3/01/2023

Diploma da 4.ª Classe


Noutros tempos, o exame da quarta classe da escola primária era algo sério pelo rigor e disciplina que exigiam, a par das várias matérias e conhecimentos que abarcavam, que provavelmente hoje só se adquirem, e de forma muita relaxada, num nível do 9.º ano ou mais além. O exame regra geral consistia numa prova  escrita, com exercícios de língua portuguesa, com vocabulário, gramática e redacção, ainda aritmética, incluindo cálculo de fracções e geometria. Ainda a prova oral.

Entre os anos de 1948 e 1956, apenas era obrigatória a frequência escolar até às três primeiras classes, para crianças entre os 7 e 12 anos, terminando esse ciclo com um exame, chamado de Primeiro Grau. A partir do ano de 1956 os rapazes passaram a ser obrigados a frequentar os quatro anos de ensino primário e instituiu-se o correspondente exame. A partir de 1960 a obrigatoriedade dos quatro anos estendeu-se também às raparigas, passando então apenas a existir um exame final para a conclusão do ensino elementar, vulgo exame da quarta classe tendo sido suprimido o tal exame de primeiro grau..

Realizei o meu exame da quarta classe por meados da década de 1970 e tenho memória da data. Nos dias anteriores houve lugar a estudos de preparação com a diligente professora. No dia, eu e os meus colegas da escola da aldeia deslocamo-nos a pé a uma freguesia vizinha onde eram realizados os exames. Ou seja, não foi na nossa própria escola. Ainda em tempos mais recuados os exames eram por norma realizados nas sedes dos concelhos.

Os alunos foram dispersos pela sala de modo a impedir eventuais copianços. A prova escrita era realizada em folhas de papel azul de 25 linhas e toda a escrita era realizada com caneta de aparo, pelo que havia que ter o máximo cuidado para não esborratar ou rasurar. No final da prova escrita houve lugar a trabalhos manuais em que cada aluno tinha que já ter preparado. Na parte da tarde era a prova oral em que o aluno era interrogado sobre várias disciplinas, incluindo História de Portugal, Ciências Naturais e Geografia, abrancando nesta os temas relacionados às então províncias ultramarinas, sobre geografia, serras, rios, caminhos de ferro, etc, etc.

No final da tarde surgiu o momento esperado com a colocação dos resultados, afixados na porta da sala. Passei com distinção e alguns colegas rés-bés-campo de ourique  e ainda outros que reprovaram. Para além do desapontamento, certamente que a contarem com o castigo quando dessem a notícia aos pais. Era o que era.

A propósito do título deste artigo, infelizmente não me lembro nem tenho memória de ter recebido o então tão almejado Diploma. Este documento, com estampa clássica desenhado pelo artista Martins Barata, em 1937, uma edição exclusiva da Imprensa Nacional de Lisboa, foi usado praticamente até à mudança de regime, em 1974. O diploma tem as dimensões de  29,7x20,5 cm, por isso praticamente no formato A4, com a ilustração monocromática em tom azul escuro e com um rapazinho fardado a empunhar com ar solene a bandeira da Mocidade Portuguesa.  Sabe-se, que este rapazinho teve como modelo o próprio filho do artista, José Pedro, então com 8 anos.

Em 2017 li uma notícia de que o Arquivo Municipal da Guarda possuia no seu espólio 125 Diplomas comprovativos do exame da 4ª Classe., com datas compreendidas entre 1950 e 1967 e que pertenciam a pessoas naturais de várias freguesias do concelho da Guarda. Desconhecendo o Arquivo o motivo de tais documentos estarem então na sua posse, divulgou publicamente a lista dos titulares certificados e disponibilizou-se a devolver os mesmos aos diplomados ou a seus familiares, em sessão solene agendada. Desconheço o resultado da acção, supondo que pelo menos uma grande parte terá sido devolvida. É da página da referida notícia que retirei o exemplar do Diploma, pertencente a uma Maria Celeste Gonçalves, nascida em 25 de Março de 1949, com que ilustro este apontamento.

Serve este artigo para supor, a ter em conta o sucedido na Guarda, que eventualmente também não terei recebido tal Diploma pelo que eventualmente terão também ficado lá pelo arquivo da escola onde foi realizado o meu exame. 

