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Hoje trago à memória o manual do ensino primário “Ciências Naturais” da Colecção “Franco”, de autoria do Prof. José Maria Gomes, edição da Livraria Popular de Francisco Franco – Lisboa.
Tem um formato de 125 mm x 180 mm e um total de 52 páginas, várias delas ilustradas. Aborda temas como zoologia, incluindo o corpo humano, botânica, Mineralogia e Física.
O exemplar que possuo, referente à 25ª edição, não tem data mas a ter em conta outros manuais do autor, presumo ser dos anos 40. Ademais a ilustração assinada por Ferreira Branco tem a data de 44.
Estávanos no ano de 1974 e a televisão em Portugal ainda era uma adolescente. Os próprios aparelhos receptores eram obviamente ainda de tecnologia básica se comparada com a dos nossos dias e mesmo que rede de transmissores já cobrisse todo o país, nalgumas zonas o sinal era de fraca qualidade. Por conseguinte, imagens de baixa definição e com frequentes formigueiros eram a tónica do dia-a-dia de quem assistia aos programas da nossa RTP. Não surpreende, pois, que no mercado fossem surgindo aparelhos anunciados como milagrosos quanto à melhoria da qualidade do sinal de recepção e de imagem. A COREPE, Comércio e Representações, S.A.R.L., anunciava a venda de um sintonizador, o qual aplicado de forma fácil na parte de trás do televisor permitia que o mesmo projectasse “imagens tão claras como o cinema”.
Supostamente era um aparelho “empregue nos U.S.A. (Estados Unidos), que actuava como um filtro-ampliador de forma que as imagens se recebiam com grande potência, sem interferências, fantasmas ou névoas. Ao fim de alguns segundos de utilização desta tecnologia, notava-se logo a diferença”. Apregoava-se. Melhor de tudo, era possível um ensaio gratuito durante quinze dias. Findo tal prazo, em caso de insatisfação, poderia ser devolvido e reembolsado do seu custo que era de 109$00 ou mais 18$00 caso se optasse pela compra com pagamento contra reembolso.
Não temos dúvidas que as devoluções foram mais que muitas, mas por desmazelo ou por efeito placebo, seriam obviamente muitos os aparelhos vendidos como boa banha da cobra e por isso não devolvidos. O meu avô lá comprou um, convencido que ía terminar com o enxame de vespas que inundava o ecrã durante o TV Rural , impedindo-o de ver convenientemente as novidadas trazidas pelo saudoso Eng.º Sousa Veloso, mas nada, só mesmo com insecticida. Entre palavrões e chamada de “doutores” aos tipos que lhe venderam o apatrecho, lá se desmazelou na devolução e teve que ficar com a geringonça que mais parecia um termómetro. Andou a chorar os cento e tal escudos durante anos.
Hoje trago à memória a série de televisão "Doris em Apuros", do original "Doris Day Show", produzida nos Estados Unidos ao longo de cinco temporadas, entre 1968 e 1973, num total de 128 episódios. Em Portugal passava na RTP em 1974, às quintas-feiras ao ínicio da tarde.
A principal protagonista, que interpretava o papel de Doris Martin, era a própria actriz Doris Day, que assim dava nome à série. Recorde-se que esta popular actriz entre muitos e embelmáticos filmes participou em várias séries, entre as quais “Por favor não comam os malmequeres”, a qual já aqui recordamos.
Cenas do quotidiano, sarilhos e encrencas, num registo de comédia ligeira, fizeram as delícias de muitos. Por conseguinte, devido à popularidade da actriz, e percebe-se pela sua duração, a série foi um êxito tanto nos Estados Unidos como nos países onde foi exibida, incluindo Portugal.
Uma das particularidades do genérico de abertura é a interpretação pela própria Doris Day da popular música de Livingston & Evans, "Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be).
Hoje trago à memória a série de televisão "A rapariga que sabia demais", do original "The Girl with Something Extra". Foi produzida nos Estados Unidos pela NBC, tendo sido exibida originalmente entre Setembro de 1973 e Março de 1974. Em Portugal passou na RTP também em 1974, sendo exibida às quintas-feiras ao início da tarde, por volta das 13:15 horas.
Foram produzidos apenas 12 episódios, com duração de cerca de 30 minutos cada, numa única temporada já que não obteve o êxito e interesse desejados.
Esta série, em registo de comédia ligeira, retratava as peripécias de Sally e o advogado John Burton, jovens e recém-casados, com o handicap de Sally ser dotada com um poder paranormal, capaz de ler a mente das pessoas próximas o que gerava situações caricatas ou inconvenientes.
A série procurou explorar o tema do EPS – Extra Sensory Perception (percepção extra-sensorial), um assunto que estava em voga no início dos anos 70, mas parece não ter resultado já que as audiências foram tudo menos paranormais. A série reunia um bom leque de actores, permanentes e convidados, como a principal intérprete, Sally Field que poucos anos depois (1979) venceu um óscar como melhor actriz no filme Norma Rae.
Principais intérpretes:
Sally Field (como Sally Burton); John Davidson como John Burton); Zohra Lampert (como Anne); Jack Sheldon (como Jerry Burton); William Windom.
Cartaz publicitário à bebida Coca-Cola. Publicado em Setembro de 1977.
A história da distribuição da Coca-Cola em Portugal teve um início atribulado pois apesar de já em 1928 o poeta Fernando Pessoa lhe ter criado o slogan, “Primeiro estranha-se. Depois entranha-se”, a bebida acabou por ser proibida pelas autoridades. Só uns anos depois da revolução do 25 de Abril de 1974 é que o famoso e popular refrigerante foi novamente reintroduzido no nosso país, precisamente em 4 de Julho de 1977. É, pois, desse ano, o cartaz acima publicado, impresso em várias revistas da época anunciando o seu lançamento.
A bebida Coca-Cola dispensa apresentações e apesar de reconhecidamente prejudicial a uma alimentação saudável, continua a ser das mais consumidas a nível global, contribuindo em muito para uma dependência por refrigerantes e seus efeitos nocivos na saúde, sobretudo nas camadas mais jovens. Apesar disso, as entidades nacionais e mundiais de saúde pouco ou nada fazem para reduzir os níveis de açúcar e outros ingredientes pouco ou nada saudáveis. Para tentar combater estes pressupostos e ficar menos mal na fotografia, a Coca-Cola tem introduzido no mercado variantes, como Coca-Cola Light, Diet, Zero e Light Lemon, etc, mas não são mais do que tretas do marketing, porque para compensar a supressão ou diminuição de alguns ingredientes, adicionam-se outros por vezes de efeito mais nocivo.
Apesar dos efeitos nocivos, mesmo que seja um bom limpa-canos, a Coca-Cola é de facto uma das marcas com maior impacto e reconhecimento mundial.
Hoje trago à memória a série de televisão "Floris Von Rosemund", realizada na Alemanha mas com linguagem holandesa, datada de 1975, composta por 19 episódios de aproximadamente 30 minutos de duração cada. Tratava-se de um remake da série com o nome “Floris”, com origem na Holanda, esta realizada no ano de 1969, criada por Paul Verhoeven, composta por 12 episódios produzidos a preto-e-branco. Terá sido inspirada pela popular série inglesa, "Ivanhoe", que também passou na RTP, pelo que as suas histórias, num tema de aventura com toques de comédia, desenrolam-se em ambiente do séc. XVI, já no final da Idade Média.
Floris é um destemido cavaleiro, exímio no uso da espada e da besta, sempre ajudado e acompanhado pelo seu fiel amigo árabe Sindala. Floris regressa de uma longa viagem como aventureiro e quando chega à sua terra, o castelo Rosemund, deixado em herança por seus parentes, está tomado pelo mau da fita, o duque Herzog Grauberg, e seus lacaios. São assim várias as lutas entre eles de modo a reaver o que é seu de pleno direit bem como lutas contra as tiranias.
A versão alemã, manteve o mesmo ator principal, Rutgger Haner, no papel do cavaleiro Floris, mas com alteração nos actores secundários.
Em Portugal passou originalmente em meados dos anos 70, logo após a sua produção. Tenho a informação que em 1975 passava às segundas-feiras a seguir ao Telejornal 1, por volta das 13:30 horas e com direito a reposição no mesmo dia pelas 20:30 horas no 2º Progrma.
No Youtube, pesquisando pelo nome da série é possível ver vários episódios da versão de 1969 bem como da versão remake.
-Cartaz publicitário ao Centro Comercial Imaviz, datado de Dezembro de 1975.
O Centro Comercial Imaviz foi inaugurado em em 1975, pelo que o cartaz acima refere-se à sua promoção e divulgação. Foi um dos primeiros no país.
Localizado em Lisboa, na Avenida Fontes Pereira de Melo, Picoas, em Lisboa (próximo do Parque Eduardo VII, tornou-se então num ponto de referência da capital, com vários espaços entre os quais a Discoteca Mitexa e a Boite Whispers. Como muitos outros centros comerciais da época, tanto em Lisboa como no Porto e em muitas outras cidades, caíram em declínio com o aparecimentos das grandes superfícies e com os shopings, bem maiores, mais amplos e com pontos de atracção bem mais ao gosto das novas tendências de consumo e entretenimento, incluindo as zonas de cinema e restauração.
Em 2013 surgiu o Imaviz Underground que pretendia pretendia ser um projecto para reabilitar o Centro Comercial. Houve um impulso positivo inicial com o projecto mas a coisa, por circunstãncias várias, que pouco importam aqui, voltou a murchar e terá já chegado ao fim. Segundo notícias, cortes de electricidade, instalações sanitárias indisponíveis, falta de limpeza e segurança ditaram o consecutivo abandono de lojistas.
Equipa do S.L. Benfica, na época 1974/1975 (Campeão Nacional). Do tempo em que os adeptos não andavam a torcer por uma equipa quase toda c...