1/27/2009

Crónica Feminina - Nº 617

 

cronica feminina 617 santa nostalgia

Revista CRÓNICA FEMININA. Edição Nº 617 de 19 de Setembro de 1968.

Entretanto pode recordar os nossos anteriores artigos sobre a popular revista Crónica Feminina:

Link 1

Link 2

Artistas de Cinema - Cromos II

 ana paula zeiger

Na sequência do nosso anterior post sobre a caderneta de cromos "Artistas de Cinema", de 1965, damos continuidade à publicação de alguns dos respectivos cromos, grandes figuras do mundo do cinema dessa fantástica década.

antonio vilar

barbara eden

anna karina

1/26/2009

Águas medicinais Vidago Salus

santa nostalgia agua vidago salus

Hoje trago à memória um antigo postal publicitário às Águas Vidago Salus.
"É a mais rica das águas alcalinas. Facilita e digestão, descongestiona o fígado e limpa os rins. Associada ao vinho ou a outra bebida alcoólica é excelente e agradável".

Desde há longas décadas que as Águas Vidago Salus fazem parte do nosso quotidiano, logo das nossas memórias e recordações.

Hoje em dia o consumo de águas de mesa, naturais ou gaseificadas, está generalizado e cada vez mais fazem partes das nossas refeições, tanto em caso como nos restaurantes.
Noutros tempos, porém, o consumo de águas minerais, de modo especial as gaseificadas, eram consumidas quase como um complemento medicinal, principalmente contra más-disposições e enfartamentos, daí a designação de águas medicinais.

Por conseguinte, beber dessa água e logo de seguida arrotar, era um bom pronúncio de boa disposição. Não admira que estas águas estivessem por caso mais como um remédio do que propriamente uma bebida.

Quanto à história de Vidago e suas famosas águas medicinais, o melhor será espreitar o sítio da Vila de Vidago, ou ainda um bom artigo publicado no Blog da Rua Nove. Também a não perder o Blog Meu Vidago, documentado com postais antigos daquela pitoresca terra.

1/22/2009

Café "A Brasileira"

santa nostalgia cafe brasileira

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O estabelecimento foi fundado por Adriano Teles, farmacêutico do Porto, que, ainda jovem, decidiu tentar a sua sorte emigrando para o Brasil. Lá, dedicou-se ao negócio do café, com o que enriqueceu nos finais do século XIX.

De regresso ao Porto, montou uma torrefacção e fundou "A Brasileira", inaugurada e 4 de Maio de 1903, para servir café à chávena. Não havia na cidade, por essa altura, o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. Adriano Teles para promover o seu produto ofereceu, durante os primeiros treze anos de "A Brasileira", o café à chávena de graça no seu estabelecimento a quem comprasse um saquinho de grãos de café.

Numa visão, do que hoje poderíamos chamar de marketing, Adriano Teles mandou pintar em várias paredes e pardieiros da cidade o slogan que se tornaria famoso: O melhor café é o d'A Brasileira.
Adriano Teles não se quedou pelo Porto, abrindo "A Brasileira" de Lisboa, no Chiado, em 1905 e "A Brasileira" de Braga em 1907.
fonte: wikipédia

Hoje trouxe à memória dois antigos postais ilustrados do famoso café "A Brasileira", uma das míticas marcas ligadas ao Porto e simultaneamente um dos emblemáticos edifícios da baixa da Invicta, concretamente da Rua Sá da Bandeira.

O café e o seu consumo fazem parte das minhas mais distantes memórias. Claro que o café no meu tempo de criança não era consumido como nos tempos modernos, servido numa pequena chávena e debitado por uma máquina. Nessa altura o café era confeccionado numa grande cafeteira de alumínio e era servido em malgas de barro, servido simples ou misturado com leite e substanciado com tostas ou até côdeas de pão. Uma delícia.
Pode ser da distância do tempo, mas não há dúvida que nessa altura o café tinha mesmo sabor a café...e aroma.

1/16/2009

Artistas de Cinema - Colecção de cromos - 1965

artistas de cinema capa_santa nostalgia

"Artistas de Cinema" é uma excelente colecção de cromos editada pela Agência Portuguesa de Revistas, no ano de 1965.
A caderneta é composta por um total de 124 magníficos e coloridos cromos. Na caderneta, cada cromo, em grande formato (75 x 98 mm) é acompanhado por um resumo biográfico de cada artista.
A caderneta apresenta um formato quase quadrado, com as dimensões de 250 x 235 mm. Em cada página estão dispostos quatro cromos.

