11/06/2016

O Sabichão – Pergunte que eu Respondo - Jogo educativo da majora


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Hoje trago à memória um dos mais bem sucedidos e emblemáticos jogos educativos da Majora, "O Sabichão". Com a referência 628, este jogo foi criado em 1962 e desde logo tornou-se popular graças à particularidade do boneco (o Sabichão) que com o seu ar de mágico ou feiticeiro, com um chapéu cónico, dava a resposta certa à pergunta seleccionada.

O jogo consistia num suporte ou tabuleiro em cartão, constituído pela própria caixa, onde se aplicavam vários conjuntos de cartões contendo um círculo de perguntas e um círculo de respostas sobre diversos temas de cultura geral. Primeiramente colocava-se o boneco Sabichão no centro do círculo de perguntas, encaixado num suporte próprio e de seguida, rodando-se o mesmo pela cabeça, apontava-se-lhe a sua vara metálica para a pergunta pretendida. Seguidamente mudava-se o boneco para o centro do círculo de respostas, sobre uma base chamada espelho mágico e o boneco então rodava apontando a sua varinha em direcção à resposta certa. Na altura, para a criançada, era um pouco misterioso o artifício desta aparente magia, mas obviamente que o sistema consistia em ímans que obrigavam o boneco a girar e a apontar para a resposta em função do ângulo que havia sido rodado na base do círculo das questões.

Os temas das perguntas eram diversos: História de Portugal; Corografia de Portugal; Geografia Geral; O Corpo Humano; Descobertas e Invenções; Os Astros; Artes e Artistas; Literatura Portuguesa.

Numa época em que não havia Internet e a televisão estava a dar os primeiros passos, estes jogos educativos eram meios divertidos de se aprender. Neste aspecto, a Majora tem um rico historial de jogos que em muito contribuiu para o divertimento e cultura de gerações e por conseguinte faz parte das mais carinhosas memórias da nossa infância e adolescência.

A Majora, tem uma longa história, quase com oito décadas. Foi fundada na cidade do Porto em 1939, por Mário José Oliveira. Depois de ter sido encerrada em 2013, felizmente foi adquirida logo depois por um grupo empresarial (The Edge Group) que a pretende relançar aproveitando o insubstituível peso da sua longa história e tradição.Tem sido notícia de que a nova gerência da marca pretende relançar até ao Natal deste ano de 2016 alguns dos seus muitos jogos, incluindo este Sabichão, o Jogo da Glória e tantos outros, bem como entrar no mundo das versões electrónicas de modo a acompanhar as tendências de consumo actual. Boas notícias, sem dúvida.


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11/04/2016

Crónica Feminina - 203

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 203 de 13 de Outubro de 1960.

Uma capa impensável para as revistas similares dos dias de hoje. Não por já não se venderem a 15 tostões mas porque predominam temas nada condizentes com a candura e ar feliz do rapazinho. Enredos de telenovelas, mortes, traições, divórcios, erotismo a roçar a pornografia, dicas de sexo, etc, são o actual pão-nosso  do que a casa gasta. Um fartote.

É certo que os tempos ditam a evolução das coisas e obviamente da imprensa escrita, jornais ou revistas. Não se poderia esperar que, 56 anos passados, uma revista de mexericos fizesse capa com uma criancinha, a não ser que fosse o Cristianinho Ronaldo ou outro rebento de um qualquer jet-set. Todavia, porventura, passamos de um 8 muito condicionado por um regime fechado e conservador para um 80 desbragado e excessivo. O meio termo nunca foi apanágio dos portugueses pelo que as coisas são como são, no bom e no menos bom.

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10/29/2016

Waldorf–Papel higiénico

 

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Cartaz publicitário do ano de 1960 ao papel higiénico da marca Waldorf.

Poder-se-ía pensar que o papel higiénico é coisa recente entre nós, mas não, é um artigo já com muitos anos ou não fosse necessário à limpeza de um dos actos mais elementares da nossa fisiologia.

Hoje em dia o papel higiénico e produtos similares, como guardanapos, toalhetes e rolos de papel de cozinha estão presentes em todos os ambientes domésticos, comerciais e industriais e por isso movimentam muitas empresas. Ora entre nós há marcas reconhecidas e identificadas com estes produtos, como a Renova - Fábrica de Papel do Almonda, SA, fundada em 1818 em Torres Novas, mas deixando esta empresa para outras calendas, importa referir a nível mundial a Scott, porventura umas das mais internacionais e conceituadas neste sector.

A Scott Paper Company Limited  foi fundada em 1879 pelos irmãos Edward Irvin e Clarence Scott, de Filadélfia – Estados Unidos mas originalmente como fabricante de sacos e papel para embrulhos. Apenas uns dez anos depois é que começou por fabricar o papel higiénico, em rolo, para essa função específica. Entretanto já existia uma outra marca, a Waldorf a qual veio a ser adquirida em 1902 pelos irmãos Scott. O papel higiénico Waldorf torna-se assim o principal produto da Scott. Nos anos 30 são introduzidos os papéis para uso na cozinha e ainda nessa década os guardanapos.

Em meados dos anos 90 a Scott foi adquirida pela Kimberly-Clark passando assim a integrar uma  rede de distribuição global.De então para cá, a empresa cresceu, multiplou e diversifiocu os produtos e obviamente adaptou-se às novas tecnologias para corresponder às exigências de mercado e competetividade.

10/28/2016

Postais de Natal 2016




Temo-la já como uma tradição, a de rabiscar e publicar por aqui alguns postais de natal.
Para além dos que ao longo do tempo foram sendo por cá publicados, temos estado a publicar noutros espaços parceiros. Podem, por isso, encontrá-los aqui nestes espaços:



- Docs


Postais acima: - Clicar para ampliar.

