8/14/2008

Anos 70 - Programação RTP

 

rtp logotipo santa nostalgia

televisao rtp santa nostalgia

A título de curiosidade, vejamos a programação da RTP para o dia 28 de Abril de 1974, um Domingo. Refira-se que ainda era no tempo do preto-e-branco e a data em causa é imediatamente a seguir à revolução do 25 de Abril de 1974. Trata-se de uma programação equlibrada, com assuntos para todos os gostos, desde a componente recreativa, informativa, cultural e desportiva.

Hoje em dia, entre centenas de canais, contando com a televisão por cabo e satélite, e até por Internet, o problema é decidir qual o programa ou o canal, mas naquela  altura essa dificuldade não existia pois era "prato único". Palavras e conceitos como "zapping" estavam ainda por descobrir.

Programação da RTP de Domingo, 28 de Abril de 1974

10:58 - Mira Técnica
11:00 - Automobilismo
(Fórmula 1 - Directamente do circuito de Jarama - Espanha, com os pilotos Emmerson Fitipaldi, Clay Regazzoni, Nicky Lauda, Carlo Reutmann e outros)
12:30 - Missa de Domingo
13:10 - Automobilismo (de novo Fórmula 1, em Jarama - Espanha)
13:35 - Hoje Pode Ver (cartaz dos principais espectáculos de Teatro e Cinema de Lisboa e Porto)
13:45 - Telejornal
14:00 - Expedição
(documentário sobre a Tailândia)
14:25 - TV Educativa
14:50 - Danças e Cantares (programa de folclore apresentado por Pedro Homem de Melo)
15:15 - TV Rural (programa sobre agricultura apresentado pelo Eng.º Sousa Veloso)
15:45 - Tarde de Cinema (apresentação do filme "Ali Bábá e os 40 Ladrões")
17:20 - TV Infantil
18:10 - O mundo à nossa volta
(documentário da BBC: Edison, o Grande Mágico - trabalho sobre a vida do grande inventor Thomas Edison)
19:10 - Domingo Desportivo (noticiário dos acontecimentos desportivos)
19:30 - Telejornal (na altura com emissões distintas para o norte e sul do país)
19:45 - Poly em Espanha (episódio da série juvenil em que a vedeta é um inteligente cavalinho que dá pelo nome de Poly)
20:00 - TV 7 (revista de actualidades da responsabilidade da RTP)
20:28 - UHF - Mira Técnica
20:30 - UHF - As solteironas (série)
21:00 - Cecília, médica de aldeia (primeiro episódio de uma nova série sobre uma jovem médica parisiense, que se decide instalar numa pequena cidade do interior)
21:00 - UHF - DÓ-Lá-Si (programa musical apresentado por Maria José Guerra)
21:30 - Telejornal (inclui o boletim meteorológico)
21:30 - UHF - Telejornal (em simultâneo com o 1º programa)
22:00 - 25 milhões de portugueses (programa de variedades gravado no Teatro Maria Matos, com a grande atracção Amália Rodrigues entre outros artistas)
22:00 - UHF - Noite de Cinema (exibição do filme "Noite após Noite")
23:30 - Domingo Desportivo (resumo dos principais encontros de futebol da jornada da tarde)
24:00 - Telejornal
00:05 - Meditação (encerramento da emissão)

(UHF: 2º canal)

8/13/2008

Filuminismo - Humor nas Olimpíadas

 filuminismo humor nas olimpiadas_chama olimpica_01

Estamos em pleno período dos Jogos Olímpicos, com a sua edição 2008 a decorrer em Pequim - China.
A este propósito trazemos hoje à memória a série de filuminismo "Humor nas Olimpíadas", uma colecção de 20 carteiras de fósforos produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos, de Lisboa, com desenhos do saudoso ilustrador João Martins, popularmente conhecido pelos seus inconfundíveis trabalhos, durante vários anos, no jornal desportivo "A Bola".
Como o nome da série indica, trata-se de uma paródia humorísica a algumas das modalidades olímpicas.

Recordo que na altura da venda destas carteiras, eu era rapazote, que não fumava, mas que andava sempre a chatear os colegas de trabalho, mais velhos e fumadores, para me guardarem a carteira quando acabassem os fósforos. Outra fonte de angariação, era no chão das várias festas da aldeias vizinhas. A colecção original, arrecadada com esse estratagema acabou por se perder, mas mais tarde tive a oportunidade e a sorte de a adquirir numa edição de coleccionista, neste caso espalmada, sem a característica lixa.

