3/07/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 1
3/06/2009
A importância dos botões
Botões e mais botões.
Estes simpáticos objectos são intemporais e existem desde há milhares de anos, quase desde o tempo em que o homem sentiu necessidade de se vestir.
Os botões estão presentes em quase todo o tipo de vestuário, desde a roupa interior até às camisas, casacos, calças e sobretudos, mas também em calçado e outros acessórios.
Para além da sua função, prática ou meramente decorativa, os botões sempre foram feitos com variados materias, desde osso ao moderno plástico, passando por pedra, madeira, metal, vidro, etc. Há ainda os botões num determinado material base mas revestidos com outro, como tecido, couro e metal.
Apesar de existirem em diversos tamanhos e formatos, não deixam de ser objectos pequeninos e predominantemente de forma circular.
Há botões com dois ou mais buracos e também sem buracos, com sistema de argola na base.
Os botões estão integrados num grupo de artigos a que se chama de retrosaria. Sempre achei piada a esta designação e desconheço a sua origem concreta, sendo que deriva do substantivo retrós, um termo ligado à costura, assim como sempre me intrigou o termo marroquinaria, para os acessórios de couro, como cintos e malas.
Nos meus tempos de criança os botões eram uma preciosa moeda de troca e de participação em muitos jogos, incluindo o do pião, o rapa, as cartas e outros. Por conseguinte, era norma cada criança ter uma latinha ou caixinha repleta de botões, desde os mais pequenos e discretos até aos maiores, coloridos e exóticos. Para abastecer as necessidades, muitas vezes os botões eram propositadamente surripiados à roupa pelo que normalmente faltavam botões nas camisas, no casaco e até na braguilha. Recordo ainda que tinha umas primas costureiras pelo que frequentemente por lá dava a volta sempre pronto a roubar um ou outro botão.
Aos botões grandes, normalmente de casacões ou sobretudos, chamávamos de pincholas. Desconheço se o termo é usado noutras regiões.
É claro que, a modos do dinheiro, a uma pinchola correspondia o valor de vários botões, porque eram naturalmente mais raras e valiosas.
Há ainda quem coleccione botões, mas sendo um artigo tão diversificado, é uma colecção que nunca mais tem fim.
Pode parecer uma minudência, mas foi bom recordar a importância dos botões nas nossas brincadeiras de criança.
Ah, já agora, o desenho que ilustra este post foi desenhado por mim, para que o não reclamem....
Assunto relecionado, ou não:
Rei, capitão, soldado, ladrão...
*****
Sabão Clarim - Recordações lavadas e frescas
É verdade que ultimamente, com alguma frequência, temos falado aqui de sabonetes e detergentes pelo que é caso para se dizer que as nossas recordações andam muito bem lavadas.
Seja como for, e até porque também já temos falado do sabão Clarim, não hesito a publicar mais um delicioso cartaz publicitário, de 1963, deste popular produto, tão conhecido das donas de casa portuguesas, desde há várias décadas.
O sabão Clarim é, de facto, um daqueles produtos que apesar da passagem dos anos, mantém-se fiel a si mesmo, numa prova provada de que o que é bom não precisa de ser melhorado. É claro que o sabão nos dias de hoje já não tem a importância de outros tempos, mas mesmo assim continua a ter um lugar muito próprio no dia-a-dia das limpezas da casa e da roupa.
Outros assuntos, relacionados ou não:
Publicidade nostálgica - Sabão Clarim
Sabão Clarim - Com Clarim toca a lavar!
Detergente OMO - OMO lava mais branco!
3/05/2009
Detergente OMO - OMO lava mais branco!
Cartaz publicitário de 1964.
O detergente OMO é uma marca de origem inglesa, da empresa multinacional Unilever.
A designação OMO refere-se à expressão inglesa “Old mother
owl”, a velha mãe coruja, numa alusão à sabedoria e dedicação maternal.
Entre nós, desconheço a data exacta da sua introdução mas foi seguramente por volta dos anos 60, já que no Brasil, onde é uma marca popular e líder de vendas, foi introduzida em 1957.
O detergente OMO, aquele pó granulado, de tom azulado, a partir dos anos 70 fazia parte dos produtos de tratamento de roupa da minha mãe e das donas de casa da aldeia. Antes, o produto principal era o sabão e a lixívia e muita força a esfregar na áspera pedra de granito do lavadouro comunitário.
A marca ao longo dos anos foi acompanhando a evolução tecnológica, dando resposta às múltiplas necessidades de consumo, produzindo diferentes variantes, incluindo o OMO destinado à máquina de lavar.
Os cartazes publicitários ao detergente OMO sempre foram uma constante nos jornais e revistas, bem como na rádio e televisão. Quem não tem presente o seu slogam, "OMO lava mais branco" ?
Outros assuntos, relacionados, ou não:
3/04/2009
Sabonete Lux - Susan Strasberg
Voltamos a publicar um novo cartaz publicitário, de 1963, do sabonete LUX, o tal que é usadado por 9 em cada 10 estrelas.
Desta feita a estrela era a bela Susan Strasberg, infelizmente já desaparecida. A sua estrela certamente continua a brilhar algures no universo.
A bela actriz americana participou no elenco de diversos filmes, incluindo o popular Força Delta, Picnic , Stage Struck e Psych-Out, entre muitos outros.
- Anteriores publicações sobre o sabonete LUX:
- Link 1:
- Link 2:
- Link 3:
3/03/2009
Óleo Fula - Óleo de amendoim
No cartaz que aqui publicamos, de 1964, é publicitado o óleo de amendoim, a 17 escudos o litro, apregoado como fresco, leve e puro.
Apesar destas virtudes, creio que este tipo de óleo nunca foi muito popular, comparativamente a outras origens, como a soja e o girassol, embora se continue a fabricar e a vender.
O óleo vegetal, tal como o conhecemos hoje, foi uma novidade quando apareceu e se generalizou, precisamente a partir dos meados de 60. Até aí, usava-se sobretudo o azeite e gordura animal, principalmente de porco, conhecida por banha, mas que na minha aldeia, e em muitas regiões, é conhecida por pingue.
Recordo-me que no meu tempo de criança, os meus pais também criavam um ou dois porcos ao ano, que se matavam muito gordos, de 10 a 14 arrobas, e depois de derretida a gordura, esta era conservada em potes de barro, os chamados púcaros, que simultaneamente serviam para conservar os rojões durante dois ou três meses.
É certo que ainda hoje em ambientes rurais, há quem crie (sebe) o seu porquito, mas a banha já não é tão aproveitada e perdeu a sua importância do passado. Por outro lado, como agora ninguém gosta de carne gorda, os porcos são abatidos magros, de 5 ou 6 arrobas. O azeite continua como a gordura de excelência mas, devido ao seu preço, é utilizado principalmente como tempero e como base de muitas comidas. O óleo, apesar de tudo, é o rei das frituras e o seu sucesso caminha lado a lado com a popularidade das batatas fritas.
Pesquisar no Blog
Seara Nova - Revista
A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...
Populares
-
Já aqui tinha falado da Tabuada , que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um do...
-
Séries TV - Memórias por aqui publicadas: A abelha Maia AFamília Bellamy A família Boussardel - Les Boussardel A Flecha Negra...
-
Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos arquipélagos d...
-
A Comunhão Solene, ou Profissão de Fé, é uma rito ou celebração do percurso da Catequese dos fiéis da Igreja Católica e que ocorre sensivel...
-
O postal de Natal, para além da sua história e da sua origem, é um elemento nostálgico e profundamente actual, ligado a esta festividad...