9/03/2010

José Torres – O bom gigante

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José Torres, antigo futebolista do S.L. Benfica, onde se notabilizou como avançado e goleador, faleceu hoje, 03 de Setembro de 2010, à porta de completar 72 anos (nasceu a 08 de Setembro de 1938) depois de um final de vida dramático afectado pela doença de Alzheimer. 

O seu nome no nosso panorama futebolístico dispensa grandes apresentações. Relembre-se apenas que para além do S.L. e Benfica (onde ajudou a conquistar 9 campeonatos, 3 taças de Portugal e 2 Taças dos Campeões Europeus), jogou antes no Torres Noves, sua terra de origem, e depois, a partir de 71/72, no V. de Setúbal e a partir de 75/76 no C.D. Estoril-Praia, como jogador onde terminou a carreira na época de 79/80 e de seguida como treinador na mesma equipa canarinha. 
  
Foi igualmente um excelente jogador da Selecção Nacional, onde se destacou sobretudo na participação no Mundial de 1966, em Inglaterra, onde ao lado de nomes como Eusébio, Coluna, Simões e outros “magriços”, teve um excelente desempenho conquistando o 3º lugar da prova e só não indo mais longe porque o adversário das semi-finais era a equipa da casa.
Será sempre recordado e evocado não só pelos benfiquistas como de toda a comunidade ligada ao futebol português.

Como simples homenagem, publicamos alguns dos muitos cromos que em diversas colecções retrataram Torres, conhecido carinhosamente como "o bom gigante".

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Talco – Sabonete Cadum

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Depois de termos já recordado algumas marcas de talco, enquanto produto de higiene íntima, voltamos à carga, desta vez com outra popular marca, a Cadum. Apesar disso, a marca que pertencencia à Colgate-Palmolive, aquando do seu lançamento em Portugal no ano de 1962, entre nós e mesmo a nível mundial está sobretudo associada ao formato de sabonete.

O sabonete Cadum foi lançado no nosso país pela Colgate-Palmolive em 1962. Todavia, teve a sua origem muito antes,  em 1907, fruto de uma parceria de um homem de negócios americano, ligado à publicidade, Michaël Winburn,  e um farmacêutico francês, Louis Nathan, que depois de uma primeira boa experiência com um creme à base de extractos de óleo, com a qual o primeiro curou um eczema, em 1912 desenvolveram com êxito um sabão em barra à base de óleo de amêndoa doce a que deram o nome de Cadum, na altura um luxo, e que depois deu lugar ao formato sabonete. Um pouco mais tarde foi associada à marca o conhecido bébé Cadum (Cadum Baby), que se tornou durante muito tempo numa referência comercial do produto, a qual foi apenas abondonada em 1952 aquando da integração da marca no universo da Colgate-Palmolive. 

Apesar disso, o ícone do BéBé Cadum ainda está muito presente sobretudo na sociedade francesa. Em 1924 deu lugar a um popular consurso destinado a eleger anualmente o Bébé Cadum. Também nos primeiros anos, a marca procurou estar associada a nomes de mulheres famosas da época, no que terá sido predecessora das famosas estrelas que mais tarde usariam um outro popular sabonete, o Lux.

A ligação da marca à Colgate-Palmolive terminou em 2003, com a aquisição por parte de um grupo anglo-francês, e actualmente a Cadum S.A. continua a ser uma empresa e marca de sucesso, fiel à sua História, retomando o clichê do Bébé Cadum, com produtos inovadores na área da cosmética e higiene pessoal, sobretudo higiene íntima. Da empresa, em França são muito populares as marcas Donge e Cleópatra.

Pessoalmente, lembro-me muito bem do sabonete Cadum e, entre outras marcas, era usado frequentemente em casa embora, pela tal figura do Cadum Baby, já falada, era pejorativamente associado a bébés e a raparigas. Ora a ser assim, os rapazes preferiam cheirar mal do que cheirar a "menina". Coisas de rapazes.

Publica-se imediatamente abaixo um cartaz publicitário do Talco Cadum, datado de Dezembro de 1968, tinha eu então 6 anitos e deveria andar pela primeira classe do Ensino Primário. Também de seguida publico alguns dos famosos cartazes da marca bem mais antigos, nomeadamente o tal famoso Cadum Baby.

