Passam hoje 170 anos sobre o nascimento de Antero de Quental.
4/18/2012
4/16/2012
Charlot
Em 16 de Abril de 1889 (passam hoje 123 anos), em Walworth - Londres - Inglaterra, nascia Charles Spencer Chaplin que veio a tornar-se na popular personagem do cinema mudo, Charlot.
Sobre esta figura, de tão sobejamente conhecida e de tanta informação disponível a seu respeito, pouco mais há a acrescentar à sua vida e à sua carreira de actor e realizador.
Recordar Charlot, para além da emeféride da sua data de nascimento, é recuar ao nosso tempo de criança e ao deslumbramento sentido por cada vez (e foram muitas) que aquela figura franzina e elástica, mesmo sem nada dizer, nos aparecia na televisão e nos fazia rir à gargalhada de princípio ao fim. É certo que sem o entusiasmo infantil de uma verdadeira aventura de capa e espada ou de uma cóboiada, com índios e ladrões, porque depois nas brincadeiras não dava para brincar ao Charlot, mas mesmo assim tornou-se numa figura marcante e mesmo intemporal, pelo que faz parte das memórias de infância de muitas gerações.
4/13/2012
Diário das Fábulas da Floresta Azul
Esta belíssima série é de origem holandesa, no original, “Falbeltjeskrante”, produzida em 1968, com bonecos animados pela técnica “stop motion”. Só há relativamente pouco tempo é que descobri a (quase improvável) origem da série, pois até aí estava inclinado a admitir tratar-se de uma produção da RTP, o que não deixava de ser esquisito pois as referências a ela eram inexistentes.
4/06/2012
Feliz Páscoa !
Desejamos a todos os habituais visitantes do Santa Nostalgia, uma Feliz Páscoa !
A ilustrar, um simples rabisco de nossa autoria.
(clicar para ampliar)
3/20/2012
De novo Primavera
De novo a Primavera! Mesmo com as estações já muito descaracterizadas, devido às mudanças climáticas das últimas décadas, a verdade é que a sua chegada arrasta um simbolismo que não podemos esquecer, que é o do início de um novo ciclo de vida, sobretudo para o mundo vegetal e animal. Mesmo para nós, humanos, é tempo de sentir um novo repuxo na nossa energia e tudo nos parece mais alegre e colorido, mesmo que, na realidade, este país esteja mais cinzento do que nunca e o futuro tenha como cor a negrura.
Se a esperança é verde, então a Primavera anualmente traz-nos sempre essa promessa de renovação, mesmo que, com a falta de chuva, esse verde seja menos viçoso, mais ruço e pálido.
A Primavera é a raínha das flores,
Todas tão lindas e nenhumas iguais.
A Primavera vai e volta sempre,
A mocidade vai e não volta mais.
A ilustrar, acima, uma página do meu livro de leitura da segunda classe.
Tópicos relacionados:
Primavera – Um turbilhão de vida e cor.
Evocando a Primavera
3/14/2012
José Freixo e Donaltim
Hoje veio-me à memória o José Freixo, o ventríloquo, e o seu pato Donaltim.
Por nenhum motivo ou data especiais, mas apenas por calhar.
Desde a sua participação no programa de Fátima Lopes, da SIC, onde aparecia com regularidade, esta clássica dupla do entretenimento perdeu lugar no espaço que o tornou popular, ou seja a televisão.
Da presença no programa da SIC, no princípio de 2009 parece ter sido dispensado dessa colaboração de forma menos clara ou desejada, isto a ter em conta uma capa do então jornal "24 Horas" (já extinto), em que anunciava que "Donaltim Processa Fátima".
Procurando pela Web, as referências a José Freixo e ao seu inseparável pato Donaltim, existindo, não são as mais adequadas a esboçar alguns apontamentos biográficos e de carreira, que certamente deve andar à volta dos 50 anos.
Seja como for, quase toda a malta da minha geração recorda esta dupla que já pelos anos 70, na RTP a preto-e-branco, em programas, natais dos hospitais e outros que tais, aparecia com frequência a entreter plateias. Nessa altura o pato era o Donald sendo posteriormente, pelo vistos, substituído pelo Donaltim.
Pelo que se conseguiu apurar da pesquisa pela Web, José Freixo vai participando com regularidade em espectáculos diversos nomeadamente de cariz de solidariedade e promovidos por associações e colectividades.
É verdade que, parece-me, que este tipo de entretenimento (ventríloquos manejando bonecos) já teve melhores dias, mas nem por isso a dupla José Freixo e o seu pato, Donald ou Donaltim, deixam de fazer parte do imaginário ligado à velhina RTP e por conseguinte da nossa memória colectiva.
3/04/2012
Jaime Graça – 1942-2012
2/28/2012
Futebol 77 – A Grande Selecção – Caderneta de Cromos
Tenho na minha colecção, centenas de diferentes cadernetas de cromos, incluindo as do tema futebol. A maior parte coleccionada no devido tempo, com uma ou outra adquirida fora de prazo. Com tanta colecção, até já equacionei fazer como alguns espertalhões da nossa praça que digitalizam e vendem em DVDs, estes com a agravante de meterem no mesmo saco coisas que receberam de à borla de outros coleccionadores. Mas não! Claro que não! Há mínimos.
Destas muitas cadernetas, existem por conseguinte algumas que são marcantes, por um ou outro motivo, mas desde logo por estarem associadas ao tempo infanto-juvenil. É o caso da colecção “Futebol 77 – A Grande Selecção”.
Trata-se de uma edição da Acrópole, referente à época 76/77. É constituída por 190 cromos (a colar), sendo que na realidade são mais, já que esta colecção tinha, entre outras, uma particularidade especial: é que em plena fase de apuramento para o Campeonato do Mundial de Futebol 78, que teve lugar na Argentina, as páginas centrais destinavam-se à selecção portuguesa de futebol, com a possibilidade do coleccionador fazer a sua própria equipa das quinas, escolhendo os preferidos entre as diversas opções. Por conseguinte, os cromos dos jogadores da selecção não tinham numeração, mas apenas os últimos três (188, 189 e 190), que se referiam ao seleccionador nacional (Pedroto), o treinador (Juca) e o preparador físico (Rodrigues Dias.
Esta formação da equipa nacional traduzia-se num concurso promovido pela própria editora e que se baseava precisamente na possibilidade de cada coleccionador tentar adivinhar qual a formação mais regular durante três dos jogos que Portugal disputaria na fase de apuramento para o Mundial 78, concretamente o Portugal-Polónia, em 16/10/11976, o Portugal – Dinamarca, em 17/11/1976 e o Chipre-Portugal, em 05/12/1976.
Para o efeito, o coleccionador deveria colar os jogadores que entendesse serem os que alinhariam nas referidas partidas e depois de destacar as páginas centrais da caderneta (uma aberração, diga-se), teria que enviar por correio registado para a editora.
Os prémios incluíam, a cinco acertadores da formação inicial, 5 viagens para casais, acompanhando a selecção nacional precisamente a Chipre, à Dinamarca e à Polónia.
Para além da formação, devia-se tentar adivinhar o resultado, o que serviria para casos de desempate. Caso os vencedores fossem mais do que cinco, então haveria lugar a sorteio.
Finalmente ainda outro possível prémio, já que caso a selecção portuguesa ficasse apurada para o Mundial 1978, a caderneta que fosse a mais votada receberia 5$00 por cada uma das cadernetas submetidas a concurso. Portugal, infelizmente, não se apurou e o prémio gorou-se e a editora teve menos essa despesa.
Resta acrescentar que a editora aconselhava os coleccionadores a lerem a sua revista “Panorama Desportivo” onde poderiam acompanhar o dia-a-dia da selecção nacional e com isso ficarem informados sobre as perspectivas de poder acertar no onze.
Para além da questão do concurso, a caderneta tem aspectos muito interessantes, desde a disposição dos jogadores nas páginas, como se ocupassem os seus lugares no terreno de jogo, até à questão dos cromos da selecção nacional. A qualidade gráfica é inconsistente pois oferece excelentes cromos, bons instantâneos em movimento, como também cromos com jogadores quase irreconhecíveis ou em posições pouco ortodoxas (Barros – Benfica, Branco – Boavista, Tito – V.Guimarães, Rui Rodrigues – Ac. de Coimbra, Gilberto-Montijo) ou mesmo em grande estilo (Artur-Benfica, Botelho-Boavista, Luis Horta – Belenenses, Almiro e Abreu -V.Guimarães, Lito e sabú – V. Setúbal, Mário Wilson – Atlético, Celestino – Montijo.
Também de assinalar o facto de muitos jogadores, nomeadamente os da selecção nacional, terem os equipamentos pintados à mão (o que se compreende face aos artesanais meios de edição gráfica da altura). De referir também as equipas do Leixões, Portimonense e Montijo, exibindo-se em campos pelados.
Seja como for, esta “Futebol 77 – A Grande Selecção” é uma caderneta de cromos que nos faz transbordar de recordações e nostalgias.
2/16/2012
Fogões Portugal
Entre o primeiro e o segundo cartazes publicitários aos fogões da Fábrica Portugal, decorrem sensivelmente 30 anos (anos 40 e anos 70).
As informações disponíveis na Web são escassas, pelo que em concreto nada sabemos desta marca, se ainda existe ou mudou.
Sabe-se, sim, que apesar de novas tecnologias associadas aos modernos fogões, ainda continuam populares os modelos mais convencionais, incluindo os fogões a lenha, de que destaco uma marca da minha região, a "Oliveirinha", que de resto é presença habitual na montra de prémios do concurso da RTP "O Preço Certo".
Do mundo dos fogões, é também muito popular e já com uma longa história, a marca Meireles.
Resta dizer que para além da sua função de cozinharem, de cujas fornalhas saem excelentes assados ou bolos (eu que o diga, pelos fogões existentes nas casas de minha mãe e minha sogra), são excelentes para aquecimento, substituindo na perfeição os recuperadores em lareiras ou salamandras.
2/12/2012
Cancioneiro Para a Mocidade
Independentemente das questões ideológicas associadas à sua publicação, é um interessante livro e documento, este “Cancioneiro Para a Mocidade”, contendo hinos e marchas associados à Mocidade Portuguesa, mas também belas canções de cariz popular tradicional.
Alguns dados técnicos da publicação:
AUTOR(ES):
Ribeiro, Mário de Sampaio, 1898-1966, pref.; Mocito, Bolou, compos. graf.; Antunes, José, 1928-, il.; Portugal. Mocidade Portuguesa, patroc.
PUBLICAÇÃO:
Lisboa : Serv. de Publicações da M.P., [D.L. 1962]
DESCR. FÍSICA:
53 p. ; 21 cm
NOTAS:
Cancioneiro patriótico recolhido para ser usado pela Mocidade Portuguesa
Capa e ilustrações de José Antunes. Notação musical de Bolou Mocito
Não foi publicada a 2a parte em separado. Em 1966 é publicado o Cancioneiro para a mocidade: canto colectivo, contendo duas partes. Em 1973 é publicado novamente com seis partes
CONTÉM:
1a parte: Hinos e marchas. 53 p.: il. Letras de Henrique Lopes de Mendonça, Mário beirão, Mário de Sampayo Ribeiro, M. Costa Pereira, António Botto, Mons. Moreira das Neves, Otto Falcão, P.e José Correia da Cunha, Henrique Trindade, Tibúrcio Pereira da Silva e Fialho Rico. Músicas de Alfredo Keil, Rui Correia Leite, Manuel Tino, Mário de Sampayo Ribeiro, Jaime Silva (Barcarena) e Euclides Ribeiro
RESUMO:
«Desde a primeira hora se verificou a necessidade de a Organização Nacional "Mocidade Portuguesa" dispor de Cancioneiro seu [...]. Para tanto se enfeixaram, encabeçadas pelo Hino Nacional e pela Marcha da M.P., doze marchas exortando o amor pátrio, enaltecendo sentimentos nobilitantes ou glosando as próprias actividades» (do prefácio)
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