8/17/2016

Pudim Boca Doce

 

boca_doce_1964

Cartaz publicitário ao pudim Boca Doce, de 1964.

Pelos anos 80 os pudins instantâneos Boca Doce andavam de boca em boca, tanto a comê-los como a apregoá-los. De facto a publicidade que passava na RTP deixou-nos na boca e no ouvido a  cantiga:

"O Boca Doce é bom, é bom, é..
Diz o avô e diz o bebé..
O Boca Doce é bom, é bom, é!!!"

Todavia, como se prova pelo anúnico acima, de 1964, esta marca já era conhecida e popular, de resto já desde 1955, ano em que foi criada. Nos nossos dias não se tem visto publicidade mas a marca continua e os pudins da Boca Doce continuam à venda gozando ainda de popularidade e não raramente constam como sobremesa nas ementas de muitos restaurantes.

boca_doce_pub_tv

boca_doce_act

8/16/2016

Sonasol–O algodão não engana…

 

sonasol_1964

Cartaz publicitário ao SONASOL, popular produto de limpeza. Publicado no ano de 1964.

Esta popular marca de produtos de limpeza, nasceu em 1951, propriedade da SNS – Sociedade Nacional de Sabões, sediada em Marvila – Lisboa. Nos anos 90 a popular marca foi adquirida pela multinacional Henkel, que ainda a detém e comercializa. Dessa altura ficou famoso o slogan “O algodão não engana!” num spot publicitário que passava pela televisão e que pretendia demonstrar a eficácia da limpeza com Sonasol.

Da inicial barra de sabão activado, a Sonasol alargou-se a outros produtos de limpeza indo de encontro ás necessidades e exigências específicas da limpeza doméstica e também para acompanhar a concorrência e na actualidade ocupa o lugar cimeiros nas vendas de alguns dos seus produtos como o Sonasol Amoniacal, um “lava-tudo” à base de amoníaco, lanaçado no mercado no início da década de 70.

Quanto à Henkel e sua divisão Laundry & Home Care:


A divisão Laundry & Home Care é a pedra angular da história de sucesso da Henkel: Tudo começou com um produto deste sector de negócio. Em 1876, Fritz Henkel fundou a companhia Henkel & Cie em Aachen, Alemanha. O primeiro produto comercializado foi um detergente para lavar roupa à base de silicato de sódio, comercializado sob o nome “Universal-Waschmittel” (Detergente Universal).Desde então, esta divisão de produtos de consumo cresceu e tornou-se uma unidade global muito dinâmica, com marcas de renome como Persil, Purex ou Pril. Para os consumidores de todo o mundo, as nossas marcas fazem parte integral do seu dia-a-dia. Nos mercados importantes para nós, a divisão Laundry & Home Care detém posições de liderança à escala mundial.

8/15/2016

Rosemary–Cremes de beleza

 

rosemary_creme_beleza_63

Cartaz publicitário aos cremes de beleza Rosemary, publicado no ano de 1963.

Esta marca, pelos anos 60, era recorrente em revistas direccionadas ao público feminino. Apesar disso, pouco ou nada consegui descobrir sobre a mesma, se ainda existe e qual a empresa proprietária e fabricante. Parece, pelo menos, que ainda existe a empresa que então em Portugal assegurava a sua distribuição, a Elebel - Organização Técnica de Perfumarias e Cosmética, Limitada, com sede na Rua Newton, 3 – Lisboa.

8/14/2016

SABA–Televisores

 

televisor_saba_82

Cartaz publicitário, do ano de 1982, aos televisores SABA. Em Portugal, doias anos antes (7 de Março de 1980) começaram as emissão regulares de televisão a cores pelo que por essa altura era grande o interesse e procura de receptores a cores. O SABA ultracolor era uma das boas marcas, com a reconhecida garantia da qualidade alemã.

SABA (Schwarzwälder Apparate-Bau-Anstalt), é uma empresa alemã de artigos electrónicos fundada por Benedikt Schwer no distante ano de 1923. Começou por fabricar aparelhos de rádio (telefonias).
Em 1931 a SABA ultrapassou a marca de 100 mil unidades fabricadas do modelo de rádio Tipo S-35. Foi pioneira no desenvolvimento do primeiro receptor de rádio com pesquisa e ajuste fino automático em todas as larguras de banda. À SABA estão atribuídas várias novidades e tecnologias pioneiras no contexto dos receptores de rádio e televisão. Em 1980 a SABA foi adquirida pela multinacional francesa, Thomson SA, actualmente absorvida pela Technicolor.

8/13/2016

Rexina…não deixa ficar mal

 

desodorizante_rexina_82

Voltamos à memória do Desodorizante Rexina. Deste vez num cartaz publicitário de 1982, com a atleta Avelina Alvarez a apregoar as virtudes deste embelmático desodorizante. Esta ginásta, atleta do Sporting C.P. foi por três vezes consecutivas campeã nacional individual, em 1979, 1980 e 1981, tendo participado nos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980.

