4/11/2023

Close-up - Pasta dentífrica





A propósito do cartaz publicitário no cimo da página, do ano de 1974, hoje trazemos à memória a "Close-Up", uma marca de pasta dentífrica. Foi criada na década de 1960 e pertence ao universo do grupo Unilever.
De acordo com a descrição no sítio oficial, nasceu como uma marca pioneira e disruptiva. Inicalmente comoClose-up e actualmente como Closeup, trouxe a primeira pasta em gel dental dos Estados Unidos, enquanto o resto do mercado só possuía a tradicional pasta em creme branca. Construiu uma identidade própria e inovadora, trazendo uma mistura de sabores intensos e coloridos, sempre com foco no público jovem através de campanhas ousadas e produtos exclusivos.

Hoje, a marca é líder global no segmento de refrescância e está presente em mais de 60 países sendo umas das 50 maiores marcas do mundo e atendendo mais de 700 milhões de consumidores por ano. Apesar disso anda há muito que anda afastada da publicidade, nomeadamente no nosso panorama televisivo.

Não sendo consumidores do produto e da marca, desconhecemos se é eficaz ou apenas um dos muitos produtos que vão valendo pelo "antes parecer do que ser". Uma imagem baseada na cor e em boquinhas sensuais muito próximas, supostamente frescas e agradáveis, porque a publicidade ainda cumpre o seu papel de levar a comprar por impulso e nisso uma imagem vale mais que o valor da eficácia.

4/05/2023

Supermanos - Euronics

A Supermanos é uma empresa dedicada ao comércio de electrodomésticos e similares, com sede em Lisboa, onde ali dispõe de várias lojas. 

Convenhamos que a marca não tem uma popularidade nacional abrangente, pelo seu carácter regional, mas é mencionada com regularidade como patrocinadora no concurso televisivo da RTP, "O Preço Certo", apresentado pelo popular Fernando Mendes, este amigo do Mário Rodrigues, um dos fundadores da loja. 

A empresa terá sido fundada em Lisboa, por dois irmãos, daí o nome, na década de 1950, pelo que tem 65 anos de história. Em 1974, a ter em conta o curioso cartaz publicitário que acima reproduzimos, tinha já 10 estabelecimentos espalhados por Lisboa.

Actualmente, com a mudança dos actores e das dinâmicas deste mercado de comercialização de electrodomésticos, nomeadamente com o aparecimento de grandes lojas como a Worten, Fnac e Rádio Popular, entre outras, a Supermenos associou-se à rede europeia Euronics.

A Euronics International foi fundada em 1990 por cinco associações da Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica e Holanda. Com um faturamento anual total de 20,1 bilhões de euros em 2019 e presença em 34 países com mais de 8.500 pontos de venda, desde então tornou-se numa das maiores redes de venda da Europa.

Mais de 50.000 funcionários trabalham em mais de 5.500 empresas associadas. A EURONICS atua em um mercado com mais de 600 milhões de habitantes e tem como meta tornar-se a principal cadeia de venda de eletrônicos de consumo na Europa.

4/03/2023

Jesse James - Bandido ou herói?

 








Passam hoje 141 anos (3 de Abril de 1882) sobre a data da morte do famoso bandido do oeste americano, Jesse James
Acima alguns dos cartazes de alguns dos vários filmes que foram realizados à volta dessa mítica figura.
Até mesmo na Banda Desenhada a figura de Jesse James foi sempre muito utilizada, incluindo o seu aparecimento num dos álbus de Lucky Luke, de autoria de Morris.

3/29/2023

Calabote - O árbitro inocente ou inocêncio

Hoje, data do seu nascimento, trazemos à memória o árbitro de futebol Inocêncio Calabote. Falado e invocado não tanto por quem foi seu contemporâneo e o viu a actuar mas sobretudo por gente de gerações seguintes, em rigor por quem nunca o viu mais gordo ou mais magro, mas tão somente porque a reboque de velhas rivalidades e novas discussões entre os nossos maiores clubes de futebol, nomeadamente o Benfica e o F.C. do Porto. 

