7/24/2013

Gelados “Olá” – …e a vida sorri!

 

Acredito que a “Olá”, marca de gelados, será seguramente uma das mais conhecidas (e saborosas) em Portugal e por conseguinte corresponde a um produto que nas variadas formas e sabores tem uma popular correspondência nas vendas. Em face disso, segundo dados reclamados pela empresa, esta detém pelo menos dois terços do mercado de  gelados em Portugal. A restante cota pertencerá sobretudo à Nestlé, que iniciou a sua venda em Portugal em 1988 através da sua marca Camy (agora Gelados Nestlé), à espanhola Menorquina, mas também à Globo, uma marca exclusivamente portuguesa e que remonta a 1936 (leia a História da Globo). Pena que a Globo, que tem excelentes gelados, tenha, pelo menos em determinada altura, seguido por uma estratégia de “quase imitação” dos gelados da “Olá”, tanto na forma como  nome (alguns com fonéticas semelhantes), em vez de se afirmar pela personalidade e inovação próprias. Felizmente parece que tem invertido, de forma positiva, esta situação.

A Fábrica de Gelados Olá nasce em 1959 a partir da compra da fábrica Esquimó de Ferreira & Trancosom pela joint-venture da Jerónimo Martins com a Unilever. A predominância do mercado foi conseguida a partir de 1970 altura em que foi adquirida a principal concorrente e uma das mais populares marcas de gelado do nosso país desses tempos, a Rajá. Ficou assim, estabelecida pela via do desaparecimento da concorrência, a liderança no mercado por parte da “Olá”.

Convém referir que em POrtugal  apenas em 1958 foi produzida legislação que passava a regulamentar o fabrico e venda de gelados. Até então, não havia regras e eram muitos os fabricantes, mas a larga maioria de forma artesanal e com expressão familiar e local. A Esquimó e a Rajá em Lisboa e a Globo no Porto seriam porventura as marcas mais expressivas.

A “Olá” ficou integrada na internacionalização da Unilever, pelo que muitos dos aspectos de fabrico e comercialização se tornaram globais, embora em cada país seja adoptado um nome específico bem como há formatos e sabores adaptados aos hábitos e gostos de cada um dos mercados. No caso de Portugal temos então a “Olá”, na Espanha, a “Frigo”, na França a “Miko”, na Itália, Grécia, Roménia, Rússia, Eslováquia, Hungria e Turquia a “Algida”, no Brasil a “Kibon”, na Suíça a “Lusso”, na Alemanha a “Langnese”, na Inglaterra a “Wall´s” e nos Estados Unidos a “Good Humor”, entre outras variantes mais. Curiosamente, há referência de que a “Olá” seja uma marca partilhada igualmente em países como a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e África do Sul.

Na década de 1990 foi lançado o logótipo com formato de coração que pretendeu globalizar a imagem do produto. O logotipo orginal português foi perdendo notoriedade.

Ao longo dos tempos foram sendo produzidos formatos e sabores que acabaram por ficar na nossa memória colectiva. Alguns ficaram pelo caminho e outros mantêm-se como ícones, nomeadamente o “cornetto”, tanto na variedade de morango como de chocolate. Todos os anos são lançados novos gelados e até algumas reedições, havendo até petições públicas para o seu regresso. Alguns dos nomes mais conhecidos da “Olá” no nosso mercado, incluindo alguns que já não se fabricam: Cornetto, Magnun, Solero, Fizz, Upa-Upa, Super-Maxi, Epá, Perna de Pau, Krisspi, Crok, Rol, Feast, Big Milk, Calippo, Tigre, e Popsi.

Uma fatia importante do mercado da “Olá” são os gelados de mesa, também apresentados em muitos dos nossos restaurantes como sobremesa da casa. Aqui o destaque vai para os sofisticados Vienetta e Carte D´Or.

A fábrica de gelados “Olá”, localiza-se em Santa Iria de Azóia e para além de fabricar para o mercado nacional, produz os gelados exclusivos do grupo Unilever para vários países estrangeiros, sobretudo para a Europa.

Da venda de gelados no nosso país, ficaram famosos os brindes, tanto da “Olá” como da “Rajá”. Brinquedos, bonecos  e até cromos, foram sempre uma forma de cativar os consumidores mais novos, as crianças (como se fora preciso).

Por toda a sua História mas sobretudo por si próprios, enquanto produto sempre apetecível, nomeadamente em dias quentes de Verão, os gelados “Olá” e a respectiva marca tornaram-se elementos que fazem parte do nosso quotidiano, mesmo durante todo o ano, como pretendem as acções de marketing,  bem como das nossas mais refrescantes memórias colectivas que reportam para uma qualquer praia e um gelado de gelo de laranja ou ananás, como os vários da Rajá que, pessoalmente em criança, me deliciaram algures nas praias de Espinho e Furadouro. ….E a vida sorri!

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- Sítios: Clube Olá; Unilever-Olá; Olá.pt

7/23/2013

Amália Rodrigues

 

Fosse viva, Amália Rodrigues (Lisboa 23 de Julho de 1920 - Lisboa 6 de Outubro de 1999) estaria hoje de parabéns; completaria 93 anos. Todavia, sabe-se que sendo 23 de Julho (de 1920) a data de nascimento que consta no registo civil, Amália terá escolhido o dia 1 de Julho como dia de celebrar o seu nascimento. A este propósito, diz-se que ela terá explicado na sua biografia: "Não sei o dia em que nasci, nem eu nem ninguém da minha família! A minha avó dizia que nasci no tempo das cerejas; Ora o tempo das cerejas vai de Maio a Julho! Por isso, escolhi o dia 1 de Julho para fazer anos!"

A possível explicação para esta curiosa questão da data, para além da versão poética de Amália, é que, no que era um hábito, ou desleixo, na época, frequentemente a data de nascimento era registada por conveniência, para os pais evitarem o pagamento da multa a que se sujeitavem pelo atraso no assento no registo civil. Com a pouca importância dada então ao dia da vinda ao mundo de um filho, seria muito natural esquecer ou omitir  tal data e determinar a mais conveniente. Conheço na minha família alguns casos semelhantes.


Quanto ao esencial, Amália Rodrigues será porventura uma das figuras mais emblemáticas da cultura popular portuguesa, do século passado, desde logo pela sua relação com o fado, também ele um dos nossos maiores ícones, mas também porque nesse papel, soube, como ninguém, expressar a nossa alma lusitana e de uma forma que extravasou as nossas reduzidas fronteiras, tornando-se por isso uma embaixadora, um elo de ligação com a diáspora portuguesa.


Desde muito pequeno que aprendi o nome de Amália, a fadista,  mencionado pelos mais velhos como um referencial nacional, porventura só igualada por Eusébio (embora este mais conhecido pelos homens). O povo da aldeia mais recôndita podia não conhecer qualquer outro(a) fadista mas conhecia Amália e conhecia as suas canções, os seus fados, que com frequência emanavam expressivos do pequeno transistor a pilhas, do cimo de uma rústica prateleira ao lado de um galo de Barcelos ou de uma andorinha de barro pendurada na parede de cal.

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7/22/2013

McCloud – Série TV

 

Em 1974 a RTP exibia às segundas-feiras, por volta das 22:00 horas, a série "McCloud". De origem norte-america, foi produzida de 1970 a 1977. Teve um total de 46 episódios, sendo que com durações diferentes (20 episódios com 120 minutos cada, 19 com 90 minutos e 6 com 60 minutos). Desconheço se em Portugal a série foi exibida na totalidade, mas presume-se que sim.


A série, de género policial, girava em torno da carismática figura de Sam McCloud (interpretado por Dennis Weaver), um sheriff durão do Novo México, com estilo de cowboy, até pela sua indumentária, que é chamado a trabalhar em Nova Iorque. Os diferentes estilos de personalidade entre McCloud e os seus colegas e superiores, bem como os diferentes contrastes entre o anterior mundo da sua acção e a nova realidade da grande metrópole, resultavam muitas vezes em intervenções pouco ortodoxas comparativamente aos métodos citadinos e eram condimentos base da trama da série. O genérico de entrada da série, em que McCloud galopa a cavalo nas ruas de Nova Iorque, qual cowboy nos trilhos do oeste, é ilucidativo do estilo a série e do personagem.

“McCloud”, juntamente com “Columbo” e “McMillan & Wife", eram séries faziam parte de uma rubrica semanal da NBC denominada The NBC Mystery Movie, em que eram exibidas de forma alternadas.

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7/20/2013

Marbert – Cosmética solar

 

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Estamos em pleno Verão, tempo de praia, de exposição solar, pelo que vem a propósito este (arrojado) cartaz publicitário do ano de 1984, relativo ao MARBERT, protector solar.
Esta marca foi fundada em Dusseldorf, na Alemanha, no ano de 1936, por Margarethe Sendler, maquiadora e pela médica Bertha Roeber.
Em 1968, a marca passou a fazer parte do grupo químico-farmacêutico Hoechst. Como a vida empresarial é dinâmica, por sua vez a Hoechst conheceu a fusão com a Rhône-Poulenc que a partir de 1999 passou a ser designada de Aventis. Esta foi posteriormente, em 2004,  fundida com a Sanofi-Synthélabo, tornando-se subsidiária do grupo farmacêutico Sanofi-Aventis.

7/19/2013

Tour de France

 

Passam hoje (19 de Julho) 100 anos sobre a conclusão, com chegada a Paris, no Parque dos Príncipes, da 1ª volta a França em Bicicleta, conhecida como "Tour de France", cujo primeiro vencedor foi o francês Maurice Garin.
A prova que está actualmente a decorrer, na sua terceira e última semana, (disputou-se ontem uma das míticas etapas com chegada ao Alpe D´Huez) corresponde à sua edição centenária. A prova conheceu interrupções durante a 1ª e 2ª guerras mundiais (1915-1918 e 1940-1946).


No panorama do ciclismo internacional, o Tour é sem sombra de dúvidas a prova raínha, aquela que mais atenções atrai e que reúne a nata dos ciclistas profissionais. Apesar de alguns recentes casos de doping, como o de Lance Armstrong, a prova continua a merecer o seu estatuto.  Normalmente disputa-se no mês de Julho, seguindo-se ao Giro de Itália e antes da Vuelta a Espanha, estas consideradas imediatamente a seguir como as duas outras grandes e importantes provas por etapas.


O ciclismo português, mesmo sem grande notoriedade (com a sua prova raínha a perder importância de ano para ano e com os principais nomes do ciclismo nacional a militarem em equipas estrangeiras), está ligado a esta competição e nela se destacam alguns nomes, desde logo o do popular e saudoso Joaquim Agostinho o qual conta com 13 participações e 5 vitórias em etapas, para além de dois lugares no pódium (3º) em 1978 e 1979 e por outras tantas vezes em 5º lugar (1971 e 1980).
A seguir ao ciclista de Torres Vedras, destaca-se Acácio Silva, com 7 participações, em que venceu três etapas, em 1987, 1988 e 1989, sendo que neste último ano chegou a envergar a camisola amarela por cinco dias.


Outros ciclistas lusitanos  deixaram o seu nome ligado ao Tour de France, como Alves Barbosa, o mais antigo participante, com um 10º lugar no ano de 1956, Paulo Ferreira em 1984, em que venceu uma etapa, José Azevedo em 2004, com um 5º lugar na classificação final e Sérgio Paulinho, em 2010, também um inesperado vencedor de uma etapa. O nome mais recente, é o de Rui Costa que nesta edição centenária, ao serviço da equipa espanhola Movistar, venceu há dias uma etapa, chegando isolado à meta e hoje repetiu a dose vencendo a ante-penúltima etapa. Todavia, em termos de classificação geral, dizem os entendidos que está uns furos abaixo das expectativas que reunia depois da vitória geral na recente Volta à Suiça. Mas vencer duas etapas na centésima edição ( a duas do final da prova), é um feito de prestígio.