(sobre João Martins: texto colhido no seguinte endereço:)

O João Martins trabalhou na Regisconta, em part-time, de 1959 a 1961. Era, simultaneamente, fiscal camarário dos jardins da capital mas era, acima de tudo, um grande Humorista, espontâneo e cheio de graça. O convite para trabalhar na Publicidade da Empresa e, ao mesmo tempo, como decorador de montras e ilustrador do Magazine (onde fez as páginas de Humor de 14 números consecutivos, do 6 ao 19) foi feito com a intenção de tentar vencer a sua proverbial modéstia e a sua incurável timidez, obrigando o a dedicar se totalmente aos bonecos. Isso só viria a acontecer mais tarde e o Martins viria a ser o grande cartoonista de "A Bola'; o autor de muitos filmes publicitários de desenhos animados, como, por exemplo, os primeiros do J. Pimenta; o ilustrador principal da revista 'Parada da Paródia" (para a qual fez todas as capas) e, mais tarde, do jornal "O Diário". Pelo meio disto tudo, esbanjou o seu talento, até ao fim da sua vida, por muitos e variados sítios, onde a sua graça natural e a sua simpatia fizeram dele, para além do grande Artista que sempre foi, um grande Amigo que nunca esqueceremos.

filuminismo humor nas olimpiadas_argolas_02

filuminismo humor nas olimpiadas_barra fixa_03

3 - Barra fixa

filuminismo humor nas olimpiadas_barreiras_04

filuminismo humor nas olimpiadas_basquetebol_05

filuminismo humor nas olimpiadas_boxe_06

filuminismo humor nas olimpiadas_100m_femininos_07

filuminismo humor nas olimpiadas_ciclismo_08

filuminismo humor nas olimpiadas_dardo_09

filuminismo humor nas olimpiadas_futebol2_10

filuminismo humor nas olimpiadas_halterofilismo_11

filuminismo humor nas olimpiadas_hipismo_12

filuminismo humor nas olimpiadas_luta_13

filuminismo humor nas olimpiadas_maratona_14

filuminismo humor nas olimpiadas_martelo_15

filuminismo humor nas olimpiadas_natacao_16

filuminismo humor nas olimpiadas_salto em altura_17

filuminismo humor nas olimpiadas_saltos de prancha_18

filuminismo humor nas olimpiadas_salto a vara_19

filuminismo humor nas olimpiadas_vela_20

8/11/2008

O Carrocel Mágico - Franjinhas, Anita, Saltitão e companhia

Magic_roundabout

Recordo hoje a série de animação que foi êxito na RTP, no final dos anos 60 e princípios de 70, chamada "Carrocel Mágico", com personagens que jamais esqueceremos, desde logo o Franjinhas, um cachorro de pelo liso que caía com "risco-ao-meio" até ao chão. Depois a Anita, o feiticeiro Saltitão (o mau da fita), o caracol Ambrósio e outros. Depois, a presença omni-presente do carrocel, que afinal dava nome à série.
A série original teve como pai, em 1964, o francês Serge Danot, e chamava-se "La Ménage Enchanté"-, sendo posteriormente adaptada para a BBC por Eric Thompson, que durou entre 1965 e 1977, correspondendo à versão que passou em Portugal, ainda a preto-e-branco.
A série já deu origem a um filme, com animação digital, em 2005 (The Magic Roundabout) e também a uma nova série, de concepção digital, no canal inglês Nick Jr.
Na televisão do meu saudoso avõ, em 1969 e por aí fora, o Carrocel Mágico e as aventuras do Franjinhas e da Anita, com as trapalhadas do "mauzão" Saltitão torni-cotim-torni-cotão, eram para mim sagradas, pelo que era um lufa-lufa a fazer os deveres de casa e da escola para não perder pitada de cada episódio. É certo que hoje temos a noção que eram histórias extremamente simples, mas quando crianças basta muito pouco para que todas as histórias e aventuras se transformem em maravilhosas e inesquecíveis.
Também recordo os brindes (os bonecos em plástico) que os gelados da "Olá" ofereciam por essa altura e dos quais cheguei a ter quase todos mas que as vicissitudes do termpo acabaram por levar. Com muita pena minha.



Magic Roundabout

magicroundabout1

ftkids300

2

{D531FBC2-442E-4B8D-906A-7A82A05601FE}Img100

Panini - O mundo dos cromos - II

parceria apr_panini

A Panini em Portugal esteve ligada à empresa Agência Portuguesa de Revistas (já extinta), mantendo-se essa parceria durante vários anos, desde meados dos anos 70, prosseguindo pela década de 80. Nesse período a APR distribuiu várias colecções da Panini,  com temas extra-futebol, ligados à televisão e cinema e de modo especial à animação, proveniente das produções da Disney, como "Papuça e Dentuça", "Os Aristogatos" e outras como "O Abismo Negro".