Assim, sempre que há casos de arbitragens mais ou menos controversos, esses dois clubes, seja por se sentirem prejudicados ou porque acusados pelo adversário de favorecimento, tanto ao nível de dirigentes como de adeptos, degladiam-se ferozmente, tantas vezes de forma irracional. E nessa discussão o há muito desaparecido árbitro Calabote com frequência lá vem à baila para se esgrimir com mais ou menos fundamentos os casos de favorecimento  de certos clubes pelos homens do apito.

Inocêncio João Teixeira Calabote nasceu em 29 de Março de 1917, na freguesia de Santo Antão, Évora, filho de José Calabote e Caridade Amélia. Faleceu em 2 de Janeiro de 1999, com 81 anos. Como jogador de futebol, informação que não consegui confirmar, terá jogado no Lusitano de Évora e chegou a  árbitro da Associação de Futebol de Évora tendo chegado à categoria de internacional. 

Para a história ficou conhecido sobretudo pela sua actuação no jogo no Estádio da Luz entre Sport Lisboa e Benfica e Grupo Desportivo da CUF, em 22 de Março de 1959, partida que os lisboetas venceram por 7-1 sendo que foi insuficiente face ao resultado do jogo que na mesma altura decorria em Torres Vedras com a equipa local, o Torreense, a defrontar o F.C. do Porto, tendo este jogo terminado com a vitória dos portistas por 0-3 o que lhes garantiu a vitória no campeonato nacional dessa época por diferencial de golos. 

Quanto a Calabote, acabou por ser irradiado devido a questões técnicas relacionadas a esse jogo, não tanto das decisões, incluindo o ter assinalado 3 penalties para o Benfica, mas por ter mentido no relatório ao afirmar que o jogo tinha começado a horas e que tinha tido apenas 2 minutos de compensação, o que não correspondia à verdade já que o início do jogo terá iniciado mais tarde 6 minutos após a hora marcada e o tempo de descontos foram 4 minutos (uma brincadeira comparados com os 10 minutos que agora é habitual em alguns jogos). Todavia, importa dizer que quando Calabote foi afastado da arbitragem, numa carreira de 22 anos,  tinha já mais de 40 de idade o que, convenhamos, estava já na hora de se retirar.

Do que temos lido sobre o assunto, ou o "caso", e há muita coisa escrita, e atentos às versões de portistas e benfiquistas, há nitidamente diferentes leituras e interpretações, como convém. Por isso aos portistas importa realçar e extrapolar os casos que ocorreram na Luz (que de resto nem foram decisivos) e omitirem os que aconteceram em Torres Vedras (esses sim, decisivos), e vice-versa. 

De facto, os portistas, nas considerações sobre esse assunto, nunca abordam ou explicam os "casos" ocorridos no jogo com o Torreense. Já os benfiquistas procuram esgrimir que a história está mal contada ou extrapolada e que em rigor desse jogo nada conseguiram para além de que imprensa da época não encontrou assim tantas anormalidades, para além do atraso do início do jogo que deveria ter coincidido com o jogo de Torres Vedras. De resto, 3 penalties num jogo? Em jogos mais recentes têm sido várias as equipas a beneficiarem de 3 penalties na mesma partida e sem tanto espanto. Também por 4 minutos de descontos? Em jogos recentes, mesmo envolvendo Benfica e Porto, chegam a ser 10 ou mais.

Em resumo, e não disfarçamos uma costela benfiquista, era só o que faltava, mas numa análise tão imparcial quanto possível, parece-nos que em rigor existiram anomalias e "casos" estranhos não só nesses dois jogos finais como mesmo em jornadas anteriores, com resultados muito "esquisitos". Veja-se que a 3 jornadas do fim do campeonato, quando se perspectivava que a coisa poderia vir a ser decidida por diferença de golos, o F.C. do Porto, então bastante atrás nesse requisito, recebeu e venceu o Beleneneses por 7-0, com a particularidade de que a equipa de Belém foi, apenas, a terceira classificada, por isso uma das melhores dessa época e que só nesse jogo sofreu quase 1/3 dos 27 golos que consentiu em todas as 26 jornadas da competição. Ou seja, no mínimo deu para desconfiar de que já havia certas coisas a prepararem-se, tanto mais que, poucas jornadas antes, o Belenenses havia protestado o jogo que perdeu com o Benfica, tendo por isso e a partir daí ficado azedado nas relações. Mesmo no jogo anterior, o Benfica perdeu em Alvalade frente ao Sporting e acabou o jogo com 9 jogadores o que estraga a tese de que estaria a ser "encaminhado" para o título.