Seja como for, se por esses anos ainda era passado tal certificado, também pouco mais tempo terá durado pois logo depois deu-se a revolução do 25 de Abril de 1974 e de lá para cá todo o Ensino e a Educação têm andado aos trambolhões. Apesar de já decorrido meio século, dizem que ainda há problemas estruturais a emperrar a máquina, apesar do facilitismo e da perda de importância de exames, incluindo o do quarta classe que há muito foi morto, ressuscitado, novamente morto e enterrado. Importa ao sistema não criar traumas e dificuldades aos alunos nos diferentes escalões de ensino. Por isso suprimem-se os exames, porque no fim de contas, mesmo para quem as não saiba fazer, tudo será um faz de conta.

Chocolates PAN - Derreteu





Por estes dias (27 de Fevereiro) soubemos da notícia de que a Justiça brasileira, no Estado de S. Paulo, decretou a falência da PAN - Produtos Alimentícios Nacionais, S.A., popularmente conhecida por fabricar diversos itens comuns, como moedas, cigarros e lápis (os chocolápis)  mas em chocolate.

A empresa, na actualidade com pouco mais que meia centena de funcionários, nos últimos (2016) tempos passou por diversas mudanças na sua propriedade e capital social, com a compra pelo Grupo Brasil Participações, mas mesmo com essa reformulação não resistiu às vicissitudes do mercado e dos contextos dos últimos anos, afectados pela Covid 19, pelo que parece que agora a fábrica de chocolate, incapaz de cumprir as suas obrigações fiscais,  derreteu de vez.

Para os brasileiros ficam décadas de história e nostalgia dos emblemáticos produtos, mas mesmo em Portugal, pela década de 1970 e mesmo 1980 era comum encontrá-los à venda e foram comercializados, sobretudo na forma de moedas e os cigarrinhos, o que permitia à criançada simular que, tal como os irresponsáveis dos adultos, também fumavam, o que dava um certo estilo para além do sabor da guloseima.

A companhia foi fundada em 12 de dezembro de 1935, pelos engenheiros Aldo Aliberti e seu cunhado Oswaldo Falchero, com sede na Rua Maranhão, na cidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Os seus primeiros produtos foram o Cigarrinho de Chocolate e a Bala Paulistinha, esta inspirada na Revolução Constitucionalista de 1932 —, além de barras de chocolate em formato quadrado.

Em 1941, a PAN promoveu um concurso que consistia em completar um álbum de cromos (figurinhas) com figuras ligadas à astronomia, as quais eram fornecidas com as referidas balas paulistinhas. Para quem completasse a caderneta eram atribuidos vários prémios. Este concurso que terá durado dois anos ajudou em muito à popularidade da marca e dos seus produtos.

Algumas curiosidades: O menino negro, Paulinho Pompéia, que se tornou emblemático nas caixas dos cigarrinhos, foi na altura recrutado no popular Circo Garcia onde fazia de palhaço Berinjela. Foi o início de uma boa carreia no mundo da publicidade, da rádio e da televisão. Paradoxalmente, Paulinho, hoje com quase 70 anos,  nunca ganhou o vício de fumar nem consome chocolate pois não gosta.

Mais tarde, por meados da década de 1990, quando o "fumar" deixou de ser politicamente correcto, a fábrica foi obrigada a mudar essa imagem e os cigarros passaram a ter a designação de rolinhos e ainda mais tarde mudaram a ser os chocolápis, por isso na forma de lápis de cor. Certo é que a coisa acabou por perder a magia.

Infelizmente, como tantas vezes acontece no mundo empresarial, não basta que as empresas tenham história e popularidade para resistir às ondas do oceano dos mercados e por isso dá pena que esta história de uma fábrica de chocolates e guloseimas tenha tido um final amargo.


[imagens: Web, Folha de S. Paulo e Globo]

2/28/2023

Tó Neto - O Jean-Michel Jarre português




Hoje trazemos à memória o artista musical português Tó Neto, falecido em Junho de 2013.

É considerado um pioneiro em Portugal na utilização de recursos electrónicos no panorama musical da época, seguindo de algum modo tendências de famosos artistas internacionais nesse género musical, com destaque para o francês Jean-Michel Jarre, o japonês Kitaro , o grego  Vangelis e outros mais.