A introdução da Panini no segmento do futebol português aconteceu em 1981/1982, ainda com a parceria da Agência Portuguesa de Revistas, procurando esta preencher uma lacuna editorial abandonada no início dos anos 70, com a publicação da caderneta "Equipas de Futebol dos Clubes da I Divisão - Época 71/72". A edição deste novo arranque designou-se de Futebol 82.

A avaliar pelo editorial da caderneta, augurava-se uma parceria com grande futuro, mas parece que essas perspectivas não passaram de boas intenções. A própria gaffe do editorial que designa a parceira como Paganini, deixava adivinhar o curto reinado da dupla editorial. Paralelamente a Panini vivia dificuldades e incertezas internas no que coincidiu com o declínio da Agência Portuguesa de Revistas.

No entanto, prometendo um bom começo, logo a seguir à Futebol 82, a experiência ao nível do futebol foi repetida nos anos seguintes com a Futebol 83 e a Futebol 83/84, estas já com uma nítida quebra de qualidade deixando adivinhar o fim da parceria, o que de facto aconteceu.

Depois de um interregno nas edições de futebol, também resultado da tal instabilidade interna e financeira, a Panini celebrou um acordo com o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, adquirindo em exclusivo os direitos da edição oficial do campeonato maior do futebol português. A primeira caderneta de uma nova era no mercado de edição de cromos do futebol nacional, foi a Futebol 91, referente à época futebolística de 90/91.

José Couceiro, presidente do SJPF da altura, dizia que " surge agora a possibilidade de reunir numa colecção de cromos, um arquivo de grande valor, tanto pela qualidade gráfica, como pela informação disponível". Dizia ainda: "No entanto, o mais importante para todos os futebolistas é sem dúvida o reforço da defesa do direito à imagem, que durante tantos anos não foi respeitado, e constantemente sofreu os mais reprováveis abusos por parte de diversos editores".

Quanto à questão da qualidade, a Panini na altura, talvez por critérios economicistas,  não trouxe nada de absolutamente novo, apresentando até uma qualidade global inferior ao que produzia em Itália, para além de que  até aí, nas editoras nacionais, produziram-se boas colecções, com bastante informação, mesmo nos anos 60 e princípios dos anos 70, quando os recursos gráficos estavam anos atrasados comparativamente com os disponíveis no início dos anos 90, como se compreenderá.

Quanto à defesa da imagem dos futebolistas, é verdade que no passado foram produzidas várias edições que graficamente eram muito pobres, mas o problema dos jogadores, mais do que a defesa da sua imagem, era a defesa dos seus interesses, monetários, claro. Tinham certamente esse direito, já que eram eles o fundamento primeiro dos cromos, mas o acordo, que tem permanecido no segredo dos deuses, veio a mostrar-se bastante lesivo para os coleccionadores, fundamentalmente pela morte da concorrência editorial, levando ao apagamento ou mesmo à extinção de várias editoras que ao longo 30 anos produziram cadernetas com bastante diversidade, muitas das quais com elevada qualidade.

- parceria Agência Português da Revistas / Panini

panini os aristogatos

- Caderneta "Os Aristogatos"

apr_panini o abismo negro 

- Caderneta "O Abismo Negro"

apr 71_72 

- Caderneta "Equipas de Futebol de Clubes da I Divisão - Época 71/72, considerada a última colecção de cromos da APR antes da parceria com a Panini, 10 anos depois

apr_panini 81_82

- Caderneta "Fetebol 82", a primeira das três colecções resultantes da parceria Agência Português da Revistas / Panini

apr_panini_82_83

- Futebol 83

apr_panini 83_84

- Futebol 83/84, a última da parceria APR/Panini

parceria apr_panini 02 

(a continuar)

8/09/2008

Panini - O mundo dos cromos - I

 

 panini_logo

- O famoso logotipo

- A primeira capa da colecção de futebol do campeonato italiano, com a representação do jogador do AC Milan, o sueco Nils Liedholm

 

- O primeiro cromo de futebol a ser impresso, o guarda-redes do Inter de Milão, Bruno Bolchi.

panini cadernetas calcio 01

panini cadernetas calcio 02

As capas das cadernetas das colecções referentes ao Calciatori, o campeonato de Itália.

 

PANINI - Uma história de sucesso

Quando se fala em cromos, colecções de cromos ou cadernetas de cromos, há um nome que surge como indissociável: Panini.

Vejamos um pouco da sua história, de forma resumida, baseada na informação oficial expressa no site oficial da marca:


A Panini foi fundada em 1961 com o lançamento da primeira colecção do Campeonato Italiano de futebol. Em 1945, os nossos fundadores, os irmãos Panini, abriram um quiosque perto da catedral de Modena e em 1954 fundaram a Panini Brothers, empresa de distribuição de jornais.

