No Verão de 1967, portanto há quarenta e poucos anos, estes eram alguns dos modelos de vestidos indicados para as raparigas usarem nos quentes dias estivais.
No Verão de 1967, portanto há quarenta e poucos anos, estes eram alguns dos modelos de vestidos indicados para as raparigas usarem nos quentes dias estivais.
O jornal “A Ordem”, é um quinzenário católico, fundado em 1913 por António Pacheco, portanto à beira de se tornar centenário, com sede na cidade do Porto.
Durante muitas décadas foi um semanário, passando recentemente a quinzenário devido a dificuldades na sua gestão, de resto, dificuldades próprias de uma publicação que vive essencialmente da receita dos seus assinantes, já que basicamente não tem publicidade.
O meu sogro era assinante, pelo que desde o seu falecimento, há cerca de 10 anos, em sua memória e pela qualidade das reflexões e artigos publicados, tomei a continuidade da assinatura, mantendo o número quatro mil e tal.
O jornal “A Ordem”, atravessou assim importantes períodos da nossa história recente e mais do que a defesa de questões da Igreja, sua organização e hierarquias, tem assumido sobretudo a defesa dos valores que a todos devem ser caros, como aqueles expressos no Evangelho.
Infelizmente, reconhece-se que estas publicações e o tipo de reflexões que produzem, estão longe de satisfazer as necessidades do grosso da maioria dos leitores de jornais ou revistas. O interesse vai para tudo quento é efémero e visual, como os enredos e protagonistas das novelas, da sociadede, do espectáculo, do jet-set, do futebol, etc, etc.
O substancial, a reflexão do que deve ser o nosso leque de valores individuais e comuns, enquanto cidadãos e sociedade, são quase sempre questões que não merecem elas próprias, reflexão ou análise.
Dos vários artigos, assinados por várias personalidades, quase sempre me merecem apreço as reflexões do seu actual director, Manuel Moura Pacheco, profesor universitário aposentado, pela clareza, síntese e profundidade das mesmas. É o caso recente da sua análise sobre as férias, que tomo a liberdade de reproduzir, porque estou certo que reflecte a situação actual deste período tão desejado para quem trabalha e que, como é o nosso caso, também dele estamos a usufruir, no que de resto tem contribuido para um adormecimento no ritmo do santa Nostalgia, que, compreenderão os nossos caros e habituais visitantes.
FÉRIAS
Todos os anos (ou quase) volto a este assunto: a subversão das férias. Um tempo que foi concebido e planeado como de repouso merecido depois de um ano de trabalho; como de imprescindível descanso preparatório de novo ano de esforço; como condição essencial da rentabilidade dessa nova etapa; essa concepção legalmente protegida e obrigatoriamente subsidiada — tudo isso é, frequentemente, subvertido num tempo de mais esforço, mais cansaço e menos preparação para o trabalho que vai seguir-se. E de mais despesa — a ultrapassar o subsídio dito «de férias». Resultado: as pessoas regressam de férias mais esgotadas do que partiram — fisica e financeiramente.
É a subversão, pura e simples, do conceito de férias e do subsidio das ditas. Só que, este ano, o problema é mais sério. Por duas razões: porque o ano que ai vem vai exigir mais esforço e mais trabalho e porque vai trazer menos dinheiro e obrigar a gastar mais. Duas poderosas razões para se acautelar, mais do que nunca, o perigo da subversão das férias. Estas — as deste ano não deverão ser as últimas descuidadas de folia, de folguedo e de gastos (porque «para o ano não se sabe»), mas, ao contrário, deverão ser as primeiras a observar, com todo o rigor, a sua origem, a sua razão de ser, a justiça do seu objectivo, para que nenhuns eventuais excessos de dispêndio (de energia e/ou de dinheiro) transitem para o novo ano de trabalho.
Foram descuidos destes — de deixar transitar para o ano seguinte o «deficit» do ano anterior que deixaram chegar Portugal ao estado em que está, arrastando consigo famílias e cidadãos. Descuidos colectivos passados que nos obrigam individualmente no presente a observar, com duplicado escrúpulo, o conceito de férias e a justificação do seu subsídio. Ao partir para as férias de 2011, desejo a todos os nossos Leitores um bom descanso de corpo e de espírito que lhes permita amealhar, para o ano que aí vem, um pouco da energia suplementar de que vão carecer. E — se possível — amealhar também um pouco do famoso subsídio. Podem vir a carecer dele também. Mais vale prevenir do que remediar — diz o povo e diz bem. Os meus votos de boas férias são os de que, cada um, se previna, nesta matéria, o melhor que puder.
M. Moura Pacheco, professor universitário aposentado.
No dia 1 de Agosto de 1966, chegava ao Aeroporto da Portela - Lisboa, a selecção portuguesa de futebol, "Os Magriços", proveniente de Inglaterra onde brilhantemente participara no Mundial de Futebol, conseguindo um excelente 3º lugar.
A selecção foi recebida em apoteose por milhares de adeptos que esperaram pelo equipa até de madrugada.
Durante quase 40 anos este 3º lugar manteve-se como o melhor feito da nossa selecção principal de futebol, sendo ultrapassado apenas em 2004 quando, em casa, conseguimos o 2º lugar do Campeonato da Europa, perdendo, todavia, de forma inglória para os gregos que nos castigaram duplamente na prova já que igualmente nos venceram no jogo de abertura.
Hoje na hora do almoço estive a escorar alguns ramos de um pessegueiro que tenho no quintal.
A generosidade da natureza foi grande neste ano, pelo que para prevenir a quebra dos ramos mais pesados, o que já aconteceu num destes dias, tomei as devidas precauções.
Os pêssegos já estão no tamanho e cor ideais mas precisam de mais uma semana para amadurecerem. De resto já tenho colhido alguns, pois até gosto deles sem estarem demasiado maduros.
Este simples episódio, traz-nos à memória um cartaz publicitário aos sumos Compal, uma marca de referência na transformação de sumos de frutas, publicado numa revista em 1967.
Para se saber algo mais sobre a história desta empresa e marca de referência, a COMPAL - Companhia Produtora de Conservas Alimentares, cuja actividade teve início em 1952, no Entroncamento, quando se deu a união de duas fábricas a ENCA - Empresa Nacional de Conservas Alimentares e a SFL - Sociedade de Fruta Liquida, nada melhor que dar um saltinho ao blog "O Grupo CUF - Elementos para a sua História”.
Os meus pêssegos:
Quando ouvimos falar de salsichas, provavelmente as marcas Izidoro e Nobre, ou até mesmo a Sicasal, serão as que logo relacionamos, porque de facto em Portugal serão as que têm maior notoriedade, seja pela qualidade intrínseca deste produto específico, seja pela frequência com que são publicitadas nos média, nomeadamente na televisão.
Nos anos 60, todavia, para além destas marcas também se comecializavam as salsichas TÓBOM, produzidas pela “Companhia de Criação e Comercialização de Gados”, do Montijo.
Eram umas salsichas do famoso tipo “francfort” e que já então faziam as delícias dos mais novos, uma solução fácil para uma refeição rápida.
Não tenho informações precisas, mas creio que a fábrica e a marca TÓBOM já se extinguiram, pois desde há muito que não vejo sinal das mesmas. Consegui localizar uma marca com a mesma designação, referenciada à Barvima, mas desconheço se há ou não qualquer relação, até porque esta moderna Tóbom se refere a néctares.
Fica a memória, avivada por um anúncio de revista publicado no início de 1961.
O automóvel Citroen GS Break foi produzido entre os anos de 1970 e 1986. Tornou-se rapidamente um carro popular e logo em 1971 foi eleito o Carro Europeu do Ano. Com o seu irmão GSA, na época e para a sua gama, foi considerado um dos carros mais avançados tecnologicamente
A fábrica da Citroen em Portugal, localizada em Mangualde, entre outras fábricas noutros países, também assegurava a montagem.
Quando terminou o seu reinado, sucederam-lhe os modelos Citroen BX e Citroen ZX.
É verdade que a Citroen sempre primou por modelos algo exôticos, mas que sempre foram populares e eficientes. Quase todos os modelos dos anos 60 e 70 são hoje verdadeiros clássicos, desejados pelos amantes dos carros antigos e revivalistas, desde o clássico 2 cavalos até ao não menos famoso “boca-de-sapo”, o Citroen DS.
Seja como for, influência ou não, um dos meus actuais carros é um Citroen.
Equipa do S.L. Benfica, na época 1974/1975 (Campeão Nacional). Do tempo em que os adeptos não andavam a torcer por uma equipa quase toda c...