5/24/2013

Ídolos dos Clubes 63/64 – Carsel – Caderneta de cromos de caramelos

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de futebol "Ídolos dos Clubes", referente à época 63/64, uma das raras edições da Carsel.

Trata-se de uma caderneta que segue o esquema de muitas outras da época, com 11 cromos/jogadores por página e por equipa.
Os cromos representam as fotografias dos jogadores a meio-corpo sobre o emblema do clube.
A colecção é composta por 209 cromos representando 18 clubes e a Selecção Nacional. Sendo que está referenciada à época 63/64, significa que para além dos 14 clubes que faziam parte do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, bem como da Selecção Nacional, estão representados mais 4 clubes da Segunda Divisão, nomeadamente o Atlético Marinhense, da Zona Norte e o Farense, Desportivo de Beja e Leões de Santarém, da Zona Sul. Nesse época o vencedor da Segunda Divisão Foi o S.C. Braga (primeiro classificado da Zona Norte) que no apuramento do campeão venceu por 2-1 o Torreense (primeiro classificado da Zona Sul).
Equipas da Primeira Divisão: Benfica, Sporting, F.C. Porto, Belenenses, Vitória de Guimarães, Leixões, Académica de Coimbra, Lusitano de Évora, Olhanense, Vitória de Setúbal, G.D. da CUF, Barreirense, Seixal e Varzim.
Como seria de esperar, a colecção oferecia vários prémios e brindes incluindo uma bicicleta para homem ou senhora, contra a entrega da cadernete completa.

A Carsel, de Carvalho & Sobrinho, L.da, tinha a particularidade de estar implantada em Rossio ao Sul do Tejo - Abrantes - Ribatejo, no que era estranha à localização das principais casas da época que produziam cromos quase todas de Lisboa ou Porto.
Esta empresa, como outras ligadas à edição de cromos como brindes em rebuçados de caramelo, estava ligada à produção de confeitarias,  rebuçados e também a torrefação de cafés e ainda aos célebres jogos-brindes popularmente conhecidos como "cartazes de furos" ou "furinhos" que enfeitavam tentadoramente as nossas mercearias ou quiosques das vilas e aldeias.


São poucas e raras as edições de cromos de caramelos da Carsel pelo que naturalmente são valiosas no círculo de coleccionadores dos cromos.

idolos clubes carsel capa

idolos clubes carsel cromo

idolos clubes carsel folha

5/23/2013

Reconhecimento do Reino de Portugal

 

Passam hoje 834 anos (23 de Maio de 1179) sobre a bula papal Manifestis Probatum passada pelo Papa Alexandre III pela qual reconhece Portugal como reino independente e D. Afonso Henriques como seu legítimo rei.

d. afonso henriques

Manifestis_Probatum

A bula papal Manifestis Probatum

5/18/2013

Os Robinsons Suiços – Série TV

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Já tivemos a oportunidade de falar aqui sobre o livro de R. Wyss, “A família do Robinson Suiço”. A este propósito trazemos hoje à memória a série de televisão “Os Robinsons Suiços” (no original “The Swiss Family Robinson”),  baseada no mesmo livro, composta por 26 episódios de 30 minutos cada, produzida entre 1973/75 pela estação canadiana CTV e pela inglesa  ITV. Apenas foi realizada uma temporada porque entretanto, em 1975, a ABC dos Estados Unidos pegou no tema para também produzir uma série (The Adventures Of Swiss Family Robinson), o que veio dificultar a comercialização da versão canadiana naquele mercado.  Na RTP passava no início de 1976, às quartas-feiras, logo a seguir ao Telejornal 1.

Como se poderá verificar, este tema baseado no livro, deu “pano para muitas mangas”, ou seja, tem sido motivo para várias versões e formatos e em diferentes tempos, numa prova de que as séries de aventuras sempre foram populares porque despertam a nossa imaginação, sobretudo dos mais novos, bem como reacendem o espírito aventureiro à volta de viagens marítimas, ilhas desertas, espírito de luta e  sobrevivência, união e camaradagem. De tudo isto nos fala esta interessante série bem como todos os sucedâneos da obra de R. Wyss.

Elenco:

Diana Leblanc como Elizabeth Robinson (mãe)
Chris Wiggins como Johann Robinson (Pai)
Michael Duhig como Ernest Robinson
Ricky O'Neill como Franz Robinson
Heather Graham como Marie Robinson

 

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Versão em animação


5/16/2013

George – Série TV


Em 1973 passava na RTP a simpática série televisiva "George", uma co-produção das televisões suíça e canadiana, de 1972/1973.

