8/15/2008

Panini - O mundo dos cromos III

 

O acordo de exclusividade do SJPF com a Panini mantém-se até aos nossos dias e apenas algumas edições piratas, e outras variantes, de modo especial publicadas pelos jornais desportivos diários, vieram quebrar a monotonia editorial das colecções de cromos e cadernetas. É certo que a Panini trouxe uma nova qualidade gráfica, rompendo com algum convencionalismo que existia até então, mas hoje, volvidos quase 20 anos após o início desse período de reinado da editora italiana, é opinião concensual que a componente do coleccionismo de cromos ficou bastante empobrecida, pelos motivos atrás expostos.

Por outro lado, os efeitos deste monopólio traduziram-se também na repetição enfadonha do mesmo estilo Panini, ou seja, com boa qualidade gráfica, até demasiado extravagante, mas sem grandes inovações, insistindo quase sempre na representação em meio-corpo, um estilo retratista e pouco futebolista. Um cromo de futebol no seu esplendor deveria ser de corpo-inteiro, de modo a ser representado o equipamento na sua totalidade (meias, calções e camisola).

Nesta altura, os acérrimos coleccionadores e apreciadores de cromos de futebol, cujo movimento tem vindo a crescer, fruto de uma ampla divulgação ao nível da Internet (proliferam as páginas e blogues dedicados aos cromos), desejariam, com alguma nostalgia, que o estilo regredisse um pouco aos anos 70. A prova disso é que os cromos de caramelos, característicos do mercado de cromos dos anos 40, 50 e 60, principalmente, têm hoje enorme êxito e apreciadores, tornando-se assim em objectos de culto e até excessivamente caros, o que não é de admirar tendo em conta a sua raridade. Um cromo solto vale em média 1 euro e uma caderneta, até mesmo incompleta, pode valer entre os 250 e 1000 euros, dependendo da sua antiguidade, estado de conservação e grau de preenchimento.

Por tudo isto, a Panini vai continuar a imperar em Portugal e na Europa, protegida pelos chorudos contratos que em muito devem agradar aos jogadores profissionais e à sua representante da classe.

Quanto aos coleccionadores dos cromos têm que se contentar com essa pobreza quanto à diversidade e aguardar pelas colecções imaginativas produzidas pelos jornais desportivos.

Se calhar está na altura dos coleccionadores se juntarem numa Associação e também eles fazerem valer os seus interesses já que de um modo geral é notório o descontentamento com algumas políticas editoriais da Panini.

Veja-se o caso particular das últimas colecções da Liga Portuguesa de Futebol, com excessivo número de cromos, resultando num produto relativamente caro. Por outro lado, o esquema de cromos Bis e Últimas Transferências só servem para complicar e encarecer ainda mais a colecção.

Atente-se ainda no caso da colecção do Euro 2008, com um total de 535 cromos, demasiado extensa, ainda por cima sem qualquer rigor na edição dos cromos. Ditaram as leis e prazos do mercado e do marketing, pelo que a Panini armou-se em seleccionadora das diversas equipas nacionais, publicando antecipadamente jogadores que acabaram por não ser convocados nos vários países participantes.  No caso de Portugal aconteceu com os jogadores Maniche e Tiago, que fizeram parte da colecção mas não foram convocados por Scolari. Para remediar a situação, depois de uma figura triste, a Panini, editou posteriormente os dois cromos substitutos, os chamados Bis ou upgrades, usando uma terminologia informática, com os jogadores João Moutinho e Raul Meireles. Para agravar a situação, fez isso apenas por cada país. Ora sendo uma colecção de âmbito internacional, editada simultaneamente nos vários países, deveriam ser disponibilizados também simultaneamente, em cada mercado, a totalidade dos cromos de substituição. Um bom coleccionador sabe que só desse modo é considerada completa a colecção. Como resultado dessa negativa política para os coleccionadores, o conjunto de todos os cromos substitutos têm aparecido à venda por valores acima dos 25 euros, o que a juntar ao custo da colecção é francamente excessivo.

Por outro lado, ainda em relação à caderneta do Euro 2008, foi adoptado um preço ao nível dos recursos de outros países europeus, pelo que para Portugal a colecção ficou extremamente cara. É uma questão de fazer contas. A colecção é composta por 535 cromos. Ora só para 500 cromos, não contando com repetidos, são necessários 60 euros. Acontece que a Panini é conhecida pela alta percentagem de cromos repetidos em cada caixa. No meu caso particular, em várias caixas que tenho adquirido, a média situou-se nos 25%. De grosso modo, por barato e aproveitando bem os fóruns de trocas, e mesmo aqui gasta-se dinheiro com envelopes enviados pelo Correio, a colecção nunca fica por menos de 80 euros, o que diga-se, é muito dinheiro para uma colecção de cromos em Portugal.

São estas artimanhas e desenrascanços editoriais que alimentam um grande descontentamento dos coleccionadores para com a Panini.

Seria bom que a empresa respeitasse mais os coleccionadores consumidores de cromos, indo de encontro às suas legítimas preocupações e tendo em conta o custo e nível de vida de cada país.

Pese todos estes aspectos negativos, e que são muitos, é incontornável o peso e importância da Panini no contexto da edição e coleccionismo de cromos, tanto de futebol como extra-futebol, não só em Portugal como no resto do mundo, com excepção de alguns redutos, como é o caso da Inglaterra onde domina a concorrente Merlin, que é reconhecida pela superior qualidade relativamente à Panini, mesmo ao nível de colecções extra-futebol.

- Capas das cadernetas já editadas pela Panini, relativas ao campeonato principal do futebol português:

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8/14/2008

Milo - Hummmm, que delicioso!


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Milo, leite achocolatado, que fazia as delícias dos nossos pequenos-almoços, antes da corrida para a escola primária. Claro que nem todos, pois, apesar de tudo, nos anos 70 tomar Milo era um luxo, ao alcance de poucas famílias. Eu próprio, e a maior parte dos meus colegas, era uma malga de caldo (sopa), logo pela manhã, e como lanche para a hora do recreio, um pedaço de broa de milho ou até mesmo só a côdea. Os meninos de famílias com melhores recursos, e principalmente em ambientes urbanos, esses deliciavam-se com Milo.
Milo é um produto da conhecida marca Nestlé, mas teve origem na Austrália (onde ainda se fabrica e é extremamente popular), desenvolvido por Thomas Mayne, em 1934. O nome deriva do lendário Milo de Creta.
Infelizmente parece que o Milo já não está à venda em Portugal, encontrando-se apenas em alguns locais como produto importado.
Beber Milo, bem como leites achocolatados, é uma prática extremamente saudável, em especial depois do exercício físico.
Por tudo isto, Milo é uma marca e produto que faz parte das nossas memórias.

Anos 70 - Programação RTP

 

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A título de curiosidade, vejamos a programação da RTP para o dia 28 de Abril de 1974, um Domingo. Refira-se que ainda era no tempo do preto-e-branco e a data em causa é imediatamente a seguir à revolução do 25 de Abril de 1974. Trata-se de uma programação equlibrada, com assuntos para todos os gostos, desde a componente recreativa, informativa, cultural e desportiva.

Hoje em dia, entre centenas de canais, contando com a televisão por cabo e satélite, e até por Internet, o problema é decidir qual o programa ou o canal, mas naquela  altura essa dificuldade não existia pois era "prato único". Palavras e conceitos como "zapping" estavam ainda por descobrir.

Programação da RTP de Domingo, 28 de Abril de 1974

10:58 - Mira Técnica
11:00 - Automobilismo
(Fórmula 1 - Directamente do circuito de Jarama - Espanha, com os pilotos Emmerson Fitipaldi, Clay Regazzoni, Nicky Lauda, Carlo Reutmann e outros)
12:30 - Missa de Domingo
13:10 - Automobilismo (de novo Fórmula 1, em Jarama - Espanha)
13:35 - Hoje Pode Ver (cartaz dos principais espectáculos de Teatro e Cinema de Lisboa e Porto)
13:45 - Telejornal
14:00 - Expedição
(documentário sobre a Tailândia)
14:25 - TV Educativa
14:50 - Danças e Cantares (programa de folclore apresentado por Pedro Homem de Melo)
15:15 - TV Rural (programa sobre agricultura apresentado pelo Eng.º Sousa Veloso)
15:45 - Tarde de Cinema (apresentação do filme "Ali Bábá e os 40 Ladrões")
17:20 - TV Infantil
18:10 - O mundo à nossa volta
(documentário da BBC: Edison, o Grande Mágico - trabalho sobre a vida do grande inventor Thomas Edison)
19:10 - Domingo Desportivo (noticiário dos acontecimentos desportivos)
19:30 - Telejornal (na altura com emissões distintas para o norte e sul do país)
19:45 - Poly em Espanha (episódio da série juvenil em que a vedeta é um inteligente cavalinho que dá pelo nome de Poly)
20:00 - TV 7 (revista de actualidades da responsabilidade da RTP)
20:28 - UHF - Mira Técnica
20:30 - UHF - As solteironas (série)
21:00 - Cecília, médica de aldeia (primeiro episódio de uma nova série sobre uma jovem médica parisiense, que se decide instalar numa pequena cidade do interior)
21:00 - UHF - DÓ-Lá-Si (programa musical apresentado por Maria José Guerra)
21:30 - Telejornal (inclui o boletim meteorológico)
21:30 - UHF - Telejornal (em simultâneo com o 1º programa)
22:00 - 25 milhões de portugueses (programa de variedades gravado no Teatro Maria Matos, com a grande atracção Amália Rodrigues entre outros artistas)
22:00 - UHF - Noite de Cinema (exibição do filme "Noite após Noite")
23:30 - Domingo Desportivo (resumo dos principais encontros de futebol da jornada da tarde)
24:00 - Telejornal
00:05 - Meditação (encerramento da emissão)

(UHF: 2º canal)

8/13/2008

Filuminismo - Humor nas Olimpíadas

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Estamos em pleno período dos Jogos Olímpicos, com a sua edição 2008 a decorrer em Pequim - China.
A este propósito trazemos hoje à memória a série de filuminismo "Humor nas Olimpíadas", uma colecção de 20 carteiras de fósforos produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos, de Lisboa, com desenhos do saudoso ilustrador João Martins, popularmente conhecido pelos seus inconfundíveis trabalhos, durante vários anos, no jornal desportivo "A Bola".
Como o nome da série indica, trata-se de uma paródia humorísica a algumas das modalidades olímpicas.

Recordo que na altura da venda destas carteiras, eu era rapazote, que não fumava, mas que andava sempre a chatear os colegas de trabalho, mais velhos e fumadores, para me guardarem a carteira quando acabassem os fósforos. Outra fonte de angariação, era no chão das várias festas da aldeias vizinhas. A colecção original, arrecadada com esse estratagema acabou por se perder, mas mais tarde tive a oportunidade e a sorte de a adquirir numa edição de coleccionista, neste caso espalmada, sem a característica lixa.

(sobre João Martins: texto colhido no seguinte endereço:)

O João Martins trabalhou na Regisconta, em part-time, de 1959 a 1961. Era, simultaneamente, fiscal camarário dos jardins da capital mas era, acima de tudo, um grande Humorista, espontâneo e cheio de graça. O convite para trabalhar na Publicidade da Empresa e, ao mesmo tempo, como decorador de montras e ilustrador do Magazine (onde fez as páginas de Humor de 14 números consecutivos, do 6 ao 19) foi feito com a intenção de tentar vencer a sua proverbial modéstia e a sua incurável timidez, obrigando o a dedicar se totalmente aos bonecos. Isso só viria a acontecer mais tarde e o Martins viria a ser o grande cartoonista de "A Bola'; o autor de muitos filmes publicitários de desenhos animados, como, por exemplo, os primeiros do J. Pimenta; o ilustrador principal da revista 'Parada da Paródia" (para a qual fez todas as capas) e, mais tarde, do jornal "O Diário". Pelo meio disto tudo, esbanjou o seu talento, até ao fim da sua vida, por muitos e variados sítios, onde a sua graça natural e a sua simpatia fizeram dele, para além do grande Artista que sempre foi, um grande Amigo que nunca esqueceremos.

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3 - Barra fixa

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8/11/2008

O Carrocel Mágico - Franjinhas, Anita, Saltitão e companhia

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Recordo hoje a série de animação que foi êxito na RTP, no final dos anos 60 e princípios de 70, chamada "Carrocel Mágico", com personagens que jamais esqueceremos, desde logo o Franjinhas, um cachorro de pelo liso que caía com "risco-ao-meio" até ao chão. Depois a Anita, o feiticeiro Saltitão (o mau da fita), o caracol Ambrósio e outros. Depois, a presença omni-presente do carrocel, que afinal dava nome à série.
A série original teve como pai, em 1964, o francês Serge Danot, e chamava-se "La Ménage Enchanté"-, sendo posteriormente adaptada para a BBC por Eric Thompson, que durou entre 1965 e 1977, correspondendo à versão que passou em Portugal, ainda a preto-e-branco.
A série já deu origem a um filme, com animação digital, em 2005 (The Magic Roundabout) e também a uma nova série, de concepção digital, no canal inglês Nick Jr.
Na televisão do meu saudoso avõ, em 1969 e por aí fora, o Carrocel Mágico e as aventuras do Franjinhas e da Anita, com as trapalhadas do "mauzão" Saltitão torni-cotim-torni-cotão, eram para mim sagradas, pelo que era um lufa-lufa a fazer os deveres de casa e da escola para não perder pitada de cada episódio. É certo que hoje temos a noção que eram histórias extremamente simples, mas quando crianças basta muito pouco para que todas as histórias e aventuras se transformem em maravilhosas e inesquecíveis.
Também recordo os brindes (os bonecos em plástico) que os gelados da "Olá" ofereciam por essa altura e dos quais cheguei a ter quase todos mas que as vicissitudes do termpo acabaram por levar. Com muita pena minha.



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Panini - O mundo dos cromos - II

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A Panini em Portugal esteve ligada à empresa Agência Portuguesa de Revistas (já extinta), mantendo-se essa parceria durante vários anos, desde meados dos anos 70, prosseguindo pela década de 80. Nesse período a APR distribuiu várias colecções da Panini,  com temas extra-futebol, ligados à televisão e cinema e de modo especial à animação, proveniente das produções da Disney, como "Papuça e Dentuça", "Os Aristogatos" e outras como "O Abismo Negro".

A introdução da Panini no segmento do futebol português aconteceu em 1981/1982, ainda com a parceria da Agência Portuguesa de Revistas, procurando esta preencher uma lacuna editorial abandonada no início dos anos 70, com a publicação da caderneta "Equipas de Futebol dos Clubes da I Divisão - Época 71/72". A edição deste novo arranque designou-se de Futebol 82.

A avaliar pelo editorial da caderneta, augurava-se uma parceria com grande futuro, mas parece que essas perspectivas não passaram de boas intenções. A própria gaffe do editorial que designa a parceira como Paganini, deixava adivinhar o curto reinado da dupla editorial. Paralelamente a Panini vivia dificuldades e incertezas internas no que coincidiu com o declínio da Agência Portuguesa de Revistas.

No entanto, prometendo um bom começo, logo a seguir à Futebol 82, a experiência ao nível do futebol foi repetida nos anos seguintes com a Futebol 83 e a Futebol 83/84, estas já com uma nítida quebra de qualidade deixando adivinhar o fim da parceria, o que de facto aconteceu.

Depois de um interregno nas edições de futebol, também resultado da tal instabilidade interna e financeira, a Panini celebrou um acordo com o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, adquirindo em exclusivo os direitos da edição oficial do campeonato maior do futebol português. A primeira caderneta de uma nova era no mercado de edição de cromos do futebol nacional, foi a Futebol 91, referente à época futebolística de 90/91.

José Couceiro, presidente do SJPF da altura, dizia que " surge agora a possibilidade de reunir numa colecção de cromos, um arquivo de grande valor, tanto pela qualidade gráfica, como pela informação disponível". Dizia ainda: "No entanto, o mais importante para todos os futebolistas é sem dúvida o reforço da defesa do direito à imagem, que durante tantos anos não foi respeitado, e constantemente sofreu os mais reprováveis abusos por parte de diversos editores".

Quanto à questão da qualidade, a Panini na altura, talvez por critérios economicistas,  não trouxe nada de absolutamente novo, apresentando até uma qualidade global inferior ao que produzia em Itália, para além de que  até aí, nas editoras nacionais, produziram-se boas colecções, com bastante informação, mesmo nos anos 60 e princípios dos anos 70, quando os recursos gráficos estavam anos atrasados comparativamente com os disponíveis no início dos anos 90, como se compreenderá.

Quanto à defesa da imagem dos futebolistas, é verdade que no passado foram produzidas várias edições que graficamente eram muito pobres, mas o problema dos jogadores, mais do que a defesa da sua imagem, era a defesa dos seus interesses, monetários, claro. Tinham certamente esse direito, já que eram eles o fundamento primeiro dos cromos, mas o acordo, que tem permanecido no segredo dos deuses, veio a mostrar-se bastante lesivo para os coleccionadores, fundamentalmente pela morte da concorrência editorial, levando ao apagamento ou mesmo à extinção de várias editoras que ao longo 30 anos produziram cadernetas com bastante diversidade, muitas das quais com elevada qualidade.

- parceria Agência Português da Revistas / Panini

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- Caderneta "Os Aristogatos"

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- Caderneta "O Abismo Negro"

apr 71_72 

- Caderneta "Equipas de Futebol de Clubes da I Divisão - Época 71/72, considerada a última colecção de cromos da APR antes da parceria com a Panini, 10 anos depois

apr_panini 81_82

- Caderneta "Fetebol 82", a primeira das três colecções resultantes da parceria Agência Português da Revistas / Panini

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- Futebol 83

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- Futebol 83/84, a última da parceria APR/Panini

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(a continuar)

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