8/19/2016

Malhas em fibra Dralon

 

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Mais um cartaz publicitário às malhas com fibra sintética DRALON. Data de publicação: 1965.

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Colchões EPEDA–Molaflex–Jotocar

 

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Cartaz publicitário aos colchões EPEDA. Publicado em 1982.

Os colchões EPEDA são propriedade do Grupo espanhol FLEX, fabricante desde 1912 de artigos e equipamentos direccionados para o descanso corporal. O grupo dispõe de instalações fabris em vários países europeus e americanos.
Em Portugal os colchões EPEDA são representados pela MOLAFLEX, empresa fundada em S. João da Madeira em 1951 (a celebrar os 65 anos), considerada a líder do mercado de colchões no nosso país e que detém uma parceria comercial com o Grupo FLEX que lhe permite estar representada no mercado espanhol, mas também em Inglaterra e na América do Sul no Brasil, Chile e Cuba.

Curiosamente, à data da publicação do cartaz publicitáro (1982), os colchões da EPEDA eram fabricados e comercializados pela JOTOCAR, com sede na Rechousa – Vila Nova de Gaia. Esta empresa encerrou em 1992 mas a marca foi registada e adquirida pela empresa Invesil, L.da a qual também adquiriu a maquinaria (Schlaraffia) de fabrico de molas e passou, desde há 15 anos, a fabricar colchões precisamente sob a marca JOTOCAR, incorporando muita da tecnologia anterioremente aplicada nos colchões EPEDA e com ênfase num process de fabrico manual que supostamente confere aspectos únicos a cada colchão. A Invesil fabrica os colchões  Longa Vida, considerados o ex-líbris da empresa, com o mote “Colchões Noites Perfeitas”.

8/18/2016

Bronzaline–O bronzeador das praias

 

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Cartaz publicitário ao bronzeador Bronzaline, de 1963.

 

aqui falamos do Bronzaline.

O Bronzaline é considerado o primeiro (pelo menos português) bronzeador usado nas praias portuguesas. Era um dos produtos da Nally, fábrica de cosméticos criada nos anos 30, em plena Lisboa, no Campo Grande, tendo mudado em 2009 para o Carregado - Alenquer, onde continuou a fabricar produtos para marcas internacionais e relançou a famosa marca Benamôr (esta criada por um grupo de farmacêuticos no ano de 1925) com o creme de mãos Alantoíne, vendida pela conhecida loja Vida Portuguesa direccionada a um mercado de saudade. A marca foi relançada por três empresários que nela viram potencialidades nos produtos e direccionados para um mercado de luxo. Há também vontade em relançar o Bronzaline, outro emblemático produto da empresa, sendo que pretende-se que primeiramente seja afinado para lhe conferir a qualidade e “algo de especial” que o faça distinguir no mercado actual.

Segundo notícias recentes e de acordo com informações dos proprietários, a empresa facturou cinco milhões de euros em 2015 e este ano a perspectiva é a de crescer 10%. No caso da Benamôr, a “ambição é fortíssima”, reconhecem. “Estamos a fazer cem mil unidades, que representam 300 mil euros/ano, mas no nosso plano de negócios prevemos chegar em três anos a um milhão de euros de facturação”.

Ao consumo dos produtos da Nally, estão associados nomes como a raínha D. Amélia (durante o seu exílio) e António Oliveira Salazar, este cliente do Petróleo Químico Nally, considerado como um dos primeiros produtos anti-queda de cabelo comercializado em Portugal.

8/17/2016

Pudim Boca Doce

 

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Cartaz publicitário ao pudim Boca Doce, de 1964.

Pelos anos 80 os pudins instantâneos Boca Doce andavam de boca em boca, tanto a comê-los como a apregoá-los. De facto a publicidade que passava na RTP deixou-nos na boca e no ouvido a  cantiga:

"O Boca Doce é bom, é bom, é..
Diz o avô e diz o bebé..
O Boca Doce é bom, é bom, é!!!"

Todavia, como se prova pelo anúnico acima, de 1964, esta marca já era conhecida e popular, de resto já desde 1955, ano em que foi criada. Nos nossos dias não se tem visto publicidade mas a marca continua e os pudins da Boca Doce continuam à venda gozando ainda de popularidade e não raramente constam como sobremesa nas ementas de muitos restaurantes.

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8/16/2016

Sonasol–O algodão não engana…

 

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Cartaz publicitário ao SONASOL, popular produto de limpeza. Publicado no ano de 1964.

Esta popular marca de produtos de limpeza, nasceu em 1951, propriedade da SNS – Sociedade Nacional de Sabões, sediada em Marvila – Lisboa. Nos anos 90 a popular marca foi adquirida pela multinacional Henkel, que ainda a detém e comercializa. Dessa altura ficou famoso o slogan “O algodão não engana!” num spot publicitário que passava pela televisão e que pretendia demonstrar a eficácia da limpeza com Sonasol.

Da inicial barra de sabão activado, a Sonasol alargou-se a outros produtos de limpeza indo de encontro ás necessidades e exigências específicas da limpeza doméstica e também para acompanhar a concorrência e na actualidade ocupa o lugar cimeiros nas vendas de alguns dos seus produtos como o Sonasol Amoniacal, um “lava-tudo” à base de amoníaco, lanaçado no mercado no início da década de 70.

Quanto à Henkel e sua divisão Laundry & Home Care:


A divisão Laundry & Home Care é a pedra angular da história de sucesso da Henkel: Tudo começou com um produto deste sector de negócio. Em 1876, Fritz Henkel fundou a companhia Henkel & Cie em Aachen, Alemanha. O primeiro produto comercializado foi um detergente para lavar roupa à base de silicato de sódio, comercializado sob o nome “Universal-Waschmittel” (Detergente Universal).Desde então, esta divisão de produtos de consumo cresceu e tornou-se uma unidade global muito dinâmica, com marcas de renome como Persil, Purex ou Pril. Para os consumidores de todo o mundo, as nossas marcas fazem parte integral do seu dia-a-dia. Nos mercados importantes para nós, a divisão Laundry & Home Care detém posições de liderança à escala mundial.

8/15/2016

Rosemary–Cremes de beleza

 

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Cartaz publicitário aos cremes de beleza Rosemary, publicado no ano de 1963.

Esta marca, pelos anos 60, era recorrente em revistas direccionadas ao público feminino. Apesar disso, pouco ou nada consegui descobrir sobre a mesma, se ainda existe e qual a empresa proprietária e fabricante. Parece, pelo menos, que ainda existe a empresa que então em Portugal assegurava a sua distribuição, a Elebel - Organização Técnica de Perfumarias e Cosmética, Limitada, com sede na Rua Newton, 3 – Lisboa.

8/14/2016

SABA–Televisores

 

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Cartaz publicitário, do ano de 1982, aos televisores SABA. Em Portugal, doias anos antes (7 de Março de 1980) começaram as emissão regulares de televisão a cores pelo que por essa altura era grande o interesse e procura de receptores a cores. O SABA ultracolor era uma das boas marcas, com a reconhecida garantia da qualidade alemã.

SABA (Schwarzwälder Apparate-Bau-Anstalt), é uma empresa alemã de artigos electrónicos fundada por Benedikt Schwer no distante ano de 1923. Começou por fabricar aparelhos de rádio (telefonias).
Em 1931 a SABA ultrapassou a marca de 100 mil unidades fabricadas do modelo de rádio Tipo S-35. Foi pioneira no desenvolvimento do primeiro receptor de rádio com pesquisa e ajuste fino automático em todas as larguras de banda. À SABA estão atribuídas várias novidades e tecnologias pioneiras no contexto dos receptores de rádio e televisão. Em 1980 a SABA foi adquirida pela multinacional francesa, Thomson SA, actualmente absorvida pela Technicolor.

8/13/2016

Rexina…não deixa ficar mal

 

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Voltamos à memória do Desodorizante Rexina. Deste vez num cartaz publicitário de 1982, com a atleta Avelina Alvarez a apregoar as virtudes deste embelmático desodorizante. Esta ginásta, atleta do Sporting C.P. foi por três vezes consecutivas campeã nacional individual, em 1979, 1980 e 1981, tendo participado nos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980.

 

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8/04/2016

Poly em Espanha–Série TV

 

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Hoje trago à memória a série de televisão “Poly em Espanha”, de origem francesa. Em Portugal passava na RTP a preto-e-branco no ano de 1974, aos domingos logo a seguir ao Telejornal. "Poly em Espanha” contou com 13 episódios de 26 minutos cada.  Foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Março de 1972.