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- Sabone Cadum na actualidade

 

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9/02/2010

Desodorizante Lander

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Hoje trago à memória um produto e uma marca que já são um clássico, exactamente o desodorizante Lander, fabricado, pela empresa Sagilda - Sabões Garantia Industrial, Lda, das Caldas da Raínha.
O Lander ainda continua a ser vendido nos seus característicos frasquinhos de vidro e encontra-se com relativa facilidade em grandes ou pequenas superfícies comerciais. Tem uma tampa de metal e lá dentro o desodorizante numa barra (stick) circular com invólucro em plástico com um sistema na base que permite empurrar a barra para cima conforme se vai usando e gastando. Pelas características da embalagem e do produto, o Lander tornou-se num ícone entre os cosméticos e produtos de higiene pessoal e os seus diversos aromas, como o Musk, Clorofila, Wood e o Bouquet são inconfundíveis e intemporais.

A Sagilda, nasceu em 1955, portanto com mais de meio século de existência, e durante 30 anos conheceu uma actividade saudável e lucrativa. Com a entrada de Portugal na CEE, agora União Europeia, e a consequente abertura do país a novos mercados ditaram um período de dificuldades para a empresa, até meados dos anos 90. Todavia, como se impunha, a Sagilda virou-se com êxito para novos produtos, nomeadamente os sabonetes de glicerina, dos quais se diz que detém cerca de 90% do mercado nacional, e a sua actividade tem tido resultados excelentes, tanto em Portugal como no estrangeiro que já absorve cerca de 20% da produção. Os produtos ditos naturais têm merecido a atenção de cada vez mais consumidores e a glicerina, à base de óleos naturais tem sido um produto procurado e valorizado. Para além do mais, a Sagilda fabrica diversos outros produtos, nomeadamente sabonete líquido, muito em voga, e fornece a algumas marcas de prestígio que os vendem debaixo de outra marca. Fabrica ainda muitos produtos de linha-branca para algumas empresas nacionais de distribuição.

Ao mesmo patrão da Sagilda pertence a empresa Foz Cosméticos, L.da, criada em 1967, essencialmente dedicada à comercialização dos produtos da Sagilda, incluindo o popular sahmpoo familiar Foz, sobretudo na sua variante de maçã.
Não consegui apurar com rigor, mas pelos indícios recolhidos, nomeadamente de publicidade antiga, o Lander era produzido pela Sagilda sob licença da empresa norte-americana Lander Co, Inc, de Nova York. Desconheço se ainda assim é.

Desde muito cedo, nomeadamente pela adolescência, que me familiarizei com o Lander e confesso que ainda o uso esporadicamente, embora por regra evite utilizar desodorizantes. Dizem os entendidos que o Lander é um bom produto, pouco agressivo relativamente a marcas bem conceituadas  e da sua composição (alcohol, stearic acid, propilene glycol, aqua, sodium hydroxide, parfum, triclosan, CI 16185 e CI1914) apenas o triclosan vem merecendo algumas reservas por parte de entidades ligadas á saúde, sendo, no entanto, um ingrediente muito generalizado em cosméticos como desodorizantes e sabonetes, porque é um anti-bacteriano e anti-fungos.

Para avivar a memória e a nostalgia, abaixo publico um cartaz publicitário do Lander, datado de 1967 (onde também é anunciado a versão em spray – que julgo já não ser comercializado actualmente), bem como uma imagem do produto actual mas com as características de há décadas.


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9/01/2010

Borotalco - Pó talco Ausonia

 

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Hoje recordamos o Borotalco ou Pó Talco Ausonia, um dos clássicos produtos de higiene íntima, e desde há várias décadas uma marca muito popular e conceituada, e certamente presente na maioria das casas portuguesas. Não conseguimos obter muitas informações sobre a história da empresa, para além de que actualmente se denomina Arbora & Ausonia, com sede e fábrica em Espanha mas também com instalações em Portugal.

A Ausónia terá sido fundada em 1929, em Barcelona e em 1997 aconteceu a fusão com a Arbora, esta fundada em 1978, dando assim origem à Arbora & Ausonia.
Na actualidade a Arbora & Ausonia detém um leque popular de marcas e produtos ligados igualmente à higiene íntima, nomeadamente os pensos higiénicos Evax e Ausonia, as fraldas descartáveis Dodot, Lindor, as toalhitas Charmim e o papel higiénico Kandoo, entre outros.

