4/18/2016

As lições de Salazar



As lições de Salazar traduzem-se numa colecção de sete cartazes designada de "Escola Portuguesa". Cada cartaz impresso a cores tem um formato de 78 x 113 cm. A edição foi litografada pela Bertrand Irmãos. Estávamos no ano de 1938 e esse conjunto gráfico pretendia comemorar o 10º aniversário da posse do Dr. Oliveira Salazar como Ministro das Finanças, fazendo realçar os feitos, progresso e valores do regime em várias áreas, como a economia, lavoura, escola, obras públicas.

Os temas dos cartazes:
1 - Pinhais searas e estradas
2 - As Finanças
3 - Renascimento do património histórico e artístico
4 - Cais de Portugal
5 - Dignificação do Trabalho e da Justiça Social
6 - Defesa da Nação e do Império
7 - Deus, Pátria e Família

 A colecção foi distribuída pelas escolas primárias do país e naturalmente servia como elemento de estudo e doutrinação.
O autor das ilustrações foi Jaime Martins Barata (Marvão, 7 de Março de 1899 – Campolide, Lisboa, 15 de Maio de 1970), profícuo artista plástico que assinou obras de pintura, ilustração, numismática, filatelia, livros, etc. Foi genro do famoso aguarelista Alfredo Roque Gameiro, tendo casado com a filha deste, Maria Emília Roque Gameiro. Martins Barata tinha como lema "O que merece ser feito, merece ser bem feito". Presume-se pois que os referidos cartazes das lições de Salazar tenham sido considerados como bem feitos e adequados ao seu objectivo.

Aparte a questão ideológica e propagandista, que não têm aqui lugar de discussão e interesse, os cartazes têm uma beleza própria e um grafismo apelativo com um estilo muito próprio da época.
Estes cartazes são raros e valiosos objectos de colecção, porque muitos foram queimados em fogueiras inquisitórias pós revolução. 
Frequentemente são referidos e descritos com toda a carga ideológica do regime, num registo exacerbadamente negativo, mas a verdade é que mesmo na actualidade, na vigência de sólidas e duradouras democracias, a propaganda e demagogia continuam a fazer parte de qualquer Governo. Mudaram apenas os protagonistas, os meios e os métodos  mas no essencial mantém-se essa tentação própria de quem exerce o poder sobre o povo. Afinal é convencendo o povo dos méritos dos feitos dos políticos que estes vencem eleições e assumem poderes e regalias. Neste particular pouco mudou desde essa década de 30 e não espanta por isso o clima de descrédito e desconsideração de que goza na generalidade a classe política. Até neste contexto as lições de Salazar continuam a ser elas próprias: Lições.








4/17/2016

Colditz–Série TV

colditz_0

Hoje, com algum atraso, trago à memória "Colditz", uma das boas séries TV que passou na RTP pelos idos anos 70. Foi co-produzida pela BBC e Universal Studios e exibida originalmente entre 1972 e 1974. Teve duas séries ou temporadas e comporta 28 episódios com cerca de 50 minutos cada. Em Portugal foi exibido originalmente no ano de 1977, com início em Abril e não teve dia nem hora certos de exibição tendo passado às terças, quartas e quintas tanto pelas 21:00 como 22:00 horas.

A revista Tele Semana de 3 de Junho de 1977, edição Nº 228, quando já tinham sido exibidos 8 episódios, dedicava-lhe um destacável com um descrição detalhada de cada um dos episódios restantes até ao 28º e último, intitulado “Libertação”, em que a fortaleza nazi foi tomada pelos aliados.

Colditz, com o nome de código Oflag IV-C, era um castelo alemão convertido em prisão de alta segurança pelo regime nazi em plena II Guerra Mundial destinada a oficiais britânicos, americanos e franceses capturados no teatro de guerra, tidos como tipos duros e alguns já evadidos de outras prisões. A trama girava em torno das relações entre prisioneiros e guardas, os planos e várias e elaboradas tentativas de fuga. Tinha por isso uma boa dose de aventura, ainda que confinada ao castelo, e muito suspense.