Tó Neto nasceu em Angola em 1955, como  António Eduardo Benidy Neto.  Chegou a Lisboa em meados da década de 1970 onde iniciou a sua formação.

O seu disco de estreia foi lançado em 1983 num período em que já mexia a onda do rock em português.

Editado pela Sassetti, Láctea foi o seu disco de estreia, remetendo para uma temática do espaço e universo, tal como os temas de Jean-Michel Jarre, não se livrando por isso de uma certa associação ao estilo e conceito da música do francês. Talvez por isso, ou não, o álbum colheu algum interesse mediático na ocasião mas depois passou ao lado da onda do pop rock e de algum modo a sua carreira e os seus posteriores trabalhos pouca notoriedade tiveram, remetendo-se de algum modo a um mero circuito underground onde apesar disso era muito apreciado e conceituado.

Ao disco Láctea seguiram-se outros trabalhos como Big Bang, de 1986, e O Negro de 1989 num registo igualmente de música electrónica mas com sonoridades que remetiam para as suas origens angolanas e africanas. Seguiram-se os álbuns Wave View (1992), Angola (1994) e Planetário (1999). Néctar, foi o seu último trabalho discográfico.

Na década de  1980 chegou a trabalhar na RTP como músico residente e na década seguinte formou-se em Los Angeles, seguindo um caminho profissional na área do ensino da música electrónica. 

Tó Neto foi um importante artista do nosso panoram musical e mesmo que sem uma popularidade por aí além, até porque com actividade em tempos em que a carreira tinha que ser ganha a pulso, merece ser recordado porque faz parte da nossa melhor memória colectiva.

2/22/2023

Professor José Hermano Saraiva - Horizontes da Memória

 




O saudoso Professor Dr. José Hermano Saraiva, [Leiria, 3 de Outubro de 1919 – Palmela, 20 de Julho de 2012] dispensa apresentações tal foi a importância do seu nome e acção em várias vertentes da vida cultural no nosso país, tanto quanto na sua vida profissional de advogado e professor como também na sua passagem pelo Governo do Estado Novo enquanto Ministro da Educação e depois diplomata como embaixador português no Brasil, mas sobretudo pelo legado que deixou como especialista, investigador, autor e divulgador da nossa História, tanto pelos muitos livros que publicou mas sobretudo pelas várias séries televisivas de sua autoria que apresentou sempre na RTP ao longo de vários anos e praticamente até ao ano da sua morte (2012).

Foi autor do livro "História Concisa de Portugal", um best-seller, actualmente na sua 26.ª edição e com mais de 180 mil exemplares vendidos que de forma económica e acessével levou o conhecimento e gosto pela nossa História à generalidade dos portugueses.

Concerteza que foi uma figura algo controversa, nomeadamente por ter feito parte do antigo regime, e alvo da ira reaccionária e inflamada, mas sempre e desde os seus tempos de estudante, mostrou-se como um notável comunicador e que por essa via e clareza do seu discurso se tornou popular em todo o país e de um modo geral apreciado e considerado pelos portugueses que durante décadas seguiram com interesse os seus programas documentários. Sobre muitos dos momentos da nossa História, tinha uma visão muito própria, o que nem sempre agradou aos académicos, avançando tantas vezes com versões e possibilidades, mas sem nunca as garantir como verdadeiras mas como meras hipóteses. 

Não considero que o professor tenha reescrito a História de Portugal, mas soube dá-la a conhecer de uma forma simplificada e entendível à generalidade dos portugueses mas sem nunca a desvirtuar, antes pelo contrário.

Segue-se a lista das várias séries e documentários de televisão, iniciadas no início da década de 1970, todos exibidos na RTP:

1971 - O Tempo e a Alma, com 13 episódios;

1978-1979 - Gente de Paz, com 16 episódios;

1980 - O Acto e o Destino;

1986 - Histórias de Cidades, com 18 episódios;

1988 - Coisas do Mundo, com 12 episódios;

1989 - A Grande Aventura, com 15 apisódios;

1993 - A Bruma da Memória, com 13 episódios;

1993 - Se a Gente Nova Soubesse

1994 - Histórias que o Tempo Apagou, com 45 apisódios;

1995 - Lendas e Narrativas - com 45 episódios

1996-2003 - Horizontes da Memória, com 315 episódios;

1997 - Lisboa Sobre Carris, com 6  episódios;

2000 - Mitos Eternos, com 9 episódios;

2003-2011 - A Alma e a Gente, com 455 episódios;

2012 - História Essencial de Portugal.