Como já recordei em anteriores artigos, “tenho muitas memórias à volta do pó-de-talco, desde logo porque muitas vezes o usei na muda das fraldas a alguns dos meus irmãos mais novos”. De facto, de quase uma dezena de irmãos, eu era (e sou) o segundo na hierarquia, pelo que muitas vezes fiz de ama dos irmãos imediatamente a seguir. Por isso, o pó talco era à fartazana até para disfarçar alguns odores. O pó talco Ausónia era assim um produto sempre presente.

 

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8/23/2010

Pêbêcê – Caderno escolar

 

Hoje trazemos à memória mais um belo caderno escolar de outros tempos, sem data confirmada mas provavelmente dos anos 40/50. É mais um exemplar da fabricante Pêbêcê.
Quem não se recorda dos tempos maravilhosos da escola primária e destes auxiliares preciosos, tanto na escrita como nas contas? Eventualmente um pouco desprezados nesses tempos, até porque eram sinónimo de trabalho escolar, e nesse tempo não havia lugar nem espaço de manobra à malandrice e indisciplina, hoje são objectos nostálgicos e que merecem a atenção cuidada de coleccionadores. Não é o meu caso mas mesmo assim possuo largas dezenas de diferentes exemplares e colecções, muitos dos quais me passaram pelas mãos em tempo de escola. Aos poucos serão motivo das nossas memórias e nostalgias.

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8/22/2010

Monsanto, Piódão e outros belos locais

 

Por estes dias, em registo de férias, visitei alguns locais do interior do nosso belo mas desprezado país, complementando visitas à região que havia feito no ano anterior.  Agora, entre outros pontos de passagem, num dia visitei Castelo Branco (onde já havia parado há uns anos), Idanha-a-Nova, Monsanto e Penha Garcia e no dia seguinte Unhais da Serra e Piódão.
Gostei sobretudo das emblemáticas aldeias de Monsanto, da vizinha Penha Garcia e Piódão. Diferentes mas iguais na beleza e encanto e reveladoras da milenar capacidade de adaptação do homem a difíceis condições de interioridade e território. Semelhantes igualmente em aspectos menos positivos, como o lixo, omnipresente, degradação e  ruínas em muitas das edificações e muitos aspectos que desvirtuam o conjunto, seja com construções fora de contexto seja no excesso de poluição visual como os cabos de electricidade e telefones bem como antenas e outros pingarelhos bem à maneira portuguesa. Comum também o desaproveitamento das suas potencialidades, carecendo de estruturas de apoio a quem as visita, nomeadamente no aspecto de restauração e outras infra-estruturas. Continuam assim a ser diamantes brutos à espera de melhores dias e de melhores sensibilidades das entidades. Não surpreende, pois, que ainda seja mais fácil e apelativo a muitos citadinos dar um saltinho a Paris, Londres, Roma, Barcelona ou Madrid.
No caso particular de Piódão, cujo acesso fiz da Covilhã, pela N230, com passagem por Tortosendo, Unhais da Serra, e depois no regresso por Arganil, o percurso é magestoso quanto tenebroso, sobretudo na Serra do Açôr, com uma estrada serpenteando os cumes e encostas, lado-a-lado com profundos desfiladeiros sem qualquer protecção lateral, não dando margem a distracções mesmo que para contemplar a soberba paisagem, principalmente para quem conduz. A solução é ir parando nos diversos miradouros. O acesso de Vide a Piódão, pela EM1134, com passagem por Chãs de Éguas, é horrível, sinuoso, estreito e com algo parecido com um pavimento em estado péssimo. Apesar disso, paisagens deslumbrantes. Resta acrescentar que são sítios para rever, eventualmente noutras alturas do ano.

Abaixo deixo algumas fotografias.

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- Castelo Branco

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- Castelo Branco

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- Idanha-a-Nova

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- Monsanto

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- Monsanto

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- Monsanto

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- Penha Garcia

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- Piódão

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- Piódão

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- Piódão

8/20/2010

Lápis Viarco

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Quem pelos anos 60 e 70, principalmente, frequentou a escola primária, é muito natural que desde a primeira classe tivesse por companhia os lápis de cor da Viarco, um marca e empresa portuguesa, com uma longa e rica história.