Mesmo voltando aos famosos dois jogos da última jornada (26.ª), o F.C. do Porto venceu o Torreense por 3-0 sendo que a 2 minutos do fim estava apenas 1-0 e o terceiro golo que acabou por ditar a conquista do campeonato foi apontado a 20 segundos do apito do árbitro e numa altura em que Torreense já estava a jogar apenas com nove jogadores e com dez a partir dos 20 minutos da segunda parte. Aqui, o árbitro Francisco Guiomar bem que poderia ser também ele um "Calabote". Mas a história não lhe deu tanta fama, desde logo porque os incidentes desse jogo não foram nem têm sido tão discutidos.

Já no jogo da Luz, dos três penalties apontados a favor do Benfica, a imprensa da época considerou que dois deles foram bem assinalados e um com dúvidas, mas em contraponto terá ficado mesmo por marcar a favor dos encarnados um descarado, coisa que até terá sido reconhecido pelo treinador da CUF no final da partida. 

Ou seja, se Calabote estava assim "inclinado" e instruído para beneficiar o Benfica, como querem fazer crer as hostes portistas, de modo a conseguir a tão milagrosa diferença de golos, desempenhou mal o seu papel pois em quase dez minutos de jogo finais não arranjou qualquer "solução" e até se esqueceu de assinalar um penaltie então considerado como evidente, que poderia ter feito a diferença. Certo é que o F.C. do Porto por via do resultado em Torres Vedras sagrou-se campeão da época 1958/1959 com 1 golo de diferença entre marcados e sofridos (81-22 (59) e 78-20 (58), respectivamente). Caso para se dizer que Calabote e por arrasto o Benfica, ficaram com a (má) fama mas sem o proveito. 

Este "caso" terà à época durado apenas alguns dias, arrefecendo logo após os acontecimentos e durante praticamente 20 anos ninguém se lembrou da figura de Calabote. Mas a coisa foi ressuscitada quando o Benfica começou a contestar os favores da arbitragem ao FC Porto no campeonato de 1977/78, que o clube azul e branco venceu após um longo jejum, e o treinador portista, José Maria Pedroto, replicando, provocava na imprensa: "- O que vocês queriam era o Calabote!". Por isso, o Calabote lá foi então ressuscitado (sendo que nessa altura ainda vivinho da silva) e sempre que importa ao caso das rivalidades.

Seja como for, discutir estas coisas, tanto mais na perspectiva de dois clubes fortemente rivais, em que nem sempre a lucidez e imparcialidade são qualidades, bem pelo contrário, este "caso" do Calabote ficou na nossa memória colectiva e há-de continuar a ser periodicamente chamado à actualidade sempre que der jeito.

Inocente ou culpado, Inocêncio Calabote ficou ligado para a história do nosso futebol. Realidade, mito ou lenda, há-de continuar por aí a ser invocado porque o futebol não sabe gerar valores positivos mas antes rivalidades por vezes, quase sempre, doentias e irracionais. Ademais, os casos, mais ou menos escandalosos sempre foram uma parte intrínseca do futebol e no nosso campeonato e nela o Benfica e Porto não são nem nunca foram inocentes. Com mais ou menos decoro, sempre procuraram virar o sistema a seu favor. Ora uns, ora outros. Por isso ficam mal estas discussões de virgens ofendidas a travarem-se de razões e contabilizar prejuízos ou benefícios. E andamos nisto há quase um século. Calabotes, Calheiros, Martins dos Santos, Augustos Duartes, Lucílios, apreciadores de quinhentinhos, viagens ao Brasil e taças de frutas, e tantos que tais, etc, etc,  foi o que nunca faltou ao nosso futebol e outros tantos continuam a andar por aí. Ora para lá, ora para cá e todos se queixam.