Tanto ou mais do que na actualidade, o cinema e os seus artistas eram temas relativamente populares nos anos 60 e 70, pelo que a colecção tornava-se apetecível. Por esta via, ainda em criança, recordo-me de contactar com esta caderneta de cromos, que era pertença de um colega um pouco mais velho. Por isso, mesmo sem assitir a grandes sessões de cinema, desde cedo comecei a conhecer nomes como Audrey Hepburn, Charlton Heston, Elizabeth Taylor, James Stewart, Lauren Bacall, Judy Garland, Natalie Wood, Peter O´Toole, Roger Moore, e muitos outros. Claro que, apesar de ainda pequenote, eu já tinha preferências pelas lindas caras das muitas actrizes ali representadas. Escolher a mais bela, isso era um problema, dada a quantidade de opções.

Apesar desta colecção ser dominada pelas estrelas de Hollywood, de referir que há alguns nomes portugueses, nomeadamente, Florbela Queiróz, António Vilar, Carmen Dolores e Tony de Matos.
Desde já e periodicamente, aqui no Santa Nostalgia, colaremos alguns cromos extraídos desta bela caderneta. Certamente que alguns despertarão algumas memórias e nostalgias.

audrey hepburn

steve mcquenn

carrol baker

1/15/2009

As calças de ganga Lois


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Em Outubro de 2008, a imprensa dava-nos conta da falência do grupo grupo Sáez Merino, detentor da marca de jeans (calças de ganga) LOIS.
A empresa espanhola, com sede em Valência, não resistia às dificuldades do mercado, um pouco à semelhança de muitas outras empresas ligadas ao sector têxtil, não sendo alheia a esta crise, a proliferação e aumento das exportações da China.

Mais recentemente, já este ano, li na revista Sábado que ainda estavam a ser estudadas algumas possibilidades de salvação, que não da empresa, pelo menos da mítica marca. Uma hipótese poderia residir na aquisição por parte do grupo Inditex que detém a cadeia de vestuário Zara. Estão em aberto várias hipóteses. O certo é que a marca ganhou mais prestígio e em alguns sites de leilões e vendas, as calças da LOIS têm vindo a ser transaccionadas a preços elevados.

A Lois era a marca emblemática do grupo Sáez Merino, nascida em 1962. A marca sempre teve muito prestígio, nomeadamente nos anos 70, com campanhas publicitárias protagonizadas pelo grupo musical sueco Abba, o cantor Rod Stewart e o tenista sueco  Bjorn Borg.

As calças de ganga LOIS eram conhecidas pelo símbolo inconfundível de um touro preto, com um grafismo estilizado. Também ficaram famosas as casacas (jackets) exportadas para França que saíram com o defeito das mangas compridas. O defeito tornou-se feitio pois tornou-se moda usar as casacas com parte da manga arregaçada. Ainda hoje é frequente ver esta situação.

Em adolescente recordo-me de possuir pelo menos dois pares de calças desta marca. Eram de facto excelentes, quase sempre ajustadas ao corpo. Tinham tanta fama e prestígio quanto as Levi´s, as Lee ou as portuguesas Número 1. Era das minhas calças preferidas e era com orgulho e vaidade que ostentava o touro. Claro que custavam uma pipa de massa, muito acima do custo de um par de calças de qualquer outra marca inferior.

As calças de ganga, hoje designam-se popularmente de jeans e estão universalizadas. De um vestuário grosseiro, fundamentalmente de trabalho, passou a fazer parte da indumentária do dia-a-dia, tanto na aldeia como na cidade, tanto no campo como no escritório, em ocasiões informais ou até em cerimónias.
Apesar do conceito do corte e do estilo não ter alterado substancialmente ao longo da sua história, actualmente as calças de ganga estão mais diversificadas, vendendo-se, inclusive, já com rasgões, coçadas, esfarrapadas e quase sem cinta, em contraponto aos anos 70 em que as cintas eram demasiado altas e as pernas demasiado largas, chamadas de boca-de-sino. Neste aspecto, apesar do estilo inconfundível, as calças de ganga, ou jeans, não deixaram de se adaptar às modas e às tendências.
Por tudo isto, esperemos que a LOIS continue por muitos anos pois faz parte das memórias e nostalgias de várias gerações.

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