7/14/2008

Cartaz TV - Por Jorge Alves


santa nostalgia cartaz tv jorge alves

No princípio dos anos 70, um dos meus programas de televisão preferidos era o CARTAZ TV, apresentado pela simpática figura da Rádio e Televisão que foi o saudoso Jorge Alves. Para mim e para muitos portugueses de então, era o programa dos programas já que através dele ficávamos com a antevisão do que de mais importante ía passar em cada semana na RTP. Creio que habitualmente o Cartaz TV passava às Sextas, por volta das 20:00 horas, depois do Telejornal. 

Jorge Alves nasceu em 13 de Novembro de 1914, na Parede - Lisboa, e faleceu ainda nos anos 70, mais concretamente em 30 de Setembro de 1976.
Estreou-se pelo Rádio Clube Português com apenas 18 anos e foi um dos fundadores da Emissora Nacional, em 1935, onde se manteve quase até ao seu desaparecimento.
Na RTP, onde foi um dos seus primeiros locutores, logo no seu início em 1957, para além do CARTAZ TV apresentou outros programas bem populares como o MELODIAS DE SEMPRE  e o SABER NÃO FAZ MAL, de 1965, este co-apresentado por Maria José Baião. 

Pelo seu programa dos programas, Jorge Alves era assim uma presença sempre ansiada por todos quantos acompanhavam a magia da "caixinha mágica". Para além do mais, a própria pequenada gostava do programa porque geralmente terminava com um bocadinho de desenhos animados. Bastava esse facto para ser um bom programa.

7/13/2008

Publicidade nostálgica - Cerveja Clok

santa nostalgia publicidade cerveja clok

A Clok foi uma marca de cervejas lançada pelo final dos anos da década de 1970 pela empresa Copeja, em Santarém e essencialmente para o mercado regional, passando depois para a CUFP onde chegou a ser produzida nas instalações em Loulé - Algarve.

No ano de 1982, então uma marca de Unicer , a marca deixou de se fabricar. Vinte e poucos anos mais tarde tentou-se o relançamento mas a coisa parece que não pegou e hoje não passa de uma das muitas marcas que ficaram pelo caminho e sobretudo pela memória.

7/06/2008

Art Sullivan

 

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Art Sullivan. Nos anos 70 viveu um êxito tremendo, que transbordou da sua Bélgica natal e passou por Portugal, onde esteve nessa altura (1977) arrastando multidões.

As suas canções, muito melódicas e sentimentais, aliadas à sua boa figura tornaram-no adorado pelas suas fãs femininas.

Por tudo isso, ainda hoje, entre as quarentonas deste país Art Sullivan  tem vivas verdadeiras paixões à sua música e sua pessoa. Para matar saudades, voltou a Portugal em 2007, onde deu dois concertos no Coliseu de Lisboa e Coliseu do Porto. Pelo meio tinha participado no Big Show SIC há uns anos atrás, em 2000 e em 2005 novamente na SIC no programa do Herman José. Pode-se dizer, que Portugal foi de facto um marco importante no percurso deste artista.

Para recordar ficaram muitos êxitos:

Jenny, Jenny lady

Vien prés de moi

Donne, donne moi

Sans Toi

L´enfant perdu

Si tu veux

Petit demoiselle

Monsieur Tu, Madame Vous

Adieu sois heureuse

Ensemble

 

- Sítio oficial de Art Sullivan

Bana e Flapi


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Uma série de animação que fez as delícias de muita pequenada, foi "Bana e Flapi".
Bana era um esquilo que foi separado da sua família quando ainda muito pequeno, vítima do abate dos carvalhos na floresta onde tinha nascido. Um rapaz, o Tino, encontrou-o assim desamparado e teve a ideia de o entregar à sua gata para que ela o adoptasse. A gata, apesar de criticada pelos outros animais, sentiu um enorme carinho e instinto maternal por aquele ser indefeso e assim cuidou dele como seu filho protegendo-o contra os perigos, mesmo até contra o cão da quinta. Bana foi assim tratado e educado como um gato, aprendendo até a gostar de leite.

Um dia aconteceu um incêndio na quinta, que destrói a casa e Bana, apanhado na tragédia, vê-se separado da sua mãe adoptiva, já que os donos salvaram apenas os animais domésticos. Bana, abandonado, foge para a sua floresta de origem, mas no início é um mundo novo e perigoso para ele.

Aos poucos, porém, vai-se integrando e descobre novos amigos, como  Flapi, um esquilo fêmea, com a sua idade bem como outros, tais como o Avô Mocho, o Ladão, o Cleto, a Lória, o Sr. Sénior, o Sr. Riscado, os ratos Não e Nem, o Gocha, o Coati, etc. Também conhece a inimiga matreira a Sr.ª Raposa, sempre numa azáfama para apanhar  Bana e os seus amigos esquilos. Bana, com os conhecimentos adquiridos na quinta, ajuda os seus amigos em muitas situações de perigo com os cães e os caçadores e da própria raposa e da doninha.

A figura de Bana é muito característica, com a sua ruiva pelagem, o seu colete verde e o inseparável guizo. Flapi, a sua amiga ou mesmo namorada, tem uma pelagem castanha e uma flor junto à orelha.

A série foi realizada em 1979  por um estúdio japonês, Nippon Animation Co. Ltd, em co-produção com a Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF), baseada no livro de Earnest Thompson Setón, com cenário nas terras do Este americano, aquando da colonização.

A série, de 26 episódios, passou entre nós, na RTP, na primeira metade dos anos 80 já em plena era da cor. Uns anos mais tarde a série foi novamente exibida, mas com nova dobragem e novos temas musicais e até com outro nome pois Bana chamava-se Puchi. Nunca se percebeu bem esta mudança. Foi também editada em DVD, podendo ser adquirida em vários locais.

Como memória palpável, guardo uma caderneta de cromos, editada na ocasião pela Disvenda, tendo ficado incompleta, mas a faltar poucos cromos. Sabe bem recordar.

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