Inocêncio Calabote, que já não apita há quase 70 anos e faleceu há mais de 20, bem que merecia que o deixassem em paz! De resto, quase todos nós que ainda falamos nele, nunca o conhecemos e até pode ter sido um árbitro medíocre, como tantos na actualidade, mas provavelmente um excelente ser humano. Por isso, que descanse em paz.

3/27/2023

Nacet - Lâminas de barbear

 


Convenhamos que as lâminas de barbear, das mais simples e baratas às mais caras e sofisticadas, das descartáveis às recarregáveis, continuam a ser um produto necessário ao dia-a-dia dos homens e como tal não perde a sua actualidade. 

Quanto a marcas, são várias, dependendo dos países, mas continuam a dar cartas de forma global a Gillette, de que já falamos aqui, ou mesmo a Schick.

Hoje trazemos à memória as clássicas lâminas da marca Nacet, originalmente de marca própria produzida na Inglaterra e posteriormente adquirida pela Gillette, em data que não conseguimos apurar. A marca terá sido descontinuada pela Gillete mas, certamente que por cedência de direitos, ainda se produzem, fabricadas na Rússia, em S. Petersburgo, e ainda em países asiáticos. 

Do que ressalta do grafismo desta emblemática marca, é a imagem do crocodilo sendo cortado a meio pela lâmina, no que hoje em dia será politicamente incorrecto, mas até que se levantem vozes de virgens ofendidas ou chocadas, o crocodilo lá continua a ser atravessado pela lâmina. Versões há, que para além do crocodilo surgem elefantes e mesmo rinocerontes a ser segmentados pelo "poder" da fina lâmina de aço.

Pessoalmente já usei Nacet por então as considerar semelhantes ou mesmo superiores às da Wilkinson e Schick e bem mais baratas, mas a partir de determinada altura fui deixando de usar a troco das práticas e descartáveis e actualmente vou usando Gillette Blue III em que cada uma delas dá para várias sessões. Quanto às Nacet ou mesmo Wilkinson, ainda uso mas apenas para aparar as patilhas. Por isso uma embalagem dá para anos.



3/20/2023

Em 1943 já havia email

 


Cartaz publicitário ao produto branqueador de dentes "Torero". Ano de 1943.

Apesar do trocadilho, émail é a tradução do francês para esmalte. 

3/15/2023

O ovo estrelado - Dístico de 90 Km

 



Hoje trago à memória o dístico autocolante com a indicação de 90, em caracteres a preto sobre fundo alaranjado, que durante vários anos e até final da década de 1980 era obrigatório afixar na traseira dos automóveis ligeiros conduzidos por quem tinha menos de 1 ano de carta de condução e que na prática limitava a velocidade máxima a 90 km.

Pela sua configuração, ficou conhecido popularmente como "ovo estrelado". Escusado será dizer que de um modo geral era algo que ninguém gostava de utilizar, pois revelava a todos que era um carro conduzido por um "maçarico", termo de calão para quem não tinha experiência, mas na verdade tinha a sua utilidade prática pois de algum modo, para além de servir de contenção para o próprio condutor, alertava os demais  para terem algum cuidado e mesmo compreensão para com o novato na condução.

Ora nos últimos tempos têm circulado nas redes sociais e replicadas por jornais online, a quem se exige algum cuidado, publicações a sugerir quo o regresso do propósito deste dístico, mesmo que com outra configuração, seria novamente implementado, a partir do final do ano anterior, por via de alterações ao Código da Estrada, sendo mesmo invocado o seu art.º 122.º. Em contrapartida tal divulgação tem sido dado como falsa, nomeadamente verificada pelo fact-chech do Observador, e de facto o referido artigo do Código da Estrada  nada fala sobre isso. Prova-se assim que uma mentira replicada muitas vezes parece tornar-se uma verdade. Mas não!