Algumas das figuras principais: Robert Wagner no papel de Tenente Phill Carrington, David McCallum como Tenete Simon Carter, Peter Chapman como capitão George Brent, Bernard Hepton como comandante da fortaleza de Colditz, Jack Hedley como Tenente Coronel John Preston, Richard Heffer como Capitão Tim Downing. Obviamente muitos outros personagens alguns dos quais participaram apenas em alguns episódios.

Este tema de Colditz deu posteriormente motivo a uma mini-série, com duas partes, no ano de 2005.
Alguns dos episódios de “Colditz” podem facilmente ser encontrados e visualizados no Youtube.

colditz_3

colditz_2

colditz_1

colditz_4

4/15/2016

Café puro - produtividade

Pelos princípios dos anos 70 o Estado Novo promovia o consumo do café, um dos produtos explorados nos então territórios ultramarinos em África, nomeadamente Angola. Por conseguinte, tanto jornais como revistas foram veículos privilegiados dessa propaganda de fomento económico.
Seja ou não resultado desse incentivo, a verdade é que o café e o seu consumo hoje em dia fazem parte do quotidiano de qualquer português ou mesmo de qualquer cidadão do mundo e não há quem o dispense, com maior ou menor regularidade. 
Motivo de encontro social, romântico ou profissional, tomar um cafézinho, bica ou expresso, como lhe queira chamar, servido na esplanada ou ao balcão, é de facto um hábito, mesmo um vício ou necessidade totalmente enraizados e, já agora, um prazer insubstituível..
Dessa época (1974) e dessa propaganda, deixamos um cartaz publictário.

4/14/2016

Onde há Bac há frescura

- Cartaz publicitário de 1974.


Voltamos à memória do desodorizante Bac num cartaz que remete para um ambiente de frescura marinha em pleno Verão.

- Tópico relacionado: Link

4/12/2016

Banco Borges & Irmão

Numa altura em que os Bancos continuam a ser notícia, quase sempre pelas piores razões, salta-nos à memória outros tempos e outros nomes da banca portuguesa, como é o caso do Banco Borges & Irmão, invariavelmente desaparecidos porque integrados ou mesmo engolidos por outros grupos ou estruturas financeiras. Dos nomes que tínhamos como sólidas instituições nos anos 60 e 70, poucos mantiveram a identidade, como o caso a Caixa Geral de Depósitos. Outros tidos como fortalezas de segurança e confiança deram no que deram como o caso bem recente do Banco Espírito Santo.
Neste contexto, os cartazes publicitários de Bancos de outros tempos ganham hoje uma nostalgia diferente, não só pelo tempo passado mas pelo significado que transmitem, como é o caso do cartaz abaixo, do Banco Borges & Irmão, publicado em 1974.


- Tópico relacionado: Banco Fonsecas & Burnay

4/07/2016

Para mim Cuca (cerveja)


Já falamos aqui da cerveja Cuca. Voltamos à memória com um cartaz publicitário do início dos anos 70. Esta cerveja angolana, actualmente propriedade do grupo Castel Angola.
No ano passado foi noticiada a possibilidade da cerveja  começar a ser produzida em Portugal, desconhecendo no momento o desenvolvimento desse anúncio.

 Outros cartazes da Cuca:


4/03/2016

Crimplene - Têxteis

- Cartaz publicitário do ano de 1974 alusivo aos têxteis Crimplene da ICI. Como curiosidade o facto do modelo que enverga a fatiota ter ares do fadista António Pinto Basto, então com 22 anos. Se calhar é mesmo só parecença...

aqui falamos no Crimplene.

3/30/2016

Pastorinhos de Fátima - Fotografia



É uma das mais conhecidas e emblemáticas fotografias dos pastorinhos de Fátima (Lúcia, Jacinta e Francisco). Todavia, serão poucos os que saberão algo mais da sua história. A sua autoria está atribuída a Joshua Benoliel (Lisboa, 13 de Janeiro de 1873 — Lisboa, 3 de Fevereiro de 1932), judeu, nascido em Portugal, descendente de uma família hebraica que se havia instalado em Gibraltar.

