8/19/2011

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XX

 

No Verão de 1967, portanto há quarenta e poucos anos, estes eram alguns dos modelos de vestidos indicados para as raparigas usarem nos quentes dias estivais.

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8/13/2011

A Ordem – Jornal católico

 

jornal a ordem logo

O jornal “A Ordem”, é um quinzenário católico, fundado em 1913 por António Pacheco, portanto à beira de se tornar centenário, com sede na cidade do Porto.

Durante muitas décadas foi um semanário, passando recentemente a quinzenário devido a dificuldades na sua gestão, de resto, dificuldades próprias de uma publicação que vive essencialmente da receita dos seus assinantes, já que basicamente não tem publicidade.

O meu sogro era assinante, pelo que desde o seu falecimento, há cerca de 10 anos, em sua memória e pela qualidade das reflexões e artigos publicados, tomei a continuidade da assinatura, mantendo o número quatro mil e tal.

O jornal “A Ordem”, atravessou assim importantes períodos da nossa história recente e mais do que a defesa de questões da Igreja, sua organização e hierarquias, tem assumido sobretudo a defesa dos valores que a todos devem ser caros, como aqueles expressos no Evangelho.

Infelizmente, reconhece-se que estas publicações e o tipo de reflexões que produzem, estão longe de satisfazer as necessidades do grosso da maioria dos leitores de jornais ou revistas. O interesse vai para tudo quento é efémero e visual, como os enredos e protagonistas das novelas, da sociadede, do espectáculo, do jet-set, do futebol, etc, etc.

O substancial, a reflexão do que deve ser o nosso leque de valores individuais e comuns, enquanto cidadãos e sociedade, são quase sempre questões que não merecem elas próprias, reflexão ou análise.

Dos vários artigos, assinados por várias personalidades, quase sempre me merecem apreço as reflexões do seu actual director, Manuel Moura Pacheco, profesor universitário aposentado, pela clareza, síntese e profundidade das mesmas. É o caso recente da sua análise sobre as férias, que tomo a liberdade de reproduzir, porque estou certo que reflecte a situação actual deste período tão desejado para quem trabalha e que, como é o nosso caso, também dele estamos a usufruir, no que de resto tem contribuido para um adormecimento no ritmo do santa Nostalgia, que, compreenderão os nossos caros e habituais visitantes.

 

FÉRIAS

Todos os anos (ou quase) volto a este assunto: a subversão das férias. Um tempo que foi concebido e planeado como de repouso merecido depois de um ano de trabalho; como de imprescindível descanso preparatório de novo ano de esforço; como condição essencial da rentabilidade dessa nova etapa; essa concepção legalmente protegida e obrigatoriamente subsidiada — tudo isso é, frequentemente, subvertido num tempo de mais esforço, mais cansaço e menos preparação para o trabalho que vai seguir-se. E de mais despesa — a ultrapassar o subsídio dito «de férias». Resultado: as pessoas regressam de férias mais esgotadas do que partiram — fisica e financeiramente.

É a subversão, pura e simples, do conceito de férias e do subsidio das ditas. Só que, este ano, o problema é mais sério. Por duas razões: porque o ano que ai vem vai exigir mais esforço e mais trabalho e porque vai trazer menos dinheiro e obrigar a gastar mais. Duas poderosas razões para se acautelar, mais do que nunca, o perigo da subversão das férias. Estas — as deste ano   não deverão ser as últimas descuidadas de folia, de folguedo e de gastos (porque «para o ano não se sabe»), mas, ao contrário, deverão ser as primeiras a observar, com todo o rigor, a sua origem, a sua razão de ser, a justiça do seu objectivo, para que nenhuns eventuais excessos de dispêndio (de energia e/ou de dinheiro) transitem para o novo ano de trabalho.

