Na sequência do nosso anterior post sobre a caderneta de cromos "Artistas de Cinema", de 1965, damos continuidade à publicação de alguns dos respectivos cromos, grandes figuras do mundo do cinema dessa fantástica década.
1/27/2009
1/26/2009
Águas medicinais Vidago Salus
Hoje trago à memória um antigo postal publicitário às Águas Vidago Salus.
"É a mais rica das águas alcalinas. Facilita e digestão, descongestiona o fígado e limpa os rins. Associada ao vinho ou a outra bebida alcoólica é excelente e agradável".
Desde há longas décadas que as Águas Vidago Salus fazem parte do nosso quotidiano, logo das nossas memórias e recordações.
Hoje em dia o consumo de águas de mesa, naturais ou gaseificadas, está generalizado e cada vez mais fazem partes das nossas refeições, tanto em caso como nos restaurantes.
Noutros tempos, porém, o consumo de águas minerais, de modo especial as gaseificadas, eram consumidas quase como um complemento medicinal, principalmente contra más-disposições e enfartamentos, daí a designação de águas medicinais.
Por conseguinte, beber dessa água e logo de seguida arrotar, era um bom pronúncio de boa disposição. Não admira que estas águas estivessem por caso mais como um remédio do que propriamente uma bebida.
Hoje em dia o consumo de águas de mesa, naturais ou gaseificadas, está generalizado e cada vez mais fazem partes das nossas refeições, tanto em caso como nos restaurantes.
Noutros tempos, porém, o consumo de águas minerais, de modo especial as gaseificadas, eram consumidas quase como um complemento medicinal, principalmente contra más-disposições e enfartamentos, daí a designação de águas medicinais.
Por conseguinte, beber dessa água e logo de seguida arrotar, era um bom pronúncio de boa disposição. Não admira que estas águas estivessem por caso mais como um remédio do que propriamente uma bebida.
Quanto à história de Vidago e suas famosas águas medicinais, o melhor será espreitar o sítio da Vila de Vidago, ou ainda um bom artigo publicado no Blog da Rua Nove. Também a não perder o Blog Meu Vidago, documentado com postais antigos daquela pitoresca terra.
1/22/2009
Café "A Brasileira"
O estabelecimento foi fundado por Adriano Teles, farmacêutico do Porto, que, ainda jovem, decidiu tentar a sua sorte emigrando para o Brasil. Lá, dedicou-se ao negócio do café, com o que enriqueceu nos finais do século XIX.
De regresso ao Porto, montou uma torrefacção e fundou "A Brasileira", inaugurada e 4 de Maio de 1903, para servir café à chávena. Não havia na cidade, por essa altura, o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. Adriano Teles para promover o seu produto ofereceu, durante os primeiros treze anos de "A Brasileira", o café à chávena de graça no seu estabelecimento a quem comprasse um saquinho de grãos de café.
Numa visão, do que hoje poderíamos chamar de marketing, Adriano Teles mandou pintar em várias paredes e pardieiros da cidade o slogan que se tornaria famoso: O melhor café é o d'A Brasileira.
Adriano Teles não se quedou pelo Porto, abrindo "A Brasileira" de Lisboa, no Chiado, em 1905 e "A Brasileira" de Braga em 1907.
fonte: wikipédia
Hoje trouxe à memória dois antigos postais ilustrados do famoso café "A Brasileira", uma das míticas marcas ligadas ao Porto e simultaneamente um dos emblemáticos edifícios da baixa da Invicta, concretamente da Rua Sá da Bandeira.
O café e o seu consumo fazem parte das minhas mais distantes memórias. Claro que o café no meu tempo de criança não era consumido como nos tempos modernos, servido numa pequena chávena e debitado por uma máquina. Nessa altura o café era confeccionado numa grande cafeteira de alumínio e era servido em malgas de barro, servido simples ou misturado com leite e substanciado com tostas ou até côdeas de pão. Uma delícia.
Pode ser da distância do tempo, mas não há dúvida que nessa altura o café tinha mesmo sabor a café...e aroma.
1/16/2009
Artistas de Cinema - Colecção de cromos - 1965
"Artistas de Cinema" é uma excelente colecção de cromos editada pela Agência Portuguesa de Revistas, no ano de 1965.
A caderneta é composta por um total de 124 magníficos e coloridos cromos. Na caderneta, cada cromo, em grande formato (75 x 98 mm) é acompanhado por um resumo biográfico de cada artista.
