11/12/2013

Sorriso Pepsodent

 

pepsodent gel

- Cartaz publicitário ao Pepsodente Blue Gel – Meados doa anos 80

 

A história do dentífrico Pepsodent está relativamente bem referenciada na Web e de forma sucinta diz-nos que é original dos Estados Unidos onde surgiu no início do séc. XX, início dos anos 20, pela empresa Church & Dwight, esta fundada em 1846 em Ewing, New Jersey.

Inicialmente o produto era comercializado na forma de pó e que depois evoluiu para a forma de pasta. Tornou-se popular mercê de uma forte aposta na publicidade em programas de rádio. O sabor a mentol e a utilização de um produto conhecido como “IMP - Insoluble Meta-Phosphate” , que supostamente removia com eficácia o “amarelo” dos dentes, ajudaram a sedimentar a popularidade do produto e da marca nesses primeiros tempos. Actualmente pelo Google é possível ver imagens de muita e bela publicidade vintage da marca.

A Pepsodent começou a perder importância no mercado dos dentífricos em meados dos anos 50 quando empresas concorrentes, em que se destaca a Colgate, começou a introduzir como inovação no combate às cáries o flúor.  No cartaz acima é já feita a referência a este componente mas a sua introdução tardia relativamente à concorrência fez com que perdesse mercado.

Nos anos 90 a marca foi acusada de na realidade nunca ter introduzido o Irium na sua pasta ao contrário do que desde cedo reclamava. Para além do mais o Irium é considerado radioactivo o que também deixou de abonar a favor da marca.

Ainda recentemente a Pepsodent enveredou por um “ataque” à rival Colgate com publicidade comparativa que passou em alguns países em que contrapunha o valor do seu produto Germicheck ao Colgate Dentes Fortes.

Apesar das vicissitudes decorrentes de um mercado feroz e concorrencial, a Pepsodent tem uma longa história e ao longo de dácadas tem feito parte da importante  higiene oral e pode não ser a mais vendida, mesmo que a preços bem mais acessíveis, mas é seguramente umas das marcas mais populares e reconhecidas mundialmente. Em Portugal foi sempre muito popular e de algum modo usava como crédito o reconhecimento da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, pelo que fazia questão de o estampar nas suas embalagens.

Na actualidade a marca pertence ao grupo Unilever, sendo que no mercado dos Estados Unidos é ainda detida pela Church & Dwight.

11/07/2013

Cerâmica da Pampilhosa

 

fabrica ceramica pampilhosa mourao 1907

- Publicidade de 1907

 

A Fábrica de Cerâmica da Pampilhosa, de Mourão, Teixeira Lopes & C.a, fundada em 1901 foi uma das três fábricas de cerâmica que laboraram na localidade de Pampilhosa do Botão, do concelho da Mealhada, junto ao entroncamento ferroviário da Linha do Norte com a Linha da Beira Alta. Ambas, a par de outras unidades industriais que ali se desenvolveram, foram impulsionadas pela passagem do caminho-de-ferro, o que de resto transformou uma pacata localidade num apetecido polo de desenvolvimento industrial.

A fábrica aqui referida  encerrou a sua actividade em meados da década de 1990 .

Sobre este assunto, será oportuno ler o  artigo documentário incluso no sítio da Junta de Freguesia da Pampilhosa.

11/06/2013

Dinamização - Brinquedos

 

dinamizacao brinquedos 1

dinamizacao brinquedos 2

dinamizacao action cards 1

dinamizacao action cards 2

dinamizacao action cards 4

dinamizacao action cards 3

Brinquedos Dinamização.

Era uma marca muito popular nos anos 80 e isso reflectia-se pela diversa publicidade que frequentemente fazia publicar em várias revistas infanto-juvenis, como são exemplos os cartazes acima. Se a memória me não atraiçoa, creio que os seus anúncios passavam também na televisão.

No cartaz em baixo, os belos matraquilhos relacionados ao Naranjito, mascote do Campeonato Mundial de Futebol que em 1982 se realizou em Espanha.

Populares, também nos anos 80, eram os cartões (cards) denominados Action Cards, com cartões sobre aviões, barcos e automóveis, incluindo da Fórmula 1. Para além da respectiva imagem de cada modelo, continha dados técnicos sobre o veículo. Estes cartões, para além de pretexto de colecção, eram utilizados num jogo denominado “Action Game” (ver acima imagens e regulamento do jogo).


