10/09/2008

Nucrema - O sabor que vence! Basta provar!

nucrema santa nostalgia

Num anterior post, trouxemos aqui à memória a deliciosa pasta de barrar Nucrema, que no meu tempo de criança, juntamente com a Tulicreme, fazia as delícias dos lanches da pequenada.

Aqui fica, pois, mais um interessante cartaz publicitário da Nucrema, numa alusão à sua relação saudável com a prática do desporto e deste com as crianças.
Leite, cacau e avelãs. Uma delícia. Já apetecia um pão bem barrado.

Brinquedos Estrela - O sonho das crianças

 

brinquedos estrela

Fundada em 1937 como uma modesta fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira, em poucos anos, acompanhando a evolução industrial do País, a Estrela passou a ser uma indústria automatizada e a produzir brinquedos também de plásticos, metal e outros materiais. Desde a primeira boneca, a Estrela já produziu mais de 25 mil brinquedos diferentes, num total de mais de 1,2 bilhão de unidades que foram distribuídas em todo o País.
Ao longo dos anos a Estrela construiu a força de sua marca combinando qualidade, pioneirismo e inovação na oferta de brinquedos ao mercado brasileiro. A trajetória da empresa é identificada por inúmeros marcos de sua liderança, tendo sido, inclusive, uma das primeiras companhias brasileiras a abrir seu capital em 1944, constituindo-se em sociedade anônima.

Este é um bocadinho da história da fábrica de brinquedos Estrela, uma empresa brasileira fundada no longínquo ano de 1937,  mas que ainda está activa, continuando a fabricar maravilhosos brinquedos.

O resto da história pode ser lida no sítio oficial da empresa, onde este extracto foi retirado.

Hoje apeteceu-me trazer à memória os brinquedos Estrela. Muitas vezes esta marca é confundida com a Fábrica de Produtos Estrela, esta bem portuguesa, à qual é sempre feita referência à famosa rotunda da Circunvalação, entre o Porto e Matosinho. Esta fábrica, a portuguesa, foi mudada para Rio Tinto e a sua actividade, desde sempre, foram os electrodomésticos, de modo especial os fogões a gás.

Recordo sobretudo os brinquedos Estrela pela sua originalidade e qualidade e ainda porque frequentemente eram publicitados nas contra-capas das revistas da Disney, publicadas pela Editora Abril. Por conseguinte, estes brinquedos da Estrela eram o sonho de muitas crianças dessa época, no caso nos princípios dos anos 80, que mais não fosse, apenas a partir do papel. Creio que alguns desses brinquedos anunciados chegaram mesmo a ser vendidos cá em Portugal, até porque era recorrente nessas revistas serem feitos anúncios destinados ao mercado português. O caso da publicitação às edições de cromos da editora Disvenda era um exemplo.

Vejamos alguns cartazes publicitários da época:

brinquedos estrela santa nostalgia 03

brinquedos estrela santa nostalgia 01

brinquedos estrela santa nostalgia 02

brinquedos estrela santa nostalgia 04

brinquedos estrela santa nostalgia 05

 

10/07/2008

Lancer - Série de TV com cowboys

 

lancer santa nostalgia 01 

image

image

image

image

Lancer é uma série de TV, americana, produzida entre 1968 e 1970, em duas temporadas, pela 20th Century Fox Television, sendo composta por 51 episódios de 60 minutos cada. Nos Estados Unidos a série passou na CBS.
A série Lancer foi produzida uma pouco à imagem da série Bonanza que já há anos fazia sucesso na concorrente NBC.
Por conseguinte, a estrutura da trama tem muitos pontos em comum.  
A história de Lancer centra-se num típico rancho da região de San Joaquin Valley, na Califórnia, propriedade do viúvo Murdoch Lancer. A região está assolada por bandidos e um clima de violência e anarquia no sentido de fazer com que os rancheiros abandonem a região para assim se apossarem das terras. Murdoch Lancer vê partir parte dos seus vaqueiros, ficando reduzido a pouco mais de uma dezena de seguidores mas  pretende resistir no seu rancho pelo que se vê na necessidade de mandar chamar os seus dois filhos, de diferentes mulheres, há muito fora de casa. Para o efeito contrata os detectives da famosa agência Pinkerton.

image

image

image

Scott Lancer é um ex-oficial do exército, a viver algures na costa leste, em Boston, onde fora criado pelo seu avõ após a morte de sua mãe. No México foi encontrado o segundo filho, Johnny Madrid Lancer, onde vive como pistoleiro.
A ambos mandou procurar e pedir para regressar a troco de promessas de dividir o rancho entre eles e ainda uma boa recompensa.
Uma vez reunidos Scott e Johnny, estes ficam a saber que são irmãos. No encontro com o seu pai, postos ao corrente da situação, decidem ficar e assim combater as ameaças que pairavam sobre o rancho Lancer.