De todos estes documentáriios, pelo número de episódios e sua duração temporal, merecem destaque as séries "A Alma e a Gente" e "Horizontes da Memória", que facilmente podem ser revistos porque disponíveis no Youtube ou nos arquivos da RTP. São, sem dúvidas, duas das séries mais emblemáticas da nossa televisão pública e que em muito ajudaram os portugueses a ter um melhor conhecimento tanto histórico como geográfico e social das nossas regiões, vilas e cidades e sua principais figuras. 

Para além da componente da divulgação, foi sempre um acérrimo defensor do nosso património, deixando críticas a entidades e ao próprio Estado, denunciando inúmeras situações de atentados, desmazelo e abandono de tantos elementos do nossos elementos históricos e na sua maioria classificados como património nacional. Castelos, mosteiros, conventos, igrejas, capelas, solares, etc, etc, foram tantas vezes mostrados na sua pobreza e ruína. Dessas muitas denúncias algumas colheram frutos e houve obras de conservação e requalificação, mas certamente muitas mais cairam em saco roto porque este país, as suas autoridades e municípios, nem sempre souberam estar à altura das responsabilidades.

Por todas estas razões e mais algumas, o Professor José Hermano Saraiva merece justamente ser considerado uma das figuras maiores do nosso país e a ele somos devedores pela forma como nos ensinou a nossa História e a ter orgulho nela, com todos os seus perídos de glória ou inglória, altos e baixos, progressos e recuos, guerra e paz, miséria e progresso.

1/31/2023

Sunsilk - Tempo de flores no cabelo

 


Já temos publicado por aqui alguns elementos da história da marca Sunsilk, bem como alguns cartazes publicitários. Hoje, partilhamos mais um, de 1974, a remeter para tempos de juventude, beleza, Primavera e frescura. Não sei se um simples shampô assegura tudo isso, mas essa é precisamente a função da publicidade, fazer-nos acreditar que sim.

Quanto à modelo, linda e fresca, volvidos quase 50 anos sobre o cartaz, certamente que se viva será já uma senhora de linda idade. É a vida!

1/15/2023

Dallas - Série de televisão

Hoje trago à memória a série de televisão "Dallas", dos Estados Unidos, exibida originalmente pela cadeia CBS entre 2 de Abril de 1978 a 3 de maio de 1991. Foi, pois, uma longa série, que pela sua popularidade marcou toda essa época.

Tratava-se de uma história centrada numa grande família com interesses empresariais no ramo do petróleo, pela empresa Ewing Oil, e criação de gado no seu amplo rancho Southfork, ambientada na cidade de Dallas, no estado do Texas.

Interesses e intrigas familiares, jogos de poder, relações amorosas, traições, infidelidades, crimes, atentados, bem como outros ingredientes no contexto social e empresarial, tecem a trama da família e da sua extensa história.

As figuras principais são J.R. Ewing (interpretado por Larry Hagman), o mau da fita, com poucos ou nenhuns escrúpulos para alcançar os seus objecticos, Sue Ellen (Linda Grey), esposa de J.R., Bobby Ewing (por Patrick Duffy) e a sua bela esposa Pamela Barnes (por Victoria Principal), mas obviamente muitas mais, num vasto elenco.

Pessoalmente nunca fui grande apreciador da série, embora tenha assistido a vários episódios, alguns a espaços. Sendo certo que a trama prendeu e cativou largos milhões de tele-espectadores em todo o mundo, inlcuindo em Portugal, por outro lado, para mim, às tantas tornava-se fastidiosa. No fundo não era mais que um novela igual ou parecida com as dezenas que vinham do Brasil e que também por essa altura já passavam na RTP.

Seja como for, é uma das séries de televisão com maior reconhecimento mundial e ainda hoje é recordada por muita boa gente. Em face disso, por já ser um verdadeiro clássico, tomei conhecimento de que a RTP Memória se prepara para a repor, creio que de forma diária e já a partir do dia 26 de Janeiro, pelas 22:35 horas. Será, pois, para os fãs da série, uma boa oportunidade para reverem.

