Brian Nash...Joel Nash
Jeff Fithian...Trevor Nash
Joe Fithian...Tracy Nash

A série foi exibida pela RTP no início dos anos 70. Não tenho presente a data em concreto, mas tenho informações seguras de que passava em 1973, habitualmente às quintas-feiras, logo na parte inicial da abertura da emissão, que então acontecia pelas 12:45 sensivelmente.


Tenho vivas algumas memórias de alguns episódios mas apesar do estilo ligeiro e bem disposto, muito prório deste tipo de séries americanas, preferia as séries temperadas pela acção, mistério e aventura, o que não era propriamente o estilo de "Por favor não comam os malmequeres”. Apesar disso, foi uma série muito popular mesmo junto dos mais novos e que hoje sabe bem recordar.

 

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2/14/2010

Clube do Cromo – Os Grandes Inventores

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No universo do coleccionismo de cromos em Portugal, a editora Clube do Cromo tem um lugar de especial destaque pela quantidade e qualidade de colecções que produziu, tanto no tema do futebol como nos temas didácticos.
Tal como a própria designação o indica, a editora tinha de facto uma componente de clube, por isso com membros inscritos e que tinham acesso a algumas regalias nas edições. No início as inscrições como membro do clube eram gratuitas mas a partir de 1977 o clube entrou no que designou de "nova fase da sua existência". A partir de então a inscrição deixou de ser gratuita e passou a custar 20$00, pagos de uma só vez. Por outro lado, a quota anual custaria 100$00. Era bastante dinheiro para a época mas atente-se nas regalias concedidas aos membros e então publicitadas:
a) receber grátis em sua casa, todos os álbuns de todas as colecções editadas pelo clube no espaço de um ano;
b) receber um cartão de identificação numerado;
c) participar em todos os concursos e provas desportivas organizadas pelo Clube do Cromo;
d) colaborar em todas as revistas do Clube, nomeadamente "O Primeiro Golo", "Corridas de Automóveis" e "Corridas de Motos";
e) receber de forma gratuita o 1º número de todas as revistas juvenis ou infantis editadas pelo Clube;
f) requisitar um suplemento de cromos para além dos habitualmente concedidos.

Não sabemos em concreto quanto tempo durou esta "nova fase", mas provavelmente até finais dos anos 80, altura em que começou o declínio das editoras de cromos.
As edições do Clube do Cromo tinham de facto uma forte componente didáctica pelo que as colecções eram assim muito instrutivas e que para além do prazer do coleccionismo proporcionavam ensino e cultura.
Dentro desta linha editorial da Clube do Cromo, hoje falamos de uma popular e instrutiva colecção de cromos, designada de “Os Grandes Inventores e seus Inventos”, integrada na série História do Homem. Como o nome sugere, através da caderneta e dos seus cromos, são dados a conhecer os nomes dos principais inventores e seus inventos que ajudaram ao desenvolvimento do progresso humano e da moderna civilização, desde os tempos mais antigos, com nomes, sem rigor de ordem, como Ptolomeu, Eratóstenes, Arquimedes, Hipócrates, Newton, Morse, Ampére, Bell, Edison, irmãos Curie, Marconi, Fleming, Franklin, Gutenberg, irmãos Lumiére, Nobel, Marconi e Egas Moniz,etc, etc.
A caderneta, editada em 1977, tem as dimensões de 214 x 300 mm, 24 páginas e 162 cromos muito bem ilustrados. Na própria caderneta, abaixo do espaço de colagem do cromo, era feita a apresentação do inventor e uma breve descrição do principal invento ou descoberta. Não consegui apurar o autor das ilustrações dos cromos.


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2/12/2010

Linus – Coração de Leão

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Em 1973 a RTP, a seguir ao almoço, logo a abrir a emissão, passava para gáudio da pequenada, onde me incluía, uma série de animação, "Linus", no orginal "Linus the Lionhearted", qualquer coisa como Linus Coração de Leão, numa analogia ao lendário rei inglês Ricardo.