lancer santa nostalgia 02
image

Faz ainda parte da família a bela Teresea O´Brien, filha do falecido capataz de Murdoch, que assim ficou como sua protegida, uma espécie de filha.
Outra personagem importante era o Jelly Hoskins, um velhote expedito que Murdoch Lancer retirara da prisão sob sua caução.
Todos os 51 episódios giram assim em torno de sagas e lutas em defesa do rancho Lancer e combate ao banditismo, tudo situações características do oeste selvagam, com todos os ingredientes, tais como duelos, lutas, tiroteios, armadilhas, etç, etç.

Elenco:

Andrew Duggan: Murdoch Lancer
Wayne Maunder: Scott Lancer
Elizabeth Baur: Teresa O´Brien
James Stacy: Johnny Madrid Lancer

Guia dos episódios: URL

Memórias do Lancer

Recordo-me de ver esta série, ainda em criança. Não tenho certeza quanto ao ano em concreto, mas creio que no início dos anos 70. Tenho também uma forte ideia de que a série passava nas sextas à noite e por isso lembro-me perfeitamente de assistir a todos os episódios, em casa de uns tios, onde na grande sala, uns sentados  em cadeiras e outros no chão, eu, o meu irmão mais velho, os meus primos e os rapazes mais vizinhos, juntamente com os adultos, assistíamos à série, numa autèntica sessão de cinema. A série era seguida com um entusiasmo e emoção do princípio ao fim. Havia episódios em que um dos Lancer tinha mais protagonismo de que os outros pelo que entre a assistência havia preferência natural por um ou outro. Assim, havia quem preferisse o estilo do Johnny Madrid, mais pistoleiro, mas também havia os apreciadores do Scott, com um feitio mais calmo e ponderado. Claro que nessa altura, ainda crianças, já nos caía o beicinho pela Teresa. Bons tempos.

A série foi produzida a cores mas passou na RTP ainda no tempo do preto-e-branco.

A par de Bonanza e Daniel Boone, foi das séries que mais recordações deixou desse tempo onde onde os cowboys povoavam os nossos sonhos, brincadeiras e fantasias.

A exemplo da reposição pela RTP Memória das séries Daniel Boone e Chaparral, esperemos que uma das próximas seja a série Lancer, pois foi muito popular entre nós. Apesar disso, a informação portuguesa sobre a série é quase inexistente. Vale-nos alguns sítios no Brasil e no estrangeiro, bem como o YouTube onde é possível visualizar vários excertos de diferentes episódios.

- Genérico de abertura da série

- Encontro dos dois irmãos Lancer, que se desconheciam

- Encontro da família Lancer

10/05/2008

O Clarim - Jornal da Cruzada e das crianças de Portugal

jornal o clarim santa nostalgia 02


"O Clarim" foi fundado em 1946 pelo Pe. Paulo Durão Alves e designava-se como Jornal da Cruzada Eucarística e das Crianças de Portugal. O seu primeiro número foi impresso em Janeiro de 1947.
Ainda se publica, pertencendo na actualidade ao Apostolado da Oração, ligado à Companhia de Jesus, e que integra a Rede Mundial de Oração do Papa.
São quatro páginas apresentando doutrina e exemplos edificantes que ajudam os leitores a crescer na fé e na confiança em Deus.

Durante muitos anos teve como director o saudoso o P. Fernando Leite e a administração e redacção ficam localizadas em Braga.

Recordo-me deste jornalinho, desde criança da catequese. Na minha aldeia, aos Domingos de tarde, logo pelas 14:00 horas, iniciavam as aulas de catequese, para ambas as quatro classes. Terminavam uma hora depois e logo de seguida tinha início a reza do Terço, orientada pelo já falecido pároco local (foi pároco da aldeia durante 60 anos).
No final do Terço, uma vez por mês, o nosso Padre lá anunciava aos mais pequenitos: - O jornal "O Clarim" está na sacristia!"
Este anúncio despoletava uma algazarra e um amontoado de mãozitas estandidas enquanto o Padre distribuía o jornal. Habitualmente aconselhava para que o jornal fosse partilhado com outros meninos depois de lido. Claro que poucos seguiam este conselho.

A minha memória relativamente ao jornalinho O Clarim, remonta a esses tempos de criança. 
O jornal tem um formato aproximado de uma folha A4 (ligeiramente superior), dobrada a meio, por isso com 4 páginas. Apresentava sempre casos e exemplos de fé e devoção para com a Sagrada Eucaristia. Tinha sempre uma secção onde eram narrados pequenos sacrifícios realizados pelos pequenos leitores, coisas muito simples mas tão difíceis para as crianças. Extraio alguns exemplos: Fiz o sacrifício de dar uma esmola a um pobrezinho; Fiz o sacrifício de lavar a louça; Fiz o sacrifício de estar atenta na Missa; Fiz o sacrifício de não ver televisão para ajudar a minha mãe.

Uma rubrica tão do agrado da criançada era o PARA RIR, com algumas anedotas e adivinhas, cuja solução era apresentada na edição seguinte.
Cada pequeno artigo era sempre acompanhado de uma simples gravura.
O jornal O Clarim denomina-se de jornal da Cruzada e das crianças de Portugal, sendo por isso dirigido de modo especial aos petizes.
O movimento da Cruzada, a exemplo de muitas paróquias de Portugal, também existiu na minha aldeia nos anos 40 a 70. É possível que na sua origem, na sua génese estejam reminiscências da lenda da Cruzada das Crianças.

image

De todo o modo, sabemos que este movimento da Cruzada teve origem concreta no apelo do Papa Pio X, que, em plena I Guerra Mundial (1914/1919), pediu que as crianças, adolescentes e jovens de todo o mundo se organizassem numa Cruzada Universal, com o objectivo primeiro de rezar pela paz no mundo. Este movimento parece ter chegado a Portugal no início dos anos 20. Foi um sucesso e nos anos 30 o movimento agrupava quase três milhões de jovens, principalmente crianças.

A Cruzada Eucarística das Crianças era formada por crianças em idade da escola primária, rapazes e raparigas, que vestiam roupas brancas. Sobre a roupa, cruzando o tronco, como na figura acima, era colocada uma faixa igualmente branca, estampada com a tradicional Cruz de Cristo, a vermelho. As meninas usavam ainda uma espécie de lenço, preso à cabeça por uma cinta.
Este movimento era coordenado por mulheres, ligadas normalmente à Catequese, a quem se dava o nome de zeladoras.

Pessoalmente nunca estive integrado nesse movimento, mas recordo perfeitamente a sua existência onde participavam alguns meus colegas. Entre outras actividades, o grupo da Cruzada tinha que acompanhar os funerais, participando no respectivo cortejo fúnebre. Naquela época, e ainda durante vários anos, os funerais eram realizados em cortejo pedestre, desdo a casa do falecido até à igreja matriz. Em cada cerimónia, a cada criança da Cruzada era oferecida uma espécie de senha de presença, que mais tarde daria direito a algumas prendas ou lugar gratuito numa das excursões realizadas anualmente peló pároco.
Em meados dos anos 70, o movimento acabou por se extinguir de forma natural, entre outros motivos, devido à cada vez menor indisponibilidade das crianças em participarem com regularidade nos diversos eventos e cerimónias religiosas.
É, pois, com saudade e nostalgia que recordo o jornalinho O Clarim e a sua intrínseca ligação ao meu tempo de criança.


Capa do primeiro número do jornal "O Clarim", datada de Janeiro de 1947


Capa do último número do jornal "O Clarim". Outubro 2022

10/04/2008

Bolachas Confiança -Tipo Maria

 

bolachas confianca santa nostalgia

bolacha maria santa nostalgia

Hoje em dia existe uma enorme variedade de bolachas, tanto de fabrico nacional como importadas. Há para todos os gostos e feitios, desde as mais elaboradas até às mais simples. Temos as bolachas recheadas com chocolate e pastas de outros sabores como morango e baunilha, bolachas com pepitas de chocolate, bolachas com pedaços de cereais, bolachas altamente calóricas e bolachas mais pobres, recomendadas para quem tem preocupações com a sua linha.

Por outro lado, estão todas acondicionadas em embalagens também mais ou menos sofisticadas, todas graficamente apelativas. Enfim, todo um conjunto de situações adequadas aos modernos hábitos de consumo.

Noutros tempos, porém, quanto a bolachas, havia menos variedade e as embalagens eram muito simples. Recordo, por isso, que a bolacha raínha era a do tipo Maria, ainda hoje muito consumida. Mas recordo sobretudo a forma como eram vendidas. Na mercearia da minha aldeia, vinham embaladas em grandes caixas de cartão, sensivelmente em forma de cubo, talvez com a dimensão de 30 x 30 cm. Assim, as bolachas eram pedidas em quantidade de peso. Por exemplo, 1/4 de quilo, 100 ou 200 gramas. Então a dona da mercearia lá abria a caixa e na parte superior existia um delicado papel vegetal estampado com a marca das bolachas. Quanto a este papel, recordo-me de frequentemente pedir à merceeira que me desse o papel. Claro que ela oferecia mas apenas quando a caixa ficasse vazia, pois o mesmo servia para manter as bolachas bem conservadas, impedindo o excesso de humidade.

Dessas bolachas, havia as normais, mais macias, para os bébés e velhinhos sem dentes, e as torradas, que eram as minhas preferidas. É claro que o tipo de bolacha Maria era muito semelhante ao que ainda hoje se vende, mas quanto ao gosto e aroma...eram incomparáveis. Nessa altura as bolachas eram francamente deliciosas.

Uma das marcas que me recordo, era precisamente a Confiança, bem como a Triunfo.

Quanto à Confiança, a propósito do cartaz publicitário acima publicado, sei que era de Lisboa, também fabricava rebuçados, mas infelizmente não consegui obter grandes informações sobre a sua história, desconhecendo, por isso, se ainda funciona ou se foi agregada a outra empresa ou grupo.

Seja como for, fica aqui partilhada este memória sobre as deliciosas bolachas Confiança, do tipo Maria, vendidas em grandes caixas e revendidas de forma avulsa nas mercearias das nossas aldeias.

10/03/2008

Andar de andas - As nossas perigosas brincadeiras

 

andas santa nostalgia

Quantos de nós, em criança, não já tiveram a oportunidade de se movimentar com umas andas?
As andas consistem num par de paus, com altura variável, mas em regra com cerca de dois metros e com um suporte horizontal,com uma extensão entre 10 a 20 cm, pregado ou afixado a uma certa altura de chão.
Conforme demonstra as imagens acima, os suportes servem para apoiar os pés e assim ficarmos elevados. Portanto, quanto maior a distância dos suportes relativamente ao chão, maior a altura que conseguimos obter.
Para se caminhar com as andas é necessário algum treino mas é relativamente fácil, obviamente dependendo da altura dos suportes.
Para que a anda fique completa, o ideal é ser revestida nos topos inferiores com um material anti-derrapante, como um bocado de couro ou um taco de borracha. Também os suportes dos pés devem ter alguma aderência, mas de modo a não prender demasiado os pés, pois em caso de queda fica-se sem movimento para saltar. Nos casos em que se enfiam umas calças compridas, é uma situação arriscada pelo que deve ser feita por quem tem muita experiência a caminhar com as andas.


Como não podia deixar de ser, em criança, aí pelos meus doze anitos, juntamente com os meus irmãos mais chegados, também construímos as nossas andas e, não fizemos por menos, com os suportes colocados a quase  1 metro de altura. Ficámos uns autênticos pernas-longas. Claro que tivemos um imenso êxito junto dos colegas que ficaram de boca aberta com o espectáculo. A moda pegou por alguns dias e era ver toda a rapaziada no largo da aldeia a caminhar com andas. Parecia uma terra de gigantes.


É claro que em tudo isto, o desafio e o risco estão sempre de mãos dadas, pelo que, não satisfeitos com o simples andar no terreiro plano ou com pouca inclinação, o nosso desafio era subir a escada exterior da casa de meus pais, com cerca de 16 degraus. Claro que conseguimos subir e descer várias vezes, mas quando a minha mãe descobriu o número de circo, a palhaçada acabou com um outro festival de porrada. E foi bem merecida pois era uma brincadeira demasiado perigosa. Uma queda a meio da escada era cabeça partida pela certa.


Bons tempos aqueles, mas cheios de traquinice e brincadeiras muito arriscadas. Mas como diz o ditado "à criança e ao borracho, põe Deus a mão por baixo". Seja como for, por uma brincadeira bem menos perigosa, fracturei em criança o meu tornozelo esquerdo e já com os meus dezoito anos também fracturei o meu pulso esquerdo. Mas isso será motivo para uma nova e futura memória.


Hoje em dia as andas não estão esquecidas e embora não façam parte das brincadeiras quotidianas das crianças, é comum vê-las em acção em alguns eventos ou espectáculos de rua.

Pesquisar no Blog

S.L. Benfica - 1974/1975

  Equipa do S.L. Benfica, na época 1974/1975 (Campeão Nacional). Do tempo em que os adeptos não andavam a torcer por uma equipa quase toda c...

Populares