 

Tópicos relacionados:

Sabonete Rexina - Há sempre lugar para mais um...
Desodorizante Rexina
Rexina – Um mar de espuma

8/04/2016

Poly em Espanha–Série TV

 

image

Hoje trago à memória a série de televisão “Poly em Espanha”, de origem francesa. Em Portugal passava na RTP a preto-e-branco no ano de 1974, aos domingos logo a seguir ao Telejornal. "Poly em Espanha” contou com 13 episódios de 26 minutos cada.  Foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Março de 1972.

Poly era um inteligente póney que integrava um circo e que percorria vários paises e originando ligações afectivas a várias crianças e a aventuras a condizer.

A criação de Poly deve-se à francesa Anne-José Bénard, mais conhecida por Cécile Aubry (03/08/1928-19/07/2010), autora do livro que serviu de  argumento da conhecida série de animação “Belle e Sebastião”.

Para além do cenário em Espanha, o pónei deu lugar a várias séries, nomeadamente (nos originais franceses): Poly et le mystère du château; Les Vacances de Poly; Poly et le secret des sept étoiles; Poly au Portugal; Au secours Poly, au secours !; Poly et le diamant noir; Poly à Venise; Poly en Espagne; Poly en Tunisie. Originalmente os episódios foram rodados a preto-e-branco e apenas a partir de “Poly em Espanha” – 1972 as séries tiveram produção a cores.

Como se vê, também houve lugar a uma aventura no nosso país, com “Poly em Portugal”  cuja série contou com 7 episódios de 25 minutos cada. Foi exibido originalmente em 1965 pela ORTF. Não tenho memória nem indicação de ter passado na nossa RTP. De mencionar que nesta série a personagem Teresa foi interpretada pela portuguesa Clara d'Ovar.

"Au secours Poly, au secours !" seguiu-se a "Poly em Portugal" e também tinha como cenário a zona do Ribatejo e para além de populares da região como figurantes, contou pela parte dos actores adultos com grandes nomes do cinema e teatro português como António Montez, Canto e Castro, Clara D´Ovar e Rogério Paulo, entre outros. Esta série contou com 13 episódios de 13 minutos cada e foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Dezembro de 1966. Também não tenho memória da sua passagem pela RTP. Procurando-se pela net, nomeadamente no Youtube é possível assistir a alguns genéricos das séries deste simpático e inteligente pónei e a alguns episódios.

Para além dás aventuras que deram lugar a séries de televisão, Cécile Daubry escreveu em livro os seguintes títulos de Poly:

Les vacances de Poly, 1964; Poly et le secret des sept étoiles, 1966; Poly et le diamant noir, 1968; Poly à Venise, 1970; Poly et son ami Pippo, 1971; Poly en Espagne, 1972; Poly en Tunisie, 1973; Poly et le mystère de l'oasis, 1974; Poly, la rose et le mendiant, 1976; Poly au Portugal, 1976; Poly au festival pop; Poly superstar, 1980; Poly s'amuse, 1981; Poly à Paris, 1981; Poly au Québec, 1982; Poly fait scandale, 1982; Poly et les motards; Au secours Poly !

image

image

image

image

image

7/30/2016

Sangue na Estrada–Programa da RTP

 

image

image

Entre 1965 e 1974, a RTP, ainda a "preto-e-branco", exibia semanalmente o “Sangue na Estrada” um  programa sobre prevenção e segurança rodoviária , com apresentação de Joaquim Filipe Nogueira, um expert na matéria rodoviária pois para além de jornalista e escritor era dirigente e praticante desportivo como piloto de automóveis vencedor de vários prémios, ainda produtor e locutor de rádio. Ainda na RTP teve outros programas de temática automóvel como o “TV Motor” e o “Ida e Vola”.


O programa para além dos aspectos de prevenção e segurança rodoviária, fazia eco dos acidentes e problemas das nossas estradas, já que na epoca, apesar de Portugal praticamente não ter auto estradas nem vias rápidas, os acidentes e mortes eram o pão nosso de cada dia e o país seguia no topo de acidentes e mortes nas estradas, em parte devido à fraca qualidade destas, sua sinalização e iluminação, mas muito devido a uma fraca educação cívica dos condutores e falta de regras, obrigatoriedade de seguros, bem como a falta de controlo e penalizações por conduta sobre o efeito do álcool.

O apresentador era invariavelmente duro nas críticas e nas imagens, o que era um feito digno de realce num tempo em que o Estado censurava quem pusesse em causa os defeitos do regime e subdesenvolvimento do país.


O programa teve vários horários. Por exemplo, em 1973, já perto do fim, era exibido às quintas-feiras logo a seguir ao Telejornal do fim da tarde.

7/29/2016

Casamento (i)real


Passam hoje 35 anos (29 de Julho de 1981) sobre o casamento do Príncipe Carlos com Diana Spencer.
O evento foi transmitido para todo o mundo e decorreu com a tradicional pompa e circunstância do reino de Sua Majestade de Inglaterra.
Infelizmente o casamento foi o que foi, acabando em divórcio e o drama completou-se com a trágica morte de Diana num suspeito acidente automóvel em Paris - França (31 de Agosto de 1997).
Diana, Princesa de Gales, deixou um rasto de simpatia e popularidade pelo mundo inteiro, tanto pela sua própria personalidade como pelas causas que abraçou. Carlos, por sua vez, nunca saíu do cinzentismo, e consumou a traição com a igualmente cinzenta Camila Shand de quem se especula que terá tido um filho ainda durante o casamento com Diana. Também não escapou à suspeita de que terá tido relações gay. Enfim, um príncipe que nunca o foi e que dificilmente chegará a rei.
Este evento matrimonial entre Carlos e Diana marcou de forma indelével toda a década de 80.