A fotografia foi publicada originalmente em 29 de Outubro de 1917 (ano das aparições) na revista "Ilustração Portuguesa", do jornal "O Século" para o qual trabalhava o referido fotógrafo.

Joshua Benoliel é considerado o principal fotógrafo português do inicio do século XX. A sua vasta obra retrata os principais acontecimentos da época bem como paisagens e cenas do quotidiano. Conforme se pode respigar na Wikipedia "...fez a cobertura jornalística dos grandes acontecimentos da sua época, acompanhando os reis D. Carlos e D. Manuel II nas suas viagens ao estrangeiro, assim como a Revolução de 1910, as revoltas monárquicas durante a Primeira República, assim como exército português que combateu na Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. As suas fotografias caracterizam-se pelo intimismo e humanismo com que abordava os temas."


- Joshua Benoliel


- página da revista "Ilustração Portuguesa" de 29 de Outubro de 1917, onde é publicada a fotografia dos três pastorinhos de Fátima



Gibbs - Creme de barbear com G11


aqui falamos do creme de barbear "Gibbs". Voltamos hoje à sua memória com a publicação de um cartaz publicitário datado do final dos anos 60, integrado na revista VIDA MUNDIAL..

3/29/2016

Blackadder - Série inglesa





















Está a passar na RTP Memória (de segunda a sexta-feira, por volta das 21:30 horas, a série inglesa "Blackadder" que na RTP passou originalmente em meados dos anos 80. A série foi produzida na primeira metade dos anos 80 e serviu de catapulta artística de Rowan Atkinson que veio a ser popularizada pela interpretação de Mr. Bean.

Descrição da série a partir da Wikipédia:
Blackadder (em português Víbora negra) é a denominação de quatro séries de televisão da BBC One. Foram produzidas por John Lloyd e estreladas por Rowan Atkinson (conhecido por interpretar Mr. Bean) como o anti-herói epónimo "Edmund Blackadder" e Tony Robinson como seu subalterno/criado, Baldrick.

A primeira temporada foi escrita por Richard Curtis e Rowan Atkinson, e as 3 outras foram escritas por Curtis and Ben Elton.

Apesar de cada série ambientar-se em diferentes épocas, todas seguem as fortunas (ou melhor, infortúnios) de Edmund Blackadder (Interpretado por Atkinson), quem em cada série é um membro de uma dinastia familiar inglesa presente em muitos significantes períodos e lugares na História Inglesa.

Embora o personagem comece sendo pouco inteligente na primeira série e gradualmente se torna inteligente e mais perceptivo através de cada passagem de geração (ao mesmo tempo cai seu status social), cada Blackadder é cínico, covardemente oportunista interessado com a manutenção e o crescimento de seu próprio status e fortuna, independentemente do que o cerca. Em cada série, Blackadder é usualmente uma cínica (quase moderna) voz que mostra suas pretensões e estupidez daqueles que estão ao seu redor, e que podem ser vistas (através de seus modernos olhos) como as mais ridículas e insanas peripécias da história.

A vida de cada um dos Blackadders é também entrelaçadas com seus serventes, todos da família Baldrick (interpretados por Tony Robinson). Cada geração atua como o capacho de seu respectivo Blackadder. Eles ficam cada vez mais burros (e cada vez mais porcos) assim como o intelecto de seu mestre aumenta. Cada Blackadder e Baldrick estão acompanhados de um aristocrata estúpido, cuja presença Blackadder de certa forma tolera. Esse papel foi interpretado nas duas primeiras séries por Lorde Percy Percy (Tim McInnerny), na terceira série por Príncipe George, Príncipe Regente e na quarta pelo Tenente George, os dois últimos interpretados por Hugh Laurie (Dr. House).

Cada série foi ambientada em períodos diferentes da História Inglesa, começando em 1485 e terminando em 1917, compreendendo seis episódios de meia hora. A primeira série, feita em 1983, foi chamada The Black Adder. Seguida de Blackadder II em 1985, Blackadder the Third em 1987 e finalmente Blackadder Goes Forth em 1989.

Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares