8/13/2016

Rexina…não deixa ficar mal

 

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Voltamos à memória do Desodorizante Rexina. Deste vez num cartaz publicitário de 1982, com a atleta Avelina Alvarez a apregoar as virtudes deste embelmático desodorizante. Esta ginásta, atleta do Sporting C.P. foi por três vezes consecutivas campeã nacional individual, em 1979, 1980 e 1981, tendo participado nos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980.

 

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8/04/2016

Poly em Espanha–Série TV

 

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Hoje trago à memória a série de televisão “Poly em Espanha”, de origem francesa. Em Portugal passava na RTP a preto-e-branco no ano de 1974, aos domingos logo a seguir ao Telejornal. "Poly em Espanha” contou com 13 episódios de 26 minutos cada.  Foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Março de 1972.

Poly era um inteligente póney que integrava um circo e que percorria vários paises e originando ligações afectivas a várias crianças e a aventuras a condizer.

A criação de Poly deve-se à francesa Anne-José Bénard, mais conhecida por Cécile Aubry (03/08/1928-19/07/2010), autora do livro que serviu de  argumento da conhecida série de animação “Belle e Sebastião”.

Para além do cenário em Espanha, o pónei deu lugar a várias séries, nomeadamente (nos originais franceses): Poly et le mystère du château; Les Vacances de Poly; Poly et le secret des sept étoiles; Poly au Portugal; Au secours Poly, au secours !; Poly et le diamant noir; Poly à Venise; Poly en Espagne; Poly en Tunisie. Originalmente os episódios foram rodados a preto-e-branco e apenas a partir de “Poly em Espanha” – 1972 as séries tiveram produção a cores.

Como se vê, também houve lugar a uma aventura no nosso país, com “Poly em Portugal”  cuja série contou com 7 episódios de 25 minutos cada. Foi exibido originalmente em 1965 pela ORTF. Não tenho memória nem indicação de ter passado na nossa RTP. De mencionar que nesta série a personagem Teresa foi interpretada pela portuguesa Clara d'Ovar.

"Au secours Poly, au secours !" seguiu-se a "Poly em Portugal" e também tinha como cenário a zona do Ribatejo e para além de populares da região como figurantes, contou pela parte dos actores adultos com grandes nomes do cinema e teatro português como António Montez, Canto e Castro, Clara D´Ovar e Rogério Paulo, entre outros. Esta série contou com 13 episódios de 13 minutos cada e foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Dezembro de 1966. Também não tenho memória da sua passagem pela RTP. Procurando-se pela net, nomeadamente no Youtube é possível assistir a alguns genéricos das séries deste simpático e inteligente pónei e a alguns episódios.

Para além dás aventuras que deram lugar a séries de televisão, Cécile Daubry escreveu em livro os seguintes títulos de Poly:

Les vacances de Poly, 1964; Poly et le secret des sept étoiles, 1966; Poly et le diamant noir, 1968; Poly à Venise, 1970; Poly et son ami Pippo, 1971; Poly en Espagne, 1972; Poly en Tunisie, 1973; Poly et le mystère de l'oasis, 1974; Poly, la rose et le mendiant, 1976; Poly au Portugal, 1976; Poly au festival pop; Poly superstar, 1980; Poly s'amuse, 1981; Poly à Paris, 1981; Poly au Québec, 1982; Poly fait scandale, 1982; Poly et les motards; Au secours Poly !

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7/30/2016

Sangue na Estrada–Programa da RTP

 

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Entre 1965 e 1974, a RTP, ainda a "preto-e-branco", exibia semanalmente o “Sangue na Estrada” um  programa sobre prevenção e segurança rodoviária , com apresentação de Joaquim Filipe Nogueira, um expert na matéria rodoviária pois para além de jornalista e escritor era dirigente e praticante desportivo como piloto de automóveis vencedor de vários prémios, ainda produtor e locutor de rádio. Ainda na RTP teve outros programas de temática automóvel como o “TV Motor” e o “Ida e Vola”.