Ao longo dos anos vários outros ciclistas portugueses marcaram presença na prova francesa mas sem qualquer registo de vitórias, nomeadamente o conhecido Marco Chagas (vencedor de 4 edições da Volta a Portugal – 1982, 1983, 1985 e 1986), Fernando Mendes, José Martins, entre outros.

Seja como for, o Tour de France, pelo seu prestígio e História, é uma das provas desportivas mais emblemáticas do planeta e agarrada a ela traz sempre inúmeras memórias e grandes nomes, sobretudo os grandes vencedores como o francês Jacques Anquetil, rei dos anos 60, com 4 vitórias, o belga Eddy Merckx, que dominou de 1969 a 1974 (5 vitórias), o francês  Bernard Hinault (5 vitórias), o espanhol Miguel Indurain, com 5 vitórias consecutivas (1991 a 1995) e o norte-americano Lance Armstrong (7 vitórias consecutivas de 1999 a 2005, embora as várias vitórias lhe tivessem sido retiradas pelo escandaloso e confesso caso de doping e finalmente o espanhol Alberto Contador, vencedor em 2007, 2009 e 2010 e que neste ano de 2011 encontra-se à data na 2ª posição, ainda com pretensões ao título, depois de ter sido afastado da última edição por caso de doping que lhe valeu a subtracção da sua anterior vitória em detrimento do luxemburguês Andy Schleck.

Actualização: 21/07/2013: A prova terminou com Christopher Froome, da Sky, como vencedor da geral. Ver quadro da classificação abaixo (clicar para ampliar):

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Sítio oficial do Tour de France

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Joaquim Agostinho, um dos ciclistas portugueses com maior relevância no Tour de France.

7/18/2013

Lander – Uma longa frescura natural

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Voltamos às memórias do desodorizante stick Lander. Aqui num cartaz publicitário do princípio dos anos 80, mas poderia ser de ontem pois este produto continua aí para as curvas (e para as axilas), disponível nas prateleiras de qualquer superfície comercial, com as mesmas características, incluindo a embalagem de vidro. O rótulo continua o mesmo, quase inalterado.
Pelos vistos, tal como no futebol, em equipa vencedora não se mexe, pelo que o Lander continua igual a si próprio volvidos todos estes anos.

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7/17/2013

Margarina Apetite – Apetite mais saboroso

 

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Cartaz publicitário à margarina APETITE, do princípio dos anos 80. Utilizada e recomenda pela chefe D. Maria Assunção.

Não consegui obter referências sobre esta marca pelo que, desconhecendo se ainda existe (não me recordo de a ver à venda)  poderá ter sido apenas uma efêmera concorrente da conhecida margarina Vaqueiro, essa sim, popular e com história.

7/15/2013

Cerveja Cuca – É hora de uma Cuca

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Cartaz publicitário à cerveja Cuca. É dos anos 60 e lembra-nos os tempos em que por cá tínhamos a companhia da Cuca a suavizar os dias quentes de Verão.

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7/11/2013

Tuink e Sunsilk- Shampoo

shampoo tuink

Cartaz publicitário dos anos 70 do shampoo Tuink. Infelizmente, não consegui encontrar quaisquer referências a este produto e a esta marca.

Como seria de esperar, é anunciado como “…especialmente estudado para restituir ao seu cabelo o encantador brilho natural”. Ainda pelo anúncio ficamos a saber que o frasco familiar custava 20$00 e as unidoses, 2$00. Interessante porque de facto nessa altura estava em moda as unidoses, vendidas numa espécie de bisnaga, como nos mostra precisamente o segundo cartaz da mesma época, em baixo, do shampoo Sunsilk, esse sim, já aqui por nós referenciado.

shampoo sunsilk unidoses

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