O êxito da empresa, relacionado com a edição e venda de cromos começou com a produção da primeira colecção do campeonato italiano referente à época de 1961/1962. Na capa era representado numa acção de jogo o jogador do AC Milan, o sueco Nils Liedholm. O primeiro cromo a ser impresso foi o guarda-redes do Inter de Milão, Bruno Bolchi. Os cromos iniciais precisavam de cola para serem afixados nas cadernetas. O papel autocolante, que se mantém nos nossos dias, foi introduzido em 1971.

O primeiro grande evento desportivo internacional ligado ao futebol a merecer uma colecção foi o Mundial do México, em 1970, marcando assim a sua internacionalização e predominância na edição das cadernetas oficiais quer do Mundial quer do Euro.

Ainda nos primeiros tempos, em Itália, a Panini editou as primeiras colecções de cromos com temas extra-futebol em 1965, dedicadas aos aviões e mísseis. Actualmente, para além de outras vertentes editoriais da empresa, a Panini continua a dominar o mercado dos cromos, quer no tema futebol, tendo contratos de exclusividade em vários países e entidades associativas, como também nos temas extra-futebol, editando várias colecções por ano.

A empresa permaneceu nas mãos da família até alcançar uma facturação anual, de cerca, de 60 milhões de dólares. Em 1988 a empresa foi vendida ao grupo Maxwell, que promoveu uma série de mudanças administrativas e colocou a direcção da empresa em mãos estrangeiras. Após anos de instabilidade financeira, em 1992 a Panini foi comprada por Bain Galo Cuneo e De Agostini. Dois anos de boa gestão foram suficientes para devolver à empresa o seu antigo esplendor. A Panini foi adquirida pela Marvel Entertainment Group, que manteve a mesma equipa, gerida por A.H.Sallustro. A sede da empresa permaneceu em Itália.


A 8 de Outubro de 1999 a Panini foi comprada pelo grupo italiano Fineldo Spa, Sociedade Financeira de Vitório Merloni, juntamente com o corpo directivo da empresa. O grupo Fineldo está envolvido na fabricação de vários produtos de consumo e actividades financeiras.
Em 2000 o Grupo Panini fechou um acordo para aquisição da parte maioritária das acções de ""DigitalSoccer Project"", que desenvolve revolucionários softwares no setor do desporto. Também, a Panini, adquiriu em França a ""World Foot Center"" empresa que opera no sector do merchandising, distribuição e promoções no mundo do futebol. Neste mesmo período, o Grupo Panini cedeu a sua actividade de produção de papel autocolante, conhecida como Divisão Adespan, à Avery Dennison, empresa líder mundial neste sector.
O Grupo Panini, com sede em Modena (Itália) e filiais nos principais países europeus, no Chile e no Brasil, é líder mundial no sector de cromos ), 4° editor europeu no segmento jovem, líder italiano na distribuição de Comics e, encontra-se neste momento, a desenvolver um sólido programa no sector da multimédia. Em 2006, o Grupo atingiu uma facturação de 579 milhões de euros em mais de 110 países, com 705 funcionários.

A divisão de cromos e cards, faz parte de um importante grupo internacional que em Itália e nos principais países da Europa, consiste em 4 divisões. Além da divisão de cromos e cards, existe a divisão de New Media (Panini Interactive, que actua no sector da Internet e nos serviços com ela relacionados), uma divisão de Comics e uma empresa de distribuição de Comics (Pan Distribuzione , que além da distribuição, faz o trabalho de logística e análise de mercado dos produtos).

(a continuar)

8/06/2008

Nucrema - O sabor que vence!

 

santa nostalgia_publicidade nostalgica_nucrema

nucrema creme 

A par da Tulicreme, a Nucrema era das mais deliciosas e conhecidas pastas de barrar o pão, com o seus delicados sabores de avelã e chocolate. Era de comer e chorar por mais. Acontece que a maior parte das famílias de há 30 anos, infelizmente, não tinham meios para aceder facilmente a estas lambarices, pelo que para muitas crianças era apenas um delicioso creme que se comia com os olhos quando se via o reclame na televisão. Mas mesmo assim imaginava-se o seu sabor quando se comia uma simples côdea de pão, o que já não era mau.

A Nucrema apareceu em 1980, com a etiqueta D. Amolochitis S.A., sendo comprada em 1987 pela Interia S.A., por sua vez adquirida pelo grupo grego Ion S.A. em 1991, que continua a produzir este emblemático produto.

Pesquisar no Blog

S.L. Benfica - 1974/1975

  Equipa do S.L. Benfica, na época 1974/1975 (Campeão Nacional). Do tempo em que os adeptos não andavam a torcer por uma equipa quase toda c...

Populares