8/09/2008

Panini - O mundo dos cromos - I

 

 panini_logo

- O famoso logotipo

- A primeira capa da colecção de futebol do campeonato italiano, com a representação do jogador do AC Milan, o sueco Nils Liedholm

 

- O primeiro cromo de futebol a ser impresso, o guarda-redes do Inter de Milão, Bruno Bolchi.

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As capas das cadernetas das colecções referentes ao Calciatori, o campeonato de Itália.

 

PANINI - Uma história de sucesso

Quando se fala em cromos, colecções de cromos ou cadernetas de cromos, há um nome que surge como indissociável: Panini.

Vejamos um pouco da sua história, de forma resumida, baseada na informação oficial expressa no site oficial da marca:


A Panini foi fundada em 1961 com o lançamento da primeira colecção do Campeonato Italiano de futebol. Em 1945, os nossos fundadores, os irmãos Panini, abriram um quiosque perto da catedral de Modena e em 1954 fundaram a Panini Brothers, empresa de distribuição de jornais.

O êxito da empresa, relacionado com a edição e venda de cromos começou com a produção da primeira colecção do campeonato italiano referente à época de 1961/1962. Na capa era representado numa acção de jogo o jogador do AC Milan, o sueco Nils Liedholm. O primeiro cromo a ser impresso foi o guarda-redes do Inter de Milão, Bruno Bolchi. Os cromos iniciais precisavam de cola para serem afixados nas cadernetas. O papel autocolante, que se mantém nos nossos dias, foi introduzido em 1971.

O primeiro grande evento desportivo internacional ligado ao futebol a merecer uma colecção foi o Mundial do México, em 1970, marcando assim a sua internacionalização e predominância na edição das cadernetas oficiais quer do Mundial quer do Euro.

Ainda nos primeiros tempos, em Itália, a Panini editou as primeiras colecções de cromos com temas extra-futebol em 1965, dedicadas aos aviões e mísseis. Actualmente, para além de outras vertentes editoriais da empresa, a Panini continua a dominar o mercado dos cromos, quer no tema futebol, tendo contratos de exclusividade em vários países e entidades associativas, como também nos temas extra-futebol, editando várias colecções por ano.

A empresa permaneceu nas mãos da família até alcançar uma facturação anual, de cerca, de 60 milhões de dólares. Em 1988 a empresa foi vendida ao grupo Maxwell, que promoveu uma série de mudanças administrativas e colocou a direcção da empresa em mãos estrangeiras. Após anos de instabilidade financeira, em 1992 a Panini foi comprada por Bain Galo Cuneo e De Agostini. Dois anos de boa gestão foram suficientes para devolver à empresa o seu antigo esplendor. A Panini foi adquirida pela Marvel Entertainment Group, que manteve a mesma equipa, gerida por A.H.Sallustro. A sede da empresa permaneceu em Itália.


A 8 de Outubro de 1999 a Panini foi comprada pelo grupo italiano Fineldo Spa, Sociedade Financeira de Vitório Merloni, juntamente com o corpo directivo da empresa. O grupo Fineldo está envolvido na fabricação de vários produtos de consumo e actividades financeiras.
Em 2000 o Grupo Panini fechou um acordo para aquisição da parte maioritária das acções de ""DigitalSoccer Project"", que desenvolve revolucionários softwares no setor do desporto. Também, a Panini, adquiriu em França a ""World Foot Center"" empresa que opera no sector do merchandising, distribuição e promoções no mundo do futebol. Neste mesmo período, o Grupo Panini cedeu a sua actividade de produção de papel autocolante, conhecida como Divisão Adespan, à Avery Dennison, empresa líder mundial neste sector.
O Grupo Panini, com sede em Modena (Itália) e filiais nos principais países europeus, no Chile e no Brasil, é líder mundial no sector de cromos ), 4° editor europeu no segmento jovem, líder italiano na distribuição de Comics e, encontra-se neste momento, a desenvolver um sólido programa no sector da multimédia. Em 2006, o Grupo atingiu uma facturação de 579 milhões de euros em mais de 110 países, com 705 funcionários.

A divisão de cromos e cards, faz parte de um importante grupo internacional que em Itália e nos principais países da Europa, consiste em 4 divisões. Além da divisão de cromos e cards, existe a divisão de New Media (Panini Interactive, que actua no sector da Internet e nos serviços com ela relacionados), uma divisão de Comics e uma empresa de distribuição de Comics (Pan Distribuzione , que além da distribuição, faz o trabalho de logística e análise de mercado dos produtos).

(a continuar)

8/06/2008

Nucrema - O sabor que vence!

 

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nucrema creme 

A par da Tulicreme, a Nucrema era das mais deliciosas e conhecidas pastas de barrar o pão, com o seus delicados sabores de avelã e chocolate. Era de comer e chorar por mais. Acontece que a maior parte das famílias de há 30 anos, infelizmente, não tinham meios para aceder facilmente a estas lambarices, pelo que para muitas crianças era apenas um delicioso creme que se comia com os olhos quando se via o reclame na televisão. Mas mesmo assim imaginava-se o seu sabor quando se comia uma simples côdea de pão, o que já não era mau.

A Nucrema apareceu em 1980, com a etiqueta D. Amolochitis S.A., sendo comprada em 1987 pela Interia S.A., por sua vez adquirida pelo grupo grego Ion S.A. em 1991, que continua a produzir este emblemático produto.

Publicidade nostálgica - Desodorizante 8x4


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Desodorizante 8x4.  