A caderneta apresenta um formato quase quadrado, com as dimensões de 250 x 235 mm. Em cada página estão dispostos quatro cromos.
Tanto ou mais do que na actualidade, o cinema e os seus artistas eram temas relativamente populares nos anos 60 e 70, pelo que a colecção tornava-se apetecível. Por esta via, ainda em criança, recordo-me de contactar com esta caderneta de cromos, que era pertença de um colega um pouco mais velho. Por isso, mesmo sem assitir a grandes sessões de cinema, desde cedo comecei a conhecer nomes como Audrey Hepburn, Charlton Heston, Elizabeth Taylor, James Stewart, Lauren Bacall, Judy Garland, Natalie Wood, Peter O´Toole, Roger Moore, e muitos outros. Claro que, apesar de ainda pequenote, eu já tinha preferências pelas lindas caras das muitas actrizes ali representadas. Escolher a mais bela, isso era um problema, dada a quantidade de opções.
Apesar desta colecção ser dominada pelas estrelas de Hollywood, de referir que há alguns nomes portugueses, nomeadamente, Florbela Queiróz, António Vilar, Carmen Dolores e Tony de Matos.
Desde já e periodicamente, aqui no Santa Nostalgia, colaremos alguns cromos extraídos desta bela caderneta. Certamente que alguns despertarão algumas memórias e nostalgias.
A caderneta é composta por um total de 124 magníficos e coloridos cromos. Na caderneta, cada cromo, em grande formato (75 x 98 mm) é acompanhado por um resumo biográfico de cada artista.
A caderneta apresenta um formato quase quadrado, com as dimensões de 250 x 235 mm. Em cada página estão dispostos quatro cromos.
Tanto ou mais do que na actualidade, o cinema e os seus artistas eram temas relativamente populares nos anos 60 e 70, pelo que a colecção tornava-se apetecível. Por esta via, ainda em criança, recordo-me de contactar com esta caderneta de cromos, que era pertença de um colega um pouco mais velho. Por isso, mesmo sem assitir a grandes sessões de cinema, desde cedo comecei a conhecer nomes como Audrey Hepburn, Charlton Heston, Elizabeth Taylor, James Stewart, Lauren Bacall, Judy Garland, Natalie Wood, Peter O´Toole, Roger Moore, e muitos outros. Claro que, apesar de ainda pequenote, eu já tinha preferências pelas lindas caras das muitas actrizes ali representadas. Escolher a mais bela, isso era um problema, dada a quantidade de opções.
Apesar desta colecção ser dominada pelas estrelas de Hollywood, de referir que há alguns nomes portugueses, nomeadamente, Florbela Queiróz, António Vilar, Carmen Dolores e Tony de Matos.
Desde já e periodicamente, aqui no Santa Nostalgia, colaremos alguns cromos extraídos desta bela caderneta. Certamente que alguns despertarão algumas memórias e nostalgias.
1/15/2009
As calças de ganga Lois
Em Outubro de 2008, a imprensa dava-nos conta da falência do grupo grupo Sáez Merino, detentor da marca de jeans (calças de ganga) LOIS.
A empresa espanhola, com sede em Valência, não resistia às dificuldades do mercado, um pouco à semelhança de muitas outras empresas ligadas ao sector têxtil, não sendo alheia a esta crise, a proliferação e aumento das exportações da China.
A empresa espanhola, com sede em Valência, não resistia às dificuldades do mercado, um pouco à semelhança de muitas outras empresas ligadas ao sector têxtil, não sendo alheia a esta crise, a proliferação e aumento das exportações da China.
Mais recentemente, já este ano, li na revista Sábado que ainda estavam a ser estudadas algumas possibilidades de salvação, que não da empresa, pelo menos da mítica marca. Uma hipótese poderia residir na aquisição por parte do grupo Inditex que detém a cadeia de vestuário Zara. Estão em aberto várias hipóteses. O certo é que a marca ganhou mais prestígio e em alguns sites de leilões e vendas, as calças da LOIS têm vindo a ser transaccionadas a preços elevados.
A Lois era a marca emblemática do grupo Sáez Merino, nascida em 1962. A marca sempre teve muito prestígio, nomeadamente nos anos 70, com campanhas publicitárias protagonizadas pelo grupo musical sueco Abba, o cantor Rod Stewart e o tenista sueco Bjorn Borg.
