11/26/2016

Caderneta de cromos de futebol - 261120161

 

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História e Figuras do campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão – 1955-1956

Uma das interessantes cadernetas de cromos de futebol da década de 50, editada pela APR – Agência Portuguesa de Revistas. Foi pena que esta editora não tivesse dado muita atenção às cadernetas de cromos no tema futebol pois as que editou tiveram sempre uma qualidade acima da média do que era corrente na época. Mesmo assim deixou para a História cerca de uma dezena de títulos dos quais este terá sido o primeiro.

Uma das razões para tão escassa produção neste sector específico do coleccionismo, poderá estar no facto das suas colecções fugirem da norma da altura, com cadernetas associadas a casas de confeitarias com preços de venda muito baixos o que as tornava acessíveis aos consumidores da época, no geral pouco ou nada endinheirados, em que todos os tostões eram contados. Por conseguinte, para além da guloseima, sempre apetecível por mais modesta que fosse, a rapaziada coleccionava os seus ídolos da bola com poucos tostões e ainda com a sempre desejada possibilidade de calhar em rifa um brinquedo ou mesmo uma bola. A qualidade gráfica na época não era de todo tido em conta na hora de investir no quiosque na cidade ou na tasca e mercearia da aldeia.

11/25/2016

Revisitando - Eça de Queirós



Passam hoje 171 anos (25 de Novembro de 1845) sobre o nascimento de Eça de Queirós, um dos maiores vultos da literatura portuguesa.
Sobre a sua vida e obra, não faltam exaustivas biografias e referências, pelo que ficamos apenas pela lembrança da efeméride.
Para além de tudo, é um dos meus autores preferidos e da sua obra conhecida e publicada já li tudo, de resto uma leitura que periodicamente se vai renovando como aconteceu recentemente com "As cidades e as serras".

Cada parágrafo de Eça de Queirós é um rendilhado pormenorizado e simultaneamente resumido da condição humana, das suas personagens e seus carácteres. É certo que retratou uma sociedade numa época muito própria mas, salvas as distâncias dos usos e costumes, a génese humana e os contornos relacionais da sociedade continuam quase os mesmos e por isso Eça, como os grandes escritores, permanece actual.
Como singela lembrança, ficam abaixo uns simples nossos rabiscos do grande Eça.

11/24/2016

"Os Conchas" - Duo musical



Pelo final dos anos 50 e princípios de 60 o panorama musical português passou a contar com mais um grupo,  concretamente o duo "Os Conchas", constituído por dois amigos lisboetas, o José Manuel Aguiar Concha de Almeida (guitarra) e o Fernando Alberto Soares Gaspar (viola baixo).

Já eram conhecidos mas projectaram-se depois de, em 1960, vencerem a primeira edição do concurso musical lançado pela Rádio Renascença, "Caloiros da Canção", acompanhados por Jorge Machado e o seu conjunto. No mesmo concurso, o vencedor como artista a solo foi o jovem Daniel Bacelar, então com apenas 17 anos.
Como prémio, os vencedores tiveram direito à edição conjunta de um EP gravado na Valentim de Carvalho. "Os Conchas"  com os temas "Oh Carol" (versão de um tema de Neil Sedaka) e "Quero o Teu Amor" ("Should We Tell Him" dos Everly Brothers), e Daniel Bacelar com os títulos  "Fui Louco por Ti" e "Nunca".

"Os Conchas", como outros grupos da época, tinham um estilo e sonoridade que de algum modo replicavam os artistas e grupos dos Estados Unidos e até ficaram popularizados como os Everly Brothers portugueses.

Em 1961 têm uma participação na RTP, no programa "Férias de Verão" em que interpretam o tema "Quero o Teu Amor".

Durante os primeiros anos da década de 60 o duo lançou vários EPs com temas próprios mas também versões de êxitos de artistas estrangeiros.
Em 1964 gravaram o seu último trabalho mas já com um nome e formação diferentes, "José Manuel Concha e o conjunto Os Conchas", integrando elementos do grupo "Gatos Negros".
 A guerra no Ultramar acabou por ditar o fim desta ligação musical dos dois amigos que se conheceram quando na década de 50 jogavam futebol (o José nos júniores do Oriental de Lisboa e o Fernando nos júniores do Sporting). Para trás ficava a impossibilidade de dar continuidade à carreira com contratos assinados para actuações em  Espanha, no que seria a sua internacionalização.

Pelos anos seguintes seguiram carreiras a solo mas já sem a notoriedade almejada pelo duo. Fernando Gaspar gravou vários trabalhos, nomeadamente com o "Conjunto Mistério" mas morreu relativamente novo, em 1998. O seu amigo José Manuel Concha chegou a enveredar pelo teatro e voltou às canções e ainda se mantém no activo, com alguma popularidade para o mercado da saudade junto das comunidades emigrantes. Celebrou já os 55 anos de carreira.
Não tendo tido uma longa carreira enquanto grupo, "Os Conchas" fazem parte, com mérito, da história da música portuguesa, sobretudo da música pop.









11/23/2016

Crónica Feminina - 550

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 550 de 08 de Junho de 1967. A dar rosto à edição, o pequenito Jaime Luis Boleto Pereira.

11/22/2016

Postais de Natal 2016



Estamos quase no final de Novembro. O próximo Domingo será já o primeiro do Advento, o tempo que no calendário católico simboliza a preparação e a espera para a vinda do Senhor que culminará com o Seu nascimento.
Neste contexto, os nossos tradicionais postais de Natal têm estado a ser publicados em espaços parceiros, como o Inkscapes e anteriormente no Riscos e Rabiscos. Confiram.


11/20/2016

Crónica Feminina–228

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 228 de 06 de Abril de 1961. Na capa a noiva Carmen de Santa Rosa Lopes da Silva Duarte, de S. Vicente – Cabo Verde. As noivas e noivos eram um tema recorrente nas capas desta emblemática revista.

11/19/2016

Crónica Feminina - 393

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 393 de 04 de Junho de 1964. O  menino José Manuel Matias Braga em pose de artisa. 

Que será feito dele?

11/17/2016

Crónica Feminina - 252

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 252 de 21 de Setembro de 1961. A  menina Maria Paula de Carvalho e Sousa Magalhães vestida de branco.

Que será feito dela?

Canal do Suez

Passam hoje 147 anos sobre a data (17 de Novembro de 1869) da inauguração do Canal do Suez.
Uma obra grandiosa para a época em que foi realizada e que desde então e até aos dias de hoje, um ponto de passagem marítima com um extraordinário interesse económico e comercial já que permite um atalho que poupa cerca de 7 mil km no percurso entre a Europa e a Índia.
A sua construção demorou 10 anos de trabalhos exigentes em condições difíceis e numa época em que a maquinaria estava longe do desenvolvimento tecnológico conhecido nos dias de hoje.

Na sua importância, só tem rival no não menos importante Canal do Panamá, construído uns anos mais tarde. Curiosamente, ambos os canais tiveram avultadas obras de alargamento para dar resposta ao crescente volume de tráfego naval e às dimensões das embarcações modernas e que foram recentemente inauguradas (Canal do Suez em 2015 e Canal do Panamá em 2016)

11/15/2016

Revisitando - Totobola 17ª Época


Novamente o Totobola nas nossas memórias. Desta vez um dos típicos cartazes, datado de Agosto de 1977, no arranque da 17º época do popular concurso de apostas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

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Vamos jogar no Totobola
Totobola

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