Foram descuidos destes — de deixar transitar para o ano seguinte o «deficit» do ano anterior   que deixaram chegar Portugal ao estado em que está, arrastando consigo famílias e cidadãos. Descuidos colectivos passados que nos obrigam individualmente no presente a observar, com duplicado escrúpulo, o conceito de férias e a justificação do seu subsídio. Ao partir para as férias de 2011, desejo a todos os nossos Leitores um bom descanso de corpo e de espírito que lhes permita amealhar, para o ano que aí vem, um pouco da energia suplementar de que vão carecer. E — se possível — amealhar também um pouco do famoso subsídio. Podem vir a carecer dele também. Mais vale prevenir do que remediar — diz o povo e diz bem. Os meus votos de boas férias são os de que, cada um, se previna, nesta matéria, o melhor que puder.

 

M. Moura Pacheco, professor universitário aposentado.

8/05/2011

8/01/2011

Chegada dos Magriços

 

No dia 1 de Agosto de 1966, chegava ao Aeroporto da Portela - Lisboa, a selecção portuguesa de futebol, "Os Magriços", proveniente de Inglaterra onde brilhantemente participara no Mundial de Futebol, conseguindo um excelente 3º lugar.

A selecção foi recebida em apoteose por milhares de adeptos que esperaram pelo equipa até de madrugada.

Durante quase 40 anos este 3º lugar manteve-se como o melhor feito da nossa selecção principal de futebol, sendo ultrapassado apenas em 2004 quando, em casa, conseguimos o 2º lugar do Campeonato da Europa, perdendo, todavia, de forma inglória para os gregos que nos castigaram duplamente na prova já que igualmente nos venceram no jogo de abertura.

portugal futebol magriços

7/26/2011

Sachas e merendas

 Uma das boas memórias dos meus tempos de criança, remete-me para as merendas que se faziam no intervalo de alguns trabalhos do campo. Sobretudo no tempo das sachas (por  Maio e Junho).
Primeiramente na sacha da batata e depois na do milho. A tarefa da sacha requeria paciência e sensibilidade, e consistia num trabalho de enchada, cavando-se pelo meio da carreiro (intervalo entre filas de plantas) e na sua envolvência, de modo a soltar a terra enrijecida e retirar ervas daninhas que cresceram com as primeiras humidades.

Como se disse, era um trabalho de paciência e moroso. Era simultaneamente duro, pois exigia uma posição de costas vergadas e quase sempre debaixo do sol tórrido. Pelas suas características, era uma tarefa que envolvia várias pessoas, da casa e da família, mas também de vizinhos que vinham ajudar ou mesmo de jornaleiros (a quem se pagava a jorna combinada, no final do dia).
Ora quando assim era, quando se envolvia um bom grupo de pessoas, dependendo das possibilidades do lavrador proprietário, era quase certo que lá pelo meio da tarde havia merenda. Procurava-se um sítio adequado, num relvado ou cômoro à sombra de uma árvore ou da latada de videiras, estendia-se uma toalha de linho no chão e a merenda, chegada de casa numa condessa, era distribuída.
A merenda quase sempre era pouco substancial: Broa de milho, vinho da casa, azeitonas, cerejas se as houvesse e alguma fruta, tudo produção da casa. Se o proprietário fosse pessoa de posses, então a coisa podia ser quase uma refeição, com uma panela de arroz, umas iscas de bacalhau frito ou até mesmo uma galinha caseira estufada.

Logo depois da merenda, com as forças e os ânimos restabelecidos, toca a pegar nas enxadas com as mãos calejadas e voltar para debaixo do sol e da poeira e cavar e mais cavar.
Apesar da dureza do trabalho, porque os trabalhos do campo sempre foram duros, cantava-se. Quase sempre em conjunto ou ao despique.