A figura de Linus tem origem em 1960, nos Estados Unidos, como personagem publicitária, criado pela agência Ed Graham Productions, para a empresa  de cereiais Post General Foods.
A personagem teve tanto êxito que em 1964, patrocinada pela própria empresa, passou para uma série regular de TV, tendo sido produzidos 39 episódios de cerca de 15 minutos cada, em duas temporadas, exibidos entre 1964 e 1969 na CBS e depois na ABC.


Linus, como um leão que se preze, era o rei da selva de uma estranha ilha tropica, com estranhos habitantes, tais como Rory Raccoon, Billie Bird, Sascha Grouse, Sugar Bear, Granny Goodwitch, Dinny Kangaroo e o carteiro Loveable Truly, entre outros,  gerando situações próprias do mundo a animação.
A exemplo de outras séries da época, ainda no tempo do preto-e-branco, fazia por não perder um episódio.

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2/10/2010

Joselito – A voz de rouxinol

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 Em finais dos anos 60 e também pelos anos 70 fora, aos Domingos à tarde a RTP brindava-nos com a exibição de muitos e bons filmes, nomeadamente os incluídos na popular rubrica "Tarde de Cinema". Foram tantos e tantos que é impossível elencar os mesmos, mas, com os meus gostos de criança, preferia sobretudo os filmes recheados de aventura e emoção, incluindo o clássico Tarzan e uma variante, o Bomba, designado de filho de Tarzan, bem como umas boas e valentes cowboyadas e até filmes de capa-e-espada, como Os Três Mosqueteiros, Zorro, Robin Hood, filmes de corsários e piratas e outros mais.

Entre esta miríade de aventuras, por vezes lá vinham os clássicos filmes portugueses, com os inesquecíveis António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho e Beatriz Costa, os filmes humorísticos, com Charlot, os irmãos MarxCantiflas, e também filmes marcadamente musicais, com o popular Gianni Morandi, Elvis Presley, Cliff Richards,  The Beatles e outros. Destes outros, porque recordo-me de ver vários, trago à memória a figura de Joselito, uma criança cantora, espanhola, e que teve muita popularidade nos anos 50 e 60, pelos seus discos e pelos seus filmes, tanto em Espanha, como em Portugal e na América Latina. Entre nós era muito admirado e quase ninguém gostava de perder os seus filmes, sobretudo as mulheres e raparigas, mais dadas a lamechices.
Actualmente, no Youtube, é possível recordar Joselito em alguns dos seus filmes e múiscas.

Não vou entrar em detalhes da sua vida, tanto de criança como de adulto (com menos popularidade) até porque podem ser consultados numa excelente página sobre o artista, recheada de aspectos biográficos, fotos, discos e outros. A página está em francês mas tem versão em inglês e facilmente pode ser traduzida para português.
Joselito e a sua voz vibrante, de rouxinol, de facto nessa época cantava e encantava e pelo meio de uns filmes de aventuras, também sabia bem ver e ouvir Joselito.

Quem se recorda?


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2/07/2010

Vós sereis o Meu Povo – Catecismo do 2º ano

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Vós sereis o Meu Povo, é um catecismo elementar do 2º ano da Catequese, mandado imprimir em 1970, pelo Secretariado Nacional da Catequese.
Trata-se de uma adptação autorizada da versão francesa “Vous serez mom peuple”. Apresenta um grafismo e programa mais ligeiros, certamente menos clássico, que a linha do popular Catecismo Nacional que vigorou nos anos 50 e 60.
O catecismo tem a dimensão de 150 x 205 mm, 96 páginas e 31 lições. Ao contrário do clássico Catecismo Nacional, este volume é enriquecido sobretudo com fotografias a preto-e-branco. As poucas ilustrações, incluindo mapas, são da autoria de Baptista Mendes, que nessa altura também ilustrou os livros de religião do ensino primário, de que noutra ocasião falaremos.
Como curiosidade, segundo uma nota da edição, “a aprovação desta edição portuguesa é válida enquanto não estiver completo o texto actualizado do Catecismo Nacional Português, que se espera seja concluído com a urgência possível”.

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Outros tópicos sobre catecismos:
O meu catecismo da primeira classe - “Doutrina Cristã – Catecismo Nacional - Vol. I"
Catecismos da Primeira Comunhão
"Que quereis de nós, Senhor?" - Catecismo da segunda classe
O Natal nos catecismos - I
- "Quem sóis Vós, Senhor?" - Catecismo do 1º ano - Iniciação

2/06/2010

Batatas fritas D’oro


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É a D’oro, que eu adoro, a batata frita que dá gosto à vida! Quem se recorda deste slogan? É verdade que pouco mais sabemos sobre esta marca de batatas fritas mas o slogan ainda permanece na nossa memória.
O cartaz publicitário é de 1978 e divulga um concurso da marca, em que bastava recortar a etiqueta do peso, colar num postal e enviar até 15 de Junho de 1978. O 1º prémio dava uma sempre apetecida viagem à ilha da Madeira, o 2º prémio, 8 dias para duas pessoas no Algarve e ainda centenas de outros prémios, como barcos de recreio, gira-discos, bicicletas desdobráveis, discos e livros. O sorteio decorreu no dia 29 de Julho de 1978.

2/02/2010

Colecção Formiguinha – Editorial Majora

 

 

No universo dos livros infantis do meu tempo de criança, e de certamente de gerações anteriores e posteriores, a editora Majora tem um lugar especial, diria mesmo de primazia. Foram várias as colecçoes que marcaram de forma indelével o reino da imaginação e fantasia infantis nomeadamente com as chamadas histórias ou contos de fadas, a que acedia através da biblioteca itinerante da Gulbenkian.
Pessoalmente tenho exemplares de várias colecções de livros de contos infantis, nomeadamente  as mais luxuosas, como as séries Ouro e  Prata de “…e outros contos para crianças”, Varinha Mágica, Princesinha, Pintarroxo,  Pinto Calçudo, etç, mas, sobretudo, pelas suas características de formato e preço, destaco aqui a popular Colecção Formiguinha, que estou certo, encantou várias gerações de crianças e faz parte do seu imaginário.

Esta colecção, pelas escassas informações que tenho, teve pelo menos três séries, sendo que a primeira teve edição em meados dos anos 50, seguindo-se a segunda série, talvez nos anos 70 e a mais recente talvez dos anos 90. São informaçõees que entretanto pretendo confirmar.

A terceira série apresenta as mesmas capas da segunda, sendo que na contra-capa integra a informação gráfica adicional do código de barras.

A colecção é composta por 60 volumes no pequeno formato de 75 x 100 mm, com 16 páginas cada.

As capas das últimas séries são de autoria de Salvador e os desenhos interiores (4 a 5 por livro), a preto-e-branco, de César Abbot.

As histórias, são os resumos, adaptados por João Sereno, de conhecidos contos, predominantemente de origem tradicional e de Andersen, mas também dos Irmãos Grimm e Óscar Wilde, Perrault, Swift e do próprio adaptador.

A tarefa de adaptação, essencialmente redução dos originais, não terá sido fácil mas de um modo geral as historinhas condensam muito bem as versões originais.

 

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Desculpem a desorganização numérica da reprodução de algumas das capas, mas, para já, foi o que se arranjou. Podem clicar nas imagens para visualizar em tamnho maior.

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1/27/2010

W. A. Mozart – Faria hoje 254 anos

 

 

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Se fosse vivo, qual uma das grandes figuras bíblicas, Wolfgang Amadeus Mozart completaria hoje 254 anos, pois nasceu na cidade de Salzburgo, na Áustria, em 27 de Janeiro de 1756.
Adoro a música clássica no geral, mas sobretudo a música de Mozart e sou apreciador do artista e da sua genialidade que, infelizmente para a música e para o tesouro artístico da humanidade, desapareceu precocemente, às portas de completar 36 anos, em 5 de Dezembro de 1791 (este 5 de Dezembro coincide com a data de falecimento de meu pai).
Tenho em CD a maior e mais significativa parte da sua obra musical, desde música de câmara, concertos, missas, sinfonias e óperas, bem como vários livros biográficos.
Situada no chamado período clássico, a sua música é intemporal e Mozart ainda hoje é dos autores mais apreciados, exaltados e executados.
Porque faz assim parte das minhas memórias musicais e artísticas, é merecida esta lembrança no dia em que se evoca o seu nascimento.

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