1/04/2023

Chupa Chups

 


Os rebuçados e as guloseimas em geral, sempre foram do agrado das crianças pelo que muitas das nossas memórias de infância estão ligadas a essas coisas pequeninas e doces. Uma delas, que faz parte da nossa memória colectiva, liga-se aos rebuçados Chupa-Chups.

A história da marca Chupa Chups tem origem em espanha e remonta a 1958 com o aparecimento do produto "Gol", um rebuçado de pau, então com os sabores de morango, limão, laranja, cola e menta.

A ideia desta rebuçado agarrado a um pau, deveu-se ao fundador Enric Bernart que havia comprado a empresa Granja Asturias que produzia geleia de maçã. A ideia de fixar o rebuçado num pau foi a de simplificar a sua utilização pelas crianças já que sem ele as mãos ficavam invariavelmente pegajosas, o que não era prático.

O nome dado ao rebuçado surgiu porque ao fundador, o rebuçado esférico a entrar na boca da criançada, parecia-lhe uma bola a entrar numa baliza.

Dois anos depois, em 1960 foi decidido que o nome "Gol" não era o ideal pelo que posto à consideração de agências de publicidade o nome foi mudado para "Chups". Não tardou que logo depois, em 1963, a coisa mudasse para "Chupa Chups", o que parece ter agradado já que se manteve até à actualidade.

Em 1965 foram adicionados outros novos sabores como nata de morango, chocolate e baunilha, obrigando à introdução de tecnologias para acrescentar leite ao processo de fabrico.

A marca apostou sempre na publicidade como via para a sua promoção e em 1969 ganhou o prémio do melhor anúncio do ano no Festival Internacional de Publicidade de Cannes Lions.

Em 1960 foi decidido mudar de logotipo, o rosto da marca e o artista convidado foi nem mais nem menos que o pintor surrealista espanhol Salvador Dali, amigo de Enric, que lhe acrescentou a popular marguerita ou camomila,  a envolver a designação da marca. No entanto a partir dessa base de Dali o logotipo foi sendo ajustado até à actualidade.

A marca continuou pelos anos seguintes a desenvolver-se e a espalhar-se pelo mundo, sempre aliada a a grandes campanhas publicitárias e estas a grandes nomes do desperto e espectáculo.

Em 2006 a marca passou a integrar o grupo italo-holandês Perfetti-Van Melle. A marcar o facto, num só dia foram fabricadis 3 015 585 Chupa Chups. É obra! 

A marca dispõe de mais de uma centena de variedades, muitas ainda com o conceito original mas outras já muito diferentes.

Na imagem abaixo a evolução do design do logotipo da Chupa Chups.




1/03/2023

Chocolates Imperial - ...rei e senhor

 


Cartaz publicitário de 1974 aos chocolates Imperial.

A  Imperial foi fundada em 1932 em Vila do Conde, por Manuel Dias da Silva que regressou do Brasil com uma nova fórmula de chocolate e com o apoio do seu irmão Libório Ferreira da Silva, e um amigo, Abel Salazar, concretizaram o sonho de criar uma fábrica de chocolates em Portugal.
Em 1973 o Grupo RAR adquire a Imperial, procedendo a significativos investimentos que levaram a um aumento da capacidade produtiva e à criação de marcas que atingiram um elevado nível de notoriedade no mercado português de chocolates. Inicia-se assim um percurso de sucesso crescente.
Nos anos 1980 o lançamento da marca Pintarolas. As divertidas e coloridas drageias de chocolate que continuam a encantar gerações de crianças.
Em 1982 o lançamento de outra grande marca, a  Jubileu para comemoração do 50º aniversário da Imperial.
A Regina, outra grande marca de chocolates, concorrente da Imperial, após a sua falência nos anos 1990, os direitos de marca foram comprados pelo Grupo RAR, juntando-se assim à Imperial.
Em 2015 a Imperial é adquirida pelo fundo espanhol Vallis Sustainable Investments I.

[fonte; Imperial]

12/19/2022

Onde há Bac há frescura

 

aqui falamos do desodorizante Bac. 

Voltando à marca, uma outra memória com um cartaz publicitário do ano de 1974. O cartaz remete para o tempo de Verão. No mesmo cartaz dois slogans, um que dá título a esta memória e ainda "Bac - Frescura que perdura".

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