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- Aspecto da sacha do milho, na região de Águeda (Beira Litoral)

Sempre se disse que o trabalho dignifica a pessoa humana. Assim é, mas convenhamos que hoje os tempos assentam numa filosofia bem diferente. Mesmo com as naturais excepções, a regra é procurar levar a vida sem trabalho, sem canseiras e responsabilidades e foge-se dele como o diabo da cruz. Procura-se emprego mas não trabalho. Mesmo com a crise e com níveis absurdos de desemprego, ainda há quem prefira a mama do subsídio ou do apoio a ter que enfrentar o trabalho diário.

7/21/2011

Totobola

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O popular jogo do "TOTOBOLA", cujo objectivo consiste em adivinhar as possibilidades de vitória, empate ou derrota de um determinado grupo de jogos de futebol, preenchendo um boletim com os símbolos 1 para o prognóstico de vitória da equipa da casa, um símbolo X para a previsão de empate e o símbolo 2 para o prognóstico de vitória da equipa visitante, foi entre nós criado pela Santa Casa da Misericórdia – Apostas Mútuas Desportivas, e o primeiro concurso teve lugar em 24 de Setembro de 1961.

Ao contrário do que se possa pensar, o Totobola já teve boletins em que os prognósticos não se referiam a jogos do futebol. Com efeito nos anos 60, chegaram a ser motivo de apostas jogos de hóquei em patins, então um desporto muito popular e até mesmo, imagine-se, ciclismo, a propósito da Volta a Portugal, um desporto sem…bola. Em rigor desconhecemos  quantas vezes tal situação ocorreu, mas não deixa de ser curioso.

Ao longo de todo este tempo de vida, o TOTOBOLA teve altos e baixos mas perdeu notoriedade e interesse por parte dos apostadores principalmente a partir da introdução de outros concursos, como o Totoloto, que surgiu no ano de 1985.

Para combater este desinteresse dos apostadores, têm sido feitas alterações no sistema e no regulamento, mas parece que a coisa não tem resolvido e por isso continua a despertar pouco entusiasmo.
Nos seus tempos áureos, nos anos 60 e 70, o TOTOBOLA despertava o interesse do país e de todos quantos semana a semana alimentavam a esperança de obter o primeiro prémio, o que acontecia quando se acertava na totalidade dos 13 resultados, ou mesmo um segundo prémio, acertando em 12.

Apesar disso, nem sempre um primeiro prémio era garantia de muito dinheiro pois este concurso fundamentava-se em muito no factor surpresa. Ora seguindo-se a lógica do favoritismo das equipas que jogavam em casa ou mesmo das equipas mais fortes em cada época, o normal era existir muitos apostadores com a chave certa. Esta quase regra era apenas quebrada quando existia um resultado considerado surpresa, como seja uma equipa pequena, do fundo da tabela ou de um escalão inferior (o que acontecia com frequência em jogos da Taça de Portugal) ir empatar ou até mesmo ganhar a casa de um dos grandes. Aí, sim, era quase certo que se o 13, a haver, daria bom dinheiro.

Para ilustrar esta memória, publica-se aqui um boletim  do TOTOBOLA, datado de 29 de Janeiro de 1967. Como se poderá ver, tinha um grafismo elementar e clássico, com alguma publicidade e a característica folha papel-químico, que permitia a duplicação do boletim de modo a ficar como elemento de prova para o apostador. Claro que era necessário assinar o boletim caso contrário o mesmo era considerado nulo.

Como se compreenderá, desde então as coisas mudaram muito até aos nossos dias, em plena era da informática e do digital, onde até é possível apostar via internet e saber os resultados quase na hora.

Apesar das suas vicissitudes, o TOTOBOLA é um dos símbolos emblemáticos de outros tempos e justo morador de memórias passadas. Teve um tempo de ouro e até teve lugar a um programa próprio na RTP, o "Vamos Jogar no Totobola", nos anos 80/90, já num período onde se adivinhava a sua decadência, a qual tem crescido notoriamente nos tempos actuais.

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7/20/2011

Compal – É mesmo natural!

 

Hoje na hora do almoço estive a escorar alguns ramos de um pessegueiro que tenho no quintal.
A generosidade da natureza foi grande neste ano, pelo que para prevenir a quebra dos ramos mais pesados, o que já aconteceu num destes dias, tomei as devidas precauções.
Os pêssegos já estão no tamanho e cor ideais mas precisam de mais uma semana para amadurecerem. De resto já tenho colhido alguns, pois até gosto deles sem estarem demasiado maduros.

Este simples episódio, traz-nos à memória um cartaz publicitário aos sumos Compal, uma marca de referência na transformação de sumos de frutas, publicado numa revista em 1967.

Para se saber algo mais sobre a história desta empresa e marca de referência, a COMPAL - Companhia Produtora de Conservas Alimentares, cuja actividade teve início em 1952, no Entroncamento, quando se deu a união de duas fábricas a ENCA - Empresa Nacional de Conservas Alimentares e a SFL - Sociedade de Fruta Liquida, nada melhor que dar um saltinho ao blog "O Grupo CUF - Elementos para a sua História”.

 

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Os meus pêssegos:

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7/17/2011

Salsichas TÓBOM

 

salsichas tobon

Quando ouvimos falar de salsichas, provavelmente as marcas Izidoro e Nobre, ou até mesmo a Sicasal,  serão as que logo relacionamos, porque de facto em Portugal serão as que têm maior notoriedade, seja pela qualidade intrínseca deste produto específico, seja pela frequência com que são publicitadas nos média, nomeadamente na televisão.

Nos anos 60, todavia, para além destas marcas também se comecializavam as salsichas TÓBOM, produzidas pela “Companhia de Criação e Comercialização de Gados”, do Montijo.

Eram umas salsichas do famoso tipo “francfort” e que já então faziam as delícias dos mais novos,  uma solução fácil para uma refeição rápida.

Não tenho informações precisas, mas creio que a fábrica e a marca TÓBOM já se extinguiram, pois desde há muito que não vejo sinal das mesmas. Consegui localizar uma marca com a  mesma designação, referenciada à Barvima, mas desconheço se há ou não qualquer relação, até porque esta moderna Tóbom se refere a néctares.

Fica a memória, avivada por um anúncio de revista publicado no início de 1961.

7/15/2011

“O Pajem” e “Andorinha”

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A revista de Banda Desenhada "Cavaleiro Andante", sobre a qual já aqui falámos, tinha uma particularidade interessante que eram os suplementos, sobretudo "O Pajem", numa determinada fase com características de paginação que permitiam a sua separação e numa outra fase integrado na própria revista, isto é, sem numeração própria e sem paginação que lhe conferissem autonomia. 

Do mesmo modo, também existia o suplemento "Andorinha", dedicado às meninas, embora este tivesse curta duração enquanto suplemento destacável, continuando depois como parte integrada da revista e a sua publicação era alternada com a do "O Pajem", ou seja, cada um dos suplementos era quinzenal.
Fica a memória embora para os mais velhos.

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7/11/2011

Citroen GS Break

 

citroen gs break

O automóvel Citroen GS Break foi produzido entre os anos de 1970 e 1986. Tornou-se rapidamente um carro popular e logo em 1971 foi eleito o Carro Europeu do Ano. Com o seu irmão GSA, na época e para a sua gama, foi considerado um dos carros mais avançados tecnologicamente
A fábrica da Citroen em Portugal, localizada em Mangualde, entre outras fábricas noutros países, também assegurava a montagem.
Quando terminou o seu reinado, sucederam-lhe os modelos Citroen BX e Citroen ZX.

É verdade que a Citroen sempre primou por modelos algo exôticos, mas que sempre foram populares e eficientes. Quase todos os modelos dos anos 60 e 70 são hoje verdadeiros clássicos, desejados pelos amantes dos carros antigos e revivalistas, desde o clássico 2 cavalos até ao não menos famoso “boca-de-sapo”, o Citroen DS.

Seja como for, influência ou não, um dos meus actuais carros é um Citroen.

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