11/04/2013

Auferma – Instrumentos musicais Bontempi

 

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- Cartaz publicitário de 1984

 

A AUFERMA, de Augusto Ferreira Machado, é uma empresa criada em 1956 e que ainda existe embora já desmultiplicada em várias empresas que por sua vez abrangem diversos e diferentes sectores, desde o imobiliário à agro-pecuária, relógios, electrónica e electrodomésticos, continuando a importar e a representar marcas de prestígio como a Grundig e a Sharp.

No cartaz acima, anunciava-se os instrumentos musicais Bontempi, importados de Itália. A Bontempi mantém-se como sinónimo de instrumentos para crianças e cujo grupo engloba as marcas de pianos e órgãos electrónicos Farfisa e a marca de brinquedos para bébés e crianças, a Bontoys.

11/01/2013

Livros escolares do ensino primário - Ex-Ultramar

 

Para todos aqueles, e foram muitos concerteza,  que frequentaram a escola primária nas ex-colónias ultramarinas, sobretudo em Angola e Moçambique, no sítio Memórias d´África e d´Oriente, da Fundação Portugal-África, num projecto desenvolvido pela Universidade de Aveiro, podem matar saudades e rever alguns dos manuais escolares então usados. São vários os exemplares disponíveis.

Como se compreenderá, são diferentes dos usados em Portugal, sobretudo porque neles são introduzidos temas relacionados à cultura, geografia, fauna e flora de cada país para além de tanto os textos como as ilustrações conterem a apologia da irmandade e igualdade entre negros e brancos.

Para além da secção dos livros escolares do ensino primário, o sítio dispõe de uma vasta biblioteca de documentos digitais. Um verdadeiro manancial de cultura ao dispor de todos.

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10/31/2013

Praxes: Integração ou exercício de idiotas?

 

Porque concordo a 101%, tomo a liberdade de transcrever, do jornal “A Ordem”  um artigo do conhecido Dr. Daniel Serrão acerca do despropósito de certas praxes académicas que envergonham e não dignificam quem as executa e defende.

 

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Tenho 86 anos e não gosto de fazer figura de Velho do Restelo ou de velho caturra. Mas esta questão das praxes académicas tira-me do sério. Vivo próximo de um Instituto Superior e escrevo este texto ouvindo uma gritaria que sai do espaço do Instituto desde há mais de duas horas. Estive a ver o que se passava e vi: um grupo de 30 ou mais jovens, vestidos com uma roupa ridícula, enquadrados por outros jovens de capa e batina que os comandavam como se fossem as ovelhas de um rebanho e os obrigavam a gritar, proferindo frases, elas também ridículas, e, por vezes, obscenas. Nos tempos de modernidade que são os nossos, não consigo deixar de olhar para estas manifestações como verdadeiramente pirosas...

Quero dizer com isto que sou contra o que chamam praxe? De forma nenhuma. Sou absolutamente a favor de que os jovens que chegam pela primeira vez ao Ensino Superior sejam recebidos pelos estudantes mais velhos, com rituais de acolhimento e integração na nova casa onde irão viver e aprender durante 5 ou 6 anos. Acolhidos com brutalidades e boçalidades que até já ocasionaram risco de vida? Com humilhações que põem a nu a falta de carácter dos estudantes mais velhos? Com atitudes ridículas que dão uma imagem falsa do que é a dignidade do Ensino Superior? Com tudo isto a durar meses no início e mais meses próximo do final do ano lectivo? Claramente que não.

A integração só se consegue com atitudes de simpatia, que podem ser espirituosas mas nunca violentas e boçais. E que serão eficazes e intensas durante uma semana; mas que se tornam numa rotina sem qualquer valor quando se arrastam ao longo do ano. O jovem que chega ao Ensino Superior, politécnico ou universitário, traz uma imagem de um espaço e um tempo em que irá ascender a um nível superior de conhecimento e a uma preparação rigorosa para obter capacidades profissionais de grande responsabi1idade — vai ser médico, engenheiro, enfermeiro, economista, etc. E esta imagem que os novos esperam receber dos mais velhos, dos que já estão a meio caminho do seu percurso e que bem os podem ajudar a integrarem-se e a terem sucesso escolar. Uma semana com múltiplas actividades, preparadas com inteligência e sentido de responsabilidade pelos estudantes mais velhos, bastará para que o objectivo da integração amigável dos novos seja bem conseguido.