O programa para além dos aspectos de prevenção e segurança rodoviária, fazia eco dos acidentes e problemas das nossas estradas, já que na epoca, apesar de Portugal praticamente não ter auto estradas nem vias rápidas, os acidentes e mortes eram o pão nosso de cada dia e o país seguia no topo de acidentes e mortes nas estradas, em parte devido à fraca qualidade destas, sua sinalização e iluminação, mas muito devido a uma fraca educação cívica dos condutores e falta de regras, obrigatoriedade de seguros, bem como a falta de controlo e penalizações por conduta sobre o efeito do álcool.

O apresentador era invariavelmente duro nas críticas e nas imagens, o que era um feito digno de realce num tempo em que o Estado censurava quem pusesse em causa os defeitos do regime e subdesenvolvimento do país.


O programa teve vários horários. Por exemplo, em 1973, já perto do fim, era exibido às quintas-feiras logo a seguir ao Telejornal do fim da tarde.

7/29/2016

Casamento (i)real


Passam hoje 35 anos (29 de Julho de 1981) sobre o casamento do Príncipe Carlos com Diana Spencer.
O evento foi transmitido para todo o mundo e decorreu com a tradicional pompa e circunstância do reino de Sua Majestade de Inglaterra.
Infelizmente o casamento foi o que foi, acabando em divórcio e o drama completou-se com a trágica morte de Diana num suspeito acidente automóvel em Paris - França (31 de Agosto de 1997).
Diana, Princesa de Gales, deixou um rasto de simpatia e popularidade pelo mundo inteiro, tanto pela sua própria personalidade como pelas causas que abraçou. Carlos, por sua vez, nunca saíu do cinzentismo, e consumou a traição com a igualmente cinzenta Camila Shand de quem se especula que terá tido um filho ainda durante o casamento com Diana. Também não escapou à suspeita de que terá tido relações gay. Enfim, um príncipe que nunca o foi e que dificilmente chegará a rei.
Este evento matrimonial entre Carlos e Diana marcou de forma indelével toda a década de 80.

7/27/2016

"E o resto são cantigas"




Em 1981 a RTP exibiu a série de entretenimento "E o resto são cantigas", com apresentação de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o trio que anos antes, em 1969, apresentou o "Zip-Zip", um  dos mais populares e emblemáticos programas dos primórdios da televisão portuguesa. Teve realização de Oliveira e Costa e Pedro Martins e direcção e arranjos musicais de Jorge Machado.

"E o resto são cantigas" teve doze episódios, gravados no Teatro Maria Matos, em Lisboa, dedicados a grandes autores, compositores e maestros dos tempos dourados da música ligeira portuguesa. 
Eram entrevistadas pessoas ligadas às figuras em destaque, nomeadamente familiares, e pelo meio eram interpretadas em cenário e registo de revista muitas das mais populares cantigas de autoria dos homenageados, na voz de figuras convidadas, como Amália Rodrigues, José Viana, Simone de Oliveira, Rosa do Canto, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Herman José e muitas outras. O próprio Raúl Solnado subia ao palco para também ele cantar e alegrar no seu registo inconfundível.

Lista dos episódios e as respectivas figuras em destaque.
Episódio 1: Raúl Ferrão; Episódio 2: Jaime Mendes; Episódio 3: Max; Episódio 4: Marchas Populares de S.to António; Episódio 5: Fernando Carvalho e Carlos Dias; Episódio 6: Alves Coelho; Episódio 7: Frederico de Brito e António Melo; Episódio 8: João Nobre; Episódio 9: Raúl Portela; Episódio 10: Frederico Valério; Episódio 11: Frederico de Freitas; Episódio 12: Maestro Belo Marques.






7/26/2016

Revista GINA



Quem das gerações das décadas de 1970 e 1980, sobretudo rapazes, não leu, mesmo que às escondidas, a revista GINA, com o sub-título Histórias Sexy Internacionais? Na realidade, convenhamos, a leitura e as histórias eram o menos interessante da coisa, antes as fotos coloridas e brilhantes, mas esta revista quando entrou no mercado mexeu com o até aí quase inexistente ou clandestino panorama da pornografia em Portugal e aproveitou-se com êxito desse vazio, num momento oportuno, no período pós revolução do 25 de Abril de 1974, em que o povo andava sedento de liberdade mas também de outras coisas mais carnais.