Apesar disso, mormente de ter feito parte indelével do imaginário infanto-juvenil sobretudo na década de 80, as referências na web a esta marca são praticamente inexistentes ou de pouca substância. Mesmo assim,  procurando-se, ainda se encontram anúncios de vendas de alfguns brinquedos nos sítios  como o OLX e Coisas.

Neste sítio surge a designação comercial DINAMIZAÇÃO - COMERCIO E INDUSTRIA DE BRINQUEDOS, LDA, em Lisboa, e comparando com a inscrição nos cartazes, tudo indica que será a mesma, mas, a bem dizer, desconheço se na actualidade tem alguma relação directa e histórica com a Dinamização desses tempos, bem como ignoramos se ainda está efectivamente em franca actividade e se fabrica ou apenas importa ou comercializa. Quem sabe se algum dos nossos visitantes, aqui ou no Facebook, poderá esclarecer…

11/04/2013

Auferma – Instrumentos musicais Bontempi

 

auferma bontempi

- Cartaz publicitário de 1984

 

A AUFERMA, de Augusto Ferreira Machado, é uma empresa criada em 1956 e que ainda existe embora já desmultiplicada em várias empresas que por sua vez abrangem diversos e diferentes sectores, desde o imobiliário à agro-pecuária, relógios, electrónica e electrodomésticos, continuando a importar e a representar marcas de prestígio como a Grundig e a Sharp.

No cartaz acima, anunciava-se os instrumentos musicais Bontempi, importados de Itália. A Bontempi mantém-se como sinónimo de instrumentos para crianças e cujo grupo engloba as marcas de pianos e órgãos electrónicos Farfisa e a marca de brinquedos para bébés e crianças, a Bontoys.

11/01/2013

Livros escolares do ensino primário - Ex-Ultramar

 

Para todos aqueles, e foram muitos concerteza,  que frequentaram a escola primária nas ex-colónias ultramarinas, sobretudo em Angola e Moçambique, no sítio Memórias d´África e d´Oriente, da Fundação Portugal-África, num projecto desenvolvido pela Universidade de Aveiro, podem matar saudades e rever alguns dos manuais escolares então usados. São vários os exemplares disponíveis.

Como se compreenderá, são diferentes dos usados em Portugal, sobretudo porque neles são introduzidos temas relacionados à cultura, geografia, fauna e flora de cada país para além de tanto os textos como as ilustrações conterem a apologia da irmandade e igualdade entre negros e brancos.

Para além da secção dos livros escolares do ensino primário, o sítio dispõe de uma vasta biblioteca de documentos digitais. Um verdadeiro manancial de cultura ao dispor de todos.

livros_escolar_africa_1

livros_escolar_africa_2

livros_escolar_africa_3

livros_escolar_africa_4

livros_escolar_africa_5

10/31/2013

Praxes: Integração ou exercício de idiotas?

 

Porque concordo a 101%, tomo a liberdade de transcrever, do jornal “A Ordem”  um artigo do conhecido Dr. Daniel Serrão acerca do despropósito de certas praxes académicas que envergonham e não dignificam quem as executa e defende.

 

image

Tenho 86 anos e não gosto de fazer figura de Velho do Restelo ou de velho caturra. Mas esta questão das praxes académicas tira-me do sério. Vivo próximo de um Instituto Superior e escrevo este texto ouvindo uma gritaria que sai do espaço do Instituto desde há mais de duas horas. Estive a ver o que se passava e vi: um grupo de 30 ou mais jovens, vestidos com uma roupa ridícula, enquadrados por outros jovens de capa e batina que os comandavam como se fossem as ovelhas de um rebanho e os obrigavam a gritar, proferindo frases, elas também ridículas, e, por vezes, obscenas. Nos tempos de modernidade que são os nossos, não consigo deixar de olhar para estas manifestações como verdadeiramente pirosas...

Quero dizer com isto que sou contra o que chamam praxe? De forma nenhuma. Sou absolutamente a favor de que os jovens que chegam pela primeira vez ao Ensino Superior sejam recebidos pelos estudantes mais velhos, com rituais de acolhimento e integração na nova casa onde irão viver e aprender durante 5 ou 6 anos. Acolhidos com brutalidades e boçalidades que até já ocasionaram risco de vida? Com humilhações que põem a nu a falta de carácter dos estudantes mais velhos? Com atitudes ridículas que dão uma imagem falsa do que é a dignidade do Ensino Superior? Com tudo isto a durar meses no início e mais meses próximo do final do ano lectivo? Claramente que não.

A integração só se consegue com atitudes de simpatia, que podem ser espirituosas mas nunca violentas e boçais. E que serão eficazes e intensas durante uma semana; mas que se tornam numa rotina sem qualquer valor quando se arrastam ao longo do ano. O jovem que chega ao Ensino Superior, politécnico ou universitário, traz uma imagem de um espaço e um tempo em que irá ascender a um nível superior de conhecimento e a uma preparação rigorosa para obter capacidades profissionais de grande responsabi1idade — vai ser médico, engenheiro, enfermeiro, economista, etc. E esta imagem que os novos esperam receber dos mais velhos, dos que já estão a meio caminho do seu percurso e que bem os podem ajudar a integrarem-se e a terem sucesso escolar. Uma semana com múltiplas actividades, preparadas com inteligência e sentido de responsabilidade pelos estudantes mais velhos, bastará para que o objectivo da integração amigável dos novos seja bem conseguido.

Não tem que ser formal. Deve ser descontraída, alegre e muito comunicativa, ocupando todo o dia e as noites com programas variados pensados e estruturados apenas pelos estudantes. Mas uma semana é suficiente.

Mas o que é que vejo, aqui, ao redor da minha casa? E que pode ser visto em outras partes da nossa Cidade do Porto: Bandos de jovens dominados e colocados em atitudes de humilhação por uns seres que se ju1gam superiores, por estarem vestidos com uma capa de estudante — que deverá ser vista como um sinal de qualidade e não de poder — que revelam toda a sua falta de carácter e de respeito pela autonomia e liberdade dos novos alunos; como se entrarem para a Universidade fosse uma situação da perda dos direitos de cidadania, às mãos dos ditos estudantes "doutores" que se comportam como energúmenos boçais e ignorantes.

Assisti, em plena rua, a um desses ditos "doutores" forçar uma jovem "caloira" a repetir frases com palavrões abjectos de cariz sexual. Ao fazê-lo o dito "doutor" apenas exprimia os seus complexos freudianos em relação à sexualidade pessoal mal assumida. Era digno de pena, embora o seu comportamento fosse de grande indignidade.

Tem de se encontrar uma solução boa. Que deverá partir dos próprios estudantes que, em vez de se vingarem, no ano seguinte, sobre os mais novos, do que sofreram, compreendam que há que romper com esta má tradição e encontrar práticas de acolhimento e integração que sejam dignas e exaltantes.

Não é cobrindo uma jovem com bosta de vaca que se acolhe uma colega que tem todo o direito a ser respeitada como pessoa humana.

 

Daniel Serrão

10/30/2013

Candy Candy – Um vale de lágrimas

 

candy candy cromos

image

"Candy, Candy", é uma das míticas séries de animação japonesa, produzida entre 1975 e 1979 e que em Portugal, na RTP, foi exibida parcialmente entre os anos de 1983 e 1984.

Dos 115 episódios originais, no nosso país  terão sido passados pouco mais de meia centena, já que a série foi retirada da grelha de programação, ao que parece por uma justificação de que estava a causar impactos indesejados junto do público alvo, adolescentes e pré-adolescentes, raparigas na sua maioria, por alegadamente transmitir uma carga de violência e pressão psicológicas negativas, que na série era vítima constante a figura principal.

Este será um dos poucos casos conhecidos na televisão portuguesa de auto-censura por parte de um canal. Infelizmente hoje em dias somos autenticamente torturados com realitys-shows e outras badalhoquices do entertenimento dos nossos canais, como o constante apelo ao “ligue ligue”” e  não há quem se queixe ou quem faça auto-censura. Pelo contrário, a maioria parece gostar e consumir e o resultado, de forma maciça e constante, é mais do mesmo.

