6/26/2010

Caderno escolar – Lusito - Lusita

 Colocando de lado a questão ideológica, propagandista ou de outra natureza, que não vêm ao caso, hoje damos à estampa um dos mais emblemáticos cadernos escolares de sempre. Não pela particularidade do motivo em si, mas principalmente pelo grafismo e pelo colorido utilizado na ilustração, o que de facto não era muito vulgar, até porque um dos princípios da produção de cadernos escolares, como artigos auxiliares, era o seu baixo custo.

Este caderno, julgo ser dos anos 40, tem como tema a Mocidade Portuguesa, sendo que a capa é alusiva aos lusitos, componente masculina do movimento, cujo escalão integrava as crianças rapazes dos 7 aos 10 anos, e na contra-capa, às lusitas, componente feminina.

Veja-se que o estandarte do movimento diferia, sendo o dos lusitos de forma quadrada e o das lusitas em forma de losango.
Este caderno, nos sítios de leilões e vendas de antiguidades e coleccionismo, é um dos cadernos escolares mais valorizados e procurados e o seu preço varia entre os 5 e os 20 euros, dependendo do estado de conservação.

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6/25/2010

Brinquedo Osul – Estádio de Futebol - Espelho




Hoje trago à memória um simples mas prático e interessante objecto, que é simultaneamente um jogo e um espelho. Este brinquedo, com sensivelmente 50 mm de diâmetro e 15 mm de espessura, era fabricado pela Osul. Esta fábrica que produziu inúmeros brinquedos que povoam agora o nosso imaginário infantil, teve a sua origem em 1931, na cidade de Espinho. Então, os irmãos Manuel Henriques (1886-1954) e Artur Henriques (1892-1965), provenientes de Lisboa, fundaram uma pequena empresa de bijuterias e quinquilharias diversas, designada de Henriques e Irmão, Lda, que derivou depois para Luso Celulóide. Nos anos 50 os irmãos apartaram a sociedade e um deles prosseguiu a actividade com uma nova marca, a Hércules e o outro continuou mas mudando o nome de Luso Celulóide para Osul (Luso lido ao contrário). Curiosamente, neste brinquedo é possível lêr-se as duas designações (Luso e Osul).

Para além dos interessantes aspectos ligados à história da empresa em questão, que pela Web podem ser encontrados, a verdade é que os inúmeros brinquedos que fabricou, mesmo as internacionalmente conceituadas miniaturas de automóveis com a marca Metosul, designação que a empresa adoptou já numa fase posterior aquando da introdução no fabrico de maquinaria de fundição injectada, fazem hoje parte das nossas mais gratas memórias do tempo de criança e as brincadeiras associadas.

Este brinquedo em particular, fez parte das minhas brincadeiras no final dos anso 60 e princípios de 70. Para além da óbvia função do espelho de bolso, o jogo traduzia-se numa representação de um estádio de futebol, com bancadas, relvado e  balizas. Dentro do estádio existe uma pequena bola, uma esfera metálica e o princípio do jogo passa por tentar introduzir a bola numa das balizas. É claro que este jogo podia ser  disputado a dois, em que cada criança tinha direito a uma, duas ou três tentativas, estipulando-se um critério para terminar o jogo que poderia ser por um determinado número de séries de lançamentos, de modo a encontrar-se um vencedor. 
  
Recordo-me muito bem que este brinquedo, de que tive vários exemplares, acompanhava-me sobretudo em locais onde tivesse que esperar, nomeadamente no barbeiro, mas também nas horas de recreio onde com os colegas disputávamos campeonatos.
Compare-se o brinquedo em toda a sua simplicidade com uma das actuais consolas de jogos, mesmo as mais banais e de facto as diferenças são abismais, mas a magia que sobrou desses temos e desse brinquedo, como de outros, é  inconfundível e intemporal.

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6/24/2010

O Romance da Raposa – Série de animação




Hoje trago à memória a simpática série de animação "O Romance da Raposa", produzida em Portugal e por portugueses. Foi no final dos anos 80 (1988) e a série constava de 13 episódios de 12 minutos cada.
 
O título foi baseado na obra homónima do escritor Aquilino Ribeiro (que em 1924, como prenda de Natal, a dedicou ao seu filho Aníbal), que narra as aventuras e desventuras da Salta Pocinhas, uma “raposeta matreira, fagueira, lambisqueira”.
 
A série foi produzida pela Topefilme e Telecine, sendo realizada pela dupla Artur Correia e Ricardo Neto, adaptação de Marcello de Moraes, diálogos e letras das músicas de Maria Alberta Meneres e música de Jorge Machado.
 
