- clicar para ampliar
- Cartaz publicitário dos anos 60
Reclame ao Crimplene, uma fibra sintética (polyester) produzida pela ICI - Imperial Chemical Industries. O nome advém de Crimple Valley, local onde a empresa se situava.
Pelas suas características tornou-se popular a partir dos anos 50 e atingiu o seu auge nos anos 60. As suas características de tecido grosseiro, muito textural, resistente e que não se enrugava, tornou-se o ideal para a moda dos anos 60, sobretudo em calças, saias e casacos, que priveligiava linhas simples, designados de Linha A. Todavia já nos anos 70 estava em declínio devido ao surgimento no mercado de fibras mais leves e suaves, mais ventiladas, como o Tereftalato de polietileno, conhecido como Trevira.
O Engrácio é um tipo engraçado mas quase sempre amargurado. Agora deu-lhe para achar que este país é uma pipoca, esquecendo-se que na blogosfera ser pipoca é ter estilo, estatuto e visitas a rodos, nem que seja para comentar pratos na parede, saldos, roupinhas e sapatos. Mas não aprende a lição de que é isso que dá.
Mas, verdade seja dita, a analogia do Engrácio até terá a sua dose de razão, não fosse a pipoca o resultado de uma explosão de um minúsculo grão de milho. Calor nele e, de repente, quase do nada, um big-bang que o expande para um universo de uma espécie de algodão que depois de tragado não dá em nada. Ainda por cima sem sabor, pelo que para ser uma pipoca mais doce terá que ser besuntada com um qualquer corante açucarado. Depois é comê-las gulosamente às mãos-cheias, à descarada, deixando em redor um banzé de restos.
Sendo, na visão do Engrácio, o país uma pipoca, ainda por cima nada doce, não surpreende que os habitantes desta pipoca tenham um cérebro à altura, um minúsculo grão de milho, insuflado, de ar, cheio de coisa nenhuma, pois claro.
Tenho cá p´ra mim que, mais que uma pipoca, como sentencia o Engrácio, este país é, isso sim, um balde delas, cheio.
Engrácio... Engrácio!
Hoje trago à memória a série de televisão "O Pão que o Diabo Amassou", do original francês "Le Pain Noir". Foi exibida originalmente na ORTF entre Dezembro de 1974 a Fevereiro de 1975. Em Portugal passou na RTP em 1977 entre Outubro e Dezembro, sendo exibida às sextas-feiras no 2º programa a partir das 22:05 até ao encerramento da emissão. Não consegui apurar a eventualidade da série ter sido difundida anteriormente no 1º programa.
Originalmente a série é composta por 8 episódios de 90 minutos cada. Não tenho a certeza mas, a avaliar pelo espaço na programação, creio que em Portugal seguiu o mesmo esquema.
A série, baseada na obra “Le Pain Noir” de Georges-Emmanuel Clancier, de 1956, retrata Catherine Charron (Cathie) e sua família pobre, acompanhando a transição de uma origem rural para outra realidade, a do mundo operário e de todas as complexidades do trabalho organizado e das suas convulsões numa época em que, a par de mudanças sociais e morais, se lutava pelos direitos sindicais e outros. No fundo, é o retrato de uma mudança de uma sociedade marcadamente rural para a de cariz industrial que viria a transformar a França entre as últimas décadas do séc. XIX e primeiras do séc. XX.
O cenário centraliza-se na zona de Limoges, numa fábrica de porcelana, e no bairro operário de Saint-Yrielx.
Quanto vi a série, era obviamente um adolescente e não pude perceber com profundidade este complexa história mas de um modo geral achava-a demasiado lúgubre e dramática.
Em Portugal e por essa época de exibição da série, a Europa-América lançou o respectivo romance de Georges-Emmanuel Clancier, em 4 volumes (Le Pain noir; La Fabrique du roi; Les Drapeaux de la ville; La Dernière Saison), no que ajudou a cimentar o êxito e popularidade desta mini-série. Para aqueles a quem a série deixou marcas, é possível adquirir a mesma em formato DVD. Basta procurar.
Hoje trago à memória o manual escolar “Pedalando – Língua Portuguesa – 4º ano de escolaridade”, edição de 1987, com autoria do Professor Leonel Moreira da Costa e editado pela Editora Educação Nacional, L.da. Tem as dimensões de 125 x 246 mm e contém 112 páginas na sua maioria com ilustrações e fotografias a cores.
Desde os meus tempos da escola primária que associo manuais escolares com o Prof. Leonel M. da Costa, e até me recordo do trocadilho que a nossa turma fazia em relação a um colega de carteira chamado similarmente Leonel da Costa Moreira (infelizmente deixou-nos muito novo).
Numa circunstância que não vem ao caso, no início dos anos 80 tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Prof. Leonel M. da Costa. Nasceu em Vale de Cambra e fez estudos em Oliveira de Azeméis, concelho vizinho. Em Viseu frequentou o curso do Magistério de Professor Primário, actividade que exerceu ao longo de quase três décadas, repartindo-a, a partir de meados dos anos 60 com a actividade de editor.
Em 1986 adquiriu a velhinha Editora Educação Nacional (fundada nos anos 30) num altura em que esta estava praticamente em situação de falência. Daí que o livro que trazemos à memória já tenha sido produzido pela editora a si pertencente. Hoje a Editora Educação Nacional parece respirar saúde e possui um vasto catálogo que abrange diversas áreas incluindo a ditáctica, infanto-juvenil e, como não podia deixar de ser, os manuais do escolar e pré-escolar.
A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...