Esta revista, publicada desde Setembro de 1974 até 2005, ao que dizem com um historial de 196 números, foi de imediato um estrondoso êxito e o preço inicial de 25 escudos (fica a dúvida se 25 ou 30) ia sendo alterado ao ritmo da crescente procura, galgando por aí fora até pelo menos aos 600 escudos. As tiragens de largos milhares suplantaram muitas das revistas sérias e populares da época.

A revista produzida pela editora Pirâmide, de Mário Gomes e o seu irmão Acácio, tinham na essência conteúdos adquiridos ao já libertino e abundante mercado alemão e traduzidos ou adaptados com textos do próprio Mário, obviamente sem qualquer preocupação literária. As capas, de modo a poderem ser expostas no estendal dos quiosques, regra geral eram púdicas, com rostos de mulheres larocas, com ares de virgens inocentes, o oposto das cenas interiores, bem mais ousadas. O papel era brilhante, com tons coloridos e algo resistente a humidades, como convinha.

Como tantos títulos, do fulgor e novidade iniciais, a coisa tornou-se vulgar e mais uma entre muitas outras, ou seja mais do mesmo, pelo que a GINA foi perdendo gás e a estocada final veio com a popularidade e facilidade do acesso grátis à pornografia tanto na TV por cabo como sobretudo na Internet que se começava a generalizar. Nos últimos tempos era vendida a preço de saldo em sacos com outras revistas da editora, tipo pague uma e leve meia-dúzia, mas o destino estava traçado e acabou mesmo por terminar. 

Hoje, passados quase quatro décadas, a revista GINA é recordada como um produto emblemático de um tempo pós revolução e que na justa medida ajudou à descoberta da sexualidade mesmo que num registo de pornografia ordinária. É pois neste contexto que a GINA ainda mexe nalguns alfarrabistas e quem compra é por por pura saudade. 
No resto, perdida a inocência,  e tendo em conta os padrões actuais de performances das meninas da indústria do Hardcore, as meninas da GINA hoje ficariam coradas de vergonha.

Bons tempos e por tudo e mais alguma coisa a GINA merece um lugarzinho especial nas nossas memórias.

7/25/2016

10 anos de nostalgias

É verdade! Parecendo que não, completam-se hoje 10 anos de Santa Nostalgia. O primeiro post está datado de 25 de Julho de 2006, dedicado aos velhinhos cromos dos "bichinhos", dos rebuçados Vitória. Ainda na mesma data, a abrir, a apresentação do Blog, que ainda se mantém actualizada nos objectivos e propósitos.
De lá para cá, com maior ou menor regularidade, foram mais de 1100 artigos, a maior parte deles a recordar e reviver memórias de outros tempos, centradas essencialmente nos anos 60, 70 e 80.
A data e a ocasião justificariam agora um blog remodelado e com uma nova imagem, mas temos tido problemas no editor de modelos do Blogger, que ninguém tem conseguido resolver, o que tem inviabilizado as mexidas. Exportar o blog para outra plataforma, até mesmo para o Sapo, seria uma solução mas todo o processo, devido ao grande volume de fotografias, é complicado e moroso e daí ainda não termos tomado essa opção. Sendo assim por enquanto a coisa vai rolando desta maneira e entretanto ver-se-á.
Neste dia especial deixamos um agradecimento especial a todos os habituais visitantes e subscritores.




7/22/2016

Toraylon - Fibra acrílica


Cartaz publicitário de 1965 à fibra acrílica TORAYLON.

De origem japonesa, a empresa Toray Industries, Inc, fundada em 1926, continua a dar cartas e, conforme se pode ler no site, "...O grupo combina a nanotecnologia em suas operações, usando química orgânica sintética, química de polímeros e biotecnologia como suas principais tecnologias. Além dos negócios básicos de fibras e têxteis e plásticos e produtos químicos, a Toray também promove o desenvolvimento global de produtos relacionados a TI, materiais compostos de fibra de carbono, produtos farmacêuticos e médicos, meio ambiente e engenharia, incluindo tratamento de água e progresso em outras áreas essenciais de negócios."

7/20/2016

Pullover em Dralon


Novamente um cartaz publicitário à fibra têxtil Dralon. Publicado em 1965.
Desta vez as virtudes da fibra num moderno pullover usado por uma jovem.

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