A Viarco, sediada em S. João da Madeira, a única fábrica de lápis existente em Portugal, como muitas empresas históricas, passou por um período difícil e de perda de mercado e notoriedade, mas de há alguns anos para cá foi retomada e com base numa política de respeito pela sua história, tradição e modernidade, depressa se transformou numa marca de referência e para além do fabrico de produtos de qualidade e com o cunho da inovação, tem sabido ainda tirar partido da vertente do marketing, com iniciativas e eventos ligados aos lápis e às artes plásticas, o que lhe tem granjeado reconhecimento no próprio país (o que não é fácil) mas também além fronteiras.

Ainda bem que assim é e a Viarco é apenas um feliz exemplo de que com determinação, investimento, qualidade e inovação é possível rentabilizar marcas, empresas e produtos históricos e dar-lhes o lugar que merecem. Infelizmente, muitos produtos, marcas e empresas ficaram pelo caminho do tempo e da História sem que ninguém as valorizasse. Em contrapartida, por regra preferimos os produtos estrangeiros, nem sempre baratos e nem sempre de qualidade. Está-nos na sina desprezar o que é nosso e só exemplos como a Viarco podem renovar alguma esperança de que as coisas possam ir mudando.

No caso dos clássicos lápis de cor, pessoalmente recordo com nostalgia aqueles primeiros dias de aulas da escola primária em que a professora distribuia por todos os alunos uma caixinha de 6 lápis. Como os motivos eram diferentes, a curiosidade levava a dar uma vista de olhos pelas caixas dos colegas. Pessoalmente sempre preferi a caixinha com a ilustração dos meninos com gatos. As caixas maiores, de 12 lápis, eram um luxo a que só os meninos mais ricos podiam chegar.

Tenho assim, como muitos portugueses, gratas e nostálgicas recordações dos clássicos lápis de cor da Viarco e das suas belas caixas e que ajudaram a colorir e a alegrar os nossos dias e aventuras.

Para reavivar a memória, publico abaixo algumas imagens das caixas dos lápis de cor Viarco.


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Nota: Reconhece-se que a Viarco tem sabido aproveitar todas as vantagens do marketing e mesmo a sua página chegou a ter bons apontamentos. Infelizmente, como não há bela sem senão, em diversos contactos que tentamos estabelecer com a empresa, a fim de colhermos elementos adicionais de apoio a este artigo, nunca merecemos qualquer resposta. É pena que a parte comunicacional de uma empresa associada à cor seja tão cinzenta, desconsiderada e desmazelada.

Por outro lado, não se compreende, ou talvez sim, que tendo em conta o seu rico património histórico, o seu museu virtual online já esteja fora de serviço e quando esteve aberto era bastante limitado e não se mostrava capaz de exibir imagens de algumas das suas caixas mais clássicas como as que aqui reproduzimos de algum material pessoal que sobrou doutros tempos.

8/17/2010

OLIVER – Robin Hood

 

KALAR, OGAN, OLIVER e SANDOR são quatro heróis da Banda Desenhada, publicados na origem pela editora francesa Editions Imperia. Em Portugal, cada um destes heróis foi publicado com frequência nas revistas de pequeno formato TIGRE e FALCÃO e ao longo dos tempos tornaram-se muito apreciados..
Aqui no Santa Nostalgia já falei do KALAR e do OGAN. Hoje trago à memória o OLIVER, nome na versão francesa para ROBIN DOS BOSQUES ou ROBIN HOOD.

As belas capas originais foram desenhadas por diversos artistas da Editions Imperia, como Juan Vilajoana, Andre Rey e outros. As histórias foram igualmente desenhadas por diversos artistas mas nem sempre com grande qualidade artística ou de impressão. Estas relatam o conhecido universo de Robin dos Bosques, com os seus companheiros nas florestas de Sherwood, nas suas intermináveis aventuras e lutas contra os vilões Xerife de Nottingham, Príncipe João, Gisborne e outros.
Tal como com outros heróis, OLIVER era uma fonte inspiradora mas as nossas brincadeiras e aventuras.
Abaixo publico algumas das capas de revistas que possuo deste herói inesquecível.

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