Eis a actual redacção do referido artigo:

1 - A carta de condução emitida a favor de quem ainda não se encontrava legalmente habilitado a conduzir qualquer categoria de veículos fica sujeita a regime probatório durante os três primeiros anos da sua validade.

2 - Se, no período referido no número anterior, for instaurado contra o titular da carta de condução procedimento do qual possa resultar a condenação pela prática de crime por violação de regras de circulação rodoviária, contraordenação muito grave ou segunda contraordenação grave, o regime probatório é prorrogado até que a respetiva decisão transite em julgado ou se torne definitiva.

3 - O regime probatório não se aplica às cartas de condução emitidas por troca por documento equivalente que habilite o seu titular a conduzir há mais de três anos, salvo se contra ele pender procedimento nos termos do número anterior.

4 - Os titulares de carta de condução das categorias T, AM e A1 ou B1 ficam sujeitos ao regime probatório quando obtenham habilitação para conduzir outra categoria de veículos, ainda que o título inicial tenha mais de três anos de validade.

5 - O regime probatório cessa uma vez findos os prazos previstos nos n.os 1 ou 2 sem que o titular seja condenado pela prática de crime, contraordenação muito grave ou por duas contraordenações graves.

Todos os anteriores pontos foram revogados com a mais recente actualização do Código.

Apesar disso e da suposta falsidade das publicações, há quem não concorde com estes limites pois no caso do "ovo estrelado" fez algum sentido quando foi implementado, numa época em que havia uma alta sinistralidade nas nossas estradas, os carros eram menos seguros e as estradas de pior qualidade, mas na actualidade, nesses aspectos as coisas melhoraram. Por outro lado também há quem considere, pelos mesmos motivos,  que já não faz sentido que a velocidade máxima nas auto-estradas seja de 120 Km, limite que foi implementado em 1973. 

Seja como for, sendo pretextos com algum sentido, a verdade é que na actualidade há muitos mais veículos a circular e o que não falta por aí é pilotos de Fórmula 1 a excederem bem acima dos limites de velocidade, tanto nas auto-estradas como dentro das localidades. De resto a maior parte dos acidentes rodoviários resultam de excesso de velocidade e incumprimento dos respectivos limites. Por isso tudo o que possa contribuir para o cumprimento dos limites, mesmo que com algum sinal que ningém gosta de estampar na traseira, será melhor. Caldos de galinha e água benta...

Já agora, algumas curiosidades e evolução de regras ao longo do tempo:

1901 - limite de velocidade nas localidades: 10 km/h.

1928 – é estabelecida a circulação e cedência de passagem à direita

1931 - obrigatoriedade de equipamento dos veículos com pneumáticos

1973 - fixação do limite de 120 km/h nas autoestradas

1977 – utilização do cinto de segurança

1983 – definição do limite de taxa de alcoolemia

1992 – estipuladas as inspeções periódicas aos veículos

1994 – passa a ser obrigatória a utilização de sistemas de retenção para crianças, as “cadeirinhas”.

3/14/2023

Halibut - Pomada para rabinhos




Hoje fazemos referência à marca de pomada Halibut, muito popular entre nós e conotada com a sua aplicação no rabinho dos bébés para prevenir assaduras pelo uso de fraldas, sendo que também com usos mais alargados. Dizem, por exemplo, que é igualmente muito usada por ciclistas por razões óbvias.

Da pesquisa que fiz sobre a origem e história desta popular pomada, terá sido criada pelos laboratórios espanhóis Andrómaco, de Barcelona, fundados em 1923 por dois amigos, Raúl Roviralta Astoul, médico, e Fernando Rubió i Tudurí, farmacêutico, e deve o seu nome a um peixe que vive nas profundezas do Atlântico, chamado precisamente Halibut ou Alabote, do qual se extrai um óleo do seu fígado, rico em vitamina A e D, altamente cicatrizante, usado como base da pomada, bem como de outras susbtâncias como óxido de zinco. Dizem os especialistas que o zinco é um elemento fundamental à actividade de mais de 300 enzimas que existem no corpo humano, entre as quais algumas necessárias à proliferação celular durante a cicatrização. Hoje em dia a fórmula da pomada mudou e já não tem óleo desse peixe, mas o nome, esse, manteve-se sempre inalterado.