7/27/2016

"E o resto são cantigas"




Em 1981 a RTP exibiu a série de entretenimento "E o resto são cantigas", com apresentação de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o trio que anos antes, em 1969, apresentou o "Zip-Zip", um  dos mais populares e emblemáticos programas dos primórdios da televisão portuguesa. Teve realização de Oliveira e Costa e Pedro Martins e direcção e arranjos musicais de Jorge Machado.

"E o resto são cantigas" teve doze episódios, gravados no Teatro Maria Matos, em Lisboa, dedicados a grandes autores, compositores e maestros dos tempos dourados da música ligeira portuguesa. 
Eram entrevistadas pessoas ligadas às figuras em destaque, nomeadamente familiares, e pelo meio eram interpretadas em cenário e registo de revista muitas das mais populares cantigas de autoria dos homenageados, na voz de figuras convidadas, como Amália Rodrigues, José Viana, Simone de Oliveira, Rosa do Canto, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Herman José e muitas outras. O próprio Raúl Solnado subia ao palco para também ele cantar e alegrar no seu registo inconfundível.

Lista dos episódios e as respectivas figuras em destaque.
Episódio 1: Raúl Ferrão; Episódio 2: Jaime Mendes; Episódio 3: Max; Episódio 4: Marchas Populares de S.to António; Episódio 5: Fernando Carvalho e Carlos Dias; Episódio 6: Alves Coelho; Episódio 7: Frederico de Brito e António Melo; Episódio 8: João Nobre; Episódio 9: Raúl Portela; Episódio 10: Frederico Valério; Episódio 11: Frederico de Freitas; Episódio 12: Maestro Belo Marques.






7/26/2016

Revista GINA



Quem das gerações das décadas de 1970 e 1980, sobretudo rapazes, não leu, mesmo que às escondidas, a revista GINA, com o sub-título Histórias Sexy Internacionais? Na realidade, convenhamos, a leitura e as histórias eram o menos interessante da coisa, antes as fotos coloridas e brilhantes, mas esta revista quando entrou no mercado mexeu com o até aí quase inexistente ou clandestino panorama da pornografia em Portugal e aproveitou-se com êxito desse vazio, num momento oportuno, no período pós revolução do 25 de Abril de 1974, em que o povo andava sedento de liberdade mas também de outras coisas mais carnais.

Esta revista, publicada desde Setembro de 1974 até 2005, ao que dizem com um historial de 196 números, foi de imediato um estrondoso êxito e o preço inicial de 25 escudos (fica a dúvida se 25 ou 30) ia sendo alterado ao ritmo da crescente procura, galgando por aí fora até pelo menos aos 600 escudos. As tiragens de largos milhares suplantaram muitas das revistas sérias e populares da época.

A revista produzida pela editora Pirâmide, de Mário Gomes e o seu irmão Acácio, tinham na essência conteúdos adquiridos ao já libertino e abundante mercado alemão e traduzidos ou adaptados com textos do próprio Mário, obviamente sem qualquer preocupação literária. As capas, de modo a poderem ser expostas no estendal dos quiosques, regra geral eram púdicas, com rostos de mulheres larocas, com ares de virgens inocentes, o oposto das cenas interiores, bem mais ousadas. O papel era brilhante, com tons coloridos e algo resistente a humidades, como convinha.

Como tantos títulos, do fulgor e novidade iniciais, a coisa tornou-se vulgar e mais uma entre muitas outras, ou seja mais do mesmo, pelo que a GINA foi perdendo gás e a estocada final veio com a popularidade e facilidade do acesso grátis à pornografia tanto na TV por cabo como sobretudo na Internet que se começava a generalizar. Nos últimos tempos era vendida a preço de saldo em sacos com outras revistas da editora, tipo pague uma e leve meia-dúzia, mas o destino estava traçado e acabou mesmo por terminar. 

Hoje, passados quase quatro décadas, a revista GINA é recordada como um produto emblemático de um tempo pós revolução e que na justa medida ajudou à descoberta da sexualidade mesmo que num registo de pornografia ordinária. É pois neste contexto que a GINA ainda mexe nalguns alfarrabistas e quem compra é por por pura saudade. 
No resto, perdida a inocência,  e tendo em conta os padrões actuais de performances das meninas da indústria do Hardcore, as meninas da GINA hoje ficariam coradas de vergonha.

Bons tempos e por tudo e mais alguma coisa a GINA merece um lugarzinho especial nas nossas memórias.

Pesquisar no Blog

Foskamónio - Mais batata...

  Publicidade de 1962 - Fertilizante Foskamónio da CUF - Companhia União Fabril

Populares