Poly era um inteligente póney que integrava um circo e que percorria vários paises e originando ligações afectivas a várias crianças e a aventuras a condizer.

A criação de Poly deve-se à francesa Anne-José Bénard, mais conhecida por Cécile Aubry (03/08/1928-19/07/2010), autora do livro que serviu de  argumento da conhecida série de animação “Belle e Sebastião”.

Para além do cenário em Espanha, o pónei deu lugar a várias séries, nomeadamente (nos originais franceses): Poly et le mystère du château; Les Vacances de Poly; Poly et le secret des sept étoiles; Poly au Portugal; Au secours Poly, au secours !; Poly et le diamant noir; Poly à Venise; Poly en Espagne; Poly en Tunisie. Originalmente os episódios foram rodados a preto-e-branco e apenas a partir de “Poly em Espanha” – 1972 as séries tiveram produção a cores.

Como se vê, também houve lugar a uma aventura no nosso país, com “Poly em Portugal”  cuja série contou com 7 episódios de 25 minutos cada. Foi exibido originalmente em 1965 pela ORTF. Não tenho memória nem indicação de ter passado na nossa RTP. De mencionar que nesta série a personagem Teresa foi interpretada pela portuguesa Clara d'Ovar.

"Au secours Poly, au secours !" seguiu-se a "Poly em Portugal" e também tinha como cenário a zona do Ribatejo e para além de populares da região como figurantes, contou pela parte dos actores adultos com grandes nomes do cinema e teatro português como António Montez, Canto e Castro, Clara D´Ovar e Rogério Paulo, entre outros. Esta série contou com 13 episódios de 13 minutos cada e foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Dezembro de 1966. Também não tenho memória da sua passagem pela RTP. Procurando-se pela net, nomeadamente no Youtube é possível assistir a alguns genéricos das séries deste simpático e inteligente pónei e a alguns episódios.

Para além dás aventuras que deram lugar a séries de televisão, Cécile Daubry escreveu em livro os seguintes títulos de Poly:

Les vacances de Poly, 1964; Poly et le secret des sept étoiles, 1966; Poly et le diamant noir, 1968; Poly à Venise, 1970; Poly et son ami Pippo, 1971; Poly en Espagne, 1972; Poly en Tunisie, 1973; Poly et le mystère de l'oasis, 1974; Poly, la rose et le mendiant, 1976; Poly au Portugal, 1976; Poly au festival pop; Poly superstar, 1980; Poly s'amuse, 1981; Poly à Paris, 1981; Poly au Québec, 1982; Poly fait scandale, 1982; Poly et les motards; Au secours Poly !

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7/30/2016

Sangue na Estrada–Programa da RTP

 

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Entre 1965 e 1974, a RTP, ainda a "preto-e-branco", exibia semanalmente o “Sangue na Estrada” um  programa sobre prevenção e segurança rodoviária , com apresentação de Joaquim Filipe Nogueira, um expert na matéria rodoviária pois para além de jornalista e escritor era dirigente e praticante desportivo como piloto de automóveis vencedor de vários prémios, ainda produtor e locutor de rádio. Ainda na RTP teve outros programas de temática automóvel como o “TV Motor” e o “Ida e Vola”.


O programa para além dos aspectos de prevenção e segurança rodoviária, fazia eco dos acidentes e problemas das nossas estradas, já que na epoca, apesar de Portugal praticamente não ter auto estradas nem vias rápidas, os acidentes e mortes eram o pão nosso de cada dia e o país seguia no topo de acidentes e mortes nas estradas, em parte devido à fraca qualidade destas, sua sinalização e iluminação, mas muito devido a uma fraca educação cívica dos condutores e falta de regras, obrigatoriedade de seguros, bem como a falta de controlo e penalizações por conduta sobre o efeito do álcool.

O apresentador era invariavelmente duro nas críticas e nas imagens, o que era um feito digno de realce num tempo em que o Estado censurava quem pusesse em causa os defeitos do regime e subdesenvolvimento do país.


O programa teve vários horários. Por exemplo, em 1973, já perto do fim, era exibido às quintas-feiras logo a seguir ao Telejornal do fim da tarde.

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