Em Portugal, a Andrómaco estabeleceu-se em Lisboa pelo ano de 1931 e a pomada Halibut começou a ser comercializado a partir do ano de 1939, por isso já com uma provecta idade.

Em 1995 o grupo alemão Grünenthal adquiriu a Andrómaco (espanhola) e a Halibut passou a fazer parte do seu leque de produtos. 

Por sua vez, pouco depois, por 1996/1997, a Grünenthal acabou por vender a marca à empresa portuguesa Medinfar, tornando-se para esta seu produto mais popular a par de outros também com relevância, como o Oleoban, Trifene, DVine, Magnoral, entre outras. Em 2017 atingiu a marca de 1 milhão de unidades.

Quando foi lançada, a Halibut era muito dirigida para a cicatrização das queimaduras da pele mas a partir dos anos 1990 a marca mudou o seu posicionamento para a muda da fralda e as assaduras dos rabinhos dos bebés. 

Seja como for, em resumo, a Halibut pomada é uma marca e um produto muito reconhecida e popular no nosso mercado e memória colectiva e até susceptível de algumas brincadeiras e trocadilhos.

Ainda sobre o peixe, o halibut ou alabote, pertence à família dos Pleuronectídeos. É um peixe achatado, oval e com uma cabeça grande, que pode crescer até cerca de 1 metro de comprimento e pesar até 20 kg.

O alabote é encontrado em águas frias e profundas ao redor do mundo, incluindo o Oceano Atlântico e o Pacífico. Ele é conhecido por sua carne branca, macia e suculenta, com um sabor delicado e levemente adocicado.

Devido ao seu sabor e textura, o alabote é muito valorizado na culinária e é frequentemente usado em pratos de frutos do mar. No entanto, como muitas outras espécies de peixes, o alabote tem sido sobrecapturado em algumas áreas e, portanto, é importante garantir que sua pesca seja sustentável para garantir a preservação da espécie e de seu habitat natural.


[créditos do cartaz no topo: Garfadas online

3/13/2023

Doutor Jivago - Doctor Zhivago

 



Hoje trazemos à memória o filme clássico "Dr. Jivago", do original "Doctor Zhivago", um drama romântico épico lançado em 1965, realizado por David Lean e baseado no romance homônimo de Boris Pasternak. A história se passa na Rússia czarista e segue a vida do médico e poeta Yuri Jivago, interpretado por Omar Sharif, durante a Revolução Russa.

Jivago é casado com a bela Tonia, interpretada por Geraldine Chaplin, mas se apaixona pela jovem Lara, interpretada por Julie Christie. A trama segue a jornada de Jivago e Lara, enquanto lutam para ficar juntos em meio ao turbilhão político da Rússia, que culmina na Revolução Bolchevique.

Enquanto isso, Jivago também se envolve com a luta política, ao ser arrastado para o movimento revolucionário liderado por seu meio-irmão, interpretado por Alec Guinness. O filme retrata de forma realista e emocionante a luta pelo poder na Rússia, enquanto Jivago tenta manter sua vida e seu amor intactos em meio ao caos político.

"Dr. Jivago" foi um grande sucesso de bilheteira no seu tempo e aclamado pela generalidade da crítica, tendo sido indicado a 10 Oscars, dos quais ganhou 5, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. O filme é lembrado como um dos grandes épicos românticos da história do cinema, com suabanda sonora marcante, cenários deslumbrantes e performances memoráveis de todo o elenco.

O filme "Dr. Jivago" foi rodado em diversas localizações na Europa e na Ásia. Algumas cenas foram filmadas na Finlândia, na Espanha e no Egipto, mas a maior parte do filme foi filmada na Itália. O cenário da neve foi filmado nos Alpes italianos, enquanto a cidade de Moscovo foi recriada em estúdios de filmagem em Roma. Alguns locais notáveis em Roma usados para filmar o filme incluem o Cinecittà Studios e a Praça de Espanha. A produção também usou algumas locações naturais na Rússia, como o rio Volga e o deserto de Karakum.

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