10/27/2016

Pijamas Silma–Belarte

 

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Dois cartazes publicitários do ano de 1961 aos pijamas Silma.

Infelizmente mesmo depois de algumas pesquisas nada encontramos sobre a origem desta marca e se a empresa fabricante ainda existe. São daquelas coisas que apesar de parecer terem tido alguma notoriedade num passado mais ou menos recente, a avaliar pelos anúncios, acabam por não deixar rasto. Será mesmo assim?

Das pesquisas efectuadas pelo menos ficamos a saber que ambos os cartazes foram produzidos pela Agência de Publicidade Belarte, fundada pelo artista gráfico e plástico Roberto Araújo Pereira (1908-1969), conjuntamento com seu irmão Alfredo Araújo Pereira e Mário Neves.
Não nos custas acreditar e é de supor que as ilustrações destes dois cartazes tenham sido de autoria do referido Roberto Araújo Pereira.

Laranjina C - Refresco vitaminado


Cartaz publicitário à bebida "Laranjina C", publicado nos anos 80.

Já tivemos a oportunidade de trazer à memória a Laranjina C.


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10/25/2016

Sopas Knorr


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Cartaz publicitário do ano de 1968 aos caldos Knorr.

A Knorr é uma marca alemã de produtos alimentares (caldos, misturas de sopas desidratadas e condimentos), propriedade da empresa anglo-holandesa Unilever, desde 2000 quando foi por esta adquirida à norte-americana Best Foods, por sua vez uma empresa com origem na  CPC - Corn Products Company que havia adquirido a Knorr em 1958.
A fundação da Knorr remonta a 1838 por Carl Heinrich Theodor Knorr, dono de uma mercearia, na sequência de uma demanda pela conservação de produtos para além do seu estado natural de modo a dar resposta às necessidades alimentares . Em 1838,  com seus filhos fundou a The Knorr Company na cidade de Heilbronn - Alemanha. A sua primeira fábrica começou por produzir chicória desidratada para fornecer a crescente indústria do café. Desde então a empresa conheceu uma evolução empresarial e tecnológica, não sem passar pelas dificuldades próprias decorrentes da travessia pelo período das duas grandes guerras.
Um dos grandes momentos de notoriedade e popularidade da sua história ocorreu em 1912 aquando da introdução do agora famoso caldo de carne concentrado num pequeno cubo e que veio revolucionar a forma de cozinhar e dar sabor a muitas das receitas. Este produto teve um rápido sucesso e ajudou em muito à popularidade e reconhecimento da marca.
Nos anos 60 e por aí fora, em Portugal a Knorr competia com a não menos popular marca de caldos Maggi, pertencente actualmente à Nestlé..Na actualidade a Knorr é uma das marcas mais vendidas pela Unilever e tem presença e notoriedade em muitos países, sendo que, curiosamente, não no Japão, onde  a Unilever não tem os direitos da marca.

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10/23/2016

Livro de leitura da 4ª classe–Joaquim Gaspar

 

Hoje trago à memória o livro de leitura da 4ª classe de autoria de Joaquim Gaspar.

Dimensões: 15 x 20 cm, com capa dura. 144 páginas, com muitas ilustrações e fotografias a cores e a preto-e-branco.

O exemplar que possuo é do ano de 1968 e corresponde à 9ª edição com edição, impressão e distribuição da Atlântida Editora, de Coimbra. A capa tem a fotografia de parte de uma tapeçaria existente na sala de sessões  dos Paços do Município do Porto de autoria do Arq. Guilherme Camarinha, intitulada “Hino em Louvor, Honra e Glória da Cidade do Porto“. Como curiosidade, refira-se que esta tapeçaria é a maior de um grupo de três do mesmo autor e que decoram a sala de sessões. As duas mais pequenas, nas paredes laterais da sala têm como temas "A faina no Douro" e "S. João".
A tapeçaria maior e central procura retratar a história da cidade do Porto e foi elaborada entre 1955 e 1958, contendo 8 milhões de pontos, tantos quantos os habitantes da época.

Voltando ao livro escolar, as ilustrações do livro são de autoria de Marques Elias.

O autor, Joaquim Gaspar tem vários outros manuais escolares, nomeadamente o “Vidas em Flôr”, também da 4ª classe e sobre o qual já aqui falamos e com edição posterior ao agora relembrado.

Não foi o meu livro da quarta classe, mas é um belo exemplar e que certamente, até a avaliar pelo número de edições, passou pelas mãos de muitos portugueses. Certamente que serão muitos os que guardam dele boas memórias.

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10/22/2016

Gente Miúda - "The Brian Keith Show"–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Gente Miúda" que a RTP transmitia no ano de 1973.
Esta série produzida nos Estados Unidos pela NBC, com filmagens no Hawaii, refere-se ao original "The Brian keith Show", por sua vez com origem no títiulo “The Little People”.
A série retratava um casal de médicos pediatras que trabalhavam numa clínica médica em Oahu, no Hawaii, lidando com os problemas e desafios próprios.

Os principais actores eram Brian Keith como Dr. Jamison, Victoria Young como esposa deste, no papel da enfermeira Puni, e a filha de Keith,  Dr.a Anne Jamison, interpretada por Shelley Fabares.
A série teve duas temporadas, com um total de 47 episódios com cerca de 30 minutos cada e foi produzida entre 1972 e 1974.

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Brian Keith – Dr. Jamison

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Shelley Fabares – Dr.a Anne Jamison

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Victoria Younk – Enfermeira Puni

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A família Jamison

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