Não tem que ser formal. Deve ser descontraída, alegre e muito comunicativa, ocupando todo o dia e as noites com programas variados pensados e estruturados apenas pelos estudantes. Mas uma semana é suficiente.

Mas o que é que vejo, aqui, ao redor da minha casa? E que pode ser visto em outras partes da nossa Cidade do Porto: Bandos de jovens dominados e colocados em atitudes de humilhação por uns seres que se ju1gam superiores, por estarem vestidos com uma capa de estudante — que deverá ser vista como um sinal de qualidade e não de poder — que revelam toda a sua falta de carácter e de respeito pela autonomia e liberdade dos novos alunos; como se entrarem para a Universidade fosse uma situação da perda dos direitos de cidadania, às mãos dos ditos estudantes "doutores" que se comportam como energúmenos boçais e ignorantes.

Assisti, em plena rua, a um desses ditos "doutores" forçar uma jovem "caloira" a repetir frases com palavrões abjectos de cariz sexual. Ao fazê-lo o dito "doutor" apenas exprimia os seus complexos freudianos em relação à sexualidade pessoal mal assumida. Era digno de pena, embora o seu comportamento fosse de grande indignidade.

Tem de se encontrar uma solução boa. Que deverá partir dos próprios estudantes que, em vez de se vingarem, no ano seguinte, sobre os mais novos, do que sofreram, compreendam que há que romper com esta má tradição e encontrar práticas de acolhimento e integração que sejam dignas e exaltantes.

Não é cobrindo uma jovem com bosta de vaca que se acolhe uma colega que tem todo o direito a ser respeitada como pessoa humana.

 

Daniel Serrão

10/30/2013

Candy Candy – Um vale de lágrimas

 

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"Candy, Candy", é uma das míticas séries de animação japonesa, produzida entre 1975 e 1979 e que em Portugal, na RTP, foi exibida parcialmente entre os anos de 1983 e 1984.

Dos 115 episódios originais, no nosso país  terão sido passados pouco mais de meia centena, já que a série foi retirada da grelha de programação, ao que parece por uma justificação de que estava a causar impactos indesejados junto do público alvo, adolescentes e pré-adolescentes, raparigas na sua maioria, por alegadamente transmitir uma carga de violência e pressão psicológicas negativas, que na série era vítima constante a figura principal.

Este será um dos poucos casos conhecidos na televisão portuguesa de auto-censura por parte de um canal. Infelizmente hoje em dias somos autenticamente torturados com realitys-shows e outras badalhoquices do entertenimento dos nossos canais, como o constante apelo ao “ligue ligue”” e  não há quem se queixe ou quem faça auto-censura. Pelo contrário, a maioria parece gostar e consumir e o resultado, de forma maciça e constante, é mais do mesmo.

O argumento de "Candy Candy" girava à volta da vida de Candice White Ardlay, uma menina orfã, abandonada, com alguns bons amigos mas também com um grupo de pessoas más que de forma quase sistemática lhe faziam a vida difícil e a maltratavam psicológicamente, pelo que frequentemente cada episódio era uma sessão de choro e tristeza para os fãs da série. Ainda por cima, devido à suspensão, sem o “happy end” que seria a recompensa final por tanta dor e sofrimento. Deste modo, para milhares de adolescentes, “Candy Candy” deixou marcas profundas até porque nunca foi resolvida emocionalmente.

Apesar do registo de telenovela mexicana e do seu final precoce, a série foi um êxito e isso reflectia-se em toda a panóplia de produtos de merchandising, como é o exemplo da colecção de 165  cromos (imagem acima) editada em 1984 pela profícua Disvenda.

A série, como muitas outras do género e do universo do manga japonês, foi marcante para todos os adolescentes da década de 80 e hoje em dias poucos são aqueles que dela não se recordam.

“Candy Candy” está bem referenciada na web pelo que é fácil obter mais pormenores, nomeadamente a sinopse da história, bem como até ver alguns episódios no Youtube, mesmo que em espanhol.

10/29/2013

Jacinto João – Jota Jota

 

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Plantel: Em cima da esquerda para a direita:
Pedroto(treinador), Rebelo, Vaz, Cardoso, Pedro, Carriço, Correia, José Mendes e Joaquim Torres
Em baixo da esquerda para a direita: José Maria, Arcanjo, Arnaldo, Octávio, Victor Baptista, Wagner, Guerreiro, Jacinto João.


Passam hoje 9 anos sobre o prematuro falecimento de Jacinto João (Luanda, 25 de Janeiro de 1944 — Setúbal, 29 de Outubro de 2004), um dos mais conhecidos jogadores de futebol do Vitória de Setúbal, popularizado como o JJ (jota jota). 

Das muitas colecções de cromos do final da década de 60 e quase toda a década de 70 o Jacinto João era cromo quase obrigatório. Abaixo reproduzo alguns.

Quase toda a sua carreira de futebolista passou-a no clube sadino, desde a época de 65/66, até 78/79, com um curto intervalo quando na época de 75/76 teve uma experiência no futebol brasileiro ao serviço da Portuguesa de Desportos. Curiosamente, em 1963 passou pelo S.L. Benfica para experiência mas não teve sucesso pelo que regressou a Angola para pouco depois voltar de novo a Portugal, já para o V. de Setúbal. De referir que também fez parte da selecção portuguesa entre 1968 e 1974, chegando a alinhar ao lado de Eusébio. Totalizou 11 internacionalizações, sendo que dez das quais ao serviço da selecção A.

[para mais detalhes da sua carreira: excelente artigo sobre Jacinto João]

Acima, uma das excelentes equipas do V. de Setúbal, no início dos anos 70, em que já se destacava o JJ [clicar para ampliar].

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10/28/2013

Fuss Frisch – Pés sempre frescos

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- Cartaz publicitário do ano de 1976.

O cartaz acima é do Verão de 1976, mas o produto ainda continua popular e a vender-se. É o Fuss Frisch, da Beiersdorf, proprietária de entre outros produtos, dos cremes Nivea e Atrix.
Todos nós sabemos dos inconvenientes de pés transpirados e com maus cheiros, vulgo chulé. É sabido que o mesmo depende de vários factores, desde logo as questões de higiene, mas sobretudo do tipo de calçado, peúgas e da própria actividade de cada um, sendo que há pessoas em que este problema, pela sua própria natureza biológica, é mais acentuado [sobre o assunto].

Pode parecer banal, mas conheço pelo menos um caso em que um jovem casal se divorciou alegadamente pela esposa não suportar o chulé do marido e seu odor natural por mais higiénico que procurasse ser. Aqui cai um pouco por terra o mito de que a mulher gosta do cheiro a cavalo.

10/24/2013

Os Césares – Série TV

 

Hoje trago à memória a série inglesa de televisão “Os Césares”, no original “The Caesars”, produzida em 1968  pela Granada Television. Em Portugal, na RTP, passou em 1973, tendo o primeiro dos seus seis episódios, com uma duração de cerca de 60 minutos cada, sido exibido na noite de uma quarta-feira, 11 de Julho de 1973.

Tal como o nome sugere, tratava-se de uma série em que de algum modo retratava as figuras de seis emblemáticos imperadores romanos, nomeadamente Augustus, Germanicus, Tibérius, Sejanus, Calígula e Cláudio. A cada episódio correspondia um dos imperadores.

O tema da Roma Imperial e suas figuras sempre exerceram um fascínio no público de televisão e cinema  porque aliavam a História à conquista, aventura e acção, sempre salpicados por traições, intrigas e assassinatos.  Não surpreende por isso que esta série, como outras posteriores, fossem bastante populares aquando da sua exibição original.

Roland Culver - Augustus
Eric Flynn - Germanicus
André Morell - Tiberius
Barrie Ingham - Sejanus
Ralph Bates - Caligula
Freddie Jones - Claudius
Sonia Dresdel - Livia
Nicola Pagett - Messalina

 

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[no Youtube]

10/23/2013

10/22/2013

D. Fernando de Portugal

 

 

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Passam hoje 630 anos sobre o falecimento do rei D. Fernando de Portugal (Coimbra, 31 de Outubro de 1345 — Lisboa, 22 de Outubro de 1383).  Por não ter deixado filho varão, mas apenas D. Beatriz, casada com o rei D. João I de Castela, este reclama o direito ao trono português e assim é despoletada a crise de 1383-1385, um interregno que dilacerou o país, com convulsões sociais políticas e militares que vieram a culminar com a escolha do Mestre de Aviz para rei de Portugal com o nome de D. João I.

A garantia da independência face a Castela  só veio a ser assegurada após a resistência ao cerco de Lisboa, em 1384 e depois de várias batalhas entre as quais a de Aljubarrota em 14 de Agosto de 1385.

Com a morte de D. Fernando terminava a I Dinastia, a Afonsina, iniciada com D. Afonso Henriques e com  D. João I iniciava-se a II Dinastia, da Casa de  Aviz.

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