10/29/2016

Waldorf–Papel higiénico

 

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Cartaz publicitário do ano de 1960 ao papel higiénico da marca Waldorf.

Poder-se-ía pensar que o papel higiénico é coisa recente entre nós, mas não, é um artigo já com muitos anos ou não fosse necessário à limpeza de um dos actos mais elementares da nossa fisiologia.

Hoje em dia o papel higiénico e produtos similares, como guardanapos, toalhetes e rolos de papel de cozinha estão presentes em todos os ambientes domésticos, comerciais e industriais e por isso movimentam muitas empresas. Ora entre nós há marcas reconhecidas e identificadas com estes produtos, como a Renova - Fábrica de Papel do Almonda, SA, fundada em 1818 em Torres Novas, mas deixando esta empresa para outras calendas, importa referir a nível mundial a Scott, porventura umas das mais internacionais e conceituadas neste sector.

A Scott Paper Company Limited  foi fundada em 1879 pelos irmãos Edward Irvin e Clarence Scott, de Filadélfia – Estados Unidos mas originalmente como fabricante de sacos e papel para embrulhos. Apenas uns dez anos depois é que começou por fabricar o papel higiénico, em rolo, para essa função específica. Entretanto já existia uma outra marca, a Waldorf a qual veio a ser adquirida em 1902 pelos irmãos Scott. O papel higiénico Waldorf torna-se assim o principal produto da Scott. Nos anos 30 são introduzidos os papéis para uso na cozinha e ainda nessa década os guardanapos.

Em meados dos anos 90 a Scott foi adquirida pela Kimberly-Clark passando assim a integrar uma  rede de distribuição global.De então para cá, a empresa cresceu, multiplou e diversifiocu os produtos e obviamente adaptou-se às novas tecnologias para corresponder às exigências de mercado e competetividade.

10/28/2016

Postais de Natal 2016




Temo-la já como uma tradição, a de rabiscar e publicar por aqui alguns postais de natal.
Para além dos que ao longo do tempo foram sendo por cá publicados, temos estado a publicar noutros espaços parceiros. Podem, por isso, encontrá-los aqui nestes espaços:



- Docs


Postais acima: - Clicar para ampliar.

10/27/2016

Pijamas Silma–Belarte

 

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Dois cartazes publicitários do ano de 1961 aos pijamas Silma.

Infelizmente mesmo depois de algumas pesquisas nada encontramos sobre a origem desta marca e se a empresa fabricante ainda existe. São daquelas coisas que apesar de parecer terem tido alguma notoriedade num passado mais ou menos recente, a avaliar pelos anúncios, acabam por não deixar rasto. Será mesmo assim?

Das pesquisas efectuadas pelo menos ficamos a saber que ambos os cartazes foram produzidos pela Agência de Publicidade Belarte, fundada pelo artista gráfico e plástico Roberto Araújo Pereira (1908-1969), conjuntamento com seu irmão Alfredo Araújo Pereira e Mário Neves.
Não nos custas acreditar e é de supor que as ilustrações destes dois cartazes tenham sido de autoria do referido Roberto Araújo Pereira.

Laranjina C - Refresco vitaminado


Cartaz publicitário à bebida "Laranjina C", publicado nos anos 80.

Já tivemos a oportunidade de trazer à memória a Laranjina C.


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10/25/2016

Sopas Knorr


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Cartaz publicitário do ano de 1968 aos caldos Knorr.

A Knorr é uma marca alemã de produtos alimentares (caldos, misturas de sopas desidratadas e condimentos), propriedade da empresa anglo-holandesa Unilever, desde 2000 quando foi por esta adquirida à norte-americana Best Foods, por sua vez uma empresa com origem na  CPC - Corn Products Company que havia adquirido a Knorr em 1958.
A fundação da Knorr remonta a 1838 por Carl Heinrich Theodor Knorr, dono de uma mercearia, na sequência de uma demanda pela conservação de produtos para além do seu estado natural de modo a dar resposta às necessidades alimentares . Em 1838,  com seus filhos fundou a The Knorr Company na cidade de Heilbronn - Alemanha. A sua primeira fábrica começou por produzir chicória desidratada para fornecer a crescente indústria do café. Desde então a empresa conheceu uma evolução empresarial e tecnológica, não sem passar pelas dificuldades próprias decorrentes da travessia pelo período das duas grandes guerras.
Um dos grandes momentos de notoriedade e popularidade da sua história ocorreu em 1912 aquando da introdução do agora famoso caldo de carne concentrado num pequeno cubo e que veio revolucionar a forma de cozinhar e dar sabor a muitas das receitas. Este produto teve um rápido sucesso e ajudou em muito à popularidade e reconhecimento da marca.
Nos anos 60 e por aí fora, em Portugal a Knorr competia com a não menos popular marca de caldos Maggi, pertencente actualmente à Nestlé..Na actualidade a Knorr é uma das marcas mais vendidas pela Unilever e tem presença e notoriedade em muitos países, sendo que, curiosamente, não no Japão, onde  a Unilever não tem os direitos da marca.