A série, baseada no filme homónimo, de 1971, tinha como cenário as belas paisagens dos Alpes suíços e girava em torno das aventuras de um bonacheirão cão da raça S. Bernardo e seu dono, Jim ( Marshall Thompson - conhecido pela sua interpretação em "Daktari", outra popular série dos anos 60), o pequeno órfão Freddie (Volker Stewart) e outras personagens.

Foram produzidos 26 episódios de cerca de 25 minutos cada. Em 1973 a série era exibida na RTP às sextas-feiras logo a seguir ao almoço.
Cast:
Marshall Thompson - Jim
Trudy Young - Helga
Erna Sellmer - Frau Gerber
Volker Stewart - Freddie
george sn1

george sn2

5/14/2013

António Mourão - “Oh tempo volta p´ra trás”

 

antonio mourao fadista fado

Das minhas muitas memórias ligadas ao mundo das canções e dos cantores em Portugal, António Mourão surge como um nome incontornável, desde logo, mas não só, pelo inesquecível tema " Oh tempo volta p´ra trás", cujo refrão ainda hoje é facilmente cantarolado até mesmo por malta de gerações mais novas.


António Mourão, é o nome artístico de António Manuel Dias Pequerrucho, nascido no Montijo no ano de 1936, portanto a caminho dos 80 anos. Principiou a sua carreira de fadista no ano de 1964 e o seu grande e emblemático êxito, que atrás referimos, aconteceu em 1965, interpretado durante a revista "E viva o velho" no Teatro Maria Vitória.
Teve uma carreira bastante popular, recheada de temas que se tornaram êxitos nacionais e que andaram de boca-em-boca, como o já falado "Oh tempo volta p´ra trás", mas também "Os Teus Olhos Negros, Negros", "Chiquita Morena", esta particularmente do gosto do meu saudoso pai, "Oh Vida dá-me outra vida", "Fado do Cacilheiro" ou "Varina da Madragoa".
Ainda tenho presente a sua característica voz a saír do velho gira-discos do meu tio quando no princípio dos anos 70 visitava a casa de meus avôs maternos e em pleno terraço da casa montava ali a aparelhagem oferecendo música a todo o lugar, no que então era uma quase novidade.

antonio mourao Chiquita Morena

antonio mourao cuca gaio

antonio mourao fadista nova vaga

antonio mourao fado

antonio mourao mao em mao

antonio mourao o fadista da nova vaga

antonio mourao sou campino

Fonte: Link

Youtube

4/25/2013

25 de Abril de 1974 – 39 anos

 

À passagem dos 39 anos sobre a data da revolução do 25 de Abril de 1974, trazemos aqui à memória uma das capas da emblemática revista dessa época, a “Gaiola Aberta”, com o inconfundível traço e humor do José Vilhena e que lembrava precisamente o primeiro aniversário da “revolução dos cravos”.

Na capa, algumas das figuras mais marcantes desse período da nossa História contemporânea, como Álvaro Cunhal, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Mário Soares, Melo Antunes e Magalhães Mota. A figura de trás, à direita, será o José Manuel Tengarrinha?

 gaiola aberta 25 abril

4/18/2013

Adelino Amaro da Costa

 Fosse vivo e Adelino Amaro da Costa (Algés, 18 de Abril de 1943 — Camarate, 4 de Dezembro de 1980)  faria hoje 70 anos de idade.

Quiz o destino e um qualquer assassino (por conta própria ou a mando de outros – dizem que da CIA) que o então ministro da Defesa morresse permatura e tragicamente no conhecido atentado de Camarate, em 4 de Dezembro de 1980, em que também sucumbiu o grande político, Francisco Sá Carneiro, então primeiro-ministro de Portugal.
Nesse atentado, logo após descolar para uma viagem em direcção ao Porto, despenhou-se o avião ligeiro Cessna na sequência de uma explosão no seu interior. Morreram ainda, para além dos dois tripulantes, Maria Pires, esposa de Amaro da Costa, Snu Abecassis, companheira de Sá Carneiro e ainda António Patrício Gouveia, chefe do gabinete do primeiro-ministro. Foram, pois, sete as vítimas deste atentado que muitos teimam defender como tendo sido apenas um infeliz acidente.
Para recordar a data e a figura de Adelino Amaro da Costa, deixamos aqui um cromo da caderneta Figuras & Figurões, com estilo de caricatura.

adelino amaro da costa

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