Sempre me intrigou este nome, e considero-o um bocado esquisito quando aplicado a este tipo de produto, mesmo sendo uma marca internacional, propriedade da conhecida Beiersdorf, mas a verdade é que o 8x4 é uma das marcas mais populares desde há longos anos. Em spray ou em stick, o 8x4 tinha a vantagem de oferecer sempre fragâncias frescas e suaves, em contraponto a outras marcas com perfumes demasiado intensos, que mais pareciam insecticidas para melgas e mosquitos.
Apesar da marca oferecer as habituais variantes para homens e para mulheres, pode ser apenas uma suposição, mas o 8x4, pelo menos no meu tempo de rapazola adolescente, foi sempre muito conotado com aromas femininos, pelo que a rapaziada preferia usar os "insecticidas" a suportar o rótulo de "florzinha" ou "maricas".
Quanto à sua eficácia de frescura durante 24 horas, bem penso que isso não resultava muito nos pedreiros e nos trolhas.
Excessivamente feminino ou não, e apesar de ainda continuar a vender-se, sempre com muita popularidade e devidamente adaptado às exigências do actual mercado, com uma forte componente de imagem e marketing, o desodorizante 8x4 faz já parte das nossas memórias de criança e adolescente.

8/05/2008

João de Deus - Caderno escolar

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Recordo hoje um dos saudosos cadernos que me acompanharam no percurso da minha escola primária, com a figura desse ilustre nome que foi João de Deus, autor da Cartilha Maternal (publicada em 1876), que se tornou muito popular como método de ensino de leitura às crianças portuguesas de então e cujo método vigorou por várias décadas.
Este caderno era vendido com capas de várias cores e de linha larga, linha estreita (adequados ao ensino da caligrafia), quadriculado e de desenho (folha em branco). Também havia os combinados, isto, com os vários tipos de folhas. Na contra-capa todos eles tinham as tabuadas de multiplicar e repartir.

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Publicidade nostálgica - Sabão Clarim

 

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Sabão Clarim. Com Clarim, toca a lavar! Este slogan ainda hoje está presente na memória de muita gente. De facto este produto foi sempre muito popular e ainda hoje é muito usado apesar de já quase ninguém lavar à mão. Mas há sempre aquela peça de roupa que não justifica ir à máquina.

Recordo o Clarim e o seu inconfundível perfume a fresco e recordo sobretudo as longas horas que a minha mãe e todas as mulheres da aldeia dedicavam à lavagem manual da roupa, que era uma tarefa bastante dura e ingrata, especialmente em dias de inverno. Para além de repetitiva, exigia grandes esforços, desde o transportar a roupa à ida e à volta (ainda mais pesada), até ao ensaboar, esfregar na pedra áspera de granito e ao torcer. Depois de todo o processo era ainda necessário estender a roupa num sítio adequado para ficar a corar. O aparecimento e a generalização das máquinas de lavar veio desafogar as mulheres domésticas de um trabalho deveras penoso.

Para facilitar essa tarefa comum e quase quotidina, e porque era na altura uma importante infra-estrutura comunitária, quase todas as aldeias tinham um ou mais  lavadouros públicos, dispersos por vários lugares, onde se juntavam várias mulheres ou raparigas, sempre em ambiente de amena conversa, com boatos e mexericos na ordem-do-dia e até mesmo a cantar. Assim transformava-se uma tarefa ingrata num momento de alegria. Havia ainda quem lavasse a roupa na borda de um regato ou em qualquer outro sítio com água corrente, proporcionando assim quadros pitorescos do diário da aldeia.

Por isso, quando se passava por um destes locais, para além do tagarelar do mulherio sentia-se esse perfume a sabão Clarim, que assim lavava a roupa e até a água. Depois, como diz a cantiga da Aldeia da Roupa Branca, na voz da inconfundível Beatriz Costa, "...ai rio não te queixes, ai que o sabão não mata, ai até lava os peixes, ai põem-nos como prata..."

Outros tempos, outros usos e costumes.

8/01/2008

Emblemas e distintivos de clubes - 1

Como apreciador de cromos e cadernetas, de modo especial da temática do futebol, desde cedo me habituei a apreciar os emblemas dos diversos clubes que quase sempre tinham direito a um cromo próprio. Não admira, pois, que ainda hoje continue a gostar da temática dos emblemas dos clubes de futebol, claro está, de modo especial dos clubes portugueses.


Todos sabemos que os emblemas são um elemento gráfico que personalizam a esse nível a imagem de um clube, tal como acontece com o logotipo de uma empresa, marca ou produto. Quase sempre resultam de uma mera composição de formas e cores, mas muitas vezes os emblemas são compostos por elementos que dizem muito da história dos respectivos clubes. Atente-se, por exemplo, no caso do emblema do Sport Lisboa e Benfica, que resulta de uma composição dos emblemas dos dois clubes que estiveram na sua origem, concretamente o Sport Lisboa e o Grupo Sport Benfica. Mas claro que há mais exemplos.


A maior parte dos clubes tem sabido manter-se fiel ao grafismo ou modelo inicial dos seus emblemas, mas outros há, que em nome de uma suposta renovação e modernidade da imagem, têm introduzido alterações, algumas com bastante profundidade, descaracterizando toda uma imagem e emblemática com muitos anos de história. É o caso do Sporting Clube de Portugal, S.C. Beira Mar e outros mais.


Tenho estado a referir-me ao termo emblemas, por ser o mais conhecido, mas na verdade, nos meus tempos de criança, estes símbolos eram conhecidos e designados como distintivos. Creio que esta acepção tem estado em desuso, adoptando-se agora também a nomenclatura de logo ou logotipo. Sinais dos tempos.

Seguindo esta minha paixão pelos emblemas ou distintivos, que certamente é partilhada por muitos dos nossos visitantes, publicarei por aqui alguns deles, sem qualquer critério especial de ordenação.

Para já ficam estes.

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