4/16/2013

Maria Luísa Torres Pires

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A notícia e o acontecimento têm já mais de dois meses mas apesar deste atraso creio que é justo trazer aqui à memória o nome de Maria Luísa Torres Pires, que as notícias anunciaram que faleceu aos 85 anos.

Certamente que esta transmontana será merecedora de outras homenagens e por outros motivos da sua vida profissional ligada ao Ensino, mas pelo que nos toca, por ter sido um dos nomes associados à equipa de autores do meu querido livro de leitura da primeira classe.

Quanto à notícia, com origem na Lusa,, para que se não apague, reproduz-se aqui a partir do Jornal de Notícias.
A pedagoga Maria Luísa Torres Pires, 85 anos, uma das autoras de livros de leitura da instrução primária em Portugal, durante décadas, morreu esta sexta-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse uma familiar à Lusa.
Natural de Grijó de Vale Benfeito, no concelho de Macedo de Cavaleiros,  a pedagoga foi autora, com Francisca Laura Batista e Glória Gusmão Morais,  dos livros de leitura do ensino oficial, a partir de 1967, com ilustrações  Maria Keil e Luís Filipe de Abreu.
Estes livros, inicialmente concebidos para os primeiros anos do ensino  básico, sucederam aos adotados nos anos da ditadura do Estado Novo, nas  décadas de 1930-50, dando corpo a reformas iniciais do ensino, no sentido  de modernização dos conceitos de aprendizagem.
Textos de Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Pessoa ou António Gedeão começaram então a entrar nos manuais escolares. 
O livro da 1ª classe, do qual Maria Luísa Torres Pires foi co-autora,  progredia no sentido da sofisticação da leitura, desde as primeiras letras  até às pequenas histórias protagonizadas por Pedro e Rita.
Um longo excerto de "A árvore", de Sophia de Mello Breyner Andresen,  encerrava o livro de leitura da 2. classe.
Maria Luísa Torres Pires também dirigiu o Instituto Adolfo Coelho, em Lisboa, destinado a crianças do ensino especial.
Lusa

4/08/2013

Um Ano sem Domingos – Série TV


Em 1973 passava na RTP (a preto-e-branco, pois claro), às sextas-feiras, logo a seguir ao almoço,  “Um Ano Sem Domingos”, uma interessante série alemã, no original “Ein Jahr ohne Sonntag”.
Foi realizada em 1970 e contava com 13 episódios de sensivelmente 25 minutos cada.

Grosso modo, como nos diz a imagem abaixo, a série tinha como ponto fulcral a relação de uma jovem mãe, a Sr.ª Ina Sonntag (karin Baal) com os seus dois petizes, Mathias (Florian Halm) e Nicki (Nicky Makulis) e as dificuldades nas relações e aspectos da educação face à ausência do seu marido, o engenheiro Robert Sonntag (Gotz George), encarregado pela construção de uma central nuclear num país estrangeiro.

Confesso que me lembro da série embora o tempo se encarregasse de apagar alguns pormenores. É claro que nessa altura na minha posição de pequeno espectador, colocava-me apenas na posição dos petizes.

Pelas informações agora obtidas, os 13 episódios dividiam-se em duas temporadas (6+7 episódios), sendo que a segunda série  tinha como título “Um ano com Domingo” (“Ein Jahr mit Sonntag”), já com o pai Robert na companhia da esposa e das crianças, e com outro tipo de dificuldades na relação da família, desde logo pela especificidade do emprego do engenheiro Robert. Pessoalmente não tenho memória dessa particularidade quanto ao título.

Na web são poucas as referências relativas a esta série e praticamente, como seria de esperar, quase só em alemão.
Para terminar esta memória, um realce para a curiosidade do trocadilho do título, já que Sonntag traduz-se por Domingo mas é simultaneamente o apelido da família.

4/05/2013

Tele Cabeças – Concurso da revista Tele Semana

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Hoje trazemos à memória a caderneta do concurso Tele Cabeças, promovido pela revista de televisão Tele Semana, no ano de 1976.
Apesar da suas particularidades, podemos entende-la como uma colecção de cromos, de resto num esquema de incentivo à compra e fidelização de leitura da revista seguido por várias publicações, nomeadamente alguns jornais diários.

Antes do lançamento desta colecção, tendo como motivo as figuras populares que então faziam parte da RTP (sobretudo os apresentadores e repórteres), a revista Tele Semana já tinha publicado a rubrica TV Gente, onde semana a semana eram caricaturadas as respectivas figuras da única estação de televisão na época, então pela mão do artista Edmundo Tenreiro. A ideia certamente acabou por dar motivo, poucos anos mais tarde, ao Tele Cabeças, desta feita com as caricaturas desenhadas pelo José Pezarat Correia.
Outra das iniciativas semelhantes da revista Tele Semana é a colecção Motocromos, sobre a qual já falamos.
Para se perceber a dinâmica e objectivos da colecção do Tele Cabeças, bem como do concurso a ela associado, nada melhor que ler a introdução que integrava uma das páginas da caderneta.
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3/25/2013

Bom Jesus do Monte

 

 

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O Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, é daqueles sítios que por si só são sinónimos de passeios de autocarro. Creio que não há aldeia do norte de Portugal, mas não só, que não tenha ido já num qualquer Domingo em excursão ao Bom Jesus do Monte, levando atrás de si os incontornáveis farnéis.
Não fujo à regra e embora não o revisitando há vários anos, tenho de memória pelo menos quatro passeios realizados em diferentes tempos, tanto em criança como em adolescente e já em adulto.

Dos poucos quadros ou gravuras que me lembro de em criança ver pendurados na casa de meus pais, a par do retrato do seu casamento, da Alexandrina de Balsar, do Santuário de Fátima e do Sagrados Coração de Jesus e Maria, lá estava o do Bom Jesus do Monte, o seu escadório e o seu elevador, exactamente igual à da segunda imagem que acima reproduzo.


Se tivéssemos que reunir uma antologia de postais de sítios turísticos emblemáticos e populares deste nosso belo Portugal, o Santuário do Bom Jesus do Monte, e sobretudo o seu sumptuoso escadório, teria que ser presença obrigatória.


Vem esta memória à tona do tempo porque completam-se hoje 131 anos (25 de Março de 1882) sobre a data da inauguração do elevador funicular, outro elemento característico e emblemático do Santuário.

3/22/2013

Sporting Clube de Portugal

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O Sporting Clube de Portugal é indiscutivelmente um dos três grandes clubes portugueses. Infelizmente atravessa no presente graves problemas financeiros agravados pela crise directiva e desportiva e todos estes factores estão obviamente interligados e por isso cada um por si determinante sobre os demais.

Será já neste Sábado, 23 de Março, que o clube vai a votos com três listas concorrentes.

Não sou sportinguista, mas paradoxalmente sou um benfiquista que gosta do Sporting, pelo que desejo com sinceridade que o clube e a sua equipa de futebol retomem rapida e sustentavelmente o sucesso porque fazem falta ao panorama desportivo, futebolista e social do país.

Abaixo publico uma foto da excelente equipa leonina da época 78/79. Recorde-se que nesta época o clube de Alvalade ficou-se pelo 3º lugar atrás do FC Porto (1º) e Benfica (2º).  Contudo viria a ser campeão na época seguinte (79/80), seguindo-se-lhes o FC do Porto em 2º e o Benfica em 3º.

Em baixo, uma equipa do Sporting da época 77/78 (3º lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão), extraída de uma colecção de cromos de caramelos, a Ballstar´s, da Sorcácius, com um interessante esquema de cromos que misturavam a fotografia (rostos) com o desenho (corpos).

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3/10/2013

3/06/2013

Descubra as diferenças

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O jogo “Descubra as Diferenças”, a par das Palavras Cruzadas, será porventura dos passatempos mais conhecidos e populares. Mesmo hoje em dia, apesar  dos jogos atingirem um elevado nível de sofisticação nas plataformas informáticas/electrónicas, continua ainda a fazer parte de muitos jornais e revistas, o suporte onde se popularizou e continua a ter apreciadores que não resistem à sua simplicidade. Mesmo no mundo da internet, encontram-se facilmente sítios onde é possível jogar online.

O objectivo deste passatempo é por demais conhecido que dispensa grandes explicações: Basicamente consiste em dois desenhos aparentemente iguais, publicados lado-a-lado, mas que entre si têm subtis e imperceptíveis diferenças.  Claro está que o objectivo passa por descobrir e anotar as respectivas diferenças.
Abaixo, dois exemplos (já solucionados), publicados nos anos 70 na saudosa revista de televisão “Tele Semana”.

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1/23/2013

D. Nuno Álvares Pereira

 

 

Passam hoje 95 anos (23 de Janeiro de 1918) sobre a beatificação de D. Nuno Álvares Pereira, uma das mais emblemáticas figuras da História de Portugal, imortalizada sobretudo pelo seu papel na Batalha de Aljubarrota - 14 de Agosto de 1385 - e no então processo de independência face a Castela.


A beatificação foi concedida pelo Papa Bento XV. A canonização ocorreu em 2009 pelo Papa Bento XVI, no que não deixa de ser uma situação curiosa quanto ao nome do Papa e sua numeração.

A relembrar esta ímpar figura da nossa memória colectiva, duas páginas do meu livro de História de Portugal, da 4ª classe.

 

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12/21/2012

Feliz e Santo Natal 2012

 A acompanhar os votos de um Santo e Feliz Natal 2012 aos nossos habituais visitantes e amigos, um belo postal de Mily Possoz, que entre muitos e belos trabalhos, ilustrou um dos emblemáticos livros do nosso ensino primário dos anos 50, o livro de leitura da segunda classe.

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(clicar na imagem para ampliar)

12/10/2012

Declaração Universal dos Direitos Humanos

 

 

declaracao universal direitos humanos

Passam hoje 64 anos sobre a instituição pela ONU (Organização das Nações Unidas) da Declaração Universal dos Direitos Humanos (10 de Dezembro de 1948).

Apesar de estar já na idade sénior, um pouco por todo o mundo continua o desrespeito e a fazer-se tábua rasa deste importante documento e princípio civilizacional, mesmo por parte das nações ditas ocidentais e civilizadas. Em muitos aspectos serve apenas para realçar a hipocrisia e os jogos de conveniência das nações que detêm o poder.

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