As calças de ganga LOIS eram conhecidas pelo símbolo inconfundível de um touro preto, com um grafismo estilizado. Também ficaram famosas as casacas (jackets) exportadas para França que saíram com o defeito das mangas compridas. O defeito tornou-se feitio pois tornou-se moda usar as casacas com parte da manga arregaçada. Ainda hoje é frequente ver esta situação.
Em adolescente recordo-me de possuir pelo menos dois pares de calças desta marca. Eram de facto excelentes, quase sempre ajustadas ao corpo. Tinham tanta fama e prestígio quanto as Levi´s, as Lee ou as portuguesas Número 1. Era das minhas calças preferidas e era com orgulho e vaidade que ostentava o touro. Claro que custavam uma pipa de massa, muito acima do custo de um par de calças de qualquer outra marca inferior.
As calças de ganga, hoje designam-se popularmente de jeans e estão universalizadas. De um vestuário grosseiro, fundamentalmente de trabalho, passou a fazer parte da indumentária do dia-a-dia, tanto na aldeia como na cidade, tanto no campo como no escritório, em ocasiões informais ou até em cerimónias.
Apesar do conceito do corte e do estilo não ter alterado substancialmente ao longo da sua história, actualmente as calças de ganga estão mais diversificadas, vendendo-se, inclusive, já com rasgões, coçadas, esfarrapadas e quase sem cinta, em contraponto aos anos 70 em que as cintas eram demasiado altas e as pernas demasiado largas, chamadas de boca-de-sino. Neste aspecto, apesar do estilo inconfundível, as calças de ganga, ou jeans, não deixaram de se adaptar às modas e às tendências.
Por tudo isto, esperemos que a LOIS continue por muitos anos pois faz parte das memórias e nostalgias de várias gerações.
1/01/2009
Pensos Hansaplast - Um homem nunca chora
Ao publicar este antigo anúncio aos pensos Hansaplast, não posso deixar de me lembrar das crianças (quase sempre de etnia cigana) que os vendem junto de grandes aglomerados de pessoas, como nos parques de estacionamento, praias, romarias, etc. Com caras tristes e maozitas estendidas, oferecendo os packs de pensos, são, de facto, uma imagem associada a estas tirinhas plásticas que são conhecidas e usadas em todo o mundo.
A Hansaplast é uma marca da conhecida empresa Beiersdorf, com sede em Hamburgo, Alemanha, também detentora da conhecida marca de creme Nívea. É líder mundial em produtos de tratamentos ligeiros de feridas superficiais.
A Hansaplast comemorou, em 2007, 85 anos, tendo, na ocasião, sido lançada no mercado uma caixa comemorativa, que abaixo reproduzimos, contendo diversos tipos de pensos. Também com esse pretexto lançou dois inovadores produtos, o Gel Anti-Bolhas e o penso em spray.
A marca comercializa pensos para todos os tipos de ferimentos e situações, continuando um caminho de inovação, iniciado no longínquo ano de 1922. De referir que na Inglaterra e em muitos outros países, o produto é vendido com o nome de Elastoplast.
Como não podia deixar de ser, este produto, os pensos da Hansaplast, está ligado às minhas memórias de criança, pois sempre que surgia um ferimento ligeiro, um arranhão ou picadela, resultante das brincadeiras, o penso da cor de pele surgia como um curandeiro milagroso. Contudo, sempre fiquei com a sensação de que o penso pouco resultado dava. Como a zona central, com o algodão, não aderia à pele, quase sempre não impedia a entrada de sujidade para a ferida. Por outro lado, a zona onde colava, depois de retirada, volvidos alguns dias, deixava uma marca de cola que só saía passando álcool.
Seja como for, desde que me conheço que me habituei a ver por casa estes práticos pensos da Hansaplast. Há cerca de dois ou três anos comprei numa farmácia uma malinha plástica contendo um conjunto de pensos e compressas para várias ocasiões, incluindo uma tesourinha e uma pinça. Felizmente foram poucos os ferimentos pelo que o conjunto, o kit, está quase intacto.
- Embalagem metálica, comemorativa dos 85 anos da marca.
- Documento com listagem de vários produtos da Hansaplast
- Beiersdorf - Portugal
- Um pouco da história da Hansaplast - Espanhol
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