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10/23/2016

Livro de leitura da 4ª classe–Joaquim Gaspar

 

Hoje trago à memória o livro de leitura da 4ª classe de autoria de Joaquim Gaspar.

Dimensões: 15 x 20 cm, com capa dura. 144 páginas, com muitas ilustrações e fotografias a cores e a preto-e-branco.

O exemplar que possuo é do ano de 1968 e corresponde à 9ª edição com edição, impressão e distribuição da Atlântida Editora, de Coimbra. A capa tem a fotografia de parte de uma tapeçaria existente na sala de sessões  dos Paços do Município do Porto de autoria do Arq. Guilherme Camarinha, intitulada “Hino em Louvor, Honra e Glória da Cidade do Porto“. Como curiosidade, refira-se que esta tapeçaria é a maior de um grupo de três do mesmo autor e que decoram a sala de sessões. As duas mais pequenas, nas paredes laterais da sala têm como temas "A faina no Douro" e "S. João".
A tapeçaria maior e central procura retratar a história da cidade do Porto e foi elaborada entre 1955 e 1958, contendo 8 milhões de pontos, tantos quantos os habitantes da época.

Voltando ao livro escolar, as ilustrações do livro são de autoria de Marques Elias.

O autor, Joaquim Gaspar tem vários outros manuais escolares, nomeadamente o “Vidas em Flôr”, também da 4ª classe e sobre o qual já aqui falamos e com edição posterior ao agora relembrado.

Não foi o meu livro da quarta classe, mas é um belo exemplar e que certamente, até a avaliar pelo número de edições, passou pelas mãos de muitos portugueses. Certamente que serão muitos os que guardam dele boas memórias.

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10/22/2016

Gente Miúda - "The Brian Keith Show"–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Gente Miúda" que a RTP transmitia no ano de 1973.
Esta série produzida nos Estados Unidos pela NBC, com filmagens no Hawaii, refere-se ao original "The Brian keith Show", por sua vez com origem no títiulo “The Little People”.
A série retratava um casal de médicos pediatras que trabalhavam numa clínica médica em Oahu, no Hawaii, lidando com os problemas e desafios próprios.

Os principais actores eram Brian Keith como Dr. Jamison, Victoria Young como esposa deste, no papel da enfermeira Puni, e a filha de Keith,  Dr.a Anne Jamison, interpretada por Shelley Fabares.
A série teve duas temporadas, com um total de 47 episódios com cerca de 30 minutos cada e foi produzida entre 1972 e 1974.

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Brian Keith – Dr. Jamison

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Shelley Fabares – Dr.a Anne Jamison

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Victoria Younk – Enfermeira Puni

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A família Jamison

10/21/2016

The Protectores–Os Protectores–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Os Protectores", no original "The Protectors" exibida em 1973 pela RTP.
Trata-se de uma série inglesa, de acção, aventura, crime e suspense, com uma tripla de actores Robert Vaughn, Nyree Dawn Porter e Tony Anholt, interpretando Harry Rule, Condessa de Contini e Paul Buchet, respectivamente.
Foi produzida entre 1972 e 194 e teve duas temporadas com 52 episódios com duração de cerca de 25 minutos cada.
Harry e a Condessa de Contini são uma dupla de detectives pertencentes a uma organização chamada "Os Protectores". A série foi rodada em diversos países da Europa.

Na RTP tenho memória de vários episódios mas não consegui confirmar se a série foi ou não exibida na sua totalidade.

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No Youtube facilmente se podem visualizar vários episódios da série.

10/20/2016

Refrigerantes Sucol

 

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Cartaz publicitário dos refrigerantes Sucol- Anos 80.

Os produtos sob a marca Sucol foram lançados em 1980. Foram desenvolvidos e lançados pela empresa proprietária e fabricante da já popular Sumol.

Como a vida dá muitas voltas, também as dá no mundo empresarial. Desde então o refrigerante de laranja designado de Sumol criado em 1954 pela empresa Refrigor, esta com origem em 1945, funde-se em 2001 com a Compal, dando lugar à Sumol + Compal e por sua vez a marca Sucol foi vendida em 2010 à parceria  empresarial Diviril Indústria - Produção de Sumos e Refrigerantes, S.A., com instalações no Carregado, fundada em 1967 e à Melo e Abreu, fabricante de cerveja de Ponta Delgada – Açores. Esta venda foi determinada pela Autoridade da Concorrência no âmbito da fusão da Sumol com a Compal.

