10/07/2016

Gô-Gô o brinquedo “sensação” do Verão de 83

 

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É verdade, no Verão de 1983 o Gô-Gô era anunciado como “o brinquedo de todos, a nova “febre” do Verão de 83”.

Este produto da MMD, da qual não conseguimos descobrir grande coisa, consistia em lançar uma bola ao ar e fazer com que ela entrasse no buraco do suporte em plástico. A bola estava presa ao suporte com um fio e o objectivo era fazer várias vezes o mesmo movimento até que o fio ficasse todo enrolado. Claro está que quando esta brincadeira era feita a dois ou a três, como no cartaz acima, ganhava quem enrolasse primeiramente todo o fio. Resta acrescentar que quando se falhava a recepção da boa no buraco, muitas vezes ela batia no pulso ou nos dedos e por vezes até na cabeça, o que acabava para fazer mossa pois a bola era de um plástico duro e pesado.

10/06/2016

A Sebenta do Tempo - Mário Augusto


Noticia fresquinha em antestreia... terminei um livro que vai divertir a malta. Partilhem se assim entenderem. Eu agradeço.
Memorizem esta capa de livro porque em Novembro, logo na primeira semana, quando chegar ás as livrarias, ele será para a malta que cresceu nos anos 60, 70 e 80 como que um divertido elixir da memória. Andei meses a pesquisar, a perguntar a amigos da minha geração, desempoeirar as recordações. Nem vos conto o prazer que deu....
A SEBENTA DO TEMPO é para os que viram “Os Pequenos Vagabundos” e desejava, ao crescer, ser como o Jean-Loup…
Os que na escola, sabiam toda a lengalenga dos caminhos-de-ferro de Angola ou por onde passava o rio Zambeze em Moçambique – com a mesma certeza e convicção com que aprendiam que o Mondego nascia na Serra da Estrela – e era tudo dito naquele sincopado musical com que cantarolávamos a tabuada, de cor e salteado…
Para quem levou umas reguadas da professora ou chorou com a Heidi na televisão...
Ou para os que se lembram que beijou ou foi beijado(a), agarradinho(a), ao som do “Hotel Califórnia” dos Eagles ou do “We’re all alone” da Rita Coolidge...
Talvez encontre utilidade nesta “Sebenta do Tempo –manual da memória para esquecidos”. Porque há um tempo na vida que nunca se pode deixar de evocar. E de recordar.
Alguém me explica por que será que, quando tínhamos 15 anos, o verão parecia mais azul? Os nossos verões eram mesmo mais azuis e quentes, as férias grandes eram mesmo grandes, até outubro, já depois da chegada do Outono.
O mundo da nossa infância era gigante e a nossa rua interminável para as brincadeiras.
Os heróis da BD custavam vinte e cinco tostões em desenhos a preto e branco.
A simplesmente Maria arrasava corações.
As laranjadas faziam piquinhos refrescantes na boca.
Os beijos dados na adolescência jamais foram repetidos com sabor a chiclete.
Como sempre aconteceu com todas as gerações, acelerávamos os dias a pensar na idade adulta e hoje travamos o tempo a recordar os nossos melhores anos.
Até ao lançamento deste livro de doces recordações de uma geração que ainda se lembra onde estava no 25 de abril...(talvez na escola ou a jogar á bola!), eu vou desvendado bocadinhos do seu conteúdo que vai apanhar distraída a memória de muita gente. Peço-lhes que partilhem a informação, vou dando pormenores de lançamento e aceito sugestões para essas sessões de lançamento.

Obrigado Mário Augusto

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O Blogue Santa Nostalgia fica obviamente satisfeito com esta notícia, expressa pelo conhecido jornalista da RTP, Mário Augusto, na sua página no Facebook. Desde logo porque neste livro são trazidas à memória muitas das recordações que ao longo de 10 anos temos aqui publicado. Neste sentido, o Santa Nostalgia é também uma sebenta do tempo, não em papel mas online.
Para além disso, foi com humildade e satisfação que a pedido do Mário Augusto fomos colaborando neste seu projecto, avivando uma ou outra memória ou facultando esta ou aquela imagem ou fotografia. Para nós foi um privilégio. Esperemos que esta Sebenta do Tempo seja um sucesso. Certamente que será porque tem todos os ingredientes para isso, desde logo a qualidade do autor.

9/29/2016

Major Alvega



Quem já não ouviu falar do Major Alvega, herói da aviação militar inglesa durante a II Guerra Mundial? Que mais não fosse, pela série portuguesa com o mesmo nome realizada  e passada pela RTP no final dos anos 90 com Ricardo Carriço a interpretar o aviador e António Cordeiro no papel do militar nazi Von Block e narrativa do saudoso Fernando Pessa, a qual tinha a particularidade dos cenários terem um look de animação.
Mas o Major Alvega é sobretudo conhecido pelas suas aventuras na Banda Desenhada e que entre nós foi presença habitual e regular sobretudo na emblemática revista "O Falcão"
Pela parte que me toca, para além deste herói da aviação, os meus outros heróis preferidos que iam desfilando semanalmente nas aventuras ilustradas da revista "O Falcão", eram o Ogan, Kalar, Sandor e Oliver (Robin dos Bosques).




De acordo com a descrição na Wikipedia: Major Alvega é uma personagem fictícia, ás da aviação anglo-portuguesa da RAF (Royal Air Force, a Força Aérea Britânica)....No título original em inglês chamava-se "Battler Britton - England's Fighting Ace of Land, Sea and Air" e foi criado em 1956 para a revista britânica Sun, por Mike Butterworth (argumento) e Geoff Campion (desenho) e chegou a ser desenhado por vários desenhistas de renome tais como, Hugo Pratt, José Ortiz, Dino Battaglia ou Luigi (Gino) D'Antonio para a editora Fleetway [2]. Foi protagonista das mais variadas aventuras, todas caracterizadas por muita acção, suspense e um toque de humor, nas quais defrontou (e venceu) alguns dos mais importantes intervenientes da Segunda Guerra Mundial: Rommel, Goering, Hitler e Mussolini. No entanto, numa época em que a censura (ao serviço de um Estado Novo fervorosamente nacionalista) obrigava todos os heróis do género a figurarem nomes portugueses (e por consequência alguma forma de ascendência lusa), o protagonista seria rebaptizado por Mário do Rosário, director da revista "O Falcão", e por Anthímio de Azevedo, o tradutor, para Jaime Eduardo de Cook e Alvega, um ribatejano por via paterna e inglês por via materna, que teria estudado em Coimbra, tendo também sido alterada a sua patente de tenente-coronel para Major.






9/28/2016

Sonasol–Seca-Louça

 

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Voltamos ao Sonasol, num cartaz publicitário de meados dos anos 60, desta feito a divulgar a oferta de um super brinde, nada mais nada menos que um utilitário seca-louça em plástico inquebrável.

9/21/2016

A Família Prudêncio





Pelos primeiros anos da década de 1970, a RTP, a preto-e-branco, pois claro, passava com frequência a pequena animação "A Família Prudêncio", a qual, encomendada por entidade estatal, num registo ligeiro e divertido informava e instruía o Portugal rural dos procedimentos de higiene e segurança a ter com os pesticidas.

Em resumo, numa época em que se generalizava o uso de pesticidas pela gente da lavoura, o filmezinho era um importante aviso à prudência e ao cuidado. É certo que decorrido quase meio século, à luz dos actuais conhecimentos sobre os pesticidas, concluímos que os Prudêncios até tinham procedimentos incorrectos e imprudentes, como o enterrar e queimar das embalagens, mas na altura era uma prática considerada adequada. Mas é assim a evolução dos tempos e certamente que muitos dos procedimentos de hoje parecerão retrógados daqui a mais algumas décadas.

Esta curta animação foi realizada por Artur Correia para os estúdios Top Filme. De resto, para além de em 1970 realizar "Eu Quero a Lua",  considerada a primeira animação portuguesa, são dele outras emblemáticas animações da época, porventura a mais conhecida a ""Vamos Dormir/Meninos Rabinos", de 1971 e que durante algum tempo, com a família Pituxa dava sinal aos mais pequenos para recolherem às caminhas.




O Valorfito, sistema integrado de gestão de embalagens e resíduo em agricultura, aproveitando o conceito, deu uma nova vida à família Prudêncio, com outro grafismo e com as modernas tecnologias mas, não, não é a mesma coisa. 


Sobre o Valorfito
O sistema Valorfito surgiu em 2005 após a aprovação do licenciamento por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com o objectivo de proceder à recolha dos resíduos de embalagens primárias de produtos fitomarcêuticos e sua gestão final, encaminhando-as para as estações de tratamento e valorização energética.
O sistema permite que os produtores agrícolas possam dar o destino correcto aos resíduos dos produtos fitofarmacêuticos que geram nas suas explorações, cumprindo a legislação em vigor nesta matéria.
O sistema Valorfito é gerido pela Sigeru, Lda., uma empresa participada pela Anipla – Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas – e pela Groquifar – Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos.

9/18/2016

Melhoral Infantil

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Cartaz publicitários aos comprimidos Melhoral Infantil, publicado em meados dos anos 60.
aqui falamos destes emblemáticos e populares comprimidos.

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Grupo Desportivo da CUF - 1967/1968

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