O argumento de "Candy Candy" girava à volta da vida de Candice White Ardlay, uma menina orfã, abandonada, com alguns bons amigos mas também com um grupo de pessoas más que de forma quase sistemática lhe faziam a vida difícil e a maltratavam psicológicamente, pelo que frequentemente cada episódio era uma sessão de choro e tristeza para os fãs da série. Ainda por cima, devido à suspensão, sem o “happy end” que seria a recompensa final por tanta dor e sofrimento. Deste modo, para milhares de adolescentes, “Candy Candy” deixou marcas profundas até porque nunca foi resolvida emocionalmente.

Apesar do registo de telenovela mexicana e do seu final precoce, a série foi um êxito e isso reflectia-se em toda a panóplia de produtos de merchandising, como é o exemplo da colecção de 165  cromos (imagem acima) editada em 1984 pela profícua Disvenda.

A série, como muitas outras do género e do universo do manga japonês, foi marcante para todos os adolescentes da década de 80 e hoje em dias poucos são aqueles que dela não se recordam.

“Candy Candy” está bem referenciada na web pelo que é fácil obter mais pormenores, nomeadamente a sinopse da história, bem como até ver alguns episódios no Youtube, mesmo que em espanhol.

10/29/2013

Jacinto João – Jota Jota

 

jacinto_joao_10

Plantel: Em cima da esquerda para a direita:
Pedroto(treinador), Rebelo, Vaz, Cardoso, Pedro, Carriço, Correia, José Mendes e Joaquim Torres
Em baixo da esquerda para a direita: José Maria, Arcanjo, Arnaldo, Octávio, Victor Baptista, Wagner, Guerreiro, Jacinto João.


Passam hoje 9 anos sobre o prematuro falecimento de Jacinto João (Luanda, 25 de Janeiro de 1944 — Setúbal, 29 de Outubro de 2004), um dos mais conhecidos jogadores de futebol do Vitória de Setúbal, popularizado como o JJ (jota jota). 

Das muitas colecções de cromos do final da década de 60 e quase toda a década de 70 o Jacinto João era cromo quase obrigatório. Abaixo reproduzo alguns.

Quase toda a sua carreira de futebolista passou-a no clube sadino, desde a época de 65/66, até 78/79, com um curto intervalo quando na época de 75/76 teve uma experiência no futebol brasileiro ao serviço da Portuguesa de Desportos. Curiosamente, em 1963 passou pelo S.L. Benfica para experiência mas não teve sucesso pelo que regressou a Angola para pouco depois voltar de novo a Portugal, já para o V. de Setúbal. De referir que também fez parte da selecção portuguesa entre 1968 e 1974, chegando a alinhar ao lado de Eusébio. Totalizou 11 internacionalizações, sendo que dez das quais ao serviço da selecção A.

[para mais detalhes da sua carreira: excelente artigo sobre Jacinto João]

Acima, uma das excelentes equipas do V. de Setúbal, no início dos anos 70, em que já se destacava o JJ [clicar para ampliar].

jacinto_joao_4 

jacinto_joao_1

jacinto_joao_2

jacinto_joao_3 

jacinto_joao_5

jacinto_joao_6

jacinto_joao_7

jacinto_joao_8

jacinto_joao_9

10/28/2013

Fuss Frisch – Pés sempre frescos

fuss frish pub

- Cartaz publicitário do ano de 1976.

O cartaz acima é do Verão de 1976, mas o produto ainda continua popular e a vender-se. É o Fuss Frisch, da Beiersdorf, proprietária de entre outros produtos, dos cremes Nivea e Atrix.
Todos nós sabemos dos inconvenientes de pés transpirados e com maus cheiros, vulgo chulé. É sabido que o mesmo depende de vários factores, desde logo as questões de higiene, mas sobretudo do tipo de calçado, peúgas e da própria actividade de cada um, sendo que há pessoas em que este problema, pela sua própria natureza biológica, é mais acentuado [sobre o assunto].

Pode parecer banal, mas conheço pelo menos um caso em que um jovem casal se divorciou alegadamente pela esposa não suportar o chulé do marido e seu odor natural por mais higiénico que procurasse ser. Aqui cai um pouco por terra o mito de que a mulher gosta do cheiro a cavalo.

Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares