12/16/2008

Presépio

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Ok. Bem sei que este rabisco não está lá grande coisa. Mas, pronto...foi feito por mim, daí ter algum valor pessoal. É orginal da silva.

Foi um dos muitos rabiscos que desenhei nos tempos livres da tropa, portanto há já um bom par de anos.
Como não tem data escrita, pelo tema deduzo que o tenha feito por alturas do Natal.

Já agora recordo que, como andei dois anos pela tropa, tive que por lá passar um Natal, longe dos amigos da terra e da família. Claro que não foi pera doce, mas na tropa também há amigos pelo que a experiência foi assim amenizada.

Pode, pois, não valer muito, mas partilho com amizade este simples presépio com os visitantes deste espaço.

12/15/2008

Paisagem de Natal

Serra da Freita I

Serra da Freita II

Ontem, Domingo, subi à Serra da Freita, sempre bela, tanto no Verão como em pleno Inverno. Ontem, estava fria, gelada, com muita neve. Nalguns locais, mais abrigados, apenas uns salpicos mas noutros lados um extenso e branco lençol, frio e macio.

Como não podia deixar de ser, a nostalgia também esteve presente. Ao ver o meu filho brincar com a neve, recuei vários anos, às minhas brincadeiras, na neve, no granizo ou geada.
Depois os cedros e os pinheiros, salpicados de neve, tão característicos das paisagens natalícias, pelo menos as europeias, pois bem sabemos que em Belém, há dois mil anos, seria muito difícil, quase impossível encontrar por lá uma paisagem como esta.

Apesar do frio e do vento repleto de névoas, foi uma bela tarde, com belas fotografias, algumas autênticos postais. Estas agora publicadas são apenas duas delas.

12/13/2008

O Natal nos catecismos - I

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Do catecismo "Quem sóis Vós, Senhor?", do qual já aqui falamos, dentro do ambiente e espírito natalícios, reproduzimos hoje as ilustrações relativas à quadra.
Principia com a aparição do Anjo Gabriel a Maria, transmitindo-lhe o desígnio de vir a ser a Mãe do Salvador;

Depois a visita de Maria a sua prima Isabel, que viria a ser mãe de João Baptista, seguindo-se o nascimento de Jesus, num pobre estábulo da cidade de Belém, o anúncio do nascimento pelo anjo aos pastores da região e finalmente a adoração a Jesus pelos reis Magos, reconhecendo naquela criança a divindade do tão esperado Messias.
Quem se recorda destas deliciosas ilustrações?


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12/11/2008

Cromos de caramelos - Os apetecidos brindes

 

Há dias publiquei aqui um post sobre os famosos brindes distribuídos com as colecções de cromos de caramelos, os sempre apatecidos brinquedos, incluindo a alegria da rapaziada, as bolas de borracha.
Hoje dou à estampa mais algumas imagens desses brindes, desses simples mas nostálgicos brinquedos a que poucos podiam chegar. Por conseguinte, para além da paixão pelos cromos da bola e seus ídolos, a compra dos cromos de caramelos era um expediente para se sonhar em possuir um dos brinquedos expostos na mercearia ou quiosque da aldeia.


Bons tempos.

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12/04/2008

Quase Natal

 Natal - Santa Nostalgia

Por tradição, 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, é a data a partir da qual o ambiente da Natal entre na minha família e creio que na de muitos portugueses.
Eu sei que o natal consumista entre cada vez mais cedo em nossas casas e não tarda que isso aconteça ainda em pleno Verão, mas tradição é tradição e só a partir desse dia é que é montado o presépio e, por conseguinte, principia a contagem decrescente para o tão esperado dia, sempre num ambiente e espírito natalícios.

Sou de uma família católica, por isso é natural que o Natal tenha ainda o verdadeiro significado de uma festa cristã, onde a figura principal é o Menino Jesus, bem como toda a mensagem humana a ele subjacente.

É extremamente difícil alhearmo-nos dele, mas o natal consumista e comercial, regra geral, não é bem-vindo. O pai natal é assim uma figura menor, por ser uma figura ridícula e ridicularizada, aproveitada indecentemente por tudo quanto é comércio.

Dentro do verdadeiro espírito de Natal, o cristão e não o comercial ou pagão, durante este mês de Dezembro e até ao Dia de Reis (6 de Janeiro) faremos por publicar aqui memórias e nostalgias relacionadas com a festividade, com a quadra.

Hoje principiámos com uma série de postais de Natal,  pintados pela mão da talentosa Laura Costa, para uma edição dos CTT, em 1942, repletos de ternura e que nos reportam a um tempo de meninice, já passado mas que ainda vive nas nossas memórias e na nossa alma.

Natal - Santa Nostalgia 

12/03/2008

Sardinhas salgadas

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Quem não gosta de sardinhas? Assadas, cozidas, fritas ou de conserva em óleo ou tomatada, creio que quase toda a gente gosta.
Hoje em dia a sardinha é quase um alimento de luxo, pelo alto preço a que é vendida. Então em época das festas populares, nomeadamente pelo S. João, o preço é deveras exorbitante, mesmo com o abastecimento da sardinha espanhola (que dizem de inferior qualidade relativamente à pescada na nossa costa).

Neste contexto, guardo algumas memórias e recordações à volta das sardinhas e da sua importância na alimentação das pessoas.

Noutros tempos, noutras épocas, a sardinha era o bife dos pobres, principalmente do povo da aldeia, dos lavradores.
Duas batatas cozidas, um monte de couves e uma sardinha assada ou cozida, era um prato muito generalizado, mas mesmo assim com algum requinte, pois mesmo a um preço acessível, nessa altura (anos 60 e 70), a sua compra frequente não estava ao alcance da maioria do povo. Recordo-me perfeitamente do tempo em que uma sardinha era dividida por dois ou três irmãos.

Lembro-me da visita do peixeiro à aldeia, duas ou três vezes por semana, numa camioneta de caixa aberta. Logo que o tempo se aprontava frio, portanto no final do Outono e Inverno, algumas famílias com mais bocas para alimentar, compravam uma caixa completa de sardinhas, que depois salgavam. Com este tipo de conservação tradicional, herdada já dos tempos dos romanos, a caixa, bem administrada, durava umas valentes semanas do Inverno, pois nessa altura do ano era muito difícil a venda da sardinha, devido ao estado do mar mas também por não ser tão gostosa. A este respeito, o povo diz que a sardinha é boa nos meses sem R (portanto Maio, Junho, Julho e Agosto). Depois perde qualidades. Nesta, como noutras coisas, é certa a sabedoria popular.

Hoje em dia a sardinha é consumida habitualmente fresca e quando importa conservar é congelada. Já ninguém salga sardinhas e mesmo que o fizessem as mesmas ficariam intragáveis e rançosas. No entanto, nessa altura as sardinhas conservavam-se com boa qualidade e sempre deliciosas, mesmo depois de salgadas por várias semanas. Para além do mais, não havia outra alternativa à sua conservação pois arcas congeladoras era equipamento que ninguém tinha.
Agora que o frio tem apertado, soube bem recordar as sardinhas salgadas no meu tempo de criança. Ainda lhes sinto o sabor e adivinho-as a fumegar num prato de batatas com couves.

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