A Sucol continua a ter bons produtos mas sem a popularidade e notoriedade inerentes aos produtos Sumol. Pessoalmente, não sendo um frequente consumidor de refrigerentes, não gosto de todo dos produtos Sumol e tenho-os como com muita fama mas pouco proveito. Em todo o caso é sem dúvida uma das marcas emblemáticas do nosso mercado de refrigerantes.

10/19/2016

A visita da Cornélia–Concurso da RTP

 

O concurso televisivo "A Visita da Cornélia" foi um dos mais marcantes dos muitos exibidos pela RTP. De autoria de Fialho Gouveia e Raúl Solnado, com apresentação deste, o concurso foi exbido de Junho a Novembro, às segundas-feiras, no ano de 1977, por isso ainda no tempo da nossa televisão a "preto-e-branco". Por esses tempos, mais popular do que este concurso só mesmo a telenovela brasileira “Gabriela” que se estreara também nesse ano.

As sessões tinham público assistente e tinham lugar na sala do Villaret, à Fontes Pereira de Melo.
Cada sessão do concurso colocavam em disputa 3 pares de concorrentes os quais tinham que levar a cabo um conjunto de 10 diferentes provas com as quais se pretendia valorizar as componentes de aprendizagem, criatividade e destreza. Tais provas reuniam disciplinas como canto, dança, teatro, pontuadas pelo jurí (de que fizeram parte Raúl Calado, Maria Josão Seixas, Maria Leonor e Luis de Sttau Monteiro, bem como perguntas e passatempos com temas como Cultura Geral, Código da Estrada, Constituição Portuguesa e Direitos do Homem.

Pelo meio, Raúl Solnado no seu estilo muito próprio ía conversando com a Cornélia, uma simpática vaca de olhos enormes e grande laçarote ao pescoço, com manchas aos corações, feita em cartão, e que ía abanando a cabeça ao ritmo dos diálogos, numa voz feminina e lamechas. Aos olhos das técnicas televisivas e meios de produção de hoje, a Cornélia e o seu boneco eram de facto rudimentares, mas tendo em conta que a televisão era o principal meio de entretenimento das famílias, dos miúdos aos graúdos, o concurso teve de facto muita popularidade e ninguém queria perder pitada.
No final de cada sessão, os concorrentes mais pontuados ocupavam um pódio que mantinham nas sessões seguintes até que fossem ultrapassados em votação.  O grande vencedor do concurso foi Vasco Raimundo, seguido de José Fanha e Rui Guedes (quanto a esta classificação, já li algures uma versão de que o grande vencedor terá sido Gonçalo Lucena – não tenho memória de quem realmente foi o vencedor e cinjo-me a informações pesquisadas). Pelo concurso passaram como concorrentes algumas figuras que vieram a ter algum protagonismo posterior como Tozé Martinho e sua mãe Tareka, Fernando Assis Pacheco, José Fanha e outros mais.

Uma das curiosidades: ao fim de uma dúzia de sessões o boneco da Cornélia foi reformulado, ficando com um ar mais jovial e dizem que com uma cabeleira roxa. Por outro lado Raúl Solnado em entrevista na época dizia que o concurso tinha muitas afinidades com o também popular programa Zip-Zip, que, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, também apresentou no ano de 1969. Todavia, dizia, com a diferença de que naquele os participanmtes eram convidados enquanto que na Cornélia era sorteados. Questionado quanto ao muito dinheiro que se dizia estar a ganhar como apresentador do concurso, respondeu que ninguém tinha nada a ver com isso, mas a contra-gosto lá foi dizendo que ganhava pouco. Muito menos que qualquer outro apresentador em qualquer sítio do mundo.

Pela popularidade alcançada, o concurso deu lugar ao lançamento de uma revista, a "Vacavisão" bem como uma colecção de cromos de que tenho uma caderneta que guardo na minha tralha.

Nos anos 1990, já com melhores meios técnicos e em plena era da cor, a RTP voltou a pegar no conceito e produziu o concurso "A Filha da Cornélia" então apresentado por Fialho Gouveia , mas despertou pouco interesse e ficou longe da popularidade do concurso dos anos 70. Ficou-se assim por apenas uma temporada.

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- Acima, os boletins de inscrição para o sorteiro de participação no concurso, publicados em revistas e jornais da época.

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