Recordo-me de assistir com agrado a esta série e que foi uma demonstração de que, com finaciamentos apropriados, era possível produzir animação de qualidade em Portugal. Infelizmente os casos semelhantes nunca foram muitos, salvo curtos sketchs. 
 
À volta da popularidade da série, na época foram comercializados alguns artigos, nomeadamente discos com a banda musical da série e também uma colecção de calendários de bolso.
 
"O Romance da Raposa" foi uma das séries repostas pela RTP Memória, sensivelmente por alturas do seu lançamento, creio que em 2004 e posteriormente em 2007. Como perdi ambas, estou a aguardar uma nova reposição.

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(capa de uma edição do livro de Aquilino Ribeiro)

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Mil famosas aventuras
Aqui se vão relatar,
De certa Salta-Pocinhas
Que tem muito que contar.

(Primeiros versos da música do genérico da série)

[Youtube – Link]

6/23/2010

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XVI

 

Voltamos à memória de roupas dos anos 60, novamente com modelos para crianças. Como já estamos em pleno Verão, com o calor, a praia e o mar como elementos comuns e apetecíveis, estes modelos de vestuário, onde é marcante a simplicidade, reflectem este tão apetecido período do ano, tanto nos anos 60 como hoje, tanto para as crianças como para os jovens e adultos.

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(clicar nas imagens para ampliar)

6/22/2010

Artistas de Cinema – Cromos - 8

 

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Sylvie Vartan

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Claudia Cardinale

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Carmen Dolores

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Suzanne Pleshette

[clicar nas imagens para ampliar]

 

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Artistas de Cinema – Cromos - 6
Artistas de Cinema – Cromos - 5
Artistas de Cinema - Cromos - 4
Artistas de Cinema - Cromos - 3
Artistas de Cinema - Cromos - 2
Artistas de Cinema - Cromos - 1

José Saramago

 

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(caricatura: santa nostalgia)

 

Não tive a oportunidade de o fazer na data, mas não queria deixar passar em branco o desaparecimento de José Saramago, homem e escritor.
Confesso que não sou consumidor nem apreciador da sua obra. Do que tentei ler em diversas ocasiões e de diversos títulos, nunca gostei. E há impressões assim, imediatas. Ou se gosta ou não gosta. Uma espécie de contacto com água gelada ou a ferver, sem paciência e tempo para que ambas amornem e a leitura se torne tépida. Há na obra de Saramago algo de intragável, de ilegível e incompreensível e não resulta apenas daquela tempestade de vírgulas e pontuação destemperada. Não. Há algo mais.Talvez mal habituado a ler e a gostar da literatura balizada de Eça a Torga, passando por Lobo Antunes (este o meu Nobel) sem terem nada a ver entre si, nunca entrei nos carris que conduzem o vagão da interpretação à obra de Saramago, que dizem, e acredito, ser profunda e desmistificadora. Seja como for, o seu legado literário deve ser importante porque, para além de tudo, foi reconhecida pelos fazedores de nobeis e a malta da escola conhece-a à custa de tanto turrar nas memórias imemoriais do convento e Blimunda.

 

[resto do artigo]

6/21/2010

Matilde Rosa Araújo

 

matilde rosa araujo

matilde autografo

Passaram ontem 89 anos (20/06/1921) sobre o nascimento de Matilde Rosa Araújo. Da autora e da sua obra, guardo gratas recordações e o gosto pela poesia (alguma).
Como evocação, remeto os visitantes a um anterior artigo "O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil".

Scotch – Caderno escolar

caderno escolar scotch

Os cadernos escolares sempre foram companheiros ou auxiliares importantes no nosso percurso na escola primária. Havia cadernos adaptados aos diversos exercícios, desde os de linha estreita para a aprendizagem da caligrafia, os de linha larga, os quadriculados para as contas e exercícios de aritmética e os de folha lisa, sobretudo para os desenhos.
Paralelamente, os cadernos escolares sempre exerceram em mim uma certa magia, pois apesar do seu aspecto frágil, com as capas em papel fino, e de por princípio serem quase efémeros e assim terminarem o seu ciclo depois de preenchidos, as ilustrações da capa ou rosto, apesar de básicas e pouco elaboradas, sempre despertaram um carinho que fazia com que os guardasse por muito tempo. É claro que a maior parte deles acabou por ter sumiço, mas muitos deles sobrevivem nas minhas memórias e sempre que posso adquiro exemplares bem conservados que vão aparecendo em feiras de velharias e alfarrabistas, sobretudo os iguais aos que me passaram pelas mãos.
Neste contexto, hoje trago à memória um caderno escolar deveras característico, e que sendo já dos finais dos anos 70, e mesmo dos anos 80, foi companhia de muitas crianças da escola primária a até do ciclo preparatório, pelo que estou certo que muitos o recordam com facilidade. Trata-se do caderno com capa com estampa de tecido escocês, o popular padrão scotch.
Pelas suas características, com uma capa relativamente dura e de aspecto robusto, com um rótulo em branco para anotação do nome, da disciplina ou do assunto, este caderno teve uma utilização muito mais ampla pelo que foi bastante utilizado fora do contexto escolar e era presença frequente em casa, como elemento de diversos registos caseiros e apontamentos vários. A minha mãe com frequência apontava neles receitas de bolos ou doces e o meu pai, reconhecido avaliador de pinhal, fazia neles as contas das suas medições ou cálculos.
Quem não se lembra deste emblemático caderno escolar Scotch?

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6/20/2010

Aspiradores Nilfisk

 

aspiradores nilfisk logo

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aspirador antigo 

Os aspiradores desde há muito que se tornaram num equipamento doméstico quase insubstituível. Actualmente dispõem de modernas tecnologias que permitem aspirar sem o tradicional saco, bem como asseguram a aspiração a seco e a aspiração de líquidos.

A primeira versão conhecida de um aspirador data de 1869, por Ives McGaffey, uma solução rudimentar e mecânica, funcionando com o accionamento manual de uma ventoínha e destinada essencialmente à limpeza de tapetes. A versão eléctrica surgiu em 1907, inventada pelo norte-americano Murray Spangler, funcionário da Hoover, empresa que lhe adquiriu os direitos de fabrico logo depois, em 1908, antevendo o sucesso futuro do aparelho. A verdade é que, nos nossos dias, apesar de uma imensa panóplia de marcas e modelos de aspiradores, a Hoover é quase sinónimo de aspirador.
Neste contexto, hoje trago à memória uma importante marca de aspiradores, também repleta de história e quase sempre garantia de qualidade, a Nilfisk. De origem dinamarquesa, a sua fundação data precisamente de 1906, quase a data da invenção de Splangler.
A Nilfisk está presente em Portugal desde 1972 e dispõe de uma ampla gama para os mercados doméstico e industrial.
A empresa está actualmente implantada a nível mundial e dispõe de fábricas em vários países, dispondo de 5000 empregados.
Curiosamente, apesar da sua entrada em Portugal ocorrer apenas em 1972, os equipamentos da Nilfisk já eram comercializados através de estabelecimentos importandores ou representantes. É o caso deste modelo, o Nilfisk Super 670, que acima damos à estampa num cartaz publicitário do ano de 1960. Era apregoado como o aspirador preferido pela mulher, sendo o mais prático, o mais activo e com novos acessórios.

É verdade que as diferentes marcas de aspiradores têm lançado ao longo dos tempos diferentes e inovadores modelos, de design ajustado às épocas, mas bem vistas as coisas, principalmente nos modelos industriais ou domésticos mais robustos, os actuais modelos não diferem muito do apresentado no cartaz publicitário de há 50 anos, o que não deixa de ser surpreendente face aos enormes avanços de design e  tecnologia.
Por tudo isso, a Nilfisk é uma marca com história e que certamente ajudou muitas donas-de-casa portuguesas, facilitando em muito a sempre árdua tarefa de manter a casa bem limpa.

- Nilfisk

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- História

6/18/2010

The Benny Hill Show

the benny hill show 4

the benny hill show 1

the benny hill show 2

the benny hill show 3 

Quando se traz à memória programas ou séries de humor que passaram com sucesso pela televisão portuguesa, concretamente pela RTP, há um nome que, mais tarde ou mais cedo, com maior ou menor ênfase, tem que ser lembrado: O do comediante inglês Alfred Hawthorn Hill, popularmente conhecido como Benny Hill, e o seu popular programa The Benny Hill Show.

É verdade que o actor teve vários outros trabalhos, anteriores e até pelo meio, mas este programa em concreto, repleto do característico humor británico, teve um longo caminho de sucesso, sendo produzido pela Thames Television para a estação ITV, desde 1969 até 1989, com exibição em mais de uma centena de países, portanto com duas décadas ricas de comédia, de situações hilariantes e que ainda hoje são revistas e recordadas com a mesma boa disposição até porque a maior parte dos sketchs, principalmente aqueles sem diálogos, continuam actuais pela sua intemporalidade. A música do tema de abertura essa tornou-se um clássico e por todos é reconhecida.

Em Portugal, para além de várias e repetidas reposições pela RTP, recordo-me de o ver originalmente no princípio dos anos 80 e era sempre com agrado e com uma barrigada de riso. Felizmente, para matar saudades, as colectâneas em DVD do The Benny